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	<title>Segunda Guerra.org &#187; 1939</title>
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	<description>O Maior Acervo sobre a Segunda Guerra Mundial</description>
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		<title>Sabres Polacos contra Tanques Alemães – A Realidade por trás da Invasão da Polônia – Parte II</title>
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		<pubDate>Mon, 15 Feb 2010 13:03:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Andre Luiz!</dc:creator>
				<category><![CDATA[1939]]></category>
		<category><![CDATA[Batalhas]]></category>

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		<description><![CDATA[Assalto Às 10h00min os alemães começaram um ataque ao flanco norte, mas foram repelidos da maioria das posições com perdas significativas em ambos os lados. Quinze minutos depois, a 4ª Divisão Panzer repetiu o ataque, desta vez com o apoio de artilharia e cobertura aérea. O assalto foi planejado em três direções: 1. Para uma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Assalto</strong></p>
<p>Às 10h00min os alemães começaram um ataque ao flanco norte, mas foram repelidos da maioria das posições com perdas significativas em ambos os lados. Quinze minutos depois, a 4ª Divisão Panzer repetiu o ataque, desta vez com o apoio de artilharia e cobertura aérea. O assalto foi planejado em três direções:</p>
<p>1. Para uma das posições do 19º Regimento e para o norte, a fim de flanquear a brigada<br />
2. Rumo à aldeia de Mokra com cerca de 100 tanques e tanquetes<br />
3. Rumo ao enfraquecido 4º Batalhão do 84º Regimento de Infantaria.<span id="more-5386"></span></p>
<p>Sob a cobertura de fogo pesado, os tanques alemães conseguiram invadir a floresta e garantir uma estrada que conduz toda a linha ferroviária à vila de Izbiska Duże.</p>
<p>Às 10h30min o 4º Esquadrão do 19º Regimento Polonês foi atacado pela retaguarda e foi empurrado para fora da floresta. O ataque ameaçou os polacos com a separação dos 19º e 21º regimentos.</p>
<div id="attachment_5419" class="wp-caption aligncenter" style="width: 608px"><a href="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2010/02/Polish_cavalry.jpg" class="broken_link" rel="lightbox[5386]"><img class="size-full wp-image-5419" title="Polish_cavalry" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2010/02/Polish_cavalry.jpg" alt="" width="598" height="260" /></a><p class="wp-caption-text">Cavalaria Polaca em Deslocamento</p></div>
<p style="text-align: center;">
<p>O Coronel Filipowicz ordenou o 19º Regimento a se retirar para o outro lado da linha férrea, mas o caminho já estava ocupado pelos tanques alemães e a unidade foi efetivamente cercada. No entanto, a defesa polonesa foi reforçada pela chegada do comboio blindado nº 53, que avançou pelo campo de batalha no momento em que os tanques alemães estavam atravessando a linha férrea. Ela parou no meio da coluna alemã e abriu fogo com todas as armas. A coluna alemã foi dispersa e recuada com grandes perdas, enquanto o 19º Regimento atravessou a linha ferroviária e abrigou-se atrás dos trens blindados. Embora tenha sofrido pesadas baixas, o regimento conseguiu reagrupar-se no outro lado.</p>
<p>Simultaneamente, um ataque contra as posições principais do 21º Regimento perto da aldeia de Mokra foi iniciado. Tanques alemães conseguiram flanquear o 4º Esquadrão do Regimento do Norte, ao mesmo tempo em que o atacava frontalmente. No final, os defensores poloneses foram empurrados para fora da floresta e um combate pesado na própria aldeia começou. Os alemães perderam 4 tanques para o 2º Batalhão de Artilharia Polonesa que disparava do outro lado da linha férrea, mas o 4º Batalhão estava em retiro, lutando por quase todas as casas da aldeia e sofrendo pesadas perdas. Mais uma vez o dia foi salvo pelo comboio blindado nº 53. Ele chegou à área a tempo e abriu fogo de uma distância de quase 2,5 km, além do alcance efetivo das armas dos tanques alemães da época. Além disso, o 12º Regimento de Ulanos se deslocaram para reforçar o 21º.</p>
<p><strong>Contra-ataque e a &#8220;carga&#8221;</strong></p>
<p>O 21º Batalhão de blindados sob o comando do major Stanisław Glinski, equipado principalmente com tanquetes TKS receberam ordens para contra-atacar a aldeia, junto com o esquadrão de cavalaria do Capitão Jerzy Hollak.</p>
<div id="attachment_5403" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a href="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2010/02/tks.jpg" class="broken_link" rel="lightbox[5386]"><img class="size-full wp-image-5403" title="tks" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2010/02/tks.jpg" alt="" width="500" height="303" /></a><p class="wp-caption-text">Tanquete TKS</p></div>
<p style="text-align: center;">
<p>No meio das nuvens de fumaça nas aldeias, as unidades polonesas foram parar acidentalmente no meio de uma coluna de tanques alemães. Embora os tanquetes poloneses não fossem páreo para os tanques alemães e a cavalaria fosse muito vulnerável ao fogo dos blindados, a confusão nas fileiras alemã impediu o comandante alemão de responder com rapidez suficiente.</p>
<p>As unidades polonesas conseguiram romper a coluna alemã com perdas desprezíveis e entrou na floresta ao noroeste de Mokra. Os tanques alemães perderam a orientação e retirou a coluna da vila, deixando-a novamente nas mãos dos poloneses. Os tanques retiraram-se para suas posições iniciais em Wilkowiecko, deixando a infantaria sem apoio para o assalto. Com isso as perdas alemãs foram altas e um grande número de tropas alemãs foi feitas prisioneiras.</p>
<p>Ao mesmo tempo, também às 10h00min, as posições do 4º Batalhão do 84º Regimento de Infantaria foram atacadas por um destacamento de infantaria mecanizada alemã. Após confrontos iniciais as tropas das 11ª e 12ª companhias  bateram em retirada, se alojando mais ao fundo da floresta.</p>
<p>O Coronel Filipowicz ordenou ao 2º Regimento de Carabineiros Montados para contra-atacar e fortalecer as posições entre os 21º e 84º regimentos. Também a 10ª Companhia conseguiu empurrar o inimigo e retomar as posições perdidas apenas poucos minutos mais cedo.</p>
<p>Por volta de 12h00min os combates no centro e no sul das posições polonesas acabaram. Os combates na floresta, no flanco norte foram encerrados depois que o 19º Regimento se retirou com sucesso.</p>
<p><span style="font-size: medium;"><strong>Lutas Finais</strong></span></p>
<p>Às 12h15min cerca de 100 tanques alemães voltaram para a aldeia de Mokra. O assalto principal quebrou as linhas do 4º Esquadrão do 21º Regimento e os tanques conseguiram neutralizar os ninhos de artilharia, destruindo duas das armas, assim como romper a parte central da aldeia.</p>
<p>As casas foram incendiadas e o 21º Regimento conseguiu retirar para a linha férrea. Apenas bolsões isolados de resistência foram deixados na própria aldeia, o que causou muita confusão para os alemães.</p>
<p>A retirada do 21º Regimento permitiu que os alemães atacassem o 12º Regimento e o 2º Regimento. As perdas do 2º Regimento de Artilharia foram elevadas, já que a maioria dos canhões 75 mm não eram as melhores armas antitanque.  A 2ª bateria perdeu todas as três armas de fogo e da HMG, enquanto a 5ª bateria perdeu duas armas. No entanto, os restantes das posições de artilharia foram cobertas com a fumaça da queima das casas &#8211; os alemães haviam incendiado &#8211; e estavam escondidas com sucesso.</p>
<div id="attachment_5417" class="wp-caption aligncenter" style="width: 604px"><a href="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2010/02/artilharia_polaca_75mm.jpg" class="broken_link" rel="lightbox[5386]"><img class="size-full wp-image-5417" title="artilharia_polaca_75mm" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2010/02/artilharia_polaca_75mm.jpg" alt="" width="594" height="383" /></a><p class="wp-caption-text">Canhão de Artilharia Polaca - 75mm</p></div>
<p style="text-align: center;">
<p>Quando um grupo de tanques se aproximou da 1ª bateria, as armas polonesas abriram fogo contra os inimigos, destruindo 13 deles em questão de minutos. Isto permitiu aos polacos manter suas posições. Além disso, o 12º Regimento sob o comando de Andrzej Kuczek atacaram os tanques alemães pela retaguarda, a partir da floresta retomada ao noroeste da aldeia.</p>
<p>Apesar de ambos os lados terem sofrido pesadas baixas, os alemães se retiraram. Quando o assalto terminou, o 2º Batalhão de Artilharia foi retirado do campo de batalha devido a perdas e falta de munição.</p>
<p>Às 15h00min, os alemães repetiram o ataque frontal com fogo de artilharia pesada, bombardeios aéreos e quase 180 tanques vindos de Wilkowiecko. Simultaneamente, os ataques aos flancos poloneses.</p>
<p>O ataque frontal foi dirigido ao 2º Esquadrão do 12º Regimento (comandados por Stanisław Raczkowski), no centro da aldeia. Apesar da artilharia polonesa conseguir destruir muitos deles, os tanques alemão conseguiram romper novamente o cerco na aldeia.</p>
<p>O 4º esquadrão sob o comando de Feliks Pruszyński contra-atacou, mas os esquadrões estavam sob pressão constante próximo a linha férrea. O Coronel Filipowicz não tinha reservas e os tanques alemães foram se aproximando da linha ferroviária, enquanto a cavalaria polonesa estava sendo empurrado para trás com pesadas baixas. Logo o regimento perdeu contato com os demais.</p>
<div id="attachment_5420" class="wp-caption aligncenter" style="width: 600px"><a href="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2010/02/Smialy-train.jpg" class="broken_link" rel="lightbox[5386]"><img class="size-full wp-image-5420" title="Smialy-train" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2010/02/Smialy-train.jpg" alt="" width="590" height="663" /></a><p class="wp-caption-text">Foto de 1919 mostra detalhes da frente do trem blindado que dava cobertura e abrigo aos poloneses durante a batalha de Mokra</p></div>
<p style="text-align: center;">
<p>Por causa da fumaça, a batalha se quebrou numa série de escaramuças diferentes nas florestas, na vila e ao longo dos trilhos. Todas as baterias foram retiradas da batalha. Isso deixou a situação do 12º Regimento complicada.</p>
<p>O 2º Regimento de Carabineiros Montados, a única unidade que ainda estava intacta e em contato com o comandante da brigada, foi direcionada à agressão a todo o custo a fim de reforçar o 12º Regimento e completar as fileiras da cavalaria e do 84ª Regimento no sul. Isso ajudou a defesa polonesa, mas apenas por um momento.</p>
<p>O Coronel Filipowicz ordenou aos tanquetes poloneses a neutralizar os tanques alemães na aldeia. Embora os tanquetes não fossem fornecidos com munição antitanque, no caos da batalha, conseguiram deter o avanço alemão por um momento. Depois de perder um tankette os poloneses se retiraram, mas conseguiu ganhar tempo suficiente para que os trens blindados retornassem à área.</p>
<p>Ao norte, as posições do 19º Regimento não contiveram os tanques e estes começaram a atravessar a estrada ferroviária perto de Izbiska. Quando os tanques alemães cruzaram a linha, os trens blindados chegaram e os atacou pela retaguarda. Enquanto as perdas em tanques eram limitadas, o pânico que se iniciou nas unidades alemãs resultou no abandono de muitos blindados por seus tripulantes, impossibilitados de conduzir pela via férrea &#8211; elevada cerca de dois metros acima do solo – e a passagem foi bloqueada por tankettes.</p>
<div id="attachment_5404" class="wp-caption aligncenter" style="width: 605px"><a href="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2010/02/tremblindado.jpg" class="broken_link" rel="lightbox[5386]"><img class="size-full wp-image-5404" title="tremblindado" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2010/02/tremblindado.jpg" alt="" width="595" height="412" /></a><p class="wp-caption-text">Ilustração mostra Trem blindado Polonês se em combate</p></div>
<p style="text-align: center;">
<p>Embora ambos os trens tenham sofrido algumas perdas e finalmente foram forçados a recuar, o pânico nas fileiras alemãs não foi interrompido. No meio da fumaça alguns dos tanques alemães começaram a disparar contra suas próprias posições, enquanto outros simplesmente recuaram para a posição inicial.</p>
<p>No sul a infantaria polonesa foi novamente empurrada mais profundamente na floresta, mas suas linhas não foram quebradas.</p>
<p>Às 17h00min a batalha termina.</p>
<p><span style="font-size: medium;"><strong>Resultado</strong></span></p>
<p>A 4ª Divisão Panzer alemã foi forçada a voltar para suas posições iniciais em Opatów e Wilkowiecko, e apenas o 12º Regimento de Schützen conseguiu chegar à estrada ferroviária que cruzam Izbiska. No entanto, ao saber que a 1ª Divisão Panzer havia conseguido tomar Kłobuck, as forças polonesas foram retiradas durante a noite até à aldeia de Łobodno situado a nordeste de Kłobuck e, em seguida para a segunda linha de defesa, cerca de 12 km para o leste.</p>
<p><strong>Alguns dos Blindados Alemães destruídos na batalha:</strong></p>
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<p class="pie-img-wrapper"><a href="http://lh5.ggpht.com/_8gEewSdLE3w/S3lAyBY_BxI/AAAAAAAACmc/TZoA_en8f2g/mokra_iii___zniszczony_panzer_ii___foto_2_ix_1939__xxx.jpg?imgmax=800"rel="lightbox[2010-1-1-10-42-32]" ><img class="pie-img" src="http://lh5.ggpht.com/_8gEewSdLE3w/S3lAyBY_BxI/AAAAAAAACmc/TZoA_en8f2g/s144-c/mokra_iii___zniszczony_panzer_ii___foto_2_ix_1939__xxx.jpg" alt="mokra_iii___zniszczony_panzer_ii___foto_2_ix_1939__xxx.jpg" width="144" height="144" /></a></p>
</div>
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</div>
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</div>
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<p class="pie-img-wrapper"><a href="http://lh6.ggpht.com/_8gEewSdLE3w/S3lAwdo_4rI/AAAAAAAACmQ/zOHJNZI-lUc/photo633zt4.jpg?imgmax=800"rel="lightbox[2010-1-1-10-42-32]" ><img class="pie-img" src="http://lh6.ggpht.com/_8gEewSdLE3w/S3lAwdo_4rI/AAAAAAAACmQ/zOHJNZI-lUc/s144-c/photo633zt4.jpg" alt="photo633zt4.jpg" width="144" height="144" /></a></p>
</div>
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<p class="pie-img-wrapper"><a href="http://lh3.ggpht.com/_8gEewSdLE3w/S3lAv5juC2I/AAAAAAAACmM/3vLFCEb8WFE/pzdiv_4_poland_on_1_september_1939___4_dywizja_panc..jpg?imgmax=800"rel="lightbox[2010-1-1-10-42-32]" ><img class="pie-img" src="http://lh3.ggpht.com/_8gEewSdLE3w/S3lAv5juC2I/AAAAAAAACmM/3vLFCEb8WFE/s144-c/pzdiv_4_poland_on_1_september_1939___4_dywizja_panc..jpg" alt="pzdiv_4_poland_on_1_september_1939___4_dywizja_panc..jpg" width="144" height="144" /></a></p>
</div>
</div>
<p><span style="font-size: medium;"><strong>Vítimas</strong></span></p>
<p>As perdas de ambos os lados foram bastante elevadas. <strong>Os alemães perderam cerca de 800 homens (mortos, desaparecidos, capturados ou feridos graves), e entre 100 e 160 blindados (pelo menos 50 deles tanques).</strong></p>
<p>A brigada polonesa teve 200 mortos e 300 feridos, bem como 300 cavalos e armas diversas.</p>
<p>O 2º Batalhão de Artilharia Montada perdeu quase 30% dos homens, o 21º Regimento &#8211; quase 25%, o 12º Regimento de Ulanos que foi utilizado como uma reserva perdeu 5 oficiais e 216 homens, entre mortos e feridos.</p>
<p><a href="http://segundaguerra.org/sabres-polacos-contra-tanques-alemaes-a-realidade-por-tras-da-invasao-da-polonia-parte-i"><br />
</a></p>
<p><a href="http://segundaguerra.org/sabres-polacos-contra-tanques-alemaes-a-realidade-por-tras-da-invasao-da-polonia-parte-i"><strong>Sabres Polacos contra Tanques Alemães – A Realidade por trás da Invasão da Polônia – Parte I</strong></a></p>
<p><strong><a href="http://segundaguerra.org/sabres-polacos-contra-tanques-alemaes-a-realidade-por-tras-da-invasao-da-polonia-parte-iii">Sabres Polacos contra Tanques Alemães – A Realidade por trás da Invasão da Polônia – Parte III </a></strong></p>
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		<title>Sabres Polacos contra Tanques Alemães – A Realidade por trás da Invasão da Polônia &#8211; Parte I</title>
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		<pubDate>Sun, 14 Feb 2010 15:23:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Andre Luiz!</dc:creator>
				<category><![CDATA[1939]]></category>
		<category><![CDATA[Batalhas]]></category>

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		<description><![CDATA[É comum lermos que a Polônia foi surpreendida pelos alemães sem que pudessem reagir. Que o país estava sem nenhuma preparação para uma guerra e que a tarefa alemã foi quase que um show ao divertimento de Hitler. Porém este texto retirado de fontes polonesas narram as particularidades da Batalha de Mokra, uma das vitórias [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>É comum lermos que a Polônia foi surpreendida pelos alemães sem que pudessem reagir. Que o país estava sem nenhuma preparação para uma guerra e que a tarefa alemã foi quase que um show ao divertimento de Hitler.</p>
<p>Porém este texto retirado de fontes polonesas narram as particularidades da Batalha de Mokra, uma das vitórias polacas frente ao poderoso exército alemão.  Assim como traz uma luz sobre a passagem que narra a cavalaria se lançando contra tanques alemães.<span id="more-5384"></span></p>
<p>De fato a Alemanha ganhou a guerra contra a Polônia com certa rapidez, mas nem tudo foi com simplicidade e tranquilidade como narrou a propaganda de guerra nazista.</p>
<div id="attachment_5399" class="wp-caption aligncenter" style="width: 584px"><a href="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2010/02/invassao.polonia.jpg" class="broken_link" rel="lightbox[5384]"><img class="size-full wp-image-5399" title="invassao.polonia" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2010/02/invassao.polonia.jpg" alt="" width="574" height="263" /></a><p class="wp-caption-text">Tropas alemãs avançando durante a Invasão da Polônia</p></div>
<p style="text-align: center;">
<p><strong> </strong></p>
<p><span style="font-size: medium;"><strong>A Batalha de Mokra</strong></span></p>
<p>A Batalha de Mokra ocorreu no dia 1 de setembro de 1939 próximo da aldeia de Mokra, a noroeste de Czestochowa, na Polônia. Foi uma das primeiras batalhas da invasão da Polônia, da Segunda Guerra Mundial e uma das poucas vitórias polonesas da guerra.</p>
<p><span style="font-size: medium;"><strong>Véspera da Batalha</strong></span></p>
<div id="attachment_5394" class="wp-caption aligncenter" style="width: 607px"><a href="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2010/02/cavalaria_polonesa.jpg" class="broken_link" rel="lightbox[5384]"><img class="size-full wp-image-5394" title="cavalaria_polonesa" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2010/02/cavalaria_polonesa.jpg" alt="" width="597" height="260" /></a><p class="wp-caption-text">Cavalaria Polonesa em Deslocamento</p></div>
<p style="text-align: center;">
<p>De acordo com o regime de mobilização polonês, a principal tarefa do Exército de Łódź era assegurar a ligação entre a operação do Exército na Silésia e Cracóvia e do Exército de Poznań, defender Grande Polônia. Assim como cobrir a mobilização de um exército de reserva por trás das linhas polonesas. Então, o objetivo principal do exército era ganhar tempo, realizando ações que atrasasse o inimigo, permitindo a mobilização completa das demais forças.</p>
<p>A Brigada de Cavalaria Volhynian foi destinada para o norte da cidade de Kłobuck, ao longo da ferrovia de Czestochowa. Dois regimentos Ulanos – 19º e 21º, assim como o 4º Batalhão do 84º Regimento de Infantaria &#8211; estavam entrincheirados em ambas as extremidades de uma floresta ao redor da vila de Mokra, a oeste da linha norte-sul da linha ferroviária. Ao leste, o coronel Julian Filipowicz posicionou a reserva da brigada: 12º Regimento de Ulanos, 2º Regimento de Carabineiros Montados e 21º Batalhão Blindado.</p>
<p>A principal tarefa da brigada polonesa foi manter a ligação operacional entre a 7ª Divisão de Infantaria polonesa ao sul e o 30ª Divisão de Infantaria Polonesa ao norte.</p>
<p><a href="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2010/02/batalha_mokra.gif" class="broken_link" rel="lightbox[5384]"><img class="aligncenter size-full wp-image-5390" title="batalha_mokra" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2010/02/batalha_mokra.gif" alt="" width="600" height="598" /></a></p>
<p><span style="font-size: medium;"><strong>A Batalha</strong></span></p>
<p>No dia 1º de Setembro, as 05h00min, o 10º Grupo de Exército Alemão do Sul cruzaram a fronteira com a Polônia e iniciou a invasão desse país.</p>
<p>A 31ª Divisão de Infantaria Alemã, bem como a 1ª e 4ª Divisão Panzer cruzaram a fronteira no setor operacional da Brigada de Cavalaria Polonesa Volhynian. Após romper pequenos destacamentos da Guarda de Fronteiras e Defesa Nacional, as unidades alemãs invadiram as cidades de Krzepice e Starokrzepice, mesmo estas estando em frente às principais posições polonesas. E depois de capturá-las, os alemães destruíram ambas as cidades e expulsaram todos os habitantes em direção as linhas polonesas.</p>
<p>As unidades alemãs foram divididas em três grupos distintos de assalto.</p>
<ul>
<li>A 1ª Divisão Panzer seguindo diretamente para a cidade de Kłobuck que era guarnecida pela 7ª Divisão de Infantaria Polonesa</li>
<li>A 4ª Divisão Panzer foi dividida em colunas norte e sul, cada uma tentando flanquear as posições em torno da cidade de Mokra.</li>
<li>Ao mesmo tempo, a Luftwaffe iniciou um pesado bombardeio nas posições polonesas &#8211; foram 15 bombardeios até ao final do dia, em cada um deles contendo entre 9 e 26 bombardeiros de cada um. Os principais aviões utilizados foram Junkers Ju 87 e bombardeiros de mergulho Stuka.</li>
</ul>
<p>Às 06h30min os esquadrões de motociclistas fizeram reconhecimento do terreno e a 4ª Divisão Panzer fez contato com a 12ª companhia do 84º Regimento de Infantaria polonesa em Stanisław Radajewicz.</p>
<p>Logo depois, blindados alemães chegaram apoiados pela infantaria e supostamente usando civis como escudos humanos. No entanto, após vários disparos de ambos os lados, os blindados alemães perderam a orientação, o que permitiu os civis atravessarem as linhas polonesas com perdas insignificantes.</p>
<div id="attachment_5396" class="wp-caption aligncenter" style="width: 601px"><a href="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2010/02/luftwaffe.mokra_.jpg" class="broken_link" rel="lightbox[5384]"><img class="size-full wp-image-5396" title="luftwaffe.mokra" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2010/02/luftwaffe.mokra_.jpg" alt="" width="591" height="303" /></a><p class="wp-caption-text">Avião da Luftwaffe Abatido pela Artilharia Polaca</p></div>
<p style="text-align: center;">
<p>O ataque alemão foi renovado, pouco depois, mas foi repelido por fogo de metralhadoras pesadas. Dois tanquetes recuaram enquanto que a maioria dos motociclistas foram feitos prisioneiros.</p>
<p>A 4ª Divisão Panzer, então voltou a atenção ao 21º Regimento de Ulanos Poleneses, mais ao norte. Após rajadas curtas de artilharia e bombardeios aéreos, os tanques alemães tomaram a aldeia de Wilkowieck e rumaram para a vila de Mokra.</p>
<p>No entanto, o regimento alemão perdeu muitos cavalos e cerca de 5 carros de munições; as bombas na maior parte se perderam nas posições defensivas e os tanques avançando foram recebidos a 150 metros pelas bem posicionadas armas antitanque polonesa de 37 mm.</p>
<p>Depois que dois tanques foram destruídos, os demais tanques alemães recuaram 400 metros e começou a retaliar os poloneses com artilharia, porém após perderem mais dois tanquetes (um destruído e um imobilizado), as forças alemãs recuaram.</p>
<p>Ao mesmo tempo, a infantaria alemã foi deixada sozinha numa área plana, em frente das posições polonesas, sem qualquer cobertura. A infantaria alemã foi forçada a recuar sob um ataque polonês que causou grandes perdas e resultou em um número grande de prisioneiros.</p>
<p>As posições dos 19º Regimento de Ulanos foram atacadas as 08h00min por um grupo de assalto, composto de tanques, tanquetes, motociclistas e infantaria.</p>
<p>O grupo alemão, dividido em três colunas, avançava em direção à vila de Rębielice Szlacheckie, para flanquear o 21º Regimento do norte. No entanto, os alemães estavam aparentemente inconscientes das posições do 19º Regimento.</p>
<p>O grupo ocidental foi facilmente capturado na aldeia, enquanto o grupo central foi pego em uma emboscada polonesa próxima a floresta e tiveram de fugir do campo de batalha.</p>
<p>O terceiro grupo avançou ao longo das posições polonesas na floresta, completamente inconscientes das forças polonesas a centenas de metros de distância. Quando as metralhadoras polonesas e armas antitanque abriram fogo, o grupo foi praticamente aniquilado antes que pudesse reagir.</p>
<div id="attachment_5397" class="wp-caption aligncenter" style="width: 610px"><a href="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2010/02/blidado.alemao.jpg" class="broken_link" rel="lightbox[5384]"><img class="size-full wp-image-5397" title="blidado.alemao" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2010/02/blidado.alemao.jpg" alt="" width="600" height="407" /></a><p class="wp-caption-text">Blindado Alemão abatido na Batalha</p></div>
<p style="text-align: center;">
<p>No entanto, o flanco norte polonês foi ameaçado e os alemães descobriram as suas posições. Para combater a ameaça, o coronel Filipowicz ordenou ao 12º Regimento de Ulanos sob o comando de Andrzej Kuzcek &#8211; até então mantida em reserva &#8211; reforçar as posições do 19º Regimento. As unidades recém-chegadas estavam vigoradas, mas a batalha endureceu nas primeiras escaramuças no início da manhã, o que contribuiu seriamente contra o moral polonês.</p>
<p><a href="http://segundaguerra.org/sabres-polacos-contra-tanques-alemaes-a-realidade-por-tras-da-invasao-da-polonia-parte-ii"><strong>Sabres Polacos contra Tanques Alemães – A Realidade por trás da Invasão da Polônia &#8211; Parte II </strong></a></p>
<p><strong><a href="../sabres-polacos-contra-tanques-alemaes-a-realidade-por-tras-da-invasao-da-polonia-parte-iii">Sabres  Polacos contra Tanques Alemães – A Realidade por trás da Invasão da  Polônia – Parte III </a></strong></p>
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		<title>A Batalha do Rio da Prata</title>
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		<pubDate>Tue, 31 Mar 2009 18:39:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Andre Luiz!</dc:creator>
				<category><![CDATA[1939]]></category>
		<category><![CDATA[Batalhas]]></category>

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		<description><![CDATA[A Batalha do Rio da Prata &#8211; A última viagem do Admiral Graf Spee. Dezembro de 1939. A guerra na Europa estava em curso a pouco mais de três meses. França e Inglaterra haviam declarado guerra contra a Alemanha. A Polônia fora derrotada apenas três semanas e nessa altura a guerra estava numa fase de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>A Batalha do Rio da Prata &#8211; A última viagem do Admiral Graf Spee.</strong></p>
<p>Dezembro de 1939. A guerra na Europa estava em curso a pouco mais de três meses. França e Inglaterra haviam declarado guerra contra a Alemanha. A Polônia fora derrotada apenas três semanas e nessa altura a guerra estava numa fase de espera. A França tentou uma ofensiva contra a Alemanha, e como fracassaram, os aliados aguardavam a resposta alemã.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/03/admiralgrafspee1.jpg" class="broken_link" rel="lightbox[1839]"><img class="aligncenter size-full wp-image-1840" title="admiral graf spee" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/03/admiralgrafspee1.jpg" alt="admiral graf spee" width="538" height="298" /></a><span id="more-1839"></span></p>
<p>No mar a Marinha Real Britânica e a Marinha Francesa eram muito superiores a Marinha Alemã, porém essa possuía alguns navios de primeira linha, e entre eles estava o <em>Admiral Graf Spee</em>, &#8220;Panzershiffe&#8221;, classe Deutschland. Popularmente chamado de &#8220;Encouraçado de Bolso&#8221;. Devido o Tratado de Versalhes que proibiu as forças alemãs produzirem navios de grande porte, então foram criados esses encouraçados menores. A primeira série de navios que utilizavam placas soldadas eletricamente. Com uma propulsão com oito motores a diesel, sua blindagem era de 40 a 80 mm na lateral, 40 mm no convés, 125 mm nas torres, 150 mm nas barbetas e 140 mm na torre de comando. O armamento principal era composto por seis canhões de 280 mm da Krupp, e oito canhões de 150 mm.  Seu armamento antiaéreo era seis canhões de 105 mm, cinco canhões 88 mm e oito canhões de 37 mm, além de oito tubos de torpedo. Tinham ainda dois aviões Arado Ar 196 lançados com catapulta. Sua tripulação era de 926 oficiais e marinheiros.</p>
<p><a href="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/03/admiral-graf-spee.jpg" class="broken_link" rel="lightbox[1839]"><img class="aligncenter size-full wp-image-1842" title="admiral-graf-spee" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/03/admiral-graf-spee.jpg" alt="admiral-graf-spee" width="541" height="340" /></a></p>
<p>Os &#8220;Encouraçados de Bolso&#8221; receberam ordens de ataque a locais inesperados, para assim manter a frota aliada dispersa. O  <em>Graf Spee</em> operava no Atlântico Sul. Seu comandante, Capitão Hans Langsdorf, atacava navios mercantes e após cada ataque, navegava milhares de milhas para despistar seus perseguidores.</p>
<div id="attachment_1847" class="wp-caption aligncenter" style="width: 232px"><a href="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/03/capitao.jpg" class="broken_link" rel="lightbox[1839]"><img class="size-full wp-image-1847" title="capitao" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/03/capitao.jpg" alt="capitao" width="222" height="267" /></a><p class="wp-caption-text">Capitão Hans Langsdorf</p></div>
<p style="text-align: center;">
<p>No dia 30 de setembro de 1939, o <em>Graf Spee</em> afundou o cargueiro <em>Clement</em>, próximo a Pernambuco, no Brasil. Enquanto os aliados se organizaram em cinco grupos de caça para varrer o Atlântico, o <em>Graf Spee</em> capturou o <em>Newton Beech</em>, afundou o <em>Huntsman</em>, o <em>Trevanion</em> e o petroleiro <em>Africa Shell</em>, na costa de Lourenço Marques. Continuando com sua tarefa, afundou os navios <em>Doric Star</em> e <em>Tairoa</em>, próximo a Santa Helena. Após o encontro com o seu navio de reabastecimento (o <em>Altmark)</em>, o <em>Graf Spee</em> seguiu para o Rio da Prata, onde fez outra vítima, o <em>Streonshalh</em>.</p>
<p>A marinha inglesa tinha conhecimento de que o <em>Graf Spee</em> intentaria contra o grande número de navios mercantes que partiam do centro comercial do Rio da Prata.  Desta forma, a &#8220;Força G&#8221;, comandada pelo Comodoro Harwood que era composta de 3 cruzadores: o <em>Ajax</em>, o <em>Achilles</em> e o <em>Exeter</em>, ficando ainda o <em>Cumberland</em> como reserva nas Malvinas (Falklands), se deslocou para o Rio Prata. O <em>Exeter</em> era o único cruzador pesado, da classe York, tendo como armamento principal seis canhões de 203 mm e secundário de oito canhões de 102 mm, seu armamento antiaéreo era 4 canhões Bofors de 40 mm e oito de 20 mm, tinha ainda um hidroavião e sua tripulação variava entre 630 a 850 oficiais e marinheiros.</p>
<p>Como a &#8220;Força G&#8221; era formada apenas por cruzadores e dois destes cruzadores eram leves com canhões de 152 mm; Harwood sabia que seria difícil causar danos a superestrutura de um encouraçado, então sua estratégia seria dividir a atenção do <em>Graf Spee</em>. O <em>Ájax</em> e o <em>Achilles</em> iriam por um lado e o <em>Exeter</em> atacaria por outro, dificultando a concentração dos alemães, em responder ao ataque.</p>
<p>No dia 13 de dezembro, o <em>Graf Spee</em> foi visto pelos cruzadores ingleses. A batalha iniciou e a estratégia de Harwood foi posta em prática, mas o <em>Graf Spee</em> atacou pesadamente o <em>Exeter</em> que rapidamente foi posto fora de ação. Vendo a situação difícil do seu cruzador pesado, Harwood ordenou o ataque a todo vapor dos dois outros cruzadores, que diminuíram a distância que os separavam do inimigo. Quando se aproximaram, seus tiros tiveram efeito sobre o <em>Graf Spee</em> que precisou diminuir o fogo. O <em>Exeter</em> que apesar de muito atingido ainda navegava, recuou e seguiu para as Malvinas para reparo. Ainda que os tiros dos cruzadores leves não tenham danificado a estrutura do <em>Graf Spee</em>; causaram alguns estragos e os alemães perderam 36 homens. Sendo alvos de todo poder de fogo do navio alemão, Harwood ordenou o fim do engajamento e a volta a uma distância segura. O capitão Langsdorf que se viu em apuros por ter que enfrentar três cruzadores, rumou para o continente, sendo sempre perseguido pelos ingleses. Harwood não queria perder o navio alemão, ainda achava ter chance de derrotá-lo, mas para sua surpresa, este seguiu para o porto uruguaio de Montevidéu, na foz do Rio da Prata. Terminava assim a primeira fase da batalha.</p>
<div id="attachment_1844" class="wp-caption aligncenter" style="width: 445px"><a href="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/03/danos-no-casco.jpg" class="broken_link" rel="lightbox[1839]"><img class="size-full wp-image-1844" title="danos-no-casco" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/03/danos-no-casco.jpg" alt="danos-no-casco" width="435" height="244" /></a><p class="wp-caption-text">Detalhe do dano ao Casco do Graf Spee</p></div>
<p style="text-align: center;">
<p>Por se tratar de um porto neutro, o <em>Graf Spee</em> tinha apenas 24 horas de estadia de acordo com a lei internacional, caso contrário seria internado. Entretanto, foi ele necessitava de alguns reparos, pois suas cozinhas haviam sido destruídas entre outras coisas. O governo uruguaio concedeu um prazo de 72 horas que encerrava no domingo dia 17 de dezembro as 18h00min. Fato que gerou uma grande disputa política, pois inicialmente o governo inglês e francês queria que o governo uruguaio exigisse a saída do navio alemão. O governo uruguaio manteve o prazo.</p>
<p>Por sua vez, os navios ingleses fizeram os reparos possíveis e reforçados com o <em>Cumberland</em> que chegara para ajudar, patrulhavam as águas próximas da foz para evitar a fuga do navio alemão. Langsdorf seguia numa frenética rotina para consertar o seu navio e após várias comunicações com Berlin, recebeu suas ordens: Era impossível fugir e uma luta seria inevitável.</p>
<p>Durante a sua curta estadia naquela escala, o <em>Graf Spee</em> torna-se o fascínio entre a população local e rapidamente uma multidão se reúne no porto de Montevidéu para admirar a moderna máquina de guerra. Curiosamente, no meio da multidão, estava Mike Fowler, um jornalista estadunidense que se encarregou de cobrir a história para um jornal dos Estados Unidos. À medida que o tempo esvaía, os serviços de notícias da rádio e imprensa deram a impressão, errada, de que a segunda esquadra já se achava próxima ao porto.</p>
<p>Finalmente no dia 17 às 17h30min, o Capitão Langsdorff embarcou com uma tripulação reduzida ao mínimo e o <em>Graf Spee</em> içou âncora envergando bandeiras de combate em ambos os mastros. O navio possuía ainda munições suficientes e canhões em bom estado. Crendo que a força naval britânica era muito maior, Langsdorff querendo evitar uma batalha sem sentido e um banho de sangue previsível, preparou seu navio para afundar. Para isso colocou toda a munição pronta para explodir com a detonação dos torpedos que tinham dispositivos de tempo. O Capitão e toda a tripulação se retiraram e em seguida fortes explosões partem o casco em dois, encalhando-o no lamacento fundo do estuário do Rio da Prata, que separa o Uruguai da Argentina. Em terra, milhares de espectadores atentos testemunham o naufrágio do navio.</p>
<div id="attachment_1845" class="wp-caption aligncenter" style="width: 591px"><a href="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/03/gs_incendiando_2.jpg" class="broken_link" rel="lightbox[1839]"><img class="size-full wp-image-1845" title="gs_incendiando_2" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/03/gs_incendiando_2.jpg" alt="gs_incendiando_2" width="581" height="293" /></a><p class="wp-caption-text">Admiral Graf Spee Naufragando em chamas</p></div>
<p style="text-align: center;">
<p>A tripulação do <em>Graf Spee</em> junto com seu comandante foi enviada por barco a Buenos Aires. Três dias depois, Langsdorf se enrolou na bandeira da Marinha Imperial Alemã, sob a qual lutara na Primeira Guerra Mundial e suicidou-se com um tiro. Terminava assim a última viagem do <em>Graf Spee</em>.</p>
<div id="attachment_1849" class="wp-caption aligncenter" style="width: 449px"><a href="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/03/enterro-capitao.jpg" class="broken_link" rel="lightbox[1839]"><img class="size-full wp-image-1849" title="enterro-capitao" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/03/enterro-capitao.jpg" alt="enterro-capitao" width="439" height="244" /></a><p class="wp-caption-text">Enterro do Capitão Hans Langsdorff</p></div>
<div id="attachment_1851" class="wp-caption aligncenter" style="width: 271px"><a href="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/03/tumulo_langsdorff_em_bsas.jpg" class="broken_link" rel="lightbox[1839]"><img class="size-full wp-image-1851" title="tumulo_langsdorff" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/03/tumulo_langsdorff_em_bsas.jpg" alt="tumulo_langsdorff" width="261" height="324" /></a><p class="wp-caption-text">Túmulo do Capitão Hans Langsdorff em Buenos Aires</p></div>
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: left;"><span style="font-size: medium;"><strong>MAIS IMAGENS DO GRAF SPEE POUCO ANTES DE SER AFUNDADO<br />
</strong></span></p>
<p style="text-align: left;">
<div class="pie-gallery alignGalleryLeft">
<div class="pie-item" style="margin: 5px 5px 5px 5px;">
<p class="pie-img-wrapper"><a href="http://lh6.ggpht.com/_8gEewSdLE3w/SzdsYw7r-iI/AAAAAAAAByY/kVZEfaRz0yM/h83003.jpg?imgmax=800"rel="lightbox[2009-11-0-12-18-41]" ><img class="pie-img" src="http://lh6.ggpht.com/_8gEewSdLE3w/SzdsYw7r-iI/AAAAAAAAByY/kVZEfaRz0yM/s144-c/h83003.jpg" alt="h83003.jpg" width="144" height="144" /></a></p>
</div>
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<p class="pie-img-wrapper"><a href="http://lh6.ggpht.com/_8gEewSdLE3w/SzdsZzwjLkI/AAAAAAAAByc/mmlicFfTwzI/h83001.jpg?imgmax=800"rel="lightbox[2009-11-0-12-18-41]" ><img class="pie-img" src="http://lh6.ggpht.com/_8gEewSdLE3w/SzdsZzwjLkI/AAAAAAAAByc/mmlicFfTwzI/s144-c/h83001.jpg" alt="h83001.jpg" width="144" height="144" /></a></p>
</div>
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</div>
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</div>
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</div>
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</div>
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</div>
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</div>
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</div>
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<p class="pie-img-wrapper"><a href="http://lh4.ggpht.com/_8gEewSdLE3w/Szdsmn_GOhI/AAAAAAAABzA/YNsRm8IjsQk/h59656.jpg?imgmax=800"rel="lightbox[2009-11-0-12-18-41]" ><img class="pie-img" src="http://lh4.ggpht.com/_8gEewSdLE3w/Szdsmn_GOhI/AAAAAAAABzA/YNsRm8IjsQk/s144-c/h59656.jpg" alt="h59656.jpg" width="144" height="144" /></a></p>
</div>
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<p class="pie-img-wrapper"><a href="http://lh3.ggpht.com/_8gEewSdLE3w/Szdsn6fAPXI/AAAAAAAABzE/jbD2UGqAQCg/h80976.jpg?imgmax=800"rel="lightbox[2009-11-0-12-18-41]" ><img class="pie-img" src="http://lh3.ggpht.com/_8gEewSdLE3w/Szdsn6fAPXI/AAAAAAAABzE/jbD2UGqAQCg/s144-c/h80976.jpg" alt="h80976.jpg" width="144" height="144" /></a></p>
</div>
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		<title>Superioridade Bélica Alemã frente a Polônia</title>
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		<pubDate>Fri, 16 Jan 2009 17:51:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Andre Luiz!</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Batalhas]]></category>

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		<description><![CDATA[Em 1939, colocando em prática seus planos de expansão territorial e crescimento econômico, Adolf Hitler, avança sobre a Polônia. Sua intenção, também era impressionar as nações do mundo e para isso empregou o que tinha de melhor em suas forças armadas. Partiu para a batalha, já ciente do seu desfecho: Não sobraria pedra sobre pedra. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><!--adsense--><br />
Em 1939, colocando  em prática seus planos de expansão territorial e crescimento econômico, Adolf  Hitler, avança sobre a Polônia. Sua intenção, também era impressionar as nações  do mundo e para isso empregou o que tinha de melhor em suas forças armadas. Partiu  para a batalha, já ciente do seu desfecho: Não sobraria pedra sobre pedra.</p>
<p>E assim  as forças alemãs se apresentaram no campo de batalha:<span id="more-1055"></span></p>
<p><span style="color: #c00000;"><img class="alignleft size-full wp-image-1061" title="Alemanha" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/01/bd01.gif" alt="Alemanha" width="50" height="30" /></span><br />
<br clear="all"><br />
37  Divisões de Infantaria<br />
1 Divisão de Montanha<br />
4 Divisões de Infantaria Motorizada<br />
4 Divisões Blindadas Leves<br />
6 panzers<br />
1 brigada de Cavalaria<br />
E diversas unidades paramilitares.</p>
<p><strong>Efetivos</strong></p>
<table border="1" cellspacing="0" cellpadding="0">
<tbody>
<tr>
<td width="158" align="center" valign="middle"><span style="color: #c00000;"></p>
<p style="text-align: center;"><img class="size-full wp-image-1061 aligncenter" title="Alemanha" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/01/bd01.gif" alt="Alemanha" width="50" height="30" /></p>
<p></span></td>
<td width="72" align="center">Soldados</td>
</tr>
<tr>
<td>Grupo de Exércitos Norte</td>
<td align="center">630 mil</td>
</tr>
<tr>
<td>Grupo de  Exércitos Sul</td>
<td align="center">886 mil</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<table border="1" cellspacing="0" cellpadding="0">
<tbody>
<tr>
<td rowspan="3" width="51" align="center" valign="middle"><span style="color: #c00000;"><img class="size-full wp-image-1062 aligncenter" title="polonia" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/01/bd02.gif" alt="polonia" width="50" height="30" /></span></td>
<td width="179" align="center">39 divisões</td>
</tr>
<tr>
<td align="center">16 brigadas</td>
</tr>
<tr>
<td align="center">950 mil soldados</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><br clear="all"><br />
<strong>Batalhões de Infantaria </strong></p>
<table border="1" cellspacing="0" cellpadding="0">
<tbody>
<tr>
<td width="51" align="center" valign="middle"><span style="color: #c00000;"><img class="size-full wp-image-1061 aligncenter" title="Alemanha" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/01/bd01.gif" alt="Alemanha" width="50" height="30" /></span></td>
<td width="88" align="center">559</td>
</tr>
<tr>
<td align="center" valign="middle"><span><img class="size-full wp-image-1062 aligncenter" title="polonia" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/01/bd02.gif" alt="polonia" width="50" height="30" /></span></td>
<td align="center">376</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><br clear="all"><br />
<strong>Artilharia</strong></p>
<table border="1" cellspacing="0" cellpadding="0">
<tbody>
<tr>
<td align="center" valign="middle"><span><img class="alignleft size-full wp-image-1061" title="Alemanha" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/01/bd01.gif" alt="Alemanha" width="50" height="30" /><br />
</span></td>
<td align="center"><span>5805 peças<br />
</span></td>
</tr>
<tr>
<td align="center" valign="middle"><span><img class="alignleft size-full wp-image-1062" title="polonia" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/01/bd02.gif" alt="polonia" width="50" height="30" /><br />
</span></td>
<td align="center"><span>2065 peças<br />
– mais antigas e de menor qualidade</span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><br clear="all"><br />
<strong>Tanques</strong></p>
<table border="1" cellspacing="0" cellpadding="0">
<tbody>
<tr>
<td align="center" valign="middle"><span style="color: #c00000;"><img class="alignleft size-full wp-image-1061" title="Alemanha" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/01/bd01.gif" alt="Alemanha" width="50" height="30" /></span></td>
<td align="center">2511 Panzer</td>
</tr>
<tr>
<td align="center" valign="middle"><span style="color: #c00000;"><img class="alignleft size-full wp-image-1062" title="polonia" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/01/bd02.gif" alt="polonia" width="50" height="30" /></span></td>
<td align="center">615<span style="font-size: xx-small;"> &#8211; tanques poloneses<br />
– menos potentes e mais antigos que dos  alemães.</span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Os alemães  tinham, ainda,  215 befehlspanzer (veículos de comando, sem torre, equipados com  potentes rádios para coordenar as unidades).<br />
<br clear="all"><br />
<strong>O conteúdo padrão das Divisões de Infantaria</strong></p>
<table border="1" cellspacing="0" cellpadding="0">
<tbody>
<tr>
<td rowspan="3" width="51" align="center" valign="middle"><span style="color: #c00000;"><img class="alignleft size-full wp-image-1061" title="Alemanha" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/01/bd01.gif" alt="Alemanha" width="50" height="30" /></span></td>
<td width="175" align="center">5375 cavalos</td>
</tr>
<tr>
<td align="center">938 veículos motorizados</td>
</tr>
<tr>
<td align="center">530 motos</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<table border="1" cellspacing="0" cellpadding="0">
<tbody>
<tr>
<td rowspan="2" width="51" align="center" valign="middle"><span style="color: #c00000;"><img class="alignleft size-full wp-image-1062" title="polonia" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/01/bd02.gif" alt="polonia" width="50" height="30" /></span></td>
<td width="175" align="center">6937 cavalos</td>
</tr>
<tr>
<td width="175" height="0" align="center">76 veículos</td>
</tr>
</tbody>
</table>
]]></content:encoded>
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		<title>A Batalha da Polônia &#8211; Parte IV</title>
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		<pubDate>Sat, 10 Jan 2009 16:57:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Andre Luiz!</dc:creator>
				<category><![CDATA[1939]]></category>

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		<description><![CDATA[Enquanto se travam os últimos e sangrentos combates da batalha do Bzura, o 19° Corpo Blindado do general Guderian segue para o sul e, após atravessar o rio Narew e destruir as forças polonesas pelo caminho, flanqueia Varsóvia pela retaguarda. Sem cessar a sua marcha, os carros de combate alemães ocupam a cidade de Brest-Litovsk [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><!--adsense--></p>
<div id="attachment_1051" class="wp-caption alignleft" style="width: 297px"><a href="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/01/solpara.jpg" class="broken_link" rel="lightbox[1050]"><img class="size-full wp-image-1051" title="solpara" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/01/solpara.jpg" alt="solpara" width="287" height="266" /></a><p class="wp-caption-text">Parada Alemã em Varsóvia</p></div>
<p>Enquanto se travam os últimos e sangrentos combates da batalha do Bzura, o 19° Corpo Blindado do general Guderian segue para o sul e, após atravessar o rio Narew e destruir as forças polonesas pelo caminho, flanqueia Varsóvia pela retaguarda. Sem cessar a sua marcha, os carros de combate alemães ocupam a cidade de Brest-Litovsk e, em 16 de setembro, fazem contato com as unidades de von Rundstedt, nas margens do rio Bug. E como foi planejado, as forças oriundas do norte e do sul fecham a gigantesca armadilha sobre a totalidade do exército polonês.<span id="more-1050"></span></p>
<p>No dia seguinte, os russos, cumprindo as cláusulas secretas do tratado germano-russo, cruzam as fronteiras orientais da Polônia e chegam à Brest-Litovsk. No mesmo dia em que os russos invadem a Polônia, o marechal Smigly-Rydz foge para a Romênia. Varsóvia, ainda resiste. Lá se concentram os restos do Exército Polonês que prepara-se para enfrentar a investida final da Wehrmacht.</p>
<p>Em 25 de setembro, começa o bombardeio aéreo maciço de Varsóvia. O dia todo, os Stukas metralham e bombardeiam a indefesa cidade. Ao cair da noite, sob a luz dos incêndios que se propagam por todos os bairros, os alemães iniciam o ataque final. Combatendo furiosamente, os soldados e civis poloneses recuam lentamente para o centro. As munições e suprimentos se esgotam. Não há medicamentos para atender aos milhares de feridos e falta água. Em 27 de setembro, os poloneses se rendem. Ao meio dia, cessa o fogo e os soldados incineram as bandeiras dos seus regimentos, para que não caíam nas mãos dos alemães. Dois dias depois, as tropas do 8° Exército de von Blaskowitz entram em Varsóvia.</p>
<p><object width="425" height="344" data="http://www.youtube.com/v/HLGgXcUXKHE&amp;hl=pt&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/HLGgXcUXKHE&amp;hl=pt&amp;fs=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /></object></p>
<p><strong>A entrada de Inglaterra e França na guerra:</strong></p>
<p>Na manhã de 3 de setembro de 1939, enquanto as forças polonesas combatiam desesperadamente a Wehrmacht, o embaixador inglês em Berlim, Sir Nerville Henderson, entrou no escritório de von Ribbentrop, ministro das Relações Exteriores do Reich. Na ausência deste, o diplomata foi recepcionado pelo Dr. Paul Schmidt, intérprete pessoal de Hitler. Henderson saudou-o friamente e, sem maiores formalidades, leu, com voz grave e solene, a nota do seu Governo: Chamberlain comunicava a Hitler que, a partir das 015h00min desse dia, a Inglaterra entraria em guerra com a Alemanha, se a Wehrmacht não cessasse imediatamente o seu ataque à Polônia e evacuasse os territórios conquistados. Terminada a leitura, Henderson entregou uma cópia do documento a Schmidt e retirou-se. Schmidt dirigiu-se rapidamente à Chancelaria do Reich e entrou no escritório de Hitler. Acompanhado por Ribbentrop, o Führer estava sentado frente a uma grande janela. Schmidt traduziu a nota britânica. Após a leitura, a sala ficou em absoluto silêncio. Hitler, então, pôs-se de pé e perguntou a Ribbentrop com voz ameaçadora: &#8211; &#8220;E agora, que mais?&#8221;</p>
<p>Submisso, o ministro respondeu: &#8220;Suponho que os franceses entregarão um ultimato semelhante, dentro de uma hora&#8221;. Pouco após o meio dia, o embaixador francês Robert Coulondre entregou a Ribbentrop o ultimato do seu governo. Assim, 21 anos depois do término da Primeira Guerra Mundial, a Inglaterra, França e a Alemanha lançavam-se novamente à luta. A Europa e o mundo se envolveriam no conflito em pouco tempo.</p>
<p><span style="font-size: medium;"><strong>Artigo Anteriores:</strong></span></p>
<p><span style="font-size: medium;"><a href="http://www.segundaguerra.org/a-batalha-da-polonia-parte-i" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/www.segundaguerra.org/a-batalha-da-polonia-parte-i?referer=');"><strong>A Batalha da Polônia &#8211; Parte I</strong></a></span></p>
<p><span style="font-size: medium;"><a href="http://www.segundaguerra.org/a-batalha-da-polonia-parte-ii" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/www.segundaguerra.org/a-batalha-da-polonia-parte-ii?referer=');"><strong>A Batalha da Polônia &#8211; Parte II</strong></a></span></p>
<p><span style="font-size: medium;"><a href="http://www.segundaguerra.org/a-batalha-da-polonia-parte-iii" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/www.segundaguerra.org/a-batalha-da-polonia-parte-iii?referer=');"><strong>A Batalha da Polônia &#8211; Parte III</strong></a></span></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>A Batalha da Polônia &#8211; Parte III</title>
		<link>http://segundaguerra.org/a-batalha-da-polonia-parte-iii</link>
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		<pubDate>Sat, 10 Jan 2009 16:28:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Andre Luiz!</dc:creator>
				<category><![CDATA[1939]]></category>

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		<description><![CDATA[A Aniquilação do Exército Polonês O General Dab-Biernacki, chefe do Exército &#8220;Prússia&#8221;, chega à noite de 9 de setembro a Brest-Litovsk. Encontra-se com o Marechal Smigly-Rydz. Após apertos de mãos, o que permanece, por alguns segundos é o silêncio. Dab-Biernack rompe o fúnebre silêncio e informa ao seu superior a triste notícia: &#8211; &#8220;Marechal. Está [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><!--adsense--><br />
<strong><a href="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/01/7tp_5.jpg" class="broken_link" rel="lightbox[1041]"><img class="alignleft size-full wp-image-1043" title="7tp_5" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/01/7tp_5.jpg" alt="7tp_5" width="264" height="209" /></a>A Aniquilação do Exército Polonês</strong></p>
<p>O General Dab-Biernacki, chefe do Exército &#8220;Prússia&#8221;, chega à noite de 9 de setembro a Brest-Litovsk. Encontra-se com o Marechal Smigly-Rydz. Após apertos de mãos, o que permanece, por alguns segundos é o silêncio. Dab-Biernack rompe o fúnebre silêncio e informa ao seu superior a triste notícia: &#8211; &#8220;Marechal. Está tudo perdido. Os alemães destruíram esta noite o meu exército, na margem direita do Vístula&#8221;. Smigly-Rydz, abatido, deixa-se cair em uma cadeira. A derrota do Exército &#8220;Prússia&#8221; termina com as últimas esperanças de instalar uma nova frente defensiva.<span id="more-1041"></span></p>
<p>Não há nada que impeça o avanço alemão a Varsóvia. Dois dias antes, o marechal ordenara a Dab-Biernacki deslocar rapidamente as suas forças para leste do Vístula, mas, em veloz avanço, as divisões motorizadas de Rundstedt envolveram pelo norte e pelo sul as divisões polonesas, as cercando.</p>
<p>Em 8 de setembro a batalha tinha fim. As últimas três divisões do Exército Prússia foram aniquiladas. A Wehrmacht, dando total cumprimento ao seu plano de campanha, procedeu em seguida à destruição dos exércitos dos generais Bortnowski e Kurtrzeba, cujas unidades, que tinham mais da metade dos efetivos totais do exército polonês, ficaram isolados a oeste do rio Vístula.</p>
<p>Na manhã do dia 10 de setembro, o general Kurtrzeba, inicia um violento ataque para o sul, para tentar conter o avanço dos blindados para Varsóvia. Em 12 de setembro, o general Kurtrzeba e o general Bortnowski realizam uma reunião às margens do rio Bzura. Ao sul deste rio, os seus soldados combatem desesperados com as tropas de von Blaskowitz, sob o bombardeio incessante e demolidor da artilharia e dos aviões Stukas. Em poucos minutos, os dois chefes tomam uma resolução extrema. Como o ataque para o sul fracassou e, de todas as direções surgem forças alemães, decidem cessar imediatamente a ofensiva e bater em retirada no dia seguinte com destina a Varsóvia. Porém, era tarde demais para essa decisão ser posta em prática. O cerco tinha se fechado. As 1ª e 4ª Divisões Panzer que se encontravam frente à Varsóvia, dão meia-volta e segue a toda velocidade para o Bzura. Do norte, o 4° Exército de Von Kluge avança em marcha forçada e completa a barreira que, pelo oeste e sul, foi levantada pelo 8° Exército de Blaskowistz.</p>
<p>Na manhã de 16 de setembro os alemães iniciam o ataque. Os Panzers atravessam o rio Bzura e, aniquilando todas as forças que encontram pelo caminho, alcançam a localidade de Kiernoczie. O fim dos exércitos poloneses está próximo. No dia seguinte, os alemães diminuem a violência da ofensiva. Pela noite, em caminhos que levam ao leste, marcham sob um caos indescritível, milhares de soldados poloneses. Sobre as margens do Bzura, estes soldados deparam-se com os alemães e ali se desenrola uma luta feroz e sangrenta. Duas brigadas de cavalaria rompem o cerco e escapam para Varsóvia, sumindo pelos espessos bosques. O General Kurtrzeba, acompanhado por um grupo de oficiais, também consegue chegar à capital.</p>
<p>O general Bortnowski cai prisioneiro. Na Alvorada do dia 18 de setembro, a Luftwaffe lança todos os seus efetivos ao ataque. Com um rugido ensurdecedor, os Stukas disparam sobre as indefesas colunas de soldados, metralhando-os sem piedade. Em poucas horas a batalha termina. Está destruído o grosso do Exército Polonês.</p>
<p><a href="http://www.segundaguerra.org/a-batalha-da-polonia-parte-iv" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/www.segundaguerra.org/a-batalha-da-polonia-parte-iv?referer=');"><strong>Continua&#8230; A Batalha da Polônia &#8211; Parte IV</strong></a></p>
<p><strong><br />
</strong></p>
<p><strong>Artigos Anteriores:</strong></p>
<p><strong><a href="http://www.segundaguerra.org/a-batalha-da-polonia-parte-i" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/www.segundaguerra.org/a-batalha-da-polonia-parte-i?referer=');">A Batalha da Polônia &#8211; Parte I</a><br />
<a href="http://www.segundaguerra.org/a-batalha-da-polonia-parte-ii" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/www.segundaguerra.org/a-batalha-da-polonia-parte-ii?referer=');">A Batalha da Polônia &#8211; Parte II</a></strong></p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>A Batalha da Polônia &#8211; Parte II</title>
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		<pubDate>Sat, 10 Jan 2009 16:09:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Andre Luiz!</dc:creator>
				<category><![CDATA[1939]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://segundaguerra.org/?p=1029</guid>
		<description><![CDATA[Início da luta: Às 04h45min horas, do dia 1° de setembro de 1939, dá-se o inicio da Segunda Guerra Mundial. A Alemanha bombardeia a Polônia. O couraçado alemão Schleswig Holstein, navio-escola da Kriegsmarine, dispara com os seus gigantescos canhões de 27 centímetros, a primeira descarga da Segunda Grande Guerra. Uma luta feroz e sangrenta. Durante [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><!--adsense--><br />
<strong><a href="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/01/german-invasion-of-poland.jpg" class="broken_link" rel="lightbox[1029]"><img class="alignleft size-full wp-image-1034" title="Invasao Polonia" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/01/german-invasion-of-poland.jpg" alt="Invasao Polonia" width="255" height="175" /></a>Início da luta:</strong></p>
<p>Às 04h45min horas, do dia 1° de setembro de 1939, dá-se o inicio da Segunda Guerra Mundial.<span id="more-1029"></span></p>
<p>A Alemanha bombardeia a Polônia. O couraçado alemão Schleswig Holstein, navio-escola da Kriegsmarine, dispara com os seus gigantescos canhões de 27 centímetros, a primeira descarga da Segunda Grande Guerra. Uma luta feroz e sangrenta. Durante todo o dia, a artilharia e os Stukas bombardeiam duramente o reduto de Westerplatte. Os poloneses, com decidida bravura, rechaçam o ataque dos soldados alemães. Ao cair da noite, a luta prossegue com maior fúria. Os nazistas, com lança-chamas, destroem os ninhos de metralhadoras e aniquilam seus defensores. O major Polonês Sucharski reúne os sobreviventes e segue resistindo. Até no dia 6 de setembro, a brava guarnição rechaça 12 assaltos inimigos, chegando ao limite da resistência. Em 7 de setembro, no início da manhã, os canhões alemães desatam um bombardeio demolidor sobre as posições polonesas. Entrincheirando-se nas ruínas dos edifícios, Surcharski e os 60 sobreviventes estão prontos a enfrentar o ataque final. Os SS avançam entre os escombros e travam com os poloneses uma desesperada luta corpo a corpo. Uma hora depois, tudo está terminado.</p>
<p><span style="color: #ff0000;"><strong>Tropas Alemãs em Ação</strong></span></p>
<p><object width="100%" height="344" data="http://www.youtube.com/v/ph0OGLxwQMw&amp;hl=pt&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/ph0OGLxwQMw&amp;hl=pt&amp;fs=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /></object></p>
<p><strong></strong></p>
<div id="attachment_1046" class="wp-caption alignleft" style="width: 250px"><strong><strong><a href="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/01/guderian-sm.jpg" class="broken_link" rel="lightbox[1029]"><img class="size-full wp-image-1046" title="guderian-sm" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/01/guderian-sm.jpg" alt="General Guderian" width="240" height="331" /></a></strong></strong><p class="wp-caption-text">General Guderian</p></div>
<p><strong>A Batalha do Corredor:</strong></p>
<p>Carros de combate da 3ª Divisão Panzer (DP) progridem em meio à neblina que cobre as planícies da Pomerânia. Logo à frente, num veículo blindado, encontra-se o general Guderian, teórico e mestre da Blitzkrieg. É o momento de colocar em prática a sua revolucionária teoria da guerra mecanizada. Sob o seu comando o 19° Corpo Blindado, integrado pela 3ª DP e as 2ª e 20ª divisões motorizadas (DM). Sua missão é cercar e aniquilar todas as forças polonesas distribuidas no Corredor de Dantzig.</p>
<p>No mesmo instante o general polonês Bortnowski, chefe das forças situadasno Corredor, segue as diretivas do marechal Smigly, que é manter o grosso das suas tropas no centro do Corredor, com a ordem de lançar-se à conquista de Dantzig logo ao início das hostilidades. Tal manobra condenaria todas as suas divisões ao aniquilamento.<br />
Então, em 31 de agosto, o general ordenou às suas melhores divisões, as 13ª e 27ª divisões de infantaria (DI), retirar-se para o sul.</p>
<p>A 1° de setembro, as tropas da 13ª DI embarcam de trem e fogem para o sul, sob o contínuo fogo dos Stukas. Já a 27ª, não consegue alcançar a ferrovia e tem que bater a pé a retirada.</p>
<p>Guderian chega às margens do Vístula na noite de 1° de setembro, onde o cerco se fechou. Para esse rio convergem do norte, as colunas da 27a Divisão. Na madrugada do dia 2, na escuridão, os poloneses tentam abrir passagem através da barreira de carros de combate. Sem sucesso. Os blindados rompem fogo e detém o avanço.</p>
<p>Desata um terrível caos nas fileiras polonesas. As unidades, destroçadas, perdem toda coesão e se tornam fáceis presas dos blindados alemães.</p>
<p>Vemos então um dos mais dramáticos episódios da campanha. Pondo-se à frente dos seus cavaleiros, o general Grzant-Skotnicki, chefe da brigada &#8220;Pomerânia&#8221;, desembainha a espada e precipita-se sobre os carros de combate alemães, numa desesperada tentativa de romper o cerco. Sem pestanejar, os seus soldados o seguem. A enorme massa de cavaleiros com espada e lança na mão, avança velozmente para os blindados.<br />
Horrorizados, os alemães procuram conter o ataque. O heróico e terrível sacrifício é fugaz. Um após outro, os esquadrões são massacrados pelo fogo dos canhões e metralhadoras alemãs. Alguns cavaleiros conseguem atravessar a temível barreira, mas quebram as frágeis lanças contra o aço dos carros de combate, sem causar nenhum abalo a estes.</p>
<p><strong>Ruptura do sul:</strong></p>
<p><a href="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/01/liviano-b.jpg" class="broken_link" rel="lightbox[1029]"><img class="alignright size-full wp-image-1037" title="panzer" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/01/liviano-b.jpg" alt="panzer" width="248" height="294" /></a>Ao meio-dia de 1° de setembro, o general Rundstedt, comandante-em-chefe dos Exércitos Sul, recebe a notícia de que as suas vanguardas conseguiram flanquear o rio Wartha. O fluxo combinado de três exércitos alemães (8° de von Blaskowitz, 10° de von Reichenau e o 14° de von List) aniquila toda a frente sul polonesa entre 1° e 3 de setembro. A Luftwaffe ataca constantemente e desarticula totalmente a organização da retaguarda dos exércitos poloneses. Após cruzar o Wartha, a 4ª DP, de Reinhardt, avança pela estrada que conduz a Varsóvia. A 2 de setembro, uma esquadrilha de bombardeiros poloneses realiza um desesperado ataque, mas, os velhos aviões param numa intransponível barreira de fogo anti-aéreo. Em apenas alguns minutos, os campos ficam iluminados com os restos flamejantes de 14 aviões poloneses. Os carros de combate alemães prosseguem no seu avanço.</p>
<p>Devastando todas as forças que se interpõem à sua passagem, na manhã de 3 de setembro os alemães ocuparam a cidade de Radomsk e, horas depois, entram em Kamiensk.<br />
A 4a DP consegue separar os exércitos poloneses do centro, dos que combatem no sul. Na noite de 3 de setembro, o marechal Smigly ordena que a sua principal força de reserva, o Exército Prússia, caminhe imediatamente para o sul, afim de bloquear o avanço dos blindados alemães sobre Varsóvia. O Marechal sabe que esta é a sua última cartada.</p>
<p>No dia seguinte, dá-se a batalha decisiva. Os carros de combate de Reinhardt, esmagam uma após outra, 3 divisões de infantaria polonesas e, na noite de 6 de setembro, ocupam a cidade de Tomaszow-Mas, situada apenas a 100 km ao sul de Varsóvia.</p>
<p>O caminho para a Capital foi aberto. Porém, à esquerda da 4ª DP, a 1ª DP, em união com as unidades do 8° Exército do general Blaskowitz, sofrem repetidas derrotas às divisões polonesas que defendem a cidade de Lodz. Desesperado, o general polonês Rommel, chefe do referido setor, tenta levantar uma linha defensiva a poucos quilômetros ao oeste da cidade, mas, os alemães, com incessantes ataques, obrigam-no a bater em retirada e, na noite de 7 de setembro, apoderam-se de Lodz. Definitivamente fica aberta a brecha no caminho de Varsóvia.</p>
<p><strong>Varsóvia resiste:</strong></p>
<p>Às 17 horas de 8 de setembro de 1939, os carros de combate da 1ª DP, chegaram aos subúrbios de Varsóvia. O general Schmidt, chefe da divisão, sabia que ia ocupar a velha capital em poucas horas. Mas não previa a heróica resistência que os habitantes iriam oferecer.</p>
<p>Três carros de combate alemães avançam lentamente pelas ruas desertas. De repente, um grupo de escoteiros aparece ao seu encontro. Surpresos, os alemães não abrem fogo. Dois garotos pegam um dos fios elétricos da rede de bondes que estão caídos no solo, aproximam-se correndo de um dos enormes veículos e jogam o fio sobre o motor quente. Com o contato, o tanque se incendeia. Os outros blindados disparam as suas metralhadoras, mas os escoteiros escapam ilesos. Assim, os carros de combate aceleram o deslocamento e segue para a Praça União de Lublin. A multidão foge apavorada, mas um homem ateia fogo num dos veículos blindados com uma lata de gasolina. Em poucos minutos, o veículo transforma-se em uma gigantesca fogueira. O outro tanque foge a toda velocidade. Episódios parecidos repetem-se nos demais bairros. Sob a liderança do seu seguro e valente prefeito Stephane Starcynski, o povo de Varsóvia consegue rechaçar a primeira investida dos alemães. Atrapalhado com essa surpreendente resistência, o general Schmidt distribui as suas forças pelos arredores da cidade e aguarda a chegada da infantaria.</p>
<p><strong><br />
</strong></p>
<p><a href="http://www.segundaguerra.org/a-batalha-da-polonia-parte-iii" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/www.segundaguerra.org/a-batalha-da-polonia-parte-iii?referer=');"><strong>Continua&#8230; A Batalha a Polônia &#8211; Parte III</strong></a></p>
<p><strong><br />
</strong></p>
<p><strong>Artigo Anterior:<br />
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		<title>A Batalha da Polônia &#8211; Parte I</title>
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		<pubDate>Sat, 10 Jan 2009 16:04:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Andre Luiz!</dc:creator>
				<category><![CDATA[1939]]></category>
		<category><![CDATA[Nazismo]]></category>

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		<description><![CDATA[O confronto com a Polônia Às 23 horas de 21 de agosto de 1939, as rádios alemãs interromperam sua programação e uma voz solene noticiou que o Governo do Reich e o Governo Russo assinaram um pacto de não agressão. Notícia que abalou o mundo. Todos sabiam que esse fato era o que faltava para [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><!--adsense--></p>
<div id="attachment_1024" class="wp-caption alignleft" style="width: 290px"><strong><strong><a href="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/01/invasionpolonia.jpg" class="broken_link" rel="lightbox[1023]"><img class="size-full wp-image-1024" title="invasaodapolonia" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/01/invasionpolonia.jpg" alt="Polonia" width="280" height="190" /></a></strong></strong><p class="wp-caption-text">Invasão da Polônia</p></div>
<p><strong>O confronto com a Polônia</strong><span id="more-1023"></span></p>
<p>Às 23 horas de 21 de agosto de 1939, as rádios alemãs interromperam sua programação e uma voz solene noticiou que o Governo do Reich e o Governo Russo assinaram um pacto de não agressão. Notícia que abalou o mundo. Todos sabiam que esse fato era o que faltava para que Hitler continuasse com seu plano de avançar nos territórios europeus, onde o próximo alvo seria a Polônia.</p>
<p>Dez dias depois, às 11h30min da manhã de 31 de agosto de 1939, o general alemão Halder recebeu um chamado telefônico urgente da Chancelaria do Reich. Foi noticiado de que toda a operação conhecida como Plano Branco (Fall Weiss) será iniciado. Emocionado, o general Stulpnagel comunicou-lhe: &#8220;O ataque será amanhã, às 04h45min da madrugada. Inglaterra e a França estão decididas a intervir, mas o Führer resolveu iniciar a campanha&#8221;.<br />
Uma hora depois Hitler assinou a Diretiva n° 1 para a condução da guerra e entregou o desventurado documento aos chefes da Wehrmacht.</p>
<p><span style="color: #ff0000;"><strong>A preparação Alemã</strong></span></p>
<p><object width="100%" height="344" data="http://www.youtube.com/v/oMXO2jzVZBE&amp;hl=pt&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/oMXO2jzVZBE&amp;hl=pt&amp;fs=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /></object><br />
Em Varsóvia, o Comandante-em-chefe do exército, Marechal Smigly-Rydz, decidiu dar o passo, após inseguras vacilações. Às 11 horas da manhã expediu a ordem de mobilização geral e ao cair da noite do dia 31 de agosto, iniciaram os primeiros &#8220;combates&#8221; da guerra. Soldados da SS, disfarçados em uniformes poloneses, realizaram ataques forjados a alguns postos de fronteiras alemães. Imediatamente, as emissoras transmitiram alarmantes comunicados sobre as inesperadas &#8220;agressões&#8221;. A farsa foi à justificativa de Hitler ao seu povo e ao mundo sobre o ataque contra a Polônia. A Posição da Alemanha era vantajosa, pois envolvia quase totalmente o território da Polônia e dividiu seus efetivos em duas grandes massas de ataque.</p>
<div id="attachment_1048" class="wp-caption alignleft" style="width: 175px"><a href="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/01/gerrundstedt.jpg" class="broken_link" rel="lightbox[1023]"><img class="size-full wp-image-1048" title="General Rundstedt" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/01/gerrundstedt.jpg" alt="gerrundstedt" width="165" height="265" /></a><p class="wp-caption-text">General Rundstedt</p></div>
<p>Os Exércitos no Sul, comandado pelo general Rundstedt, executaria a manobra decisiva da campanha. Portanto, lhe foram dadas 35 divisões, compreendendo o grosso das forças blindadas: 4 Divisões Panzer (DP), 3 Divisões Mecanizadas (DM) e 2 motorizadas. Sua missão seria tomar uma importante região carbonífera da Silésia polonesa, e em seguida, avançar rapidamente até Varsóvia próximo ao rio Vístula, conquistando a capital e unindo as suas forças ao oeste deste rio com as unidades dos Exércitos &#8220;Norte&#8221;. O exercito polonês, então, cercado do norte ao sul, não poderia construir uma nova linha defensiva por trás do Vístula.</p>
<p>Os Exércitos Norte, comandado pelo general von Bock, teria 25 divisões: 1 Panzer, 2 mecanizadas e 2 motorizadas. Depois de vencer as unidades polonesas no corredor de Dantzig, avançaria ao sul, flanqueando os rios Vístula e Narew, para se unirem com as tropas de Rundstedt.</p>
<p>O comandante-em-chefe do Exército polonês, o Marechal Edward Smigly-Rydz, estava diante de um problema sem solução para a defesa do seu país. Suas forças eram muito inferiores, em número e armamento, aos exércitos alemães. Contava apenas alguns ultrapassados carros de combate franceses e ingleses e a força aérea reduzia-se à cerca de 400 velhas aeronaves. O Marechal devia optar entre duas escolhas: entrincheirar os exércitos na fronteira, para defender a região ocidental, onde se situavam as indústrias, ou colocar-se por trás da barreira fluvial, formada pelos rios Vístula e Narew, com o objetivo de enfrentar a Wehrmacht em forte<a href="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/01/polonia.jpg" class="broken_link" rel="lightbox[1023]"><img class="alignright size-full wp-image-1027" title="polonia" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/01/polonia.jpg" alt="polonia" width="380" height="174" /></a> posição defensiva. No primeiro caso, ele corria o risco de ver seus exércitos massacrados nos primeiros dias de luta. No segundo, perderia a fonte de abastecimento e seria obrigado a render-se em pouco tempo. Optou pela primeira escolha e dividiu suas forças em três grandes setores. No norte, frente à Prússia Oriental e à Pomerânia, onde dispôs 3 exércitos, integrados por 15 divisões de infantaria e 5 brigadas de cavalaria; no centro, resguardando a rica província de Poznan, pôs o grosso das suas tropas, 2 exércitos com 4 brigadas de cavalaria e 9 divisões de infantaria, apoiados na retaguarda pelo Exército &#8220;Prússia&#8221;, integrado por 6 divisões de infantaria, 1 brigada motorizada e 1 brigada de cavalaria; finalmente, no sul, em Cracóvia e nos Cárpatos, destacou 2 exércitos: 8 divisões de infantaria, 2 brigadas motorizadas e 1 brigada de cavalaria.</p>
<p><span style="color: #ff0000;"><strong>Bombardeio de Ferrovia Polonesa</strong></span></p>
<p><object width="425" height="344" data="http://www.youtube.com/v/-rP4prH0AVU&amp;hl=pt&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/-rP4prH0AVU&amp;hl=pt&amp;fs=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /></object></p>
<p><a href="http://www.segundaguerra.org/a-batalha-da-polonia-parte-ii" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/www.segundaguerra.org/a-batalha-da-polonia-parte-ii?referer=');"><strong>Continua&#8230; Invasão da Polônia Parte II</strong></a></p>
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