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	<title>Segunda Guerra.org &#187; Preparação</title>
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	<description>O Maior Acervo sobre a Segunda Guerra Mundial</description>
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		<title>Formação da FEB: Um Balanço Decepcionante</title>
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		<pubDate>Sat, 05 Dec 2009 23:58:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Andre Luiz!</dc:creator>
				<category><![CDATA[Preparação]]></category>
		<category><![CDATA[FEB]]></category>

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		<description><![CDATA[Ao se findar o ano de 1943, a situação era a seguinte: Estado-Maior da Divisão &#8211; Inteiramente constituído com a escolha e designação do pessoal. Tropa especial do Quartel-General Divisionário &#8211; em curso de organização. Unidades de Infantaria &#8211; Nenhum regimento ainda organizado. Grandes déficits, sendo a razão principal o desconhecimento dos resultados das inspeções [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ao se findar o ano de 1943, a situação era a seguinte:</p>
<ul>
<li>Estado-Maior da Divisão &#8211;      Inteiramente constituído com a escolha e designação do pessoal.</li>
</ul>
<ul>
<li>Tropa especial do      Quartel-General Divisionário &#8211; em curso de organização.</li>
</ul>
<ul>
<li>Unidades de Infantaria &#8211;      Nenhum regimento ainda organizado.</li>
<p><span id="more-4731"></span></ul>
<ul>
<li>Grandes déficits, sendo a      razão principal o desconhecimento dos resultados das inspeções de saúde e      da seleção dos seus homens.</li>
</ul>
<p>As juntas de Inspeção de Saúde não tinham critérios uniformes. Não estavam mesmo adestradas para tal atividade, nem dispunham de material especializado, além de empregarem processos burocráticos arcaicos e de parco rendimento.</p>
<p>As novas qualificações de especialistas, em que figuravam eletricistas, mecânicos, motoristas, operadores e mecânicos de rádio, armeiros, radiotelegrafistas, etc., complicaram todo o trabalho de complemento dos efetivos. Onde encontrá-los, não se tratando de elementos de formação normal no âmbito do exército? Como retirar das atividades civis, sem convocação legal, homens dotados de remuneração alta, que o exército absolutamente não poderia pagar? Como desorganizar empreendimentos da vida pública retirando-lhes elementos vitais, se não se tratava de uma mobilização nacional? E o desamparo das famílias?</p>
<div id="attachment_4733" class="wp-caption alignleft" style="width: 267px"><a href="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/12/estandarte_do_11.jpg" class="broken_link" rel="lightbox[4731]"><img class="size-full wp-image-4733" title="estandarte_do_11" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/12/estandarte_do_11.jpg" alt="estandarte_do_11" width="257" height="170" /></a><p class="wp-caption-text">Estandarte Historico do 11º RI</p></div>
<p>O outro aspecto foi a transferência de elementos, por exemplo, do 12º e do 10º Regimentos de Infantaria (Belo Horizonte e Juiz de Fora) para o 11º Regimento de Infantaria de São João Del Rei, submetido a critérios diferentes de seleção e sem à menor preparação psicológica. A cooperação dos quadros não foi perfeita. Não havia qualquer estímulo ou sentido heroico, exaltado, para neutralizar sacrifício que se impunha aos menos cultos.</p>
<p>Registraram-se atos de indisciplina do 11º Regimento de Infantaria. Em parte se compreendia. Fora má e injustiçada a escolha do 11º Regimento de Infantaria, unidade mais recuada e mais modestamente aparelhada da Infantaria Divisionária. Se a intenção era honrar o compromisso do Brasil integrando a 1ª Divisão Expedicionária com um Regimento de Infantaria da 4ª Região, a unidade deveria ser o 10º Regimento de Juiz de Fora, sede do Comando Regional, com todos os recursos ao seu alcance, mais próximo do Rio (local da concentração), com Comando Regional para trabalhar na execução da missão, inclusive na mobilização.</p>
<p>Não podia ignorar que Juiz de Fora, um dos mais prósperos centros industriais do país, teria facilidade em selecionar os especialistas de que tanto necessitava a nova organização. Não se pensou em nada disso. Foi escolhido, talvez pelo critério político regional, o Regimento menos aparelhado; o que maiores problemas apresentavam e que, sem dúvida, maiores dificuldades enfrentariam, para chegar a satisfazer as mínimas, mas prementes condições de tempo impostas. Essa crítica, evidentemente, não envolve o desempenho apresentado na campanha pelo 11º Regimento de Infantaria, principalmente nos três últimos meses que antecederam o encerramento das operações. O fato é que o Regimento teve de receber um complemento de 1600 homens oriundos do 10º e do 12º Regimentos, os quais ao se deslocarem para São João Del Rei, sob coação, provocaram lamentável mal-estar e desequilíbrio disciplinar na caserna e na cidade.</p>
<div id="attachment_4735" class="wp-caption aligncenter" style="width: 300px"><a href="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/12/0031806.jpg" class="broken_link" rel="lightbox[4731]"><img class="size-full wp-image-4735" title="0031806" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/12/0031806.jpg" alt="0031806" width="290" height="187" /></a><p class="wp-caption-text">Primeiro Regimento de Infantaria</p></div>
<p style="text-align: left;">Os outros Regimentos, 1º e 6º de Infantaria, escolhidos com mais acerto, tiveram melhor apoio dos escalões superiores, mas não puderam superar as dificuldades para a organização das companhias de canhões anticarros de 57 mm e obuses de 105 mm. Eram completamente desconhecidos no Brasil.</p>
<p>Quanto às unidades de artilharia, o problema se apresentava mais simples, porque o material, tipo estadunidense de 105 mm, já existia entre nós. Os efetivos dos Grupos de Artilharia eram da ordem de 500 homens, por grupo. Apenas o Grupo Pesado dos 155 mm não recebeu material desse calibre, por não existir entre nós. E, para não perder o adestramento na técnica de tiro, foi-lhe atribuído, em caráter provisório, o material correspondente a três baterias de calibre 105 mm estadunidense. Toda a artilharia foi aparelhada no curso do mês de dezembro, antes mesmo de ter completado seus efetivos.</p>
<p>O Esquadrão de Reconhecimento Divisionário não teve maior dificuldade em sua organização, pois resultou do aproveitamento e adaptação de um dos esquadrões do 2º Regimento Motomecanizado.</p>
<p><a href="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/12/9becmb_11.png" class="broken_link" rel="lightbox[4731]"><img class="alignleft size-full wp-image-4741" title="9becmb_1" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/12/9becmb_11.png" alt="9becmb_1" width="98" height="135" /></a>A Engenharia, ao contrário, apresentou uma das soluções mais absurdas. Escolheram, para integrar a Divisão Expedicionária, o 9º Batalhão de Engenharia que tinha sede em Aquidauana &#8211; MT -, com um recrutamento deficitário e o mais imperfeito contingente humano. Não se pode fugir a um comentário amargo, não se compreendendo como o Estado-Maior do Exército aceitou essa solução, que poderia redundar nas mais graves consequências. Fazendo parte das tropas da 9ª Região Militar, a uma imensa distância das bases em que penosamente se organizava a Divisão Expedicionária, nenhuma interferência ou assistência poderia o seu Comando lhe dar, apesar da transcendente missão que lhe estava reservada nos campos de batalha, como Engenharia de Combate. Por isso mesmo, foi solicitado o seu deslocamento urgente para a área de concentração da 1ª Divisão, tendo-lhe sido fixada, como ponto de primeiro destino, a cidade de Três Rios, à margem da rodovia União e Indústria, entre Petrópolis e Juiz de Fora. O problema de seleção dos seus homens foi tão difícil, senão mais difícil do que o das outras unidades, dadas as deficiências do meio e, principalmente, o fraco índice demográfico e incultura generalizada. O novo estacionamento apresentava algumas conveniências, como a proximidade do rio Paraíba, para os exercícios de pontagem. Mas, a distância a que se encontrava das outras unidades da Divisão impedia qualquer atividade de cooperação, tão necessária e urgente.</p>
<p>Nisto tudo se evidenciava o nosso completo desconhecimento da realidade da guerra, que já ia marchando para o seu quarto ano de desenfreamento. Ao se reunir na nova sede, em Três Rios, apresentou-se ao Estado-Maior Expedicionário toda a nudez das dificuldades.</p>
<p>Onde encontrar a massa de especialistas, radio-operadores, mecânicos em geral, estenógrafos, mecânicos de rádio, operadores de martelete, mecânicos, tratoristas, motoristas do bote-motor, carpinteiros de ponte, operadores de compressor de ar, etc.? E como se tratava de unidade que não se poderia improvisar, somente por displicência poderia escolher, para essa missão, o 9º Batalhão Expedicionário de Aquidauana, deixando de lado as unidades de Engenharia, do Rio de Janeiro e, principalmente, o 2º Batalhão de Engenharia, de Pindamonhangaba, uma das unidades mais completas e selecionadas da arma.</p>
<p>Na parte de Comunicações não foi difícil. Talvez tenha sido a mais feliz solução, neste angustioso problema de organização. O 1º Batalhão de Transmissão destacou uma das suas companhias, já integradas por especialistas bem treinados, para se transformar em unidade expedicionária. Graças ao seu bom nível de instrução de tempo de paz e aos excelentes quadros de oficiais e sargentos, não encontrou dificuldades em aprender e manipular os novos aparelhos colocados ao seu alcance, na nova organização. Acresce que, estando essa unidade estacionada normalmente no Rio, com toda a sua aparelhagem, ao lado dos Centros de Pesquisa e Cursos Especializados, todas as dificuldades foram removidas e, por isso mesmo, quando enveredou pela fase operacional seu êxito estava assegurado, apresentando-se como a unidade mais eficiente da FEB durante a campanha.</p>
<p>O Serviço de Saúde, representado pelo 1º Batalhão de Saúde, foi constituído pela reunião da 1ª Formação Sanitária regional, acrescida de elementos oriundos da 2ª Formação Sanitária de São Paulo. O mesmo defeito de planejamento: sede fixada para o Batalhão, cidade de Valença, em aquartelamento adaptado, longe do conjunto Expedicionário, desligado do sentido de cooperação, fundamental no caso desta unidade especializada.</p>
<div id="attachment_4743" class="wp-caption aligncenter" style="width: 593px"><a href="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/12/esqd_btl_saude.jpg" class="broken_link" rel="lightbox[4731]"><img class="size-full wp-image-4743" title="esqd_btl_saude" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/12/esqd_btl_saude.jpg" alt="esqd_btl_saude" width="583" height="375" /></a><p class="wp-caption-text">1ª Formação Sanitária em Valença, no Rio de Janeiro - O precursor do Batalhão de Saúde.</p></div>
<p style="text-align: left;">O Serviço de Material Bélico apresentou uma grande inovação com a criação da Companhia de Manutenção, tipo de tropa até então inexistente no nosso Exército. E, também por isso, passou a ser a unidade de tão difícil organização quanto o Batalhão de Engenharia. Entre os seus especialistas figuravam, no Pelotão de Reparação de Armamento, os mecânicos de Artilharia, reparadores de instrumento de ótica, maquinistas, chefes de armeiros, armeiros especialistas, técnicos de relojoaria, etc. Nenhuma fonte de formação possuía para recrutar esses elementos. Recorreu-se à mobilização, chamando reservistas, fazendo-se simultaneamente apelo aos quadros de operários especialistas do Arsenal de Guerra do Rio de Janeiro, atendido generosamente.</p>
<p>O Serviço de Intendência, aparentemente simples na sua contextura, levantou imensas dificuldades na constituição de seu órgão de execução, a 1ª Companhia de Intendência, unidade divisionária. Em sendo uma unidade essencialmente transportadora, os seus três Pelotões de Transporte e a Seção de Manutenção exigiam uma quantidade de motoristas de caminhão e de jipes, além dos especialistas, praticamente impossível de obter de improviso.</p>
<p>Longe estava, portanto, de ser alcançada a meta de organização imposta pelas Portarias Ministeriais, limitada ao dia 15 de novembro de 1943. Pode-se dizer que, ao findar-se o ano, em 31 de dezembro de 1943 essas organizações eram embrionárias; algumas até inexistentes, apesar da luta ingente dos que tinham a missão de tirar alguma coisa do caos. Esta sumaríssima síntese dá uma ideia do que foi o labor inicial do Estado-Maior da Divisão Expedicionária.</p>
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		<title>FEB &#8211; As Primeiras Mulheres Militares</title>
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		<pubDate>Fri, 24 Apr 2009 18:49:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Andre Luiz!</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Brasil na Segunda Guerra]]></category>
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		<description><![CDATA[E FOI ASSIM&#8230; Que a mulher brasileira, conscientizada de que a defesa do território pátrio não é missão exclusiva do sexo masculino, com o romper da contenda procurou uma forma de ajudar e revidar as afrontas recebidas. A forma encontrada, face ao machismo da época, foi acorrer às escolas de enfermagem. O quadro de enfermeiras [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_2639" class="wp-caption alignleft" style="width: 350px"><a href="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/04/enfermeiras_masc.jpg" class="broken_link" rel="lightbox[2334]"><img class="size-full wp-image-2639" title="enfermeiras" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/04/enfermeiras_masc.jpg" alt="enfermeiras_masc" width="340" height="244" /></a><p class="wp-caption-text">Primeiras Enfermeiras se apresentam ao General Mascarenhas </p></div>
<p>E FOI ASSIM&#8230; Que a mulher brasileira, conscientizada de que a defesa do território pátrio não é missão exclusiva do sexo masculino, com o romper da contenda procurou uma forma de ajudar e revidar as afrontas recebidas.<span id="more-2334"></span></p>
<p>A forma encontrada, face ao machismo da época, foi acorrer às escolas de enfermagem. O quadro de enfermeiras militares foi criado, na realidade, por imposição dos estadunidenses.</p>
<p>Não pensavam os dirigentes militares da época em incorporar mulheres, tanto assim que quando uma dessas enfermeiras se apresentou, a 18 de abril de 1943, o Coronel Emanuel Marques Porto, ao receber-la no gabinete do Diretor de Saúde, ficou surpreso e comentou: &#8220;-<em>Mas o Brasil não vai para a guerra, como é que você quer ir? Olhe, minha cara, o mínimo que você tem é febre cerebral&#8221;</em>. Mas ela não tinha outra febre, senão a de revidar a afronta que o Brasil estava sofrendo e de defender a sua PÁTRIA. E o Brasil foi para a guerra e, melhor, FOI E VENCEU.</p>
<p>O machismo brasileiro imperou acima de tudo. Primeiro, não queriam organizar o Corpo Auxiliar Feminino, depois teve de fazê-lo, mas não queriam dar posto militar e, por isso, criaram um complicado esquema para o quadro feminino.</p>
<p>Para a criação do contingente feminino, procurou primeiro o Exército entrar em ligação com a diretora da principal escola de enfermeiras, para que ela indicasse as que poderiam formar o quadro militar; entretanto, a diretora primeiro quis saber: &#8220;Q<em>uanto vão ganhar as enfermeiras?</em>&#8220;, e ao saber que o soldo seria de Terceiro-Sargento, ou seja, de 520$000 &#8211; quinhentos e vinte mil réis -, respondeu que as enfermeiras de sua escola não se sujeitavam a ganhar uma quantia tão ridícula.</p>
<p>Assim sendo, o Exército decidiu abrir um voluntariado, a fim de recrutar as enfermeiras. O quadro de enfermeiras da reserva do Exército foi criado pelo Decreto-lei 6.097, de 13 de dezembro de 1943.</p>
<p><em>O presidente da República, usando das atribuições que lhe confere o art. 180 da Constituição, decreta:<br />
Ato 1º Fica criado no Serviço de Saúde do Exército o Quadro de Enfermeiras da Reserva do Exército.<br />
Ato 2º O presente Decreto-lei entra em vigor na data de sua publicação.<br />
Rio de Janeiro, 13 de dezembro de 1943, 12º da Independência e 55º da República. 290-DO-15-XII-43-BE 51, de 18-12-43-p. 4478.<br />
Ass. Getúlio Vargas e Eurico Gaspar Dutra.</em></p>
<p>Seguiu-se a esse decreto da criação a preparação dos cursos e a abertura do voluntariado. Por já haver no País uma grande falta de enfermeiras, chamadas profissionais, hoje conhecidas como de alto padrão, decidiram que aceitariam também as Samaritanas, curso instituído na época e que era uma espécie de Artigo 99 de enfermagem, pois tinha a duração de um ano, com toda a matéria condensada, e o de Voluntárias Socorristas, cuja duração era de 3 meses.</p>
<p>De posse do diploma de enfermagem, a voluntária passaria a freqüentar o curso do Exército, que era o equivalente ao CPOR, sendo feminino. A sigla era CEEREX.<br />
Embora a Escola Oficial não tivesse aderido, algumas de suas ex-alunas se apresentaram voluntariamente e concorreram normalmente com as demais. Foram elas Olga Mendes, que se classificou em 8º lugar na primeira turma, Nair Paulo de Mello, em 36º lugar, e Altanira Pereira Valadares, em 41º.</p>
<div id="attachment_2643" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a href="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/04/samaritanas.jpg" class="broken_link" rel="lightbox[2334]"><img class="size-full wp-image-2643" title="samaritanas" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/04/samaritanas.jpg" alt="samaritanas" width="400" height="239" /></a><p class="wp-caption-text">Formatura das Voluntárias Socorristas, em 1942, no Palácio Tiradentes</p></div>
<p style="text-align: left;">Na segunda turma classificou-se apenas uma, mas não seguiu para a Itália, foi aproveitada aqui: Heloisa Batista, que alcançou a 2ª colocação.</p>
<p>Da Escola Alfredo Pinto, com o curso de profissional, eram Ondina Miranda dos Santos, que alcançou o 21º lugar, Marina Serra de Mello Rolemberg, em 28º, mas também não seguiu para a guerra, e outra que também não foi, Luíza de Souza Botelho, em 35º, também não aproveitada.</p>
<p>Da Escola de Enfermagem da Cruz Vermelha era o maior contingente, sendo apenas uma profissional, Antonieta Ferreira, que se classificou em 15º lugar, e que fez parte do Destacamento Precursor de Saúde.</p>
<p>Da Escola Paulista do Hospital São Paulo era uma das excelentes enfermeiras de nossa equipe, Maria Aparecida França, que, no CEEREX, na segunda turma, alcançou o 5º lugar.</p>
<p>Foram ministrados quatro cursos; entretanto, foram selecionadas enfermeiras apenas da primeira e da segunda turma. Algumas foram aproveitadas aqui no Brasil e serviram nos Hospitais do Rio, do Recife e de Natal. Foram convocadas, mas não receberam patente militar, ficando apenas como Enfermeiras da Reserva do Exército.</p>
<p>Houve também um quadro muito especializado, composto de seis enfermeiras: eram as do Transporte Aéreo. Esse grupo era composto de Sara de Castro, Lenalda Campos, Joana Simões Araújo, Semíramis Montenegro, Maria José Vassimon de Freitas e Dirce Costa Leite.</p>
<div id="attachment_2644" class="wp-caption aligncenter" style="width: 408px"><a href="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/04/enfermeiras1.jpg" class="broken_link" rel="lightbox[2334]"><img class="size-full wp-image-2644" title="enfermeiras1" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/04/enfermeiras1.jpg" alt="enfermeiras1" width="398" height="276" /></a><p class="wp-caption-text">Enfermeiras do 7th S. Hospital. Da esquerda para a direita: sentadas - Nilza, Elza Viana, Alice, Nicia, Lindaurea e Amarina; de pé - Virgínia Leite, Haidée, Acácia, Lígia e Alkmin.</p></div>
<p style="text-align: center;">
<p><strong>Curso nos Estados</strong></p>
<p>Não foi só no Rio de Janeiro que foram ministrados cursos. Do Ceará veio Maria Hilda Melo, que chegou à Itália em 2 de maio de 1945, portanto já com a guerra terminada.</p>
<p>Da Bahia vieram: Araci Arnaud Sampaio, Isabel Novais Feitosa (sergipana), Jandira de Almeida, Joana Simões de Araújo (sergipana) e que foi para o Transporte Aéreo, Lenalda Campos (sergipana), também do Transporte Aéreo.</p>
<p>De Minas Gerais foram: Carlota Melo, llza Meira Alkimim, Rosely Belém Teixeira.</p>
<p>Do Paraná eram: Acássia Cruz, Edith Fanha, Guilhermina Rodrigues Gomes, Hilda Ribeiro, Jacy Chaves Lasserê, Maria da Conceição Soares, Wanda Sofia Magewsks e Virgínia Leite.</p>
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		<title>FEB &#8211; A Mulher Brasileira na Segunda Guerra Mundial</title>
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		<pubDate>Fri, 24 Apr 2009 18:47:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Andre Luiz!</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Quando o Brasil começou a ter seus navios mercantes torpedeados pelos alemães, a população começou a revoltar-se, e principalmente as mulheres, que não podiam suportar tal ofensa. As mulheres brasileiras jamais se furtaram à sua obrigação, ao seu dever patriótico de defender a sua Pátria. Imbuídas desse espírito de patriotismo, procuraram encontrar uma forma de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_2646" class="wp-caption alignleft" style="width: 410px"><a href="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/04/samaritanas2.jpg" class="broken_link" rel="lightbox[2328]"><img class="size-full wp-image-2646" title="samaritanas2" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/04/samaritanas2.jpg" alt="samaritanas2" width="400" height="215" /></a><p class="wp-caption-text">Samaritanas da Cruz Vermelha em 1942</p></div>
<p>Quando o Brasil começou a ter seus navios mercantes torpedeados pelos alemães, a população começou a revoltar-se, e principalmente as mulheres, que não podiam suportar tal ofensa.<span id="more-2328"></span></p>
<p>As mulheres brasileiras jamais se furtaram à sua obrigação, ao seu dever patriótico de defender a sua Pátria. Imbuídas desse espírito de patriotismo, procuraram encontrar uma forma de atender a esse chamamento e a maneira encontrada foi preparando-se para tratarem os futuros feridos.</p>
<p>As Escolas de Enfermagem encheram-se de jovens candidatas a enfermeiras. Como não havia tempo hábil para formar enfermeiras profissionais, cujo curso tinha a duração de 3 anos, foram criados dois outros cursos: de Samaritanas, que era um Supletivo de Enfermagem com a duração de um ano letivo, e o de Voluntárias Socorristas, com 3 meses de treinamento.</p>
<p>O número de enfermeiras profissionais era muito pequeno, assim, resolveram aceitar qualquer diploma de curso de Enfermagem, fosse o de profissional, cuja duração, como disse, era de 3 anos, o de Samaritana, de 1 ano letivo, ou o de Voluntária Socorrista, de 3 meses.</p>
<p>Uma vez apresentado o diploma de habilitação ao atendimento ao doente, qualquer que fosse o grau, no Curso que seria ministrado, no Exército seria feitas a seleção e o aperfeiçoamento, específicos para a guerra.</p>
<p>O Curso de Emergência de Enfermeiras da Reserva do Exército (CEEREX) foi ministrado em sua maioria com integrantes desses dois cursos, e a FEB contou apenas com 6 enfermeiras profissionais.</p>
<p>Uma vez elaboradas as leis de convocação, teve início o recrutamento. Naqueles idos de 1940, havia uma carência muito grande de Enfermeiras Profissionais (como eram chamadas as atuais Enfermeiras de Alto Padrão).</p>
<p>Certo dia, os estadunidenses se dirigiram General Souza Ferreira perguntando: &#8220;E as suas enfermeiras?&#8221;, e o General respondeu: &#8220;Não temos&#8221;. Os estadunidenses se mostraram surpresos e disseram que nós teríamos que ter as nossas próprias enfermeiras, pois as deles estavam já muito cansadas e, além do mais, não falavam a nossa língua. Partindo dessa pressão dos estadunidenses foi que nossas autoridades se movimentaram no sentido de organizar uma equipe de enfermeiras. Face a essa situação é que foi criado o Corpo de Oficiais Enfermeiras do Exército.</p>
<div id="attachment_2648" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a href="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/04/enfermeiras6.jpg" class="broken_link" rel="lightbox[2328]"><img class="size-full wp-image-2648" title="enfermeiras6" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/04/enfermeiras6.jpg" alt="enfermeiras6" width="400" height="278" /></a><p class="wp-caption-text">Enfermeiras do 45th General Hospital - Nápoles. Da esquerda para a direita: Nair, Soares, Edith, Carlota, Roselys e Isabel</p></div>
<p style="text-align: center;">
<p><strong>Criação do Quadro de Enfermeiras</strong></p>
<p>O Quadro de Enfermeiras da Reserva do Exército foi criado pela Lei que, a seguir, é transcrita:<br />
1943 &#8211; Criação do Quadro de Enfermeiras da Reserva do Exército<br />
Decreto-lei Nº 6.0971 de 13 de dezembro de 1943<br />
D.O. Nº 290, de 15 de dezembro de 1943<br />
Boletim do Exército Nº 51, de 13 de dezembro de 1943, p. 4.478</p>
<p>1943 &#8211; Aprova o Regulamento para o Quadro de Enfermeiras da Reserva do Exército Decreto nº 1.427, de 13 de dezembro de 1943<br />
D.O. Nº 290, de 15 de dezembro de 1943<br />
Boletim do Exército Nº 51, de 18 de dezembro de 1943</p>
<p>1944 &#8211; Aprovado Instruções para o Curso de Emergência de Enfermeiras da Reserva do Exército<br />
Portaria nº 5.855, de 3 de janeiro de 1944<br />
D.O. Nº 2,de 4 de janeiro de 1944<br />
Boletim do Exército Nº 2.S/1, de 8 de janeiro de 1944</p>
<p>Dispõe sobre a Situação Militar das Enfermeiras, Quanto a Círculo Local de Refeições, Recompensas e Sanções<br />
Portaria nº 272, de 10 de maio de 1944<br />
D.O. Nº 108, de 12 de maio de 1944<br />
Boletim do Exército Nº 20, de 13 de maio de 1944</p>
<p>Declara Inteiramente Aplicável às Enfermeiras Convocadas que fizeram parte da FEB os artigos 32 e 37 e as letras b, c e d, dos art. 38 e seus parágrafos da Portaria nº 64.599, de 23 de maio de 1944 e dá outras providências.<br />
Aviso nº 1.495, de 26 de junho de 1944<br />
D.O. Nº 131, de 8 de junho de 1944<br />
Boletim do Exército Nº 24, de 30 de junho de 1944</p>
<p>Eleva os Vencimentos das Enfermeiras da Reserva do Exército Convocadas<br />
Decreto Lei nº 6.716, de 20 de junho de 1944<br />
D.O. Nº 169, de 22 de junho de 1944<br />
Boletim do Exército Nº 31, de 29 de Junho de 1944</p>
<p>Define a Subordinação das Enfermeiras Convocadas<br />
Aviso nº 1.665, de 22 de junho de 1944<br />
Boletim do Exército Nº 27, de 1º de julho de 1944</p>
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		<title>FEB &#8211; Quarenta Dias na Área de Estacionamento</title>
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		<pubDate>Fri, 24 Apr 2009 14:57:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Andre Luiz!</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A Força Brasileira estava acampada nos arredores de Pisa, a 4 Km da cidade, no local destinado às caçadas da realeza italiana, San Rossore, oferecendo o conforto necessário para uma tropa em guerra. Desde o amanhecer de 23 de outubro a chuva caía intermitentemente, porém, contrariando-a, a instrução prosseguia como também o recebimento e a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_2666" class="wp-caption alignleft" style="width: 378px"><a href="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/04/apeninos12.jpg" class="broken_link" rel="lightbox[2312]"><img class="size-full wp-image-2666" title="apeninos12" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/04/apeninos12.jpg" alt="apeninos12" width="368" height="261" /></a><p class="wp-caption-text">Gen Mascarenhas de Moraes, Gen. Willis Crittemberg e Gen. Zenóbio da Costa</p></div>
<p>A Força Brasileira estava acampada nos arredores de Pisa, a 4 Km da cidade, no local destinado às caçadas da realeza italiana, San Rossore, oferecendo o conforto necessário para uma tropa em guerra.<span id="more-2312"></span></p>
<p>Desde o amanhecer de 23 de outubro a chuva caía intermitentemente, porém, contrariando-a, a instrução prosseguia como também o recebimento e a distribuição de peças de uniforme próprio para o inverno e para a chuva. A despeito do mau tempo continuava incessante a faina diária, não diminuindo seu ritmo já normalizado na vida das classes armadas, principalmente na campanha.</p>
<p>O III Batalhão, sob o comando do Major Cândido Alves da Silva, fazia uma marcha de treinamento; o I Batalhão, sob o comando do Major Jaci Guimarães, executava tiros de toda espécie, bem assim as Companhias Regimentais, que exercitavam com seus obuses, com os seus mineiros, com os seus observadores, com os seus canhões antitanque; o II Batalhão, sob o comando do Major Orlando Gomes Ramagem, fazia uma marcha em sentido contrário ao III Batalhão. A chuva impiedosa colheu os batalhões em movimento e nas instruções diversas.</p>
<p>Pela primeira vez, no dia 26 de outubro, o Regimento apareceu fardado com o uniforme estadunidense, estando perfeitamente em condições de suportar a água abundante e o princípio do inverno que se aproximava. E assim a unidade se apresentou de &#8220;field-jack&#8221;, galochão e capacete de aço, todas não usadas até então, e agora semelhantemente fardado como os demais na Europa. A tropa da FEB uniformemente fardada e equipada tomou um aspecto garboso e marcial do soldado já veterano, que combatia no front.</p>
<p>O Regimento passou por uma transformação interessante nos seus hábitos e costumes. É importante falar de passagem na alimentação que recebeu, pois habituado a manter-se de substâncias em grande quantidade ou volume, alimentava-se naquele momento de alimentos rico em vitaminas, variados, lácteos, gordurosos, bastante açúcar, que não enchem o estômago, porém fortificam o organismo pelos princípios científicos de que são dosados; daí, a facilidade dos Estados Unidos poderem alimentar milhões de homens igualmente, fartamente, sadiamente e higienicamente.</p>
<p>Outro hábito adquirido pelos nossos soldados foi a higiene; em qualquer parte em que estava a tropa deveria encontrar-se o mesmo ambiente de uma casa de residência, porque o quartel, ou acampamento, era a casa dos soldados. Não se viam um fósforo, uma ponta de cigarro, um escarro, uma casca de fruta ou um pedaço de papel no chão, porque para qualquer desses casos, havia uma lata de lixo. Os banheiros de campanha eram os mais higiênicos possíveis e ali há tudo que se pode necessitar no momento e abundância de desinfetante.</p>
<div id="attachment_2665" class="wp-caption aligncenter" style="width: 442px"><a href="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/04/feb095.jpg" class="broken_link" rel="lightbox[2312]"><img class="size-full wp-image-2665" title="feb095" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/04/feb095.jpg" alt="feb095" width="432" height="297" /></a><p class="wp-caption-text">Uma das cozinhas da FEB</p></div>
<p style="text-align: left;">As cozinhas de campanha eram tão limpas como se fossem de casa de família e uma não ficaria devendo à outra. Havia apenas uma marmita para oficiais e praças da tropa e existiam três depósitos próximos ao rancho: um para lavagem na água fervendo, outro na água com sabão e outro com água para última lavagem, ficando desse modo a marmita completamente higienizada, pois seca ao ar livre.</p>
<p>A tropa fardada com os seus novos uniformes e com a mudança de clima e de alimentação apresentava-se bem, com o moral elevado e se instruindo nos novos terrenos, apenas aguardava com serenidade sua entrada na linha de fogo.</p>
<p>As tropas da FEB permaneceram por 40 dias na área de estacionamento submetendo-se o Regimento a um programa de instrução que visava a instrução física, geral e técnica.</p>
<p>Devido à existência de minas em grande quantidade nos arredores, não era possível realizar exercícios táticos. Foram feitos Cursos de informação, de guerra química, de minas e de comandante de pelotão sob a direção de oficiais americanos, não só na própria cidade de Pisa, como em Caserta, próximo a Nápoles.</p>
<p>A instrução de tiro teve grande intensidade, bem como a dos especialistas e, mais ainda, um estágio de 3 a 4 dias na linha de frente, junto ao 6º RI para oficiais e sargentos. No dia 20 o Regimento marchou para Filletolle, 12 km ao Norte de Pisa, afim de fazer exercícios táticos durante uma semana.</p>
<div id="attachment_2668" class="wp-caption aligncenter" style="width: 432px"><a href="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/04/apeninos11.jpg" class="broken_link" rel="lightbox[2312]"><img class="size-full wp-image-2668" title="apeninos11" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/04/apeninos11.jpg" alt="apeninos11" width="422" height="337" /></a><p class="wp-caption-text">Gen. Zenóbio da Costa e Gen. Willis Crittemberg (16/09/1944)</p></div>
<p>No último dia do exercício, na manhã de 27, às 8 horas, já o III Batalhão deixava a área com destino à linha de frente. A 27 e 28 os I e II Batalhões ultimavam seu treinamento e foram transportados para Lustrola e Granaglione de onde, também, seriam transportados para a linha de frente.</p>
<p>No dia 23 de outubro teve lugar a visita do General Mark Clark às Forças Expedicionárias Brasileiras. O General Clark era o Comandante do V Exército Americano, do qual fazia parte o IV Corpo, ao qual pertenciam as tropas do Brasil. Todas as unidades estavam formadas e o General Clark, ao lado dos Generais Mascarenhas de Morais, Cordeiro e Falconière, passou revista, tendo aquele chefe militar declarado sua boa impressão dizendo que &#8220;a tropa estava com muito bom aspecto&#8221;. A chuva continuava a cair abundantemente.</p>
<p>No dia 29 o General Mascarenhas de Morais mandou rezar uma missa na Catedral de Pisa, em ação de graças por  toda a Divisão. Foi interessante o ato, tendo o capelão chefe feito uma bela oração sob o tema: &#8220;a Cesar o que é de Cesar, é a Deus o que é de Deus&#8221;. Estiveram presentes à missa os Generais de Divisão João Batista Mascarenhas de Morais, Euclides Zenóbio da Costa, Oswaldo Cordeiro de Faria e Olímpio Falconière da Cunha e representantes de todas as unidades da 1ª DIE.</p>
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		<title>FEB &#8211; A Rotina do Acampamento na Itália &#8211; Parte III</title>
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		<pubDate>Fri, 24 Apr 2009 14:29:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Andre Luiz!</dc:creator>
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		<description><![CDATA[No dia 16 de outubro houve a visita do General Eurico Gaspar Dutra, que inspecionou a tropa formada na alameda de pinheiros, em frente ao acampamento. O Ministro da Guerra passou quase toda a manhã na Área, assistindo ao almoço, em companhia dos Generais Mascarenhas de Moraes, Olímpio Falconière e Cordeiro de Faria. Na semana [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_2674" class="wp-caption alignleft" style="width: 378px"><a href="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/04/apeninos10.jpg" class="broken_link" rel="lightbox[2309]"><img class="size-full wp-image-2674" title="apeninos10" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/04/apeninos10.jpg" alt="apeninos10" width="368" height="282" /></a><p class="wp-caption-text">Visita do Gen. Eurico Gaspar Dutra (Ministro da Guerra) ao acampamento da FEB.</p></div>
<p>No dia 16 de outubro houve a visita do General Eurico Gaspar Dutra, que inspecionou a tropa formada na alameda de pinheiros, em frente ao acampamento.<span id="more-2309"></span></p>
<p>O Ministro da Guerra passou quase toda a manhã na Área, assistindo ao almoço, em companhia dos Generais Mascarenhas de Moraes, Olímpio Falconière e Cordeiro de Faria.</p>
<p>Na semana seguinte houve a visita do General Mark Clark, que foi inspecionar a tropa recém-chegada do Brasil e que se incorporava ao 5º Exército, sob o seu comando.</p>
<p>Era outono, estação essencialmente chuvosa. Aguaceiros enormes tornavam desagradável a vida de acampamento. A impermeabilização da lona das barracas evitava que a água passasse de cima para baixo, mas não evitava que ela subisse do chão para cima, sob a forma de umidade, que tudo invadia. O QG da Divisão e várias unidades se localizaram em bosques de pinheiros, próximos à Área de estacionamento. Nesses bosques a umidade era permanente e, com o movimento das viaturas o lamaçal era cada vez maior, o que aumentava o mal estar. Foi duro esse período.</p>
<p>Neste ambiente hostil que a verdade do provérbio popular nos quartéis &#8211; &#8220;o soldado é superior ao tempo&#8221; se perpetuou. Tardes chuvosas, em que os soldados voltavam de marchas e exercícios, inteiramente encharcados e enlameados. E eles não voltavam para casa, onde pudessem tomar um bom banho e trocar uma roupa limpa e um calçado seco. Tinham de se recolher às suas pequenas barracas, onde mal se podiam mexer, deitados no chão úmido. E aquilo ainda não era nada. O pior estava para vir.</p>
<p>Durante o dia, com o movimento e as preocupações do serviço, ainda se tolerava o acampamento. À noite é que tudo piorava. A escuridão aumentava a sensação de umidade e frio. Mais o silêncio e o desconforto da cama-rolo, sobre a estreita cama de vento, na qual tínhamos de passar as longas noites de outono e inverno, tudo aquilo era penoso e acabrunhante.</p>
<p>Todos pagaram tributo à chuvarada, porém, os que mais sofreram foram os médicos, enfermeiras e doentes do Hospital de Evacuação de Pisa, o &#8220;38th. Evacuation Hospital&#8221;, que estava localizado nos arredores da célebre cidade da Torre Inclinada, às margens do Rio Arno. Na noite de 2 de novembro de 1944, as grandes chuvas nas cabeceiras do rio de Dante, trouxeram uma enchente brusca e inesperada, que em poucas horas inundou completamente o Hospital, onde se encontravam centenas de doentes e feridos.</p>
<div id="attachment_2675" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a href="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/04/apeninos9.jpg" class="broken_link" rel="lightbox[2309]"><img class="size-full wp-image-2675" title="apeninos9" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/04/apeninos9.jpg" alt="apeninos9" width="500" height="400" /></a><p class="wp-caption-text">Aeroporto de Pisa (16/10/1944). Da esquerda para a direita: Gen. Mascarenhas, Gen. Cordeiro de Faria, Gen. Eurico Gaspar Dutra (Ministro da Guerra) e Gen. Olímpio Falconière.</p></div>
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: left;"><strong>Artigos Anteriores</strong></p>
<p style="text-align: left;"><strong><a href="http://segundaguerra.org/feb-rotina-do-acampamento-na-italia/">FEB &#8211; Rotina do Acampamento na Itália &#8211; Parte I</a></strong></p>
<p style="text-align: left;"><strong><a href="http://segundaguerra.org/feb-a-rotina-do-acampamento-na-italia-parte-ii/">FEB &#8211; Rotina do Acampamento na Itália &#8211; Parte II</a></strong></p>
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		<item>
		<title>FEB &#8211; A Rotina do Acampamento na Itália &#8211; Parte II</title>
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		<pubDate>Fri, 24 Apr 2009 14:18:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Andre Luiz!</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A bordo os soldados haviam treinado a lavar a própria roupa. Mas ninguém se acostuma com o que é ruim e logo contatou as lavadeiras italianas, a que delegaram esse agradável mister. As &#8220;lavandaie&#8221; iam buscar a roupa no acampamento e preferiam o pagamento em &#8220;robba dà mangiare&#8221; ou &#8220;cigarette&#8221; e era indispensável o fornecimento [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-805" title="feb_top" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2008/11/feb_top.jpg" alt="feb_top" width="550" height="108" /></p>
<p>A bordo os soldados haviam treinado a lavar a própria roupa. Mas ninguém se acostuma com o que é ruim e logo contatou as lavadeiras italianas, a que delegaram esse agradável mister. As &#8220;lavandaie&#8221; iam buscar a roupa no acampamento e preferiam o pagamento em &#8220;robba dà mangiare&#8221; ou &#8220;cigarette&#8221; e era indispensável o fornecimento de sabão, coisa que havia desaparecido do mercado italiano.</p>
<p>Além da freguesia da roupa, havia outra grande freguesia. Eram crianças, mulheres e velhos que iam buscar as sobras do farto rancho. O brasileiro, com sua índole bondosa, se penalizavam em ver a miséria daquela gente e, de bom grado, estabeleceram o fornecimento das sobras. Desde o primeiro dia nasceu espontaneamente a Liga dos &#8220;PM&#8221; &#8211; Porta-Mangiare -, instituição essa que funcionou sempre, em todas as unidades. Uns simpatizavam com as crianças, outros se apiedavam dos velhos e havia os que preferiam auxiliar as moças. A Liga dos PM tinha um serviço de entrega a domicílio e, após as refeições, sobretudo após o jantar, viam-se os membros da Liga saírem dos quartéis ou acampamentos, com embrulhos debaixo do braço, contendo vários petiscos para a &#8220;fiddanzata&#8221;, &#8220;carameli per i bambini&#8221; e &#8220;cigarette per Papa&#8221;.<span id="more-2305"></span></p>
<p>O modo de se travar relações com as famílias era o mais variado, contando com as naturais facilidades que o ambiente de guerra proporciona. A cerimônia era abolida e o método direto era o mais aplicado, por ser prático e rápido. Inicialmente ninguém se conhecia nas vilas e cidades onde as tropas chegavam, de maneira que não podiam esperar as apresentações de estilo. Qualquer incidente servia de pretexto para o início de uma relação e não faltavam motivos para incentivar uma camaradagem.</p>
<p>De todas as unidades da FEB houve duas que se sobressaíram pela rapidez de infiltração entre as famílias italianas &#8211; foram à Companhia de Manutenção e a Banda de Música. Esta última era assombrosa. Vinte e quatro horas depois de chegar a Banda em qualquer lugar já se podiam ver os músicos inteiramente à vontade nas casas da vizinhança, &#8220;de dentro&#8221;, como se fossem velhos conhecidos. Talvez a afinidade pela arte lhes valesse como uma apresentação e o simples fato de passar com um trombone ou um violão sob o braço atraísse a atenção e simpatia, abrindo-lhes as portas. Naturalmente eles logo aprenderam a falar &#8220;Io sono un musicista&#8221;. O resto era fácil. Diziam mesmo que, se deixassem, a Banda se infiltraria pelo norte acima e tomaria Bolonha muito mais depressa do que a Infantaria.</p>
<p><strong>Solidariedade em Tempos de Guerra</strong></p>
<p>Houve um integrante da FEB que levou umas latas de leite condensado do Rio, como reserva para algum aperto. Chegando lá, porém, ele se convenceu de que não teria oportunidade de precisar de suas latas, pois nos forneciam bastante leite. Resolveu vende-las a algum italiano ou trocá-las por alguma mercadoria. Ofereceu-as numa loja a uma senhora, que lhe deu o endereço de uma parenta, que estava com criança pequena, precisando de leite e que pagaria bom preço. Chegando ao tal endereço, esse soldado teve uma surpresa. Era uma pobre família. O pai da criança havia desaparecido com a guerra, não se sabendo de seu paradeiro. A mãe, muito magra e pálida, morava em companhia de seu pai, um velho cego, que andava guiado por um cão policial. Diante daquela cena, o soldado resolveu dar as latas de presente, desistindo da negociata que pretendia fazer. E ainda prometeu levar pão e açúcar, o que fez durante muitos dias, entrando para a Liga dos PM. Os que o viam sair com o embrulho debaixo do braço, caçoavam com ele, calculando que seria para alguma &#8220;bella signorina&#8221;. Porém a sua bondade era para com um pobre cego e uma anêmica e desnutrida mãe, com o filhinho ao colo.</p>
<p><a href="http://segundaguerra.org/feb-a-rotina-do-acampamento-na-italia-parte-iii/"><strong>Continua&#8230; FEB &#8211; Rotina do Acampamento na Itália &#8211; Parte III</strong></a></p>
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		<title>FEB &#8211; Rotina do Acampamento na Itália</title>
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		<pubDate>Fri, 24 Apr 2009 14:10:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Andre Luiz!</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Nos primeiros contatos com a terra italiana, os integrantes da FEB foram presenciando a destruição das cidades e vilas e tinham a primeira impressão sobre aquele povo que sofria as conseqüências da derrota e havia caído num verdadeiro caos político, ideológico e econômico. Não se notava entre o povo nenhum ressentimento contra os aliados. Ou [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_2670" class="wp-caption alignleft" style="width: 370px"><a href="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/04/pracinhas_chegando.jpg" class="broken_link" rel="lightbox[2301]"><img class="size-full wp-image-2670" title="pracinhas_chegando" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/04/pracinhas_chegando.jpg" alt="pracinhas_chegando" width="360" height="237" /></a><p class="wp-caption-text">Pracinhas Chegando </p></div>
<p>Nos primeiros contatos com a terra italiana, os integrantes da FEB foram presenciando a destruição das cidades e vilas e tinham a primeira impressão sobre aquele povo que sofria as conseqüências da derrota e havia caído num verdadeiro caos político, ideológico e econômico.<span id="more-2301"></span></p>
<p>Não se notava entre o povo nenhum ressentimento contra os aliados. Ou porque respeitassem e temessem as tropas, ou porque vissem com a sua chegada o fim do domínio alemão e fascista e portanto o fim da guerra, o fato é que eram bem recebidos.</p>
<p>Além do mais, as tropas aliadas levaram muitas coisas boas, tão desejadas e que havia tanto tempo não tinham &#8211; chocolate, cigarros, açúcar, sabão, etc. Pelas estradas por onde passavam, iam encontrando crianças, velhos, mulheres e mesmo homens fortes e moços, pedindo: &#8220;Cigarette! Ciocolate!&#8221; E os soldados da FEB iam atirando cigarros e chocolate, entre gritos e risos, achando aquilo muito interessante.</p>
<p>As tropas chegaram na &#8220;Staging Area nº 3&#8243;, situada nas proximidades de Pisa, na &#8220;Tenuta de San Rossore&#8221;, vasta propriedade dos reis da Itália. Eles que iam preparados para o pior, tiveram uma sensação de alívio, quando encontraram o acampamento organizado, com as barracas armadas, as cozinhas funcionando, as instalações higiênicas prontas, graças ao pessoal do Primeiro Escalão.</p>
<p>Começaram então a receber o material de acampamento &#8211; cama de campanha, mosquiteiro, velas, fósforos, etc. e foram se ajeitando. Em cada barraca ficavam em média dois a quatro oficiais. O acampamento se estendia por um campo retangular, ao longo de uma estrada, ladeada de pinheiros.</p>
<p>À entrada se localizou o QG da Artilharia Divisionária, com as barracas do General Cordeiro de Faria e seu Estado Maior. Depois seguiam as unidades do QG, os Grupos de Artilharia e as unidades de Infantaria. Os soldados armaram suas barracas, de dois em dois, recobertas pelos mosquiteiros.</p>
<p>No meio do acampamento foram instalados os chuveiros, com água aquecida. As refeições, em número de três, obedeciam ao seguinte horário: café às 8 horas; almoço as 11 e jantar às 17 horas, horário esse que foi religiosamente seguido, desde o primeiro ao último dia da permanência na Itália, com as chuvas do Outono, as neves do Inverno e o calor do Verão.</p>
<p>É um fato notável na organização do Serviço de Intendência, pois nunca houve uma falha ou atraso no fornecimento de gêneros alimentícios ou no preparo das refeições, quer nas unidades de frente, quer nas da retaguarda. Foi um funcionamento matemático, perfeito.</p>
<div id="attachment_2671" class="wp-caption alignright" style="width: 348px"><a href="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/04/apeninos8.jpg" class="broken_link" rel="lightbox[2301]"><img class="size-full wp-image-2671" title="apeninos8" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/04/apeninos8.jpg" alt="apeninos8" width="338" height="209" /></a><p class="wp-caption-text">Acampamento na &quot;Stanting Area nº 3&quot;, em Pisa.</p></div>
<p>Viram e aprenderam os hábitos estadunidenses de acampamento, que já conheciam do Brasil, no período de treinamento. As refeições eram servidas em fila, que passava diante da cozinha. Vinha com os pratos de alumínio e caneca, recebendo os alimentos, café, chá ou suco de frutas, pão, etc. Comia-se sentado no chão, na capota de algum jipe, num banco improvisado. Terminada a refeição, outra fila se formava, diante dos três camburões de água fervente, para lavar a &#8220;louça&#8221;, que era mergulhada sucessivamente na água com sabão, água com desinfetante e água limpa. Os pratos, talheres e caneca eram em seguida abanados ao ar, para secar. Esse processo era rápido e higiênico.</p>
<p>Próximo à cozinha havia grandes latas para os restos, que eram removidos pelo serviço de lixo. Ao lado de cada barraca havia um caixote para lixo e os comandantes de subunidades eram responsáveis pela absoluta limpeza da área de sua tropa.</p>
<p>Soldados e oficiais eram obrigados a se barbearem diariamente. Pasta e escova de dentes, laminas, sabão de barba, sabonetes, enfim todo material de higiene pessoal era distribuído periódica e fartamente. Aquele tipo de guerreiro antigo, cabeludo, barbudo e sujo havia desaparecido. A guerra não devia interferir com os bons e sadios hábitos de asseio corporal. Pela manhã se via todo pessoal de cara ensaboada, diante dos espelhos dependurados na porta ou nos cantos das barracas, fazendo a barba. Os chuveiros tinham uma concorrência permanente e os barbeiros das unidades tosavam os pracinhas sem cessar.</p>
<p><a href="http://segundaguerra.org/feb-a-rotina-do-acampamento-na-italia-parte-ii/"><strong><br />
</strong></a></p>
<p><a href="http://segundaguerra.org/feb-a-rotina-do-acampamento-na-italia-parte-ii/"><strong>Continua&#8230; FEB &#8211; Rotina do Acampamento na Itália &#8211; Parte II</strong></a></p>
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		<title>FEB &#8211; Desembarque em Livorno</title>
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		<pubDate>Fri, 24 Apr 2009 13:52:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Andre Luiz!</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Após ter vencido o oceano e ali estavam os integrantes da FEB, prontos para saltar em terra e subir pela península acima, até onde os alemães estivessem, para lhes combaterem. Os componentes do segundo e terceiro escalões desembarcaram em Nápoles no dia 6 de outubro e no dia seguinte seguiram em barcaças tipo LCI para [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_2678" class="wp-caption aligncenter" style="width: 601px"><a href="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/04/feb162.jpg" class="broken_link" rel="lightbox[2297]"><img class="size-full wp-image-2678" title="feb162" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/04/feb162.jpg" alt="feb162" width="591" height="388" /></a><p class="wp-caption-text">Os LCI</p></div>
<p>Após ter vencido o oceano e ali estavam os integrantes da FEB, prontos para saltar em terra e subir pela península acima, até onde os alemães estivessem, para lhes combaterem.<span id="more-2297"></span></p>
<p>Os componentes do segundo e terceiro escalões desembarcaram em Nápoles no dia 6 de outubro e no dia seguinte seguiram em barcaças tipo LCI para o porto de Livorno, onde chegaram no dia 11 de outubro.</p>
<p style="text-align: left;">Todos caminhavam pelos conveses, admirando Nápoles. Então, aquele era o tal Vesúvio? Ora vejam só! O Vesúvio! Todos sabiam que o Vesúvio fica em Nápoles e se estavam em Nápoles, nada mais natural do que avistar o Vesúvio. Mas ninguém se cansava de olhar para o célebre vulcão, que aliás estava farto de ser admirado pelos turistas do mundo inteiro. Alguns nem acreditavam que aquele morro fosse mesmo o Vesúvio. Uma coisa ficou logo estabelecida: não se comparava a beleza da Guanabara com a de Nápoles e só mesmo o natural exagero do italiano poderia ter criado a frase &#8220;veddere Napole e poi morire&#8221;. Os pracinhas viram Nápoles e nenhum deles se julgou satisfeito, a ponto de desejar morrer, nem mesmo sabendo que ia para os campos de batalha.</p>
<div id="attachment_2686" class="wp-caption aligncenter" style="width: 482px"><a href="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/04/napolesantiga.jpg" class="broken_link" rel="lightbox[2297]"><img class="size-full wp-image-2686" title="napolesantiga" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/04/napolesantiga.jpg" alt="napolesantiga" width="472" height="328" /></a><p class="wp-caption-text">O Vesúvio</p></div>
<p>Iríam passar diretamente dos navios transportes para as barcaças de invasão e prosseguir a viagem para Livorno. Ficaram três dias presos a bordo, vendo Nápoles por um binóculo.</p>
<p>Raros foram os que puderam ir à terra. Havia grande carestia de vida. Um quilo de carne custava 80 cruzeiros e um par de calçado 1000 cruzeiros. Não se encontrava leite nem manteiga e a escassez de outros alimentos e roupas era grande. A tripulação estadunidense teve permissão para descer, em excursões turísticas.</p>
<p>No dia 9 começaram a se alinhar, uma ao lado da outra, entre os dois transportes, as barcaças de invasão LCI &#8211; Landing Craft Infantary -, as mesmas que tomaram parte na invasão do sul da França, meses antes. Para ela os soldados mudaram com toda a bagagem, acrescida de mais 25 quilos da cama rolo e da barraca.</p>
<p>O transporte da tropa iniciou às 13h00min., e terminou à 1h00min., do dia seguinte. Na manhã do dia 10 de outubro, zarpou o comboio de 56 barcaças, em bela formação de três filas, transportando os 10000 brasileiros do 2º escalão, através do mar Tirreno, em direção a Livorno, que os ingleses chamam de Leghorn.</p>
<p>Enquanto que no navio de transporte não houve muitos casos de enjôo, nas barcaças a realidade foi de amargar. Houve alguns soldados que quase morreram de tanto enjoar e não arredaram a cabeça do travesseiro. No entanto a viagem era maravilhosa para quem conseguisse controlar o estômago. Vinham margeando a costa italiana e avistando as ilhas de Ischia, Pongani, de Elba, o Castelo Volturno, as vilas de Fogliano, Nettuno, Ardea, Piombino, San Vicenzo, Cecina, Vada, Castiglioncello.</p>
<p>A manhã de 11 de outubro foi uma bonita manhã de sol, com o céu azul, que havia sucedido a um temporal, inclusive uma tromba d&#8217;água, desabou a frente das barcaças, sem as atingi-las. O mar entretanto ficou encapelado e balançava os navios, em todos os sentidos, de lado, de popa à proa, de todo jeito.</p>
<p>Além do balanço, havia para agredir os estômagos dos soldados a bóia de bordo &#8211; ração C &#8211; meat and vegetable &#8211; fria. Somente latas de suco de tomate e de laranja é que serviram de consolo. Para alguns foi esta a fase pior da guerra e, mais tarde, quando alguém falava em LCI, muitos sentiam arrepios na espinha e um frio no estomago.</p>
<div id="attachment_2684" class="wp-caption alignleft" style="width: 213px"><a href="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/04/feb093.jpg" class="broken_link" rel="lightbox[2297]"><img class="size-full wp-image-2684" title="feb093" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/04/feb093.jpg" alt="feb093" width="203" height="296" /></a><p class="wp-caption-text">A caminho de Livorno</p></div>
<p>Afinal, ao meio dia, Livorno foi avistada e à tarde estavam todos atracados. Uma pequena parte da tropa ainda desembarcou neste mesmo dia, mas o grosso do pessoal pernoitou a bordo, descendo no dia 12 de manhã. Estava assim terminada a travessia marítima.</p>
<p>Saltaram em solo italiano, a poucos quilômetros do &#8220;front&#8221;, para iniciar a segunda etapa. Foram se juntar ao primeiro &#8220;Combat Team&#8221;, completar o efetivo da Divisão Expedicionária, ocupar o setor que lhes fossem designados e desempenhar as missões que os coubessem. O dia estava chuvoso e o desembarque se fez na lama.</p>
<p>Uma grande fila de caminhões estadunidenses, dirigidos por negros, os quais faziam parte das Companhias de Caminhões &#8211; Truck Company -, órgãos de Exército, se achava à espera.</p>
<p>Arcados sob o peso da bagagem lá foram enchendo sucessivamente os &#8220;G.M.C.&#8221;, que seguiam em comboio, pela estrada Livorno-Pisa, em demanda da Área de Estacionamento nº 3 &#8211; Staging Area number 3.</p>
<p>A estrada Livorno &#8211; Pisa era um dos trechos mais movimentados, pois Livorno era, depois de Nápoles, o principal porto de desembarque de material bélico. Dali os suprimentos se espalhavam por todo o teatro de operações, em milhares de viaturas. Em Livorno estavam localizados grandes depósitos de víveres, munições e toda espécie de material bélico. Apesar de esse porto distar apenas 80 Km de Spezzia, que era uma base aérea e naval ainda em poder dos alemães, os estadunidenses não tiveram dúvida em se instalarem à vontade, dada sua absoluta superioridade aérea.</p>
<p>Não obstante isso a proteção antiaérea da cidade era completa. Inúmeros balões cativos formavam uma grande rede protetora da zona portuária. Baterias antiaéreas se espalhavam por todo lado. Numerosos depósitos de bombas de fumaça se localizavam nos pontos estratégicos, prontas para lançar uma cortina de fumaça que esconderia os alvos em poucos minutos.</p>
<p>Mas, a principal proteção contra os ataques aéreos estava no campo de aviação de Pisa. Centenas de aviões de caça ali repousavam, aguardando o primeiro sinal para voarem em perseguição a algum avião inimigo que se aventurasse por aquelas bandas. Sob os escombros dos hangares destruídos do aeroporto de Pisa, os aviadores estadunidenses se instalaram e organizaram uma poderosa base aérea. Ali estavam também os valentes representantes da FAB, os destemidos aviadores brasileiros, que tanto valor e heroísmo demonstraram.</p>
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		<title>FEB &#8211; A Chegada em Nápoles</title>
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		<pubDate>Fri, 24 Apr 2009 13:15:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Andre Luiz!</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Em águas do Mediterrâneo, depois de despedidas dos navios-escolta brasileiros, na entrada de Gibraltar, o transporte de tropas General Meigs, da marinha dos Estados Unidos, passa a ser comboiado por navios ingleses. Os alto-falantes lançaram novas instruções, era sobre o desembarque em Nápoles. Foram distribuídas rações K para todos os homens, que deveriam guardá-las. Navegaram [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_2688" class="wp-caption alignleft" style="width: 392px"><a href="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/04/generalmeigs.jpg" class="broken_link" rel="lightbox[2290]"><img class="size-full wp-image-2688" title="generalmeigs" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/04/generalmeigs.jpg" alt="generalmeigs" width="382" height="302" /></a><p class="wp-caption-text">O Navio General Meigs</p></div>
<p>Em águas do Mediterrâneo, depois de despedidas dos navios-escolta brasileiros, na entrada de Gibraltar, o transporte de tropas General Meigs, da marinha dos Estados Unidos, passa a ser comboiado por navios ingleses. Os alto-falantes lançaram novas instruções, era sobre o desembarque em Nápoles. Foram distribuídas rações K para todos os homens, que deveriam guardá-las.<span id="more-2290"></span></p>
<p>Navegaram em velocidade máxima, pois a área em que se encontravam estava sob o raio de ação dos navios alemães e de seus navios fundeados em La Spezia ou qualquer outro ponto da costa italiana em seu poder.</p>
<p>Aviões de combate passaram a cruzar o céu e passamos a avistar muitos blimps &#8211; pequenos dirigíveis &#8211; com seus cabos que impediam ataques aéreos rasantes.</p>
<p>Milhares de homens acomodados nos vários compartimentos do grande transporte de guerra, aguardavam o momento de pisar o solo italiano.</p>
<p>Chegam, afinal, ao nosso destino. Adentram a baía de Nápoles, coalhada de navios de todos os tipos, calados e tamanhos. Balões de barragem, brilham ao sol.</p>
<p>São estarrecedores os efeitos das destruições perpetradas pelos alemães, quando de sua retirada.Edifícios portuários sem fachada, cais com os guindastes derrubados, submarinos afundados, navios parcialmente submersos, adernados, de quilha fora d&#8217;água.</p>
<p>Eram 08h00min. do dia 6 de Outubro de 1944, o General Meigs começou a atracar em Nápoles. Pouco antes do desembarque, debaixo de um frio intenso e de uma névoa fechada, o Coronel Mário Travassos, comandante da tropa embarcada no 3º Escalão, assim falou ao grosso do pessoal reunido no convés maior da popa: <em>Chegamos à Itália, duplamente satisfeitos. Juntaremos-nos aos camaradas de ar &#8211; mas que lutam neste teatro de operações e, assim, temos a certeza de que já fazemos parte da representação do Brasil no campo de batalha. Estamos convencidos de que no Brasil nossos entes queridos pensam e sentem como nós. Estes são os fundamentos do estado moral da tropa sob o meu comando.</em></p>
<p>Antes uma chuva fina, feita de agulhas penetrantes e impiedosas, os recebeu quando passaram diante de Capri. E em Nápoles uma nublada e triste névoa.</p>
<p>Os últimos avisos e ordens já foram transmitidos pelas várias e possantes bocas dos alto-falantes &#8211; algumas em inglês, a maioria em português, e todas resumiam uma só orientação: a de como a tropa de mais de 6 mil homens deveriam se comportar quando do desembarque; e, em seguida, quando de sua permanência no cais, sob a chuva fria, permanência que seria longa.</p>
<div id="attachment_2689" class="wp-caption alignright" style="width: 396px"><a href="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/04/feb013.jpg" class="broken_link" rel="lightbox[2290]"><img class="size-full wp-image-2689" title="feb013" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/04/feb013.jpg" alt="feb013" width="386" height="305" /></a><p class="wp-caption-text">FEB no Porto de Nápoles</p></div>
<p>Toda a tropa envergava os seus uniformes mais pesados: japonas, gorros, luvas, pesadas botas, meias de lã. Às nove horas, quando mais encrespadas se mostravam as águas da baía, começaram a descer no porto entulhado de navios de toda espécie, a maioria estadunidenses, ou de: dezenas de outros, agora apenas calcinados esqueletos de ferro, alemães e italianos, postos fora de combate pelas bombas dos Aliados.<br />
Tudo parecia deslumbramento: as casas partidas ao meio, os meninos andrajosos do porto, que me estendiam suas mãos magras e súplices, o emaranhado dos fios telegráficos que se enrolavam nos postes como cobras, as mil tabuletas em inglês avisando, ordenando e orientando.</p>
<p>Nenhum daqueles homens, fardados ou à paisana, conquistados ou conquistadores, nenhum tinham motivo para conceder um gesto amigo. A bagagem era pesada, o frio era cortante, um céu duro, indecifrável, asfixiante.</p>
<p>Ambulâncias se enfileiravam no cais, descarregavam feridos. Bandos de soldados ruidosos, meio bêbados, enchiam as ruas. E quando veio a noite &#8211; a primeira &#8211; veio completa, definitiva, camadas e mais camadas de treva e de nevoeiro. Vozes e ruídos vinham da escuridão, indistintos, como um marulhar. Mulheres sorriam como autômatos, num exagero de batom, algumas vestidas apenas com os pesados casacos que as cobrem. Na praça de canteiros já sem forma, a estátua eqüestre de um herói qualquer havia perdido um pedaço do pedestal, agora transformado numa disforme ferida de cimento. Tudo parecia estar maduro, à espera da morte.</p>
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		<title>FEB &#8211; Quanto Ganhavam as Tropas Expedicionárias</title>
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		<pubDate>Fri, 24 Apr 2009 12:36:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Andre Luiz!</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Brasil na Segunda Guerra]]></category>
		<category><![CDATA[Força Expedicionária Brasileira]]></category>

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		<description><![CDATA[Quem vai para a guerra deve deixar sua vida em ordem e seus negócios bem definidos. Foi outro grande trabalho desenvolvido pelas seções competentes o de atualizar as declarações de herdeiros, a lista de pessoas com que o Comando se devia comunicar e das pessoas encarregadas de receber a parte de vencimentos paga no Brasil [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-805" title="feb_top" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2008/11/feb_top.jpg" alt="feb_top" width="550" height="108" /></p>
<p>Quem vai para a guerra deve deixar sua vida em ordem e seus negócios bem definidos. Foi outro grande trabalho desenvolvido pelas seções competentes o de atualizar as declarações de herdeiros, a lista de pessoas com que o Comando se devia comunicar e das pessoas encarregadas de receber a parte de vencimentos paga no Brasil e movimentar os depósitos bancários. Tudo isso representava enorme tarefa, mas afinal as relações de correspondentes, herdeiros e representantes foram cuidadosamente organizadas e pudemos partir despreocupados quanto à manutenção de nossas famílias.</p>
<p>De acordo com os regulamentos em vigor, os militares em tempo de guerra recebem os vencimentos acrescidos de um terço do soldo, chamado terço de campanha. Tratando-se de uma guerra no estrangeiro recebem o triplo desses vencimentos. O cálculo de nosso pagamento era feito em dólares, à base de treze cruzeiros, transformados depois em cruzeiros, à razão de vinte cruzeiros para cada dólar, o que acrescia nossos vencimentos de sete cruzeiros para cada dólar cambiado.<span id="more-2284"></span></p>
<p>Assim, por exemplo, um capitão que em tempo de paz recebia Cr$ 2600,00 &#8211; Dois mil e seiscentos cruzeiros -, passaria a receber Cr$2610,00, mais 580 &#8211; terço de campanha -, ou sejam Cr$ 3190,00, cujo triplo dá Cr$ 9.570,00 ou sejam 736,15 dólares. Cambiados para nossa moeda, a 20 cruzeiros o dólar, temos Cr$ 14.723,00, que foram os vencimentos efetivamente pagos a um capitão, durante a campanha.</p>
<p>Os demais postos eram pagos na mesma proporção, variando do general de divisão, com 32.713,80 cruzeiros, ao soldado que recebia 1.669,60 cruzeiros.</p>
<p>Os vencimentos foram divididos em três parcelas: uma, correspondente a um mês de vencimentos de tempo de paz, que era paga à família, no Brasil; outra, correspondente mais ou menos a um mês de vencimentos comuns, paga em liras de ocupação, aos expedicionários, na Itália; a terceira, compreendendo o restante deduzidos os descontos de consignações, montepio, etc., que era depositada em banco, sob o título de &#8220;Fundos de Previdência&#8221;, que poderia aguardar o regresso do expedicionário ou ser movimentada por seu representante autorizado.</p>
<p>Como se vê, a FEB seguia amparada financeiramente, dando margem a que os expedicionários terminassem a campanha com boas economias, o que aliás aconteceu a quase todos.</p>
<p>Curioso é notar que até nesta questão de vencimentos, que desde o início foi claramente estipulada pelo Governo e sobre a qual nenhuma dúvida podia existir, os quinta-coluna disfarçados, os derrotistas e germanófilos achavam campo para suas atividades, inventando e espalhando boatos tendenciosos. Lançaram dúvidas sobre o processo de pagamento, inventaram que o Fundo de Previdência seria bloqueado ou pago em bônus de guerra, enfim uma série de invencionices tolas, que entretanto geravam confusão e aborrecimentos. Até mesmo oficiais inteligentes e que deviam estar melhor informados, diante dos boatos se deixavam levar pela descrença e foi com verdadeira surpresa que souberam que suas famílias estavam recebendo vencimentos, Fundo de Previdência, tudo em ordem.</p>
<p>No final da campanha, ao regressarem ao Brasil, verificou-se que tudo saíra dentro das bases previstas e a liquidação de contas foi rápida, simples e satisfatória. Além dos elevados vencimentos, o Governo concedeu outras vantagens pecuniárias aos expedicionários, após a guerra, sob forma de isenção de impostos na compra de imóveis e financiamento de 100% pela Caixa Econômica, indo assim além da expectativa e pondo por terra os boatos derrotistas.</p>
<p>Inegavelmente era a FEB, dentre as forças aliada, a mais bem paga. Ganhavam mais do que os estadunidenses e ingleses, ultrapassando neste ponto a grandiosidade e magnificência dos mais ricos exércitos do mundo.</p>
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