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Em 19 de Janeiro de 1946, o general Douglas MacArthur, comandante supremo aliado no Japão, anunciava publicamente a ordem para o início ao julgamento dos criminosos de guerra japoneses.
Realizado em Tóquio, em 417 dias, o julgamento era todo baseado naquele realizado em Nuremberg, com a acusação a empregar o mesmo documento lido pelos juízes do Tribunal na Alemanha. Presidido pelo australiano William Webb, o tribunal militar, continha representantes de 11 países: Austrália, Canadá, China, França, Holanda, Índia, Filipinas, Nova Zelândia, União Soviética, Reino Unido e Estados Unidos.
Semelhante ao processo alemão, o desenrolar dos acontecimentos foi sob polêmica. A acusação foi referida por advogados estadunidenses e na sala as únicas línguas utilizadas foram o japonês e o inglês. Aos acusados foi concedida a atenuante de agirem no cumprimento de ordens e foi levando em consideração o posto que ocupassem no momento em que realizaram os atos de que eram acusados.
O tribunal terminou condenando 7 réus à pena máxima. Entre eles, Hideki Tojo, ministro da Guerra e primeiro-ministro do Japão durante grande parte do conflito, destituído em Julho de 1944 devido às seguidas derrotas sofridas pelas forças japonesas. Tojo foi enforcado no dia 22 de Novembro de 1948. Dos restantes acusados, 16 foram condenados a prisão perpétua e 2 a penas menores.














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