FEB – A Rotina do Acampamento na Itália – Parte II
- 24 abril 2009 às 6:18
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A bordo os soldados haviam treinado a lavar a própria roupa. Mas ninguém se acostuma com o que é ruim e logo contatou as lavadeiras italianas, a que delegaram esse agradável mister. As “lavandaie” iam buscar a roupa no acampamento e preferiam o pagamento em “robba dà mangiare” ou “cigarette” e era indispensável o fornecimento de sabão, coisa que havia desaparecido do mercado italiano.
Além da freguesia da roupa, havia outra grande freguesia. Eram crianças, mulheres e velhos que iam buscar as sobras do farto rancho. O brasileiro, com sua índole bondosa, se penalizavam em ver a miséria daquela gente e, de bom grado, estabeleceram o fornecimento das sobras. Desde o primeiro dia nasceu espontaneamente a Liga dos “PM” – Porta-Mangiare -, instituição essa que funcionou sempre, em todas as unidades. Uns simpatizavam com as crianças, outros se apiedavam dos velhos e havia os que preferiam auxiliar as moças. A Liga dos PM tinha um serviço de entrega a domicílio e, após as refeições, sobretudo após o jantar, viam-se os membros da Liga saírem dos quartéis ou acampamentos, com embrulhos debaixo do braço, contendo vários petiscos para a “fiddanzata”, “carameli per i bambini” e “cigarette per Papa”.
FEB – Rotina do Acampamento na Itália
- 24 abril 2009 às 6:10
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Nos primeiros contatos com a terra italiana, os integrantes da FEB foram presenciando a destruição das cidades e vilas e tinham a primeira impressão sobre aquele povo que sofria as conseqüências da derrota e havia caído num verdadeiro caos político, ideológico e econômico.
FEB – Desembarque em Livorno
- 24 abril 2009 às 5:52
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Após ter vencido o oceano e ali estavam os integrantes da FEB, prontos para saltar em terra e subir pela península acima, até onde os alemães estivessem, para lhes combaterem.
FEB – A Chegada em Nápoles
- 24 abril 2009 às 5:15
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Em águas do Mediterrâneo, depois de despedidas dos navios-escolta brasileiros, na entrada de Gibraltar, o transporte de tropas General Meigs, da marinha dos Estados Unidos, passa a ser comboiado por navios ingleses. Os alto-falantes lançaram novas instruções, era sobre o desembarque em Nápoles. Foram distribuídas rações K para todos os homens, que deveriam guardá-las.
FEB – Quanto Ganhavam as Tropas Expedicionárias
- 24 abril 2009 às 4:36
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Quem vai para a guerra deve deixar sua vida em ordem e seus negócios bem definidos. Foi outro grande trabalho desenvolvido pelas seções competentes o de atualizar as declarações de herdeiros, a lista de pessoas com que o Comando se devia comunicar e das pessoas encarregadas de receber a parte de vencimentos paga no Brasil e movimentar os depósitos bancários. Tudo isso representava enorme tarefa, mas afinal as relações de correspondentes, herdeiros e representantes foram cuidadosamente organizadas e pudemos partir despreocupados quanto à manutenção de nossas famílias.
De acordo com os regulamentos em vigor, os militares em tempo de guerra recebem os vencimentos acrescidos de um terço do soldo, chamado terço de campanha. Tratando-se de uma guerra no estrangeiro recebem o triplo desses vencimentos. O cálculo de nosso pagamento era feito em dólares, à base de treze cruzeiros, transformados depois em cruzeiros, à razão de vinte cruzeiros para cada dólar, o que acrescia nossos vencimentos de sete cruzeiros para cada dólar cambiado.














