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	<title>Segunda Guerra.org &#187; Durante</title>
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	<description>O Maior Acervo sobre a Segunda Guerra Mundial</description>
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		<title>O Dia D &#8211; Últimas horas: 20h &#8211; 24h</title>
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		<pubDate>Tue, 23 Jun 2009 13:37:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Andre Luiz!</dc:creator>
				<category><![CDATA[Durante]]></category>
		<category><![CDATA[Normandia]]></category>
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		<description><![CDATA[A batalha termina cedo. As tropas de assalto estão fatigadas e os alemães não têm meios de lançar um contra-ataque noturno. De Ranville até Sainte-Mère-Église, o fogo cessa ao por do sol. Em compensação, a aviação noturna volta ao trabalho. Sua missão é de interditar o campo de batalha, impossibilitando a penetração das reservas inimigas. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A batalha termina cedo. As tropas de assalto estão fatigadas e os alemães não têm meios de lançar um contra-ataque noturno. De Ranville até Sainte-Mère-Église, o fogo cessa ao por do sol.</p>
<p>Em compensação, a aviação noturna volta ao trabalho. Sua missão é de interditar o campo de batalha, impossibilitando a penetração das reservas inimigas. Bombas fulgurantes que os soldados alemães chamam “árvores de Natal”, Weihnachtsbäume desmascaram as colunas em marcha, e o bombardeio sistemático dos postos de passagem obrigatória multiplicam as perdas e os atrasos.</p>
<p>Bayerlein contou a Paul Carell o que foi a noite da Panzer Lehr deslocando-se rumo a Caen. Sées atravessada de bombas, depois, Argentan, às 2 horas da manhã: toda a cidade em chamas, iluminada como em pleno dia, imensa fogueira debaixo de um bombardeio ininterrupto, as ruas obstruídas por escombros, a ponte do Orne estraçalhada. Os pioneiros restabelecem uma passagem, mas Bayerlein deve caminhar através de desvios para alcançar Flers e Condésur-Noireau, igualmente arruinadas. Aponta o dia, nenhuma das cinco colunas, nas quais a divisão foi fracionada, conseguiu ultrapassar Falaise, a 25 km do campo de batalha &#8211; e os [:ttip="Aviões Bombardeiros" id="unique_id"]Jabos[:/ttip] recomeçam a imobilizar contra o solo tudo que tem movimento. A Panzer Lehr deveria contra-atacar ao romper da aurora, mas não se move até a noite.<span id="more-3578"></span></p>
<div id="attachment_3579" class="wp-caption aligncenter" style="width: 653px"><a href="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/06/panzer4-pzlehr-france1944.jpg" class="broken_link" rel="lightbox[3578]"><img class="size-full wp-image-3579" title="panzer4-pzlehr-france1944" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/06/panzer4-pzlehr-france1944.jpg" alt="panzer4-pzlehr-france1944" width="643" height="381" /></a><p class="wp-caption-text">Panzer destruído, integrante da Panzer Lehr em Junho de 1944</p></div>
<p style="text-align: center;">
<p>Diferente era a situação dos Aliados. Antes do cair da noite, o chefe do serviço de contra-espionagem (Ic) do 84<sup>o</sup> corpo alemão, Major Hayn, foi postar-se em Cabourg para ver com seus olhos o desembarque. “A atividade &#8211; conta ele &#8211; de um grande porto em tempo de paz”. A Luftwaffe esteve completamente ausente no correr do dia. A divisão de caça que se esperava de Metz foi totalmente destruída, e, com exceção de 3 FW-190, prontamente postos em fuga, nenhum avião de cruz negra foi visto sobre o campo de batalha normando.</p>
<p>À meia-noite, 75.215 britânicos e 56.500 estadunidenses, mais 15.500 estadunidenses e 7.900 britânicos das formações aerotransportadas, num total de mais de 155.000 homens, pisaram a França. As follow up divisions, 29<sup>a</sup> e 90<sup>a</sup> estadunidenses e 51<sup>a</sup> e 7<sup>a</sup> blindadas britânicas estão em pleno desembarque. Rommel tinha razão: perder a batalha das praias significa a Europa aberta à invasão. A Mancha é para os anglo-estadunidenses um freio muito menor do que é, para os alemães, a barragem desta diabólica aviação, dona do céu.</p>
<p>Taticamente, os objetivos pretendidos para o 6 de junho à noite não foram atingidos em parte alguma. No Cotentin, o terreno conquistado é duas vezes menor do que se previu; o estabelecimento de uma cabeça-de-ponte sobre o Merderet fracassou e, ao sul, de Sainte-Mère-Église, um batalhão georgiano corta ainda a estrada de Cherburgo.</p>
<p>Diante de Omaha Beach, os alemães terminaram por ceder Colleville e Saint-Laurent-sur-Mer, mas a penetração não ultrapassa em parte alguma 1.500 metros &#8211; e o que se queria, desde a tarde, era atingir o Aure, a 8 km das praias!</p>
<p>No setor britânico, faltou um toque de inspiração e de audácia para que os brilhantes sucessos da manhã se convertessem nos objetivos do dia. A junção com os estadunidenses não foi feita. A continuidade da cabeça-de-ponte não está realizada. Nem Caen nem seu aeroporto, Carpiquet, foram tomados. Diante de Bayeux, a 56<sup>a</sup> Brigada estacionou sua progressão às 20h30min, quando acabava de atingir a cidade intacta e vazia de inimigos.</p>
<p>Apesar dessas decepções, o dia é uma magnífica vitória. Os Estados Unidos e a Inglaterra vibram de orgulho. A Europa cativa vibra de esperança. Na França, os [:ttip="Resistência Francesa" id="unique_id"]maquis[:/ttip] se armam, cortam as linhas telefônicas, tomam posição ao longo dos caminhos, para atormentar as colunas alemãs. Os ferroviários abandonam os trens de tropas, sabotam as locomotivas e as manobras dos trilhos.</p>
<div id="attachment_3583" class="wp-caption aligncenter" style="width: 645px"><a href="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/06/Members_of_the_Maquis.jpg" class="broken_link" rel="lightbox[3578]"><img class="size-full wp-image-3583" title="Members_of_the_Maquis" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/06/Members_of_the_Maquis.jpg" alt="Members_of_the_Maquis" width="635" height="469" /></a><p class="wp-caption-text">Membros da Resistência Francesa, os Maquis</p></div>
<p style="text-align: center;">
<p>Recusando-se definitivamente a associar-se às mensagens dos chefes de Estado europeus, De Gaulle lança à tarde uma proclamação que quase deixa entrever que as tropas francesas são as únicas a combater pela libertação do território nacional:</p>
<blockquote><p>“Sim, é a batalha na França e é a batalha da França&#8230; A França vai conduzi-la com furor, vai conduzi-la em ordem. Há 1500 anos sempre vem sendo assim que ganhamos cada uma de nossas vitórias&#8230; A primeira condição é que as ordens dadas pelo Governo francês e pelos chefes franceses qualificados sejam exatamente obedecidas&#8230; Eis que reaparece o sol de nossa grandeza&#8230;”</p></blockquote>
<p>Uma única menção, mais ou menos anônima, é feita aos ingleses e aos estadunidenses na expressão “as forças aliadas e francesas” &#8211; sendo que estas últimas consistiam, no dia D, nos 256 “comandos” do capitão-de-fragata Philippe Kiefer. Nenhuma saudação é endereçada, nenhuma palavra de reconhecimento é pronunciada com referência aos milhares de jovens que vêm do Kansas, do Oregon, de Quebec, do Lancashire, do Saskatchewan, de todas as partes do Império Britânico, morrer na terra francesa. A cólera e o ressentimento cegam De Gaulle. O 6 de junho foi, sem dúvida, em toda sua existência, o pior dos seus dias.</p>
<p>O comunicado alemão da tarde limita-se a anunciar que violentos combates se processam na costa atacada. Mas Hitler já manifestou sua impaciência e sua decepção, lançando ordem sobre ordem para que o desembarque seja rechaçado &#8211; “no mais tardar, esta noite”. Ele começa a suspeitar de um esmorecimento criminoso e até de atos de traição.</p>
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		<title>O Dia D &#8211; 13ª a 18ª hora: 12h &#8211; 18h</title>
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		<pubDate>Sun, 21 Jun 2009 17:11:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Andre Luiz!</dc:creator>
				<category><![CDATA[Durante]]></category>
		<category><![CDATA[Normandia]]></category>
		<category><![CDATA[O Dia D]]></category>

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		<description><![CDATA[Ao meio-dia, Churchill assoma à tribuna na Câmara dos Comuns. Exaspera a curiosidade de todos falando durante 20 minutos da tomada de Roma, que já não interessa a ninguém, depois descreve em termos grandiosos o desembarque que se está efetuando. “Até agora &#8211; diz &#8211; tudo se vem passando de acordo com os planos”. Em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ao meio-dia, Churchill assoma à tribuna na Câmara dos Comuns. Exaspera a curiosidade de todos falando durante 20 minutos da tomada de Roma, que já não interessa a ninguém, depois descreve em termos grandiosos o desembarque que se está efetuando. “Até agora &#8211; diz &#8211; tudo se vem passando de acordo com os planos”.</p>
<p style="text-align: left;">Em Obersalzberg, Hitler acorda. Não foi registrada sua primeira reação à notícia do desembarque. O grande comunicado será feito no Castelo Klessheim, distante uma hora de carro, na reunião em honra do novo chefe do governo húngaro, o General Astojai, convidado oficial. O programa não foi alterado. Diante do mapa da Normandia, Hitler graceja em dialeto austríaco: “Miam Miam! Eles vêm cair na boca do Grande Lobo! Bem bom!”. Todo mundo cai na gargalhada. Em seguida Hitler louva Jodl pelo seu “veto” matinal: tal como ele, não acredita que se trate da verdadeira invasão.<span id="more-3562"></span></p>
<div id="attachment_3573" class="wp-caption aligncenter" style="width: 624px"><a href="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/06/berghof.jpg" class="broken_link" rel="lightbox[3562]"><img class="size-full wp-image-3573" title="berghof" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/06/berghof.jpg" alt="berghof" width="614" height="372" /></a><p class="wp-caption-text">Casa de Adolf Hitler em Obersalzberg - Também conhecida como a Toca do Lobo</p></div>
<p>No Cotentin, a luta prossegue em câmara lenta. Chamado de Périers para limpar a região de Carentan com seu batalhão de pára-quedistas, o Major Barão Von der Heydte sobe ao campanário de Saint-Come-su-Mont, na entrada de Sainte-Mère-Église. O mar está coberto de navios até o infinito e centenas de pequenos barcos descarregam tropas e material.</p>
<p>“No entanto, não tive a impressão de que uma grande batalha estava em curso. O sol brilhava. Fora alguns tiros de fuzil, tudo estava calmo. O vaivém das embarcações fazia pensar num domingo de verão no lago Wannsee&#8230;”</p>
<p>Utah Beach e os caminhos que levam a ela estão engarrafados. O 8<sup>o</sup> RI experimenta passar pelo pântano: atola-se e desiste. Às 12h15min, está feita a junção com o 501<sup>o</sup> de pára-quedistas que acaba de conquistar Poupperville, apesar de uma resistência dura. Às 12h00min, a junção faz-se em Audouville-la-Hubert, com o 502<sup>o</sup>. Os pântanos costeiros são atravessados e a 101<sup>a</sup> Airbone cumpriu sua missão.</p>
<p>No interior, a 82<sup>a</sup> luta. A conquista de Sainte-Mère-Eglise cortou a grande estrada de Cherburgo e dá aos estadunidenses o controle da região alta situada entre os pântanos costeiros e os baixios de Merderet. A ação concêntrica ordenada pelo General Dollmann tem por fim retomar a cidadezinha. O 1058<sup>o</sup> Regimento da 709<sup>a</sup> DI ataca vindo do norte: está parado no povoado de Neuville-au-Plain. Um ataque vindo do sul é também repelido. Em compensação, o 1057<sup>o</sup> RI retoma a passagem de Chef-du-Pont e de La Fière. Muitos pára-quedistas caem prisioneiros a oeste do Merderet. Outros se reagrupam em torno da aldeia de Amfreville e sobre a elevação semeada de fazendas que a inundação desapruma, em frente a Chef-du-Pont.</p>
<div id="attachment_3569" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a href="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/06/sme0644_2.jpg" class="broken_link" rel="lightbox[3562]"><img class="size-full wp-image-3569" title="sme0644_2" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/06/sme0644_2.jpg" alt="sme0644_2" width="500" height="500" /></a><p class="wp-caption-text">Sainte-Mère-Église - Vista aérea, 6 de Junho de 1944</p></div>
<p style="text-align: center;">
<p>No setor de Omaha, o Tenente-General Dietrich Kraiss, que comanda a 352<sup>a</sup> DI comunica que susteve a invasão na própria praia. Essa convicção se reflete no comunicado de 13 horas do 84<sup>o</sup> AK; “Em Vierville o desembarque pode ser considerado repelido&#8230;” Mas Kraiss está inquieto a respeito da sua direita, ameaçada pela progressão inglesa. Dirige para o leste o 915<sup>o</sup> RI, sob o comando do Coronel Meyer, dando-lhe ordem de contornar Bayeux e contra-atacar entre Bazenville e Crépon. Diante de Omaha Beach não resta qualquer reserva.</p>
<p>Ora, os estadunidenses vencem a depressão em que se encontram. Por mais vivo que seja, falta ao fogo alemão densidade, continuidade, estando a praia ocupada, afinal de contas, apenas por um batalhão reforçado do 914<sup>o</sup> RI. Alguns oficiais enérgicos transpõem o dique, arrastando soldados dos mais bravos. Aproveitando a maré cheia, o LCT 30 e o LCI 54 mergulham na onda de calhaus, encalham justamente na entrada do recôncavo de Coleville, no qual os homens se precipitam. Um golpe direto de um destróier desmantela a casamata de Moulins, cujos defensores se rendem. Os bulldozers blindados abrem brechas nas dunas. Lentamente, a linha estadunidense se ergue sobre a colina, onde as primeiras sebes, pouco desenvolvidas, fornecem abrigos.</p>
<p>É principalmente para a direita, para Caen, que o Comando alemão orienta sua preocupação. Um poderoso instrumento se movimenta: a 21<sup>a</sup> Divisão Blindada, com o poderio de 16000 homens, de 127 PzKw 4, de 40 canhões de assalto, de 28 peças de 88 mm, etc. Antes de mais nada, ela recebe ordens de limpar a margem direita do Orne, dos pára-quedistas que desceram durante a noite. Chegando ao campo de batalha, apesar de sua perna ortopédica, o General Marcks vê, de golpe, que esta missão já não corresponde à situação. Encontra o coronel Oppeln Bronikovsky, que comanda o 22<sup>o</sup> Regimento de tanques, e, sob fogo, lhe dá suas instruções. Oppeln deve transportar seu regimento à margem esquerda do Orne e contra-atacar a fundo, rumo a Luc-sur-Mer. “Depende de você &#8211; diz Marcks &#8211; que a invasão seja repelida”. Deixando o coronel entregue à execução de sua missão, o general põe-se à procura de outras tropas, encontra um batalhão do 192<sup>o</sup> Pz Gr e orienta-o igualmente rumo a Luc-sur-Mer. O impossível deve ser feito para que o ataque inglês seja desbaratado, para que o desembarque se desorganize, contando com a intervenção das reservas gerais que o liquidarão.</p>
<div id="attachment_3564" class="wp-caption aligncenter" style="width: 560px"><a href="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/06/commandos-day-d-british-sword1.jpg" class="broken_link" rel="lightbox[3562]"><img class="size-full wp-image-3564" title="commandos-day-d-british-sword" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/06/commandos-day-d-british-sword1.jpg" alt="commandos-day-d-british-sword" width="550" height="338" /></a><p class="wp-caption-text">Commandos britânicos, apoiados por Shermans DD, avançam de Sword para o interior</p></div>
<p style="text-align: center;">
<p>Oppeln apressa-se. Sua tarefa é difícil. O único caminho praticável do Orne é uma ponte de Caen que está de pé. O 22<sup>a</sup> Pz atravessa a cidade em chamas. Os caças-bombardeiros o perseguem a saída. Ele sobe a toda pressa a colina de Lebisey, atravessa a aldeia, desce em um pequeno vale atapetado de verdura. Quando chega diante de Biéville, os batalhões de Norfolk e Warwickshire, reforçados por canhões automotores, acabaram de tomar a localidade. Caen está a 7 km. Caen é o objetivo principal deste dia. Ainda não são 6 horas da tarde.</p>
<p>O encontro é áspero. Rechaçados, os tanques tentam contornar Biéville pelos vales de Périers. Destacamentos do Shoropshire Ligth Infantry e da Staffordshire Yeomanry destroem uma meia-dúzia deles. Caindo do céu, oito bombardeiros de mergulho Typhoon incendeiam vários outros. O regimento recua, reagrupa-se nos limites de Caen. Sua intervenção impediu que a cidade fosse conquistada já na primeira noite. Contudo, não impediu a invasão.</p>
<p>O contra-ataque da 192<sup>a</sup> Pz Gr foi mais longe. Caindo no intervalo das zonas Sword e Juno, seu ímpeto atinge o mar. Os granadeiros desembaraçam os centros de resistência de Saint-Aubin, de Luc e de Douvres-la-Délivrande, põem-se na defensiva, esperam os tanques&#8230; Esperam em vão.</p>
<p>No restante do setor britânico, a situação é satisfatória. A 3<sup>a</sup> Divisão canadense ganhou vários quilômetros e a 50<sup>a</sup>, reforçada pelos primeiros elementos desembarcados da 7<sup>a</sup> Armoured, aproxima-se de Bayeux.</p>
<p>No fim da tarde, Rommel chega a Roche-Guyon. Depara com as decisões de Hitler. A 12<sup>a</sup> Pz SS, estacionada ao sul de Rouen, e a Panzer Lehr, que está na região de Dreux, são postas à sua disposição. Por outro lado, o Fuhrer proíbe toda subtração do 15<sup>o</sup> Exército, e até anulou uma ordem de Dollmann que chamava à Normandia uma parte das tropas da Bretanha. Decidiu, de uma vez por todas, que o 6 de junho é uma dissimulação, e que a verdadeira invasão ainda vai chegar.</p>
<div id="attachment_3571" class="wp-caption aligncenter" style="width: 463px"><a href="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/06/HJ-Norrey-en-Bessin.jpg" class="broken_link" rel="lightbox[3562]"><img class="size-full wp-image-3571" title="HJ-Norrey-en-Bessin" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/06/HJ-Norrey-en-Bessin.jpg" alt="HJ-Norrey-en-Bessin" width="453" height="449" /></a><p class="wp-caption-text">Soldados Alemães integrantes da 12ª SS Panzerdivision &quot;Hitler-Jugend&quot;</p></div>
<p style="text-align: center;">
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		<title>O Dia D &#8211; 7ª a 12ª hora: 6h &#8211; 12h</title>
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		<pubDate>Wed, 17 Jun 2009 20:54:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Andre Luiz!</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Utah Beach. Um dos primeiros estadunidenses que pisa a terra francesa, exatamente às 06h39min, é o Brigadeiro Theodore Roosevelt Jr, fiel à tradição de bravura dos Roosevelt de Oyster Bay, homônimos e rivais de Roosevelt de Hyde park e do “New Deal”. Adiante, em cima, atrás dele, os foguetes lançados pelo LCR fazem um barulho [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_3459" class="wp-caption alignleft" style="width: 304px"><a href="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/06/General-Theodore-Roosevelt-Jr.jpg" class="broken_link" rel="lightbox[3458]"><img class="size-full wp-image-3459" title="General-Theodore-Roosevelt-Jr" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/06/General-Theodore-Roosevelt-Jr.jpg" alt="General-Theodore-Roosevelt-Jr" width="294" height="219" /></a><p class="wp-caption-text">Brigadeiro Theodore Roosevelt Jr desembarcando em Utah</p></div>
<p>Utah Beach. Um dos primeiros estadunidenses que pisa a terra francesa, exatamente às 06h39min, é o Brigadeiro Theodore Roosevelt Jr, fiel à tradição de bravura dos Roosevelt de Oyster Bay, homônimos e rivais de Roosevelt de Hyde park e do “New Deal”. Adiante, em cima, atrás dele, os foguetes lançados pelo LCR fazem um barulho infernal. Roosevelt, que havia estudado o terreno, não o reconhece. Compreende que uma corrente afastou os barcos para o sul, até a aldeia de Madeilene, onde termina o caminho de Sainte-Marie-du-Mont. Lá estava um blockhaus armado com uma peça de guerra e uma velha torre de proteção de tanque, constituindo o ponto de apoio n° 5. Os defensores, que pertencem à 3<sup>a</sup> Companhia do 919<sup>o</sup> RI, foram enterrados pelo bombardeio. Os estadunidenses os desenterram. O oficial alemão, Tenente Janke, deixa-se fotografar ao lado deles, diante da fortaleza.<span id="more-3458"></span></p>
<p>Nessa praia, atingida por equívoco, porém facilmente conquistada, o desembarque se organiza admiravelmente. Alguns barcos, entre os quais um LCT, naufraga de encontro às minas, mas as equipes especiais, Underwater Demolition Teams, destroem rapidamente os obstáculos e desfazem as armadilhas. A ressaca é um débil marulhar; os homens entram na água alegremente; mais atrapalhados pela rápida maré montante do que por alguns obuses vindos das baterias de Saint-Marcouf. As ondas de assalto se sucedem. As extremidades de vanguarda da 4<sup>a</sup> DI dos EUA se lançam para os caminhos de Audouville, de Sainte-Marie e de Pouppeville, procurando ligação com os pára-quedistas de Taylor.</p>
<p>Diante de Omaha Beach o mar continua violento. Rolos de espuma correm sobre a areia. Os barcos de desembarque respeitaram o horário, mas a ressaca os maltrata e a espessa fumaça que cobre a costa torna difícil pilotar. À esquerda, 32 tanques anfíbios são lançados a 5.000 metros da praia, mas seus flutuadores são feitos para águas tranqüilas, e todos, salvo dois, submergem juntamente com sua equipagem. À direita, 28 outros DD deveriam ser lançados à água nas mesmas condições: avaliando com exatidão o estado do mar, o Tenente-Comandante Rockwall encalha seu LCT, em vez de fazer nadar seus pesados patos. Os carros saem da água atirando. Mas a reposta que recebem é áspera. Obuses de 88 mm os estripam, perfurando também os LCT enquanto eles flutuam novamente.</p>
<div id="attachment_3461" class="wp-caption aligncenter" style="width: 659px"><a href="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/06/normandybeach.jpg" class="broken_link" rel="lightbox[3458]"><img class="size-full wp-image-3461" title="normandybeach" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/06/normandybeach.jpg" alt="normandybeach" width="649" height="350" /></a><p class="wp-caption-text">Em desespero os soldados buscam abrigo </p></div>
<p style="text-align: center;">
<p>O canhão não é único a falar. Rajadas de armas automáticas varrem a longa esplanada, descoberto pela maré. Os homens que desembarcam dos LCVP tombam nas ondas, ou, se conseguem sair da água, tentam refugiar-se na areia. Os mais felizes alcançam o dique que limita a praia. Mas a areia está sob a mira do fogo. Os metralhadores e os artilheiros alemães atiram “sobre um tapete de homens”. O oficial que comanda a ponta de La Percée telefona a seu coronel informando que vê a costa atravancada de tanques, viaturas, barcos em chamas, cobertos de mortos e feridos.</p>
<p>Em março, Rommel havia passado pelo local. Sua cólera causou um efeito mágico. Se faltou material para as minas, em compensação todos os engenhos de que ele foi propagador estão acumulados na areia: uma barreira composta de elementos C ou “grades belgas”, várias filas de “cavalos de frisa”, várias faixas de “tetraedos” e de “ouriços”. As fotografias aéreas revelaram esses trabalhos &#8211; cujo efeito se pensou destruir com o desembarque em maré baixa -, mas, em virtude da orientação dos desvãos de proteção dos canhões, não revelam as armas de proteção dos flancos, aninhadas nas escarpas. Principalmente nenhum órgão de informação teve conhecimento da mais grave conseqüência resultante da inspeção de Rommel. Sustentando, como sempre, que as tropas de reserva não serviam para nada, empurrou para a primeira linha a 352<sup>a</sup> DI. Os estadunidenses supunham cair sobre um setor mantido por um velho regimento da 719<sup>a</sup> Divisão de posição; caem sobre uma divisão de primeira ordem, cuidadosamente entrincheirada.</p>
<p>Uma funesta prudência estadunidense, aliás, favoreceu a defesa. O temor dos ataques retardou de 2 a 3 segundos o lançamento das bombas jogadas pelos Liberator. A maior parte caiu a 3 ou 4 km no interior das terras. Por outro lado, o apoio naval fornecido pelos couraçados Texas e Arkansas, o cruzador inglês Glasgow, os cruzadores franceses Montcalm e Georges-Leygues foi muito rápido para produzir resultado efetivo de neutralização. As defesas costeiras ficaram de um modo geral, intactas, e seus ocupantes, ilesos.</p>
<p>Na ponta do Hoc um erro de identificação retarda o assalto. Os LCVP e os DUKW, que transportam o batalhão dos Rangers, dirigem-se para a ponta da Percée, mas o Coronel Rudder, cujo nome significa “leme”, percebeu o engano e retificou-o. Os Rangers escalam as escarpas debaixo da fuzilaria. Chegando ao cume o que encontram, em lugar de bateria, são troncos de árvores. Os alemães haviam retirado os seis 155 mm, ao terminar a construção das casamatas. Aliás, quatro foram descobertos pouco depois, debaixo das redes de camuflagem, perto de Vierville, em Grandcamp, e foram destruídos.</p>
<div id="attachment_3463" class="wp-caption aligncenter" style="width: 631px"><a href="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/06/pointe_du_hoc.jpg" class="broken_link" rel="lightbox[3458]"><img class="size-full wp-image-3463" title="pointe_du_hoc" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/06/pointe_du_hoc.jpg" alt="pointe_du_hoc" width="621" height="386" /></a><p class="wp-caption-text">Ponta do Hoc</p></div>
<p style="text-align: center;">
<p>No fim da manhã, a situação de Omaha Beach é alarmante. Depois dos DD, os caminhões anfíbios DUKW foram liquidados juntamente com a artilharia que traziam. A praia está atulhada de material destruído. A maré alta afoga os feridos. As unidades de assalto continuam a chegar, os homens desembarcam com água até o pescoço, terminando por imobilizarem-se contra o dique. Os únicos estadunidenses que conseguiram sair de Omaha Beach são o Coronel Canham, comandante do 116<sup>o</sup> RI, o Brigadeiro-General Cota, segundo-comandante da 1<sup>a</sup> DI, e alguns soldados que conseguiram carregar. Com ajuda de uma investida violenta abriram uma brecha na rede de arame farpado que obstruía a entrada do caminho escavado de Saint-Laurent. Acima deles, o mato queima com uma fumaça acre. Plantado no flanco arenoso do pequeno barranco, os dois chefes esperam o momento propício. Os obuses dos destróieres, que se aproveitam da maré alta para se aproximarem a 1 km, passam rente às suas cabeças e vão devastar os ninhos de resistência alemã.</p>
<p>Também entre os britânicos, o mar fez estragos. Engoliu perto de 50 velhos tanques Centaur, equipados com obuses de 95 mm para fornecer às unidades de assalto o apoio móvel da artilharia. Mas a ressaca é muito menos violenta em Sword, Juno e Gold do que em Omaha, e os soldados da 716<sup>a</sup> DI, não valem os da 352<sup>a</sup>. O desembarque britânico se desenvolve não sem perdas, mas pelo menos sem crise grave.</p>
<p>No fim da manhã, na zona Gold, o ponto de apoio do Hamel mantém-se firme, mas a 50<sup>a</sup> Divisão se estende para Arromanches e Ver-su-Mer. Na zona Juno, o ponto de apoio de Courseulles também oferece resistência, mas os canadenses o contornam e se elevam sobre as colinas. Na zona Sword, o ponto de apoio de Le Brèche caiu, e o Comando n° 4, abrangendo duas seções francesas do Comando n° 10, ataca Ouistreham. Enfim, a 6<sup>a</sup> Airbone, reforçada por um desembarque de planadores, organiza-se no entroncamento de Ranville-Bénouville.</p>
<p>No lado alemão, Jodl telefonou a Rundstedt, vetando suas pretensões: as duas divisões que o Feldmarschall pensou poder acionar diretamente só poderiam ser deslocadas com a autorização do Fuhrer &#8211; que está dormindo. Rundstedt resigna-se, sem mesmo pedir que acordem o dorminhoco. Resignação sarcástica &#8211; diz Speidel: &#8220;O cabo boêmio quer comandar seus exércitos; que os comande. O generalfeldmarschall Gerd von Rundstedt lava as mãos&#8221;.</p>
<p>Rommel está a caminho. Informado da ofensiva às 6h30, renunciou à sua audiência com Hitler e corre para retomar seu comando. Aliás, não está absolutamente convencido de que se trate do verdadeiro plano, e sim de uma diversão feita para atrair as reservas alemãs à baixa Normandia. É em torno da embocadura do Somme, diz ele, que o inimigo dará o grande golpe.</p>
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		<title>O Dia D &#8211; 2ª a 6ª hora: 1h &#8211; 6h</title>
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		<pubDate>Wed, 10 Jun 2009 23:42:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Andre Luiz!</dc:creator>
				<category><![CDATA[Durante]]></category>
		<category><![CDATA[O Dia D]]></category>

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		<description><![CDATA[A 01h11min o 84o Corpo alemão, em Saint-Lô, recebe, de Caen, uma comunicação de sua 716a DI: &#8220;Pára-quedistas a leste do Orne, região Ranville-Bréville e orla norte da floresta de Bavent&#8221;. A 01h45min recebe de Valones uma mensagem da 709a DI: &#8220;Pára-quedistas inimigos ao sul do Saint-Germain-de-Varreville e perto de Sainte Marie-du-Mont. Segundo grupo a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A 01h11min o 84<sup>o</sup> Corpo alemão, em Saint-Lô, recebe, de Caen, uma comunicação de sua 716<sup>a</sup> DI:</p>
<blockquote><p>&#8220;Pára-quedistas a leste do Orne, região Ranville-Bréville e orla norte da floresta de Bavent&#8221;.</p></blockquote>
<p>A 01h45min recebe de Valones uma mensagem da 709<sup>a</sup> DI:<span id="more-3425"></span></p>
<blockquote><p>&#8220;Pára-quedistas inimigos ao sul do Saint-Germain-de-Varreville e perto de Sainte Marie-du-Mont. Segundo grupo a oeste da grande estrada Carentan-Valognes, dos dois lados do Merderet&#8221;.</p></blockquote>
<div id="attachment_3431" class="wp-caption alignleft" style="width: 176px"><a href="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/06/marcks.jpg" class="broken_link" rel="lightbox[3425]"><img class="size-full wp-image-3431" title="marcks" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/06/marcks.jpg" alt="marcks" width="166" height="218" /></a><p class="wp-caption-text">General Marcks</p></div>
<p>As duas regiões indicadas estão nas duas alas do corpo de exército. A operação é, assim, importante. O General Marcks cancela sua viagem a Rennes. A realidade substitui a ficção.</p>
<p>O céu está aterrorizante. Imensos espirais de fumaça avermelhada ensangüentam o horizonte. O barulho de milhares de motores &#8211; todos inimigos &#8211; domina a noite.</p>
<p>Às 02h00min, novas informações chegam a Caen e de Valognes. Pára-quedistas foram capturados. Pertencem à 3<sup>a</sup> Brigada Aerotransportada britânica e aos regimentos 501<sup>o</sup>, 505<sup>o</sup> e 506<sup>o</sup> de pára-quedistas estadunidenses.</p>
<p>Três, das quatro divisões de infantaria aérea conhecidas pelo inimigo, estão, pois, comprometidas. Os grandes chefes são despertados: Dollmann no Mans, Salmuth em Tourcoing, Rundstedt em Saint-Germain-en-Laye. Em Roche-Guyon, Speidel ainda espera, antes de alertar Rommel, que está em sua casa de Herrlingen.</p>
<p>No leste do Orne, as principais missões da 6<sup>a</sup> Airbone procedem. A cabeça-de-ponte de Rainville é concluída. São posta abaixo com dinamites as pontes do Dives, a de Troarn inclusive, destruída quase que unicamente pelo Major Roseveare, na retaguarda de sua guarnição.</p>
<p>O Castelo de Varaville é assaltado. Cai a bateria de Merville. Foi atacada às 02h45min, pelo 9<sup>o</sup> Batalhão de pára-quedistas, que conhecia sua missão de cor.</p>
<p>Às 03h45min, após forte combate, o Tenente-Coronel Ottway solta o pombo-correio com a mensagem: &#8220;bateria tomada&#8221;. Descobre-se então que a bateria continha apenas canhões 75 mm quase inofensivos ao invés dos temíveis 150 mm que os invasores queriam calar.</p>
<p>Às 03h30min, chega o General Gale, trazendo o material pesado. Sua divisão toma o Orne, semeia a confusão entre o Orne e o Vire, aprisiona diversos homens pertencentes à 716<sup>a</sup> DI e à 21<sup>a</sup> Pz. Suas perdas graves são mínimas, porém mais da metade de seus 4800 homens estão dispersos, devido aos erros da aterrissagem, e não respondem à chamada.</p>
<p>A operação de transporte aéreo estadunidense é demasiadamente complicada. As sebes e a bruma isolaram os pequenos grupos de pára-quedistas e povoaram de fantasmas o campo desconhecido por onde caiam os rapazes vindos do Novo Mundo.</p>
<p style="text-align: left;">Os brejos e as inundações matavam&#8230; Diversos pára-quedistas gastaram quase todas suas forças para sair do lamaçal, e alguns afundaram sob o peso do próprio equipamento. Dos 13000 homens das duas divisões de pára-quedistas, menos de 2500 se reagrupam imediatamente. Como instrumentos de reunião receberam matracas, que encheram a noite normanda com uma espécie de concerto de cigarras. Porém seus ruídos são abafados na espessura dos bosques.</p>
<div id="attachment_3432" class="wp-caption aligncenter" style="width: 512px"><a href="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/06/d-day-82div.jpg" class="broken_link" rel="lightbox[3425]"><img class="size-full wp-image-3432" title="d-day-82div" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/06/d-day-82div.jpg" alt="d-day-82div" width="502" height="340" /></a><p class="wp-caption-text">Muitos pára-quedistas foram lançados em áreas inundadas pelos alemães.   Muitos se afogaram. </p></div>
<p>Na 101<sup>a</sup> Airbone, o 502<sup>o</sup> Regimento deveria tomar as saídas norte da Utah Beach, as aldeias de Saint-Germain e Saint-Martin-de-Varreville, Mésières, Audouville-le-Hubert; o 506<sup>o</sup> deveria apossar-se das saídas de sul, dos povoados de Houdienville, Pouppeville, Sainte-Marie-du-Mont; o 501<sup>o</sup> se estabeleceria no Dove, ao norte de Carentan. No entanto, o nevoeiro, o vento bagunçou estas combinações vastamente estudadas sobre o mapa. Os homens juntaram-se ao primeiro oficial que encontraram.</p>
<p>As escaramuças acontecem na obscuridade, com fracos grupos inimigos resguardados nas aldeias e também, provavelmente, com grupos amigos, vítimas de equívocos. No amanhecer, poucos são os elementos da 101<sup>a</sup> que estão nos lugares programados. Mas o súbito surgimento de tantos soldados do ar nas suas retaguardas desorganizou a defesa costeira da Alemanha.</p>
<p>Compõem a 82<sup>a</sup> Airbone, o 505<sup>o</sup>, o 507<sup>o</sup> e o 508<sup>o</sup> regimentos de pára-quedistas. O 505<sup>o</sup> deveria apossar-se de Sainte-Mère-Eglise e garantir as passagens do Merdetet até Chef-du-Pont e La Fière. Os dois outros regimentos deveriam constituir a cabeça-de-ponte para oeste, entre o Douve e o Merderet.</p>
<p>Quando a alvorada se aproxima, parte do 507<sup>o</sup> e do 508<sup>o</sup> ainda patina nas campinas inundadas. Outra parte pousou num terreno sólido, perto de Amfreville, mas as sebes espessas fazem com que o reagrupamento seja lento.</p>
<p>Nada haveria acontecido se um grupo de pára-quedistas não houvesse entrado no pátio de um pequeno castelo, perto de Picauville. Um carro Mercedes desliza rumo ao campo de exercício de Rennes, o general comandante da 91<sup>a</sup> Divisão de Fallsschirmjäger, William Falley, resolveu retornar ao seu QG quando o barulho dos bombardeios aéreos o convenceu da seriedade dos acontecimentos que iria marcar o dia que nascia. Um deles foi sua própria morte. Uma rajada atinge seu carro. Ele sai de pistola em punho. Outra rajada o derruba. A divisão que guarda o centro de Contentin perde seu chefe no inicio do combate.</p>
<div id="attachment_3433" class="wp-caption alignleft" style="width: 198px"><a href="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/06/campanarip.jpg" class="broken_link" rel="lightbox[3425]"><img class="size-full wp-image-3433" title="campanarip" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/06/campanarip.jpg" alt="campanarip" width="188" height="284" /></a><p class="wp-caption-text">Campanário onde o soldado Steel ficou preso com seu pára-quedas</p></div>
<p>Na outra margem do Merderet a sorte sorri ao 505<sup>o</sup>. A tomada de Sainte-Mère-Eglise é o mais célebre episódio do desembarque. O mundo inteiro assistiu no cinema a casa do Sr. Hairon queimar, os bombeiros de capacete de cobre combater o incêndio, sob a vigilância dos soldados alemães, e o soldado Steel, preso pelas correias de seu pára-quedas, na ponta do campanário.</p>
<p>Ainda que sob o alcance do fogo antiaéreo, o 3<sup>o</sup> Batalhão do 505<sup>o</sup> aterrissou com notável exatidão na Zona de Salto 0, 1500 metros a noroeste de Sainte-Mère-Église, no lugar chamado vale da Miséria. O Tenente-Coronel Edward Drause reagrupou rapidamente seu pessoal e, no momento do assalto à localidade, ordenou para utilizar somente granadas e facas. Havia cerca de 30 alemães e mais uma tropa de um comboio de passagem. Foram rapidamente mortos ou presos.</p>
<p>Nessas escaramuças, o alerta se propaga nos escalões do Comando alemão.</p>
<ul class="unIndentedList">
<li> Em Saint-Lô, Marcks dirige, rumo a Carentan, o único regimento de reserva. Em Mans, Dollmann ordena liquidar, através de uma ação homocênntrica, os pára-quedistas que descerem em torno de Sainte-Mère-Église.</li>
<li> Em La Toche-Guyon, Speidel prescreve à 21<sup>a</sup> Pz, reserva do Grupo B, a limpeza da margem direita do Orne.</li>
<li> Em Saint-Germain, Rundstedt alerta a Pz Lehr e a 12<sup>a</sup> Pz SS, prevenindo-as de que deverão seguir para Caen.</li>
<li> Pouco antes das 06h00min, o chefe de estado-maior Blummentritt chama a Berchtesgaden o adjunto de Jodl, Warlimont, informa-o das decisões de seu marechal e assegura-lhe que a invasão está desencadeada.</li>
</ul>
<p>O sono de Hitler é intocável, mas Warlimont telefona a Jodl. Este desperta o Führer, que cético, diz:</p>
<blockquote><p>&#8220;As descidas de pára-quedas são uma simulação; o verdadeiro desembarque não se acontecerá na baixa Normandia&#8221;.</p></blockquote>
<p>Na Mancha, o vento sopra com força 5. As vagas espumam. O enjôo põe à prova a maioria dos passageiros do Grande Cruzeiro. No horizonte, trovões e relâmpagos indicam o terrível embate que está sofrendo a costa normanda: 1056 Lancaster da RAF contra as dez principais baterias alemãs. Começaram pelas de Merville, Fontenay e Saint-Martin-de-Varreville, sobre as quais o bombardeio devia preceder a intervenção das divisões aerotransportadas; continuam por La Pernelle, Maisy, ponta do Hoc, Longues, Mont-Fleury, Quistreham e Houlgate. Nos navios, calma absoluta. No mar, dilúvio de fogo.</p>
<p>Às 02h29min o LSH Bayfield, conduzindo o General Lawton Collins, comandante do 7<sup>o</sup> Corpo dos EUA, ancora a 17 braças de profundidade, 11 milhas ao largo de Utah Beach; 20 minutos depois, o LSH Ancon, levando o General Gerow, comandante do 5<sup>o</sup> Corpo fundeia, nas mesmas condições, diante de Omaha. Em torno dos dois QG flutuantes, todos os navios de imobilizam. Sete minutos depois, os botes de desembarque começam a dançar sobre as vagas. Um ligeiro clarão de lua dilui a escuridão, mas a costa está invisível. É irreal, quase angustiante, proceder aos preparativos para o maior desembarque da História, diante desse litoral que estaria totalmente silencioso, se não fosse o tapete de bombas que, a intervalos regulares, se abatem sobre ele.</p>
<p>Na água agitada, entre os pálidos salpicos de espumas, formam-se os comboios de assalto. À frente, os barcos-pilotos, seguidos pelos lançadores de fumaça. Depois, em colunas, as unidades especializadas, de PC ou patrulheiras, LCT encarregadas de levar os carros anfíbios; outras LCT lotadas de carros comuns; LCA inglesas e LCVP americanas transportam uma seção de infantaria; LCG trazendo a artilharia; LCF conduzindo a DCA; LST entupidas de homens de material; LCR trazendo as baterias de lança-foguetes. Os destróieres, galgos escoltando tartarugas, estabelecem seu posto nos flancos. Uma frota sai de outra frota e mergulha na noite, rumo a uma terra de mistério de perigo.</p>
<p>A distância da costa impõe uma navegação de três horas, sobre vagas de mais de um metro de altura, a esta frota de quilha rasa, dificilmente manobrável, reagindo brutalmente ao balançar das ondas. O enjôo chega mesmo a afetar as tripulações, tão recentemente habituadas ao mar. A Força U, vogando para Utah Beach, protegida pelo posto avançado de Cotentin, entra progressivamente em águas mais calmas. A Força O, ao contrário, continua a sofrer nas vagas como se fosse feito de cortiça &#8211; enquanto lentamente, como contra a vontade, o dia nasce.</p>
<p>Nas praias atribuídas aos ingleses, a aproximação foi mais tardia. Os transportes avançaram apenas até 7 milhas da costa. Às 05h05min, no momento em que a noite começa a dissolverem-se, clarões verdes na superfície das águas provam que o X-20 e o X-23 estão no seu posto de balizas. Alguns instantes depois, os navios, entre os quais o Warspite e o Ramillies, ancoram e os aviões da Fleet Air Arm lançam uma cortina de fumaça para esconder a frota das baterias pesadas do Havre. A formação de tropas de assalto começa em seguida.</p>
<div id="attachment_3438" class="wp-caption aligncenter" style="width: 646px"><a href="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/06/warspite1944normandy.jpg" class="broken_link" rel="lightbox[3425]"><img class="size-full wp-image-3438" title="warspite1944normandy" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/06/warspite1944normandy.jpg" alt="warspite1944normandy" width="636" height="386" /></a><p class="wp-caption-text">HMS Warspite na Normandia em 1944</p></div>
<p style="text-align: left;">Mas, no nevoeiro artificial, surgem três flechas. Três vedettes torpedeiras, T-38, Jaguar e Möwe, três mosquitos, uma trintena de homens, uma centena de toneladas, atacam os senhores do mar. Uma artilharia terrível os acolhe. Fazem, pois, meia-volta; retornam à cortina de fumaça &#8211; mas depois de ter lançado seus torpedos. Um destes atinge o destróier norueguês Svenney nas suas caldeiras. O barco afunda imediatamente.</p>
<p>Este ataque alemão, insignificante e intrépido, mostra que se conhece a aproximação da frota de invasão. Às 03h09min, um dos últimos radares alemães revelou enfim numerosos navios ao largo do Port-en-Besin. O Almirante Krancke deu ordem de intervenção às flotilhas de Cherburgo e do Havre. A de Cherburgo ficou imobilizada no porto, diante da ação da aviação inimiga. A do Havre fez uma vítima: um navio de guerra entre 1200!</p>
<p>Partem de terra alguns tiros de canhão. No ar, uma carga de 1.630 Liberartors da USAF substitui os Lancaster da RAF. No mar, os couraçados e os cruzadores atingiram as Fire Support Areas, a 10 braças de profundidade. Seus canhões abrem fogo às 5h30, contra Sword, Juno e Gold. Sobre Omaha e Utah o ataque só principia às 05h50min, havendo os estadunidenses preferindo a surpresa à demora de uma preparação. As lanchas de desembarque estão a 3000 metros das praias. A maré é a mais baixa possível. O sol ainda não surgiu.</p>
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		<title>O Dia D &#8211; Primeira Hora: 0h &#8211; 1h</title>
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		<pubDate>Wed, 10 Jun 2009 00:41:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Andre Luiz!</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Durante]]></category>
		<category><![CDATA[O Dia D]]></category>

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		<description><![CDATA[Logo no primeiro minuto, 6 grandes planadores Horsa, da 6a Divisão Aerotransportada britânica, invadiram a costa francesa, acima de Houlgate. Um pousa na área coberta por arame farpado que protege a ponte de Bénouville, no canal de Caen. Dois outros aterrissam ao lado da ponte de Ranville, no Orne. Total surpresa: em menos de 15 [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_3410" class="wp-caption aligncenter" style="width: 607px"><a href="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/06/dia_d_planadores_british.jpg" class="broken_link" rel="lightbox[3407]"><img class="aligncenter size-full wp-image-3418" title="dia_d_planadores_british" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/06/dia_d_planadores_british.jpg" alt="dia_d_planadores_british" width="597" height="140" /></a><p class="wp-caption-text">Planadores Horsa na Normandia</p></div>
<p style="text-align: left;">Logo no primeiro minuto, 6 grandes planadores Horsa, da 6<sup>a</sup> Divisão Aerotransportada britânica, invadiram a costa francesa, acima de Houlgate.<span id="more-3407"></span></p>
<p>Um pousa na área coberta por arame farpado que protege a ponte de Bénouville, no canal de Caen. Dois outros aterrissam ao lado da ponte de Ranville, no Orne.</p>
<div id="attachment_3427" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a href="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/06/paras-pathfinders-dday.jpg" class="broken_link" rel="lightbox[3407]"><img class="size-full wp-image-3427" title="paras-pathfinders-dday" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/06/paras-pathfinders-dday.jpg" alt="paras-pathfinders-dday" width="400" height="310" /></a><p class="wp-caption-text">Pathfinders britânicos ajustam seus relógios na noite de 5/6 de junho de 1944 em frente a um Armstrong Whitworth Albemarle  antes de saltarem na Normandia</p></div>
<p style="text-align: left;">Total surpresa: em menos de 15 minutos, duas pontes são tomadas pelo 2<sup>o</sup> Oxfordshire and Buckinghamshire Light Infantry. Enquanto isso os Pathfinders &#8211; desbravadores &#8211; pousam. Seus vaga-lumes se acendem no solo. São 01h00min da manhã quando o grosso da 6<sup>a</sup> British Airbone começa a cair do céu.</p>
<p>Na outra extremidade da frente de assalto, em Contentin, a operação estadunidense iniciou no mesmo instante.</p>
<p>Os Pathfinders da 101<sup>a</sup> Airbone saltaram primeiro, às 00h15min. O céu estava nublado, a terra coberta de lama, a lua intermitente.</p>
<p>Às 00h50min, a leste de Monteburgo, o Tenente-Coronel Hoffmann, que comanda um regimento de posição da 709<sup>a</sup> DI, observa, num raio de luar, silhuetas arredondadas que se aproximam do chão. Suas sentinelas atiram. Uma metralhadora de mão estadunidense responde.</p>
<p><a href="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/06/airbone.jpg" class="broken_link" rel="lightbox[3407]"><img class="aligncenter size-full wp-image-3412" title="airbone" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/06/airbone.jpg" alt="airbone" width="570" height="427" /></a></p>
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		<title>O Dia D &#8211; Apoio Naval no Desembarque</title>
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		<pubDate>Tue, 09 Jun 2009 14:02:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Andre Luiz!</dc:creator>
				<category><![CDATA[Durante]]></category>
		<category><![CDATA[O Dia D]]></category>

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		<description><![CDATA[A travessia da Mancha exigiu um plano, dito Netuno, de extraordinária complexidade. Tratava-se de atravessar um mar difícil, minado pelo amigo e pelo inimigo, com 4.126 lanchas de desembarque, divididas em 26 categorias, a maior parte das quais eram notável pela sua má qualidade náutica e, além disso, por ter tripulação constituída por marinheiros de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_3373" class="wp-caption alignleft" style="width: 208px"><a href="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/06/lct_mk5.jpg" class="broken_link" rel="lightbox[3360]"><img class="size-full wp-image-3373" title="lct_mk5" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/06/lct_mk5.jpg" alt="lct_mk5" width="198" height="214" /></a><p class="wp-caption-text">LCT: Capacidade para transportar até 5 tanques médios, porém tinha baixa autonomia, lenta e pouca resistência em mar aberto.</p></div>
<p>A travessia da Mancha exigiu um plano, dito Netuno, de extraordinária complexidade. Tratava-se de atravessar um mar difícil, minado pelo amigo e pelo inimigo, com 4.126 lanchas de desembarque, divididas em 26 categorias, a maior parte das quais eram notável pela sua má qualidade náutica e, além disso, por ter tripulação constituída por marinheiros de ocasião. Apesar de seu nome &#8220;craft&#8221;, os LCT, com sua pesada maquinaria traseira e sua dianteira não flutuante, faziam a travessia por seus próprios recursos. Esperava-se que para embarcar em tal aventura pudessem aguardar por uma bela noite de verão, porém deveriam enfrentar o mar com ondas de 2 metros e ventos contrários de 28 nós.<span id="more-3360"></span></p>
<p>Saindo do Spout, os comboios navegaram em leque, em direção às cinco zonas de desembarque, cada uma correspondente a uma divisão. De oeste para leste, receberam os seguintes nomes convencionais:</p>
<ul class="unIndentedList">
<li> Utah (4<sup>a</sup> Divisão dos EUA);</li>
<li> Omaha (1<sup>a</sup> Divisão dos EUA),</li>
<li> Gold (50<sup>a</sup> Divisão britânica),</li>
<li> Juno (3<sup>a</sup> Divisão canadense)</li>
<li> Sword (3<sup>a</sup> Divisão britânica).</li>
</ul>
<p>As esquadras que participaram desta fabulosa travessia da Mancha foram divididas entre uma Western Task Force, do Almirante Alan Kirk, geminada com o 1<sup>o</sup> Exército Estadunidense, e uma Eastern Task Force, do Almirante Sir Philip Vian, geminada com o 2<sup>o</sup> Exército britânico.</p>
<p>Seguiram, à frente de seus 213 navios, 7 couraçados (4 ingleses, 3 estadunidenses), 23 cruzadores (16 ingleses, 3 estadunidenses, 2 franceses, 1 polonês), 168 destróieres e fragatas (79 ingleses, 36 estadunidenses, 3 franceses, 3 noruegueses, 2 poloneses).</p>
<p>A maior parte das unidades de combate apóia o desembarque, atirando contra os objetivos terrestres. As outras vigiam as entradas da Mancha ou estendem cortinas de segurança contra os submarinos e as veddettes inimigas. Por mais fracos que sejam os alemães no mar, não são totalmente inofensivos. Em maio, um grupo de S-Boote interveio num exercício de desembarque, pondo a pique três preciosos LST, afogando 700 soldados e marinheiros. Com os milhares de alvos que enchem a Mancha, alguns comandantes enérgicos podem causar desastres, na proporção de 1 contra 100.</p>
<p>Como as Landing Ships e Landing Craft não supriam o problema dos portos. Instalações protegidas foram necessárias, em curto prazo, para a manutenção de um grande exército de operações. Por isso os portos Mulberry foram a solução.</p>
<div id="attachment_3364" class="wp-caption aligncenter" style="width: 528px"><a href="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/06/mulbe.jpg" class="broken_link" rel="lightbox[3360]"><img class="size-full wp-image-3364" title="mulbe" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/06/mulbe.jpg" alt="mulbe" width="518" height="325" /></a><p class="wp-caption-text">Portos Mulberry</p></div>
<p style="text-align: center;">
<p>Esses portos Mulberry, simples em seu princípio, eram de uma complexidade técnica fascinante. Afundando diante das praias velhos vapores chamados Gooseberries, lastreados de cimento de solidificação rápida. Esses quebra-mares sumários eram reforçados por alinhamentos flutuantes de cilindros de aço e de concreto, ou Bombardons. As peças mestras foram colocadas depois: caixões de concreto armado, altos como casas de 5 andares.</p>
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		<title>O Dia D &#8211; A Overlord Acontece</title>
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		<pubDate>Sat, 06 Jun 2009 00:35:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Andre Luiz!</dc:creator>
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		<category><![CDATA[O Dia D]]></category>

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		<description><![CDATA[Os barcos da frota da invasão navegavam com dificuldade pelas águas agitadas. No Canal da Mancha o mar estava revolto e as ondas atingiam 2 m. de altura. Um forte vento soprava do oeste produzindo uma prematura subida da maré. Nesse momento difícil, as longas colunas navais foram sobrevoadas por esquadrilhas aliadas que se dirigiam [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_3378" class="wp-caption alignleft" style="width: 313px"><a href="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/06/ddaycanada.jpg" class="broken_link" rel="lightbox[3343]"><img class="size-full wp-image-3378" title="ddaycanada" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/06/ddaycanada.jpg" alt="ddaycanada" width="303" height="237" /></a><p class="wp-caption-text">Soldados Canadenses rumo ao Desembarque</p></div>
<p>Os barcos da frota da invasão navegavam com dificuldade pelas águas agitadas. No Canal da Mancha o mar estava revolto e as ondas atingiam 2 m. de altura. Um forte vento soprava do oeste produzindo uma prematura subida da maré. Nesse momento difícil, as longas colunas navais foram sobrevoadas por esquadrilhas aliadas que se dirigiam para o continente. Em bandos, quase que intermináveis, bombardeiros, caças, e transportes, estrondaram o espaço com o rugido dos seus motores.<span id="more-3343"></span></p>
<p>Restavam poucos minutos para a meia-noite do dia 5 de junho de 1944, quando as primeiras bombas caíram sobre o território inimigo. Até as primeiras horas da madrugada, 1.136 aviões do Comando de Bombardeio da Real Força Aérea &#8211; RAF &#8211; lançaram 5.853 toneladas de explosivos sobre 10 baterias costeiras que se espalhavam pela baía do Sena, entre Cherburgo e Le Havre.</p>
<p>Ao amanhecer, os bombardeiros da 8ª Força Aérea dos EUA continuaram com o ataque e 1.083 aviões lançaram 1.763 toneladas de bombas sobre as defesas costeiras, durante 30 minutos anteriores ao desembarque.</p>
<p>Paralelamente, bombardeiros médios e leves atacaram incansavelmente todo tipo de alvo: estradas, cruzamentos, concentrações de tropas, vias ferroviárias e depósitos de abastecimentos. Enquanto os bombardeiros derramavam suas cargas de explosivos sobre o território inimigo, pouco mais da meia-noite do dia 5, efetivos da 6<sup>a</sup> Divisão Aerotransportada britânica se lançaram ao espaço sobre o flanco leste da zona de invasão.</p>
<div id="attachment_3379" class="wp-caption aligncenter" style="width: 529px"><a href="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/06/d-day-paratroopers.jpg" class="broken_link" rel="lightbox[3343]"><img class="size-full wp-image-3379" title="d-day-paratroopers" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/06/d-day-paratroopers.jpg" alt="d-day-paratroopers" width="519" height="412" /></a><p class="wp-caption-text">Paraquedistas se preparando para o Salto</p></div>
<p style="text-align: left;">No oeste, paralelamente, tropas das Divisões 82<sup>a</sup> e 101<sup>a</sup>, aerotransportadas, estadunidenses, tocaram o solo. A missão desses efetivos era sinalizar o terreno para o lançamento interior da massa das divisões citadas.</p>
<p>À 01h30min da madrugada, os pára-quedistas da 101<sup>a</sup> Divisão saltaram ao sudeste de Ste. Mère-Eglise. As 02h00min, a 6<sup>a</sup> Divisão britânica iniciou o desembarque de seus homens a leste do rio Orne. Às 02h30min, os efetivos da 82<sup>a</sup> estadunidense cairam um pouco mais a oeste que seus camaradas da 101<sup>a</sup> Divisão.</p>
<p>Os primeiros soldados aliados iniciavam a luta naquela região do território europeu. A Overlord estava acontecendo. Nada podia detê-la.</p>
<p>Quando os bombardeiros encerravam a sua tarefa de abrandamento, nas primeiras horas do dia 6 de junho, a frota naval aliada se aproximou das costas da França. A aproximação ocorreu ao longo dos cinco &#8220;corredores&#8221; determinados previamente. Cada &#8220;corredor&#8221; se dividia em dois setores: lento e rápido; através do rápido, se moviam os barcos de guerra e os grandes transportes, e pelo lento, seguiam as LCT. Os limites dos &#8220;corredores&#8221; haviam sido determinados com bóias luminosas.</p>
<p style="text-align: left;"><a href="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/06/d-day1.jpg" class="broken_link" rel="lightbox[3343]"><img class="size-full wp-image-3380 aligncenter" title="d-day1" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/06/d-day1.jpg" alt="d-day1" width="501" height="370" /></a>Numa distância que variava entre 13 e 21 km da costa, na chamada &#8220;zona de transporte&#8221;, os grandes barcos ancoraram e libertaram as embarcações de desembarque. Dessa linha as pequenas barcaças seguiam rumo às costas, guiadas na sua marcha pelas bengalas, lançadas para o alto, por diversos submarinos de pequena tonelagem, vários dias antes.</p>
<p>A primeira leva de tropas aliadas pisou em terra francesa às 06h30m do Dia D. No setor correspondente ao 1º Exército, o 7<sup>o</sup> Corpo assaltou a praia Utah com a 4<sup>a</sup> Divisão de Infantaria, e o 5<sup>o</sup> Corpo assaltaram a praia Omaha com a 1<sup>a</sup> Divisão de Infantaria.</p>
<p>Na frente do Segundo Exército, o 30<sup>o</sup> Corpo desembarcou na praia Gold com a 50<sup>a</sup> Divisão de Infantaria e o 1<sup>o</sup> Corpo desembarcaram na praia Juno com a 3<sup>a</sup> Divisão de Infantaria canadense. Na praia Sword, a 3<sup>a</sup> Divisão de Infantaria britânica tocou terra.</p>
<p>A &#8220;Hora H&#8221; variou entre 07h25m e 08h00min, para o grosso das forças.</p>
<p>O objetivo imediato das 5 primeiras divisões era pressionar em direção ao oeste, a partir da praia Utah, estabelecer contato entre as duas divisões aerotransportadas, e isolar a península de Cotentin; simultaneamente, no resto da frente, deviam seguir em direção ao sul, para tomar a importante estrada Carentan-Bayeux-Caen, que se dirigia de leste a oeste.</p>
<p>Os objetivos imediatos das forças de invasão foram atingidos de acordo com os planos previstos, exceto na praia Omaha, onde houve graves dificuldades, em virtude da presença no local de uma divisão de infantaria alemã. O mau tempo, também, colaborou para agravar consideravelmente as coisas, lançando muitas embarcações contra as praias ou fazendo chocarem-se algumas e afundar outras.</p>
<p><a href="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/06/d-day.jpg" class="broken_link" rel="lightbox[3343]"><img class="aligncenter size-full wp-image-3381" title="d-day" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/06/d-day.jpg" alt="d-day" width="555" height="416" /></a>Diversos soldados morreram afogados na tentativa de ganhar a costa. Também, veículos anfíbios, em grande número foram lançados às águas a uma grande distância da costa se tornando alvo fácil da artilharia alemã; assim como o mar agitado fez com que muitos deles afundassem.</p>
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