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	<title>Segunda Guerra.org &#187; Após</title>
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	<description>O Maior Acervo sobre a Segunda Guerra Mundial</description>
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		<title>Declaração Universal dos Direitos Humanos</title>
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		<pubDate>Sat, 29 Nov 2008 21:43:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Andre Luiz!</dc:creator>
				<category><![CDATA[Após]]></category>

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		<description><![CDATA[Prefácio Considerando que o reconhecimento da dignidade inerente a todos os membros da família humana e dos seus direitos iguais e inalienáveis constitui o fundamento da liberdade, da justiça e da paz no mundo; Considerando que o desconhecimento e o desprezo dos direitos do Homem conduziram a atos de barbárie que revoltam a consciência da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong>Prefácio</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Considerando que o reconhecimento da dignidade inerente a todos os membros da família humana e dos seus direitos iguais e inalienáveis constitui o fundamento da liberdade, da justiça e da paz no mundo;</p>
<p><span id="more-398"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Considerando que o desconhecimento e o desprezo dos direitos do Homem conduziram a atos de barbárie que revoltam a consciência da Humanidade e que o advento de um mundo em que os seres humanos sejam livres de falar e de crer, libertos do terror e da miséria, foi proclamado como a mais alta inspiração do Homem;</p>
<p style="text-align: justify;">Considerando que é essencial a proteção dos direitos do Homem através de um regime de direito, para que o Homem não seja compelido, em supremo recurso, à revolta contra a tirania e a opressão;</p>
<p style="text-align: justify;">Considerando que é essencial encorajar o desenvolvimento de relações amistosas entre as nações;</p>
<p style="text-align: justify;">Considerando que, na Carta, os povos das Nações Unidas proclamam, de novo, a sua fé nos direitos fundamentais do Homem, na dignidade e no valor da pessoa humana, na igualdade de direitos dos homens e das mulheres e se declaram resolvidos a favorecer o progresso social e a instaurar melhores condições de vida dentro de uma liberdade mais ampla;</p>
<p style="text-align: justify;">Considerando que os Estados membros se comprometeram a promover, em cooperação com a Organização das Nações Unidas, o respeito universal e efetivo dos direitos do Homem e das liberdades fundamentais;</p>
<p style="text-align: justify;">Considerando que uma concepção comum destes direitos e liberdades é da mais alta importância para dar plena satisfação a tal compromisso:<br />
A Assembléia Geral,<br />
Proclama a presente Declaração Universal dos Direitos Humanos como ideal comum a atingir por todos os povos e todas as nações, a fim de que todos os indivíduos e todos os órgãos da sociedade, tendo-a constantemente no espírito, se esforcem, pelo ensino e pela educação, por desenvolver o respeito desses direitos e liberdades e por promover, por medidas progressivas de ordem nacional e internacional, o seu reconhecimento e a sua aplicação universal e efetiva tanto entre as populações dos próprios Estados membros como entre as dos territórios colocados sob a sua jurisdição.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Artigo 1</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos. Dotados de razão e de consciência, devem agir uns para com os outros em espírito de fraternidade.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Artigo 2</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Todos os seres humanos podem invocar os direitos e as liberdades proclamados na presente Declaração, sem distinção alguma, nomeadamente de raça, de cor, de sexo, de língua, de religião, de opinião política ou outra, de origem nacional ou social, de fortuna, de nascimento ou de qualquer outra situação. Além disso, não será feita nenhuma distinção fundada no estatuto político, jurídico ou internacional do país ou do território da naturalidade da pessoa, seja esse país ou território independente, sob tutela, autônomo ou sujeito a alguma limitação de soberania.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Artigo 3</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Todo indivíduo tem direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Artigo 4</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Ninguém será mantido em escravatura ou em servidão; a escravatura e o trato dos escravos, sob todas as formas, são proibidos.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Artigo 5</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Ninguém será submetido à tortura nem a penas ou tratamentos cruéis, desumanos ou degradantes.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Artigo 6</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Todos os indivíduos têm direito ao reconhecimento, em todos os lugares, da sua personalidade jurídica.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Artigo 7</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Todos são iguais perante a lei e, sem distinção, têm direito a igual proteção da lei. Todos têm direito a proteção igual contra qualquer discriminação que viole a presente Declaração e contra qualquer incitamento a tal discriminação.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Artigo 8</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Toda a pessoa direito a recurso efetivo para as jurisdições nacionais competentes contra os atos que violem os direitos fundamentais reconhecidos pela Constituição ou pela lei.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Artigo 9</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Ninguém pode ser arbitrariamente preso, detido ou exilado.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Artigo 10</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Toda a pessoa tem direito, em plena igualdade, a que a sua causa seja equitativa e publicamente julgada por um tribunal independente e imparcial que decida dos seus direitos e obrigações ou das razões de qualquer acusação em matéria penal que contra ela seja deduzida.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Artigo 11</strong></p>
<ol style="text-align: justify;" type="1">
<li>Toda a pessoa acusada de um ato      delituoso presume-se inocente até que a sua culpabilidade fique legalmente      provada no decurso de um processo público em que todas as garantias      necessárias de defesa lhe sejam asseguradas.</li>
<li>Ninguém será condenado por ações      ou omissões que, no momento da sua prática, não constituíam ato delituoso      à face do direito interno ou internacional. Do mesmo modo, não será      infligida pena mais grave do que a que era aplicável no momento em que o ato      delituoso foi cometido.</li>
</ol>
<p style="text-align: justify;"><strong>Artigo 12</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Ninguém sofrerá intromissões arbitrárias na sua vida privada, na sua família, no seu domicílio ou na sua correspondência, nem ataques à sua honra e reputação. Contra tais intromissões ou ataques toda a pessoa tem direito a proteção da lei.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Artigo 13</strong></p>
<ol style="text-align: justify;" type="1">
<li>Toda a pessoa tem o direito      de livremente circular e escolher a sua residência no interior de um      Estado.</li>
<li>Toda a pessoa tem o direito      de abandonar o país em que se encontra, incluindo o seu, e o direito de      regressar ao seu país.</li>
</ol>
<p style="text-align: justify;"><strong>Artigo 14</strong></p>
<ol style="text-align: justify;" type="1">
<li>Toda a pessoa sujeita a      perseguição tem o direito de procurar e de beneficiar de asilo em outros      países.</li>
<li>Este direito não pode,      porém, ser invocado no caso de processo realmente existente por crime de      direito comum ou por atividades contrárias aos fins e aos princípios das      Nações Unidas.</li>
</ol>
<p style="text-align: justify;"><strong>Artigo 15</strong></p>
<ol style="text-align: justify;" type="1">
<li>Todo o indivíduo tem direito      a ter uma nacionalidade.</li>
<li>Ninguém pode ser      arbitrariamente privado da sua nacionalidade nem do direito de mudar de      nacionalidade.</li>
</ol>
<p style="text-align: justify;"><strong>Artigo 16</strong></p>
<ol style="text-align: justify;" type="1">
<li>A partir da idade núbil, o      homem e a mulher têm o direito de casar e de constituir família, sem      restrição alguma de raça, nacionalidade ou religião. Durante o casamento e      na altura da sua dissolução, ambos têm direitos iguais.</li>
<li>O casamento não pode ser      celebrado sem o livre e pleno consentimento dos futuros esposos.</li>
<li>A família é o elemento      natural e fundamental da sociedade e tem direito à proteção desta e do      Estado.</li>
</ol>
<p style="text-align: justify;"><strong>Artigo 17</strong></p>
<ol style="text-align: justify;" type="1">
<li>Toda a pessoa, individual ou      coletiva, tem direito à propriedade.</li>
<li>Ninguém pode ser      arbitrariamente privado da sua propriedade.</li>
</ol>
<p style="text-align: justify;"><strong>Artigo 18</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Toda a pessoa tem direito à liberdade de pensamento, de consciência e de religião; este direito implica a liberdade de mudar de religião ou de convicção, assim como a liberdade de manifestar a religião ou convicção, sozinho ou em comum, tanto em público como em privado, pelo ensino, pela prática, pelo culto e pelos ritos.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Artigo 19</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Todo o indivíduo tem direito à liberdade de opinião e de expressão, o que implica o direito de não ser inquietado pelas suas opiniões e o de procurar, receber e difundir, sem consideração de fronteiras, informações e idéias por qualquer meio de expressão.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Artigo 20</strong></p>
<ol style="text-align: justify;" type="1">
<li>Toda a pessoa tem direito à      liberdade de reunião e de associação pacíficas.</li>
<li>Ninguém pode ser obrigado a      fazer parte de uma associação.</li>
</ol>
<p style="text-align: justify;">Artigo 21</p>
<ol style="text-align: justify;" type="1">
<li>Toda a pessoa tem o direito      de tomar parte na direção dos negócios, público do seu país; quer diretamente,      quer por intermédio de representantes livremente escolhidos.</li>
<li>Toda a pessoa tem direito de      acesso, em condições de igualdade, às funções públicas do seu país.</li>
<li>A vontade do povo é o      fundamento da autoridade dos poderes públicos: e deve exprimir-se através      de eleições honestas a realizar periodicamente por sufrágio universal e      igual, com voto secreto ou segundo processo equivalente que salvaguarde a      liberdade de voto.</li>
</ol>
<p style="text-align: justify;"><strong>Artigo 22</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Toda a pessoa, como membro da sociedade, tem direito à segurança social; e pode legitimamente exigir a satisfação dos direitos econômicos, sociais e culturais indispensáveis, graças ao esforço nacional e à cooperação internacional, de harmonia com a organização e os recursos de cada país.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Artigo 23</strong></p>
<ol style="text-align: justify;" type="1">
<li>Toda a pessoa tem direito ao      trabalho, à livre escolha do trabalho, a condições equitativas e      satisfatórias de trabalho e à proteção contra o desemprego.</li>
<li>Todos têm direito, sem      discriminação alguma, a salário igual por trabalho igual.</li>
<li>Quem trabalha tem direito a      uma remuneração equitativa e satisfatória, que lhe permita e à sua família      uma existência conforme com a dignidade humana, e completada, se possível,      por todos os outros meios de proteção social.</li>
<li>Toda a pessoa tem o direito      de fundar com outras pessoas sindicatos e de se filiar em sindicatos para      defesa dos seus interesses.</li>
</ol>
<p style="text-align: justify;"><strong>Artigo 24</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Toda a pessoa tem direito ao repouso e aos lazeres, especialmente, a uma limitação razoável da duração do trabalho e as férias periódicas pagas.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Artigo 25</strong></p>
<ol style="text-align: justify;" type="1">
<li>Toda a pessoa tem direito a      um nível de vida suficiente para lhe assegurar e à sua família a saúde e o      bem-estar, principalmente quanto à alimentação, ao vestuário, ao      alojamento, à assistência médica e ainda quanto aos serviços sociais      necessários, e tem direito à segurança no desemprego, na doença, na invalidez,      na viuvez, na velhice ou noutros casos de perda de meios de subsistência      por circunstâncias independentes da sua vontade.</li>
<li>A maternidade e a infância      têm direito a ajuda e a assistência especiais. Todas as crianças, nascidas      dentro ou fora do matrimônio, gozam da mesma proteção social.</li>
</ol>
<p style="text-align: justify;"><strong>Artigo 26</strong></p>
<ol style="text-align: justify;" type="1">
<li style="text-align: justify;">Toda a pessoa tem direito à      educação. A educação deve ser gratuita, pelo menos a correspondente ao      ensino elementar fundamental. O ensino elementar é obrigatório. O ensino      técnico e profissional dever ser generalizado; o acesso aos estudos      superiores deve estar aberto a todos em plena igualdade, em função do seu      mérito.</li>
<li>A educação deve visar à      plena expansão da personalidade humana e ao reforço dos direitos do Homem      e das liberdades fundamentais e deve favorecer a compreensão, a tolerância      e a amizade entre todas as nações e todos os grupos raciais ou religiosos,      bem como o desenvolvimento das atividades das Nações Unidas para a      manutenção da paz.</li>
<li>Aos pais pertence à      prioridade do direito de escolher o gênero de educação a dar aos filhos.</li>
</ol>
<p style="text-align: justify;"><strong>Artigo 27</strong></p>
<ol style="text-align: justify;" type="1">
<li>Toda a pessoa tem o direito      de tomar parte livremente na vida cultural da comunidade, de fruir as      artes e de participar no progresso científico e nos benefícios que deste      resultam.</li>
<li>Todos têm direito à proteção      dos interesses morais e materiais ligados a qualquer produção científica,      literária ou artística da sua autoria.</li>
</ol>
<p style="text-align: justify;"><strong>Artigo 28</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Toda a pessoa tem direito a que reine, no plano social e no plano internacional, uma ordem capaz de tornar plenamente efetivos os direitos e as liberdades enunciadas na presente Declaração.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Artigo 29</strong></p>
<ol style="text-align: justify;" type="1">
<li>O indivíduo tem deveres para      com a comunidade, fora da qual não é possível o livre e pleno      desenvolvimento da sua personalidade.</li>
<li>No exercício deste direito e      no gozo destas liberdades ninguém está sujeito senão às limitações      estabelecidas pela lei com vista exclusivamente a promover o      reconhecimento e o respeito dos direitos e liberdades dos outros e a fim      de satisfazer as justas exigências da moral, da ordem pública e do      bem-estar numa sociedade democrática.</li>
<li>Em caso algum estes direitos      e liberdades poderão ser exercidos contrariamente e aos fins e aos      princípios das Nações Unidas.</li>
</ol>
<p style="text-align: justify;"><strong>Artigo 30</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Nenhuma disposição da presente Declaração pode ser interpretada de maneira a envolver para qualquer Estado, agrupamento ou indivíduo o direito de se entregar a alguma atividade ou de praticar algum ato destinado a destruir os direitos e liberdades aqui enunciados.</p>
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		<title>Proclamação da Declaração Universal dos Direitos Humanos</title>
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		<pubDate>Sat, 29 Nov 2008 21:40:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Andre Luiz!</dc:creator>
				<category><![CDATA[Após]]></category>

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		<description><![CDATA[No dia 10 de Dezembro de 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos é adotada e proclamada pela Assembléia-geral das Nações Unidas no Palais de Chaillot em Paris. A declaração firmou a visão da organização para os direitos humanos garantidos a todos os povos, proporcionando direitos e liberdades básicas aos quais todas as mulheres e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No dia 10 de Dezembro de 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos é adotada e proclamada pela Assembléia-geral das Nações Unidas no Palais de Chaillot em Paris. A declaração firmou a visão da organização para os direitos humanos garantidos a todos os povos, proporcionando direitos e liberdades básicas aos quais todas as mulheres e homens são dados:<span id="more-396"></span></p>
<ul type="disc">
<li>O direito à vida, liberdade      e nacionalidade;</li>
<li>A liberdade de pensamento,      consciência e religião;</li>
<li>O direito ao trabalho e a      ser educado;</li>
<li>O direito à alimentação e      habitação;</li>
<li>O direito a fazer parte de      um governo.</li>
</ul>
<p>Houve 48 votos para a Declaração, nenhum contra e 8 abstenções (Rússia Branca, atualmente Bielorrússia, Tchecoslováquia, Polônia, Arábia Saudita, Ucrânia, URSS, África do Sul e Iugoslávia).</p>
<p>O canadense John Peters Humphrey foi o principal projetista do texto da declaração, após ter sido convidado ao cargo de Secretário-geral das NU. Ele foi acessorado por Eleanor Roosevelt dos Estados Unidos, René Cassin da França, Charles Malik do Líbano e P. C. Chang da China, entre outros.</p>
<p>A declaração de 6 páginas foi traduzida para mais de 320 idiomas e dialetos do Abecas ao Zulu, sendo o documento mais traduzido no mundo.</p>
<h4>Leia a Declaração completa</h4>
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		<title>Além Nuremberg &#8211; O Julgamento Japonês</title>
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		<pubDate>Sat, 29 Nov 2008 21:33:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Andre Luiz!</dc:creator>
				<category><![CDATA[Após]]></category>

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		<description><![CDATA[Em 19 de Janeiro de 1946, o general Douglas MacArthur, comandante supremo aliado no Japão, anunciava publicamente a ordem para o início ao julgamento dos criminosos de guerra japoneses. Realizado em Tóquio, em 417 dias, o julgamento era todo baseado naquele realizado em Nuremberg, com a acusação a empregar o mesmo documento lido pelos juízes [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em 19 de Janeiro de 1946, o general Douglas MacArthur, comandante supremo aliado no Japão, anunciava publicamente a ordem para o início ao julgamento dos criminosos de guerra japoneses.<span id="more-394"></span></p>
<p>Realizado em Tóquio, em 417 dias, o julgamento era todo baseado naquele realizado em Nuremberg, com a acusação a empregar o mesmo documento lido pelos juízes do Tribunal na Alemanha. Presidido pelo australiano William Webb, o tribunal militar, continha representantes de 11 países: Austrália, Canadá, China, França, Holanda, Índia, Filipinas, Nova Zelândia, União Soviética, Reino Unido e Estados Unidos.</p>
<p>Semelhante ao processo alemão, o desenrolar dos acontecimentos foi sob polêmica. A acusação foi referida por advogados estadunidenses e na sala as únicas línguas utilizadas foram o japonês e o inglês. Aos acusados foi concedida a atenuante de agirem no cumprimento de ordens e foi levando em consideração o posto que ocupassem no momento em que realizaram os atos de que eram acusados.</p>
<p>O tribunal terminou condenando 7 réus à pena máxima. Entre eles, Hideki Tojo, ministro da Guerra e primeiro-ministro do Japão durante grande parte do conflito, destituído em Julho de 1944 devido às seguidas derrotas sofridas pelas forças japonesas. Tojo foi enforcado no dia 22 de Novembro de 1948. Dos restantes acusados, 16 foram condenados a prisão perpétua e 2 a penas menores.</p>
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		<title>Além Nuremberg &#8211; Outros Tribunais</title>
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		<pubDate>Sat, 29 Nov 2008 21:32:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Andre Luiz!</dc:creator>
				<category><![CDATA[Após]]></category>

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		<description><![CDATA[Os outros tribunais No território alemão sob ocupação estadunidense foram criados diversos Tribunais de combate ao nazismo, os quais julgaram 4 tipos de nazista: grandes delinqüentes, delinqüentes, pequenos delinqüentes e menores apoiadores do regime. Por eles passaram numerosos indivíduos que, por algum motivo, tiveram ligação com as instituições do III Reich. As execuções dos condenados [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Os outros <em>tribunais</em></strong></p>
<p>No território alemão sob ocupação estadunidense foram criados diversos Tribunais de combate ao nazismo, os quais julgaram 4 tipos de nazista: grandes delinqüentes, delinqüentes, pequenos delinqüentes e menores apoiadores do regime. Por eles passaram numerosos indivíduos que, por algum motivo, tiveram ligação com as instituições do III <em>Reich</em>.<span id="more-392"></span></p>
<p>As execuções dos condenados ficaram aos cuidados do primeiro-sargento John C. Wood, de San Antonio, Texas, carrasco profissional que até então tinha executado 229 pessoas.</p>
<p>Em 16 de Outubro de 1946, à 01h13min, Ribbentrop, o primeiro a ser enforcado, subia as escadas que conduziam ao patíbulo erguido no ginásio da prisão. Num curto espaço de tempo subiram também; Keitel, Kaltenbrunner, Rosenberg, Frank, Frick, Streicher, Jodl, Sauckel e Seyss-Inquart.</p>
<p>Hermann Goering foi o único que não enfrentou a forca, suicidando-se duas horas antes da execução com uma cápsula de cianeto, que se desconhece como a conseguiu e manteve consigo. Mas seu suicídio não o livrou da companhia dos demais condenados no patíbulo; seu cadáver foi içado à forca pelos carrascos num ato macabro e funesto.</p>
<p>Para evitar qualquer manifestação ou homenagem saudosista, os corpos dos líderes nazistas foram cremados no único forno crematório existente no campo de Dachau, e as suas cinzas depositadas nas margens do rio Isar.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Julgamento de Nuremberg &#8211; Parte III</title>
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		<pubDate>Sat, 29 Nov 2008 21:31:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Andre Luiz!</dc:creator>
				<category><![CDATA[Após]]></category>
		<category><![CDATA[Fatos]]></category>

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		<description><![CDATA[Os réus Ao findar o conflito os estadunidenses fizeram 300 prisioneiros de guerra alemães creditados como os principais criminosos de guerra do regime nazista, e os soviéticos fizeram mais 500 prisioneiros. Em Nuremberg foram julgados apenas os principais responsáveis, (24 prisioneiros, reduzidos a 22). Robert Ley, responsável pela Frente de Trabalho do III Reich, enforcou-se [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Os réus</strong></p>
<p>Ao findar o conflito os estadunidenses fizeram 300 prisioneiros de guerra alemães creditados como os principais criminosos de guerra do regime nazista, e os soviéticos fizeram mais 500 prisioneiros. Em Nuremberg foram julgados apenas os principais responsáveis, (24 prisioneiros, reduzidos a 22). Robert Ley, responsável pela Frente de Trabalho do III <em>Reich</em>, enforcou-se em sua cela, antes do início do processo e o industrial alemão Gustav Krupp, com idade avançada e gravemente doente, foi dispensado do julgamento.</p>
<p>Martin Bormann, foi julgado à revelia, pois seu paradeiro era desconhecido, sem a comprovação de sua morte durante a batalha de Berlim &#8211; Em 1998, após um DNA num corpo encontrado em 1973, em escavações subterrâneas em Berlim, o oficial Nazista foi declarado oficialmente morto.<span id="more-390"></span></p>
<div id="attachment_765" class="wp-caption alignright" style="width: 157px"><a href="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2008/11/foto10.jpg" class="broken_link" rel="lightbox[390]"><img class="size-full wp-image-765" title="foto10" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2008/11/foto10.jpg" alt="foto10" width="147" height="183" /></a><p class="wp-caption-text">Hermann Goering</p></div>
<p>Cada prisioneiro tinha somente a roupa com que havia sido aprisionado, por isso, um alfaiate foi contratado para confeccionar trajes á medida, as quais lhes foram imediatamente retirados no final do julgamento.</p>
<p>A nenhum dos acusados foi autorizado o uso de insígnias militares nem, tão pouco, lhes foi dado o tratamento habitualmente devido às patentes militares.</p>
<p>distribuídos em celas individuais, com uma sentinela militar à porta em todo o tempo. Não podiam conversar entre si nem deixar o lugar que lhes estava destinado no Tribunal. O único privilégio era os 20 minutos diários de exercício físico.</p>
<p>O trajeto entre as celas e a sala era controlado por soldados estrategicamente colocados nos corredores que conduziam os acusados ao elevador.</p>
<p><strong>O julgamento </strong></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2008/11/shake-nuremberg.jpg" class="broken_link" rel="lightbox[390]"><img class="size-full wp-image-764 aligncenter" title="shake-nuremberg" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2008/11/shake-nuremberg.jpg" alt="shake-nuremberg" width="500" height="450" /></a></p>
<p>Os juízes consideraram 19 dos 22 réus, culpados de uma ou mais acusações. Os três réus restantes foram absolvidos, ainda que debaixo do protesto dos soviéticos. Dentre os culpados, 12 foram condenados à pena capital por enforcamento, três à prisão perpétua e quatro a penas que variaram entre 10 e 20 anos de prisão.</p>
<p>Findado o processo principal, os estadunidenses julgaram, igualmente em Nuremberg (de 1945 a 1949), mais 199 indivíduos acusados de atividades criminosas. Desses, 38 foram absolvidos, 36 condenados à pena capital, dos quais 18 foram executados, 23 a prisão perpétua e os 102 restantes a penas menores. Em relação a todos os restantes casos julgados pelos estadunidenses, poucos foram os presos que cumpriram a pena por mais de 7 anos.</p>
<p><strong>A sentença</strong></p>
<p>As sessões iniciaram em 20 de Novembro de 1945 com a declaração de inocência proferida por todos e cada um dos acusados. O Tribunal passou, a partir de então e até ao dia 31 de Agosto de 1946, a reunir 5 dias por semana, excepcionalmente numa curta férias natalina. No total, o coletivo se reuniu por 261 dias.</p>
<p>A acusação chamou a depor 33 pessoas e apresentou grande quantia de documentos que provavam a culpa dos réus, assim como numerosos filmes e fotografias.</p>
<p>A defesa, recorreu a 61 testemunhos verbais e declarações escritas de mais de 143 testemunhas.</p>
<p>As discussão dos jurados duraram até 1 de Outubro de 1946, exigindo um grande esforço quanto a revisão de fatos e provas, e da legislação aplicável naquele que foi o primeiro julgamento criminal internacional da História.</p>
<p><strong>Artigos Anteriores</strong></p>
<p><a href="http://segundaguerra.org/julgamento-de-nuremberg-parte-ii"><strong>Julgamento de Nuremberg &#8211; Parte II</strong></a><br />
<a href="http://segundaguerra.org/julgamento-de-nuremberg-parte-i"><strong>Julgamento de Nuremberg &#8211; Parte I</strong></a></p>
<p><strong>Veja Também:</strong><strong><a href="http://segundaguerra.org/julgamento-de-nuremberg-parte-ii"><strong> </strong></a><a href="http://segundaguerra.org/julgamento-de-nuremberg-parte-i/"><strong> </strong></a></strong><strong><strong><br />
<a href="http://segundaguerra.org/condenados-de-nuremberg/">Os Condenados em Nuremberg</a></strong></strong><br />
<strong><a href="http://segundaguerra.org/alem-nuremberg-o-julgamento-japones/">Além de Nuremberg &#8211; O Julgamento Japonês</a><br />
<a href="http://segundaguerra.org/alem-nuremberg-outros-tribunais/">Além de Nuremberg &#8211; Outros Tribunais</a></strong></p>
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		<title>Julgamento de Nuremberg &#8211; Parte II</title>
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		<pubDate>Sat, 29 Nov 2008 21:29:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Andre Luiz!</dc:creator>
				<category><![CDATA[Após]]></category>

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		<description><![CDATA[Os Termos Os termos do Auto de Acusação foram formulados no decorrer de uma sessão pública realizada em 18 de Outubro de 1945, em Berlim, nela constando os seguintes crimes: Conspiração contra a paz, recorrendo para tal a um plano comum destinado a tomar o poder e instituir um regime totalitário, com o objetivo deliberado [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Os Termos<br />
</strong></p>
<p>Os termos do Auto de Acusação foram formulados no decorrer de uma sessão pública realizada em 18 de Outubro de 1945, em Berlim, nela constando os seguintes crimes:<span id="more-388"></span></p>
<ul type="disc">
<li>Conspiração contra a paz,      recorrendo para tal a um plano comum destinado a tomar o poder e instituir      um regime totalitário, com o objetivo deliberado de efetuar uma guerra de      agressão.</li>
<li>Atentados contra a paz e atos      de agressão.</li>
<li>Crimes de Guerra e violação      das Convenções de Haia e Genebra.</li>
<li>Crimes contra a Humanidade,      perseguição e extermínio.</li>
</ul>
<p>Os russos desejavam que o julgamento fosse em Berlim, o que era inviável naquele momento, devido ao fato de que na antiga capital do <em>Reich</em> não haver um único edifício intacto capaz de abrigar o tribunal.</p>
<p>A opção final foi Nuremberg, uma cidade fortemente ligada ao regime e à ideologia nazista e que, e ainda, possuía um Tribunal e uma prisão adequados para acolher as centenas de pessoas que, de uma forma ou outra, estavam envolvidos no processo.</p>
<p>O Palácio da Justiça, na zona Oeste de Nuremberg, possuía uma sala com capacidade para 600 pessoas, no segundo piso, e dotada de um elevador que permitia transportar os acusados sem que estes cruzassem os corredores onde estava a imprensa. Outra vantagem era que o Tribunal tinha uma ligação direta com a sua ampla prisão.</p>
<p>A sala foi equipada com microfones e fones de ouvidos, devido o julgamento ser realizado em quatro idiomas (inglês, russo, francês e alemão), onde uma equipe de tradutores especializados em terminologia jurídica faria as traduções.</p>
<p><strong>Instrução do processo</strong></p>
<p><a href="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2008/11/442011538_cb0bfce6fc.jpg" class="broken_link" rel="lightbox[388]"><img class="alignleft size-full wp-image-762" title="442011538_cb0bfce6fc" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2008/11/442011538_cb0bfce6fc.jpg" alt="442011538_cb0bfce6fc" width="261" height="212" /></a>Um tribunal onde os vencedores julgassem conjuntamente e em simultâneo um grupo de criminosos de guerra era uma novidade. Em conflitos anteriores os acusados foram sempre julgados por todos os tribunais relativos aos países vencedores, independentemente, ou seja, não havia união dos países vencedores para executar um único julgamento.</p>
<p>A opinião pública internacional obrigou a acelerar os trâmites do processo, o qual se inicia logo a seguir ao término do conflito. E seis meses após o final da Guerra foram elaborados os quesitos da acusação.</p>
<p>Robert Jackson, da suprema corte dos Estados Unidos, declarou mais tarde que &#8220;<em>um maior período de preparação teria possibilitado desenvolver e fundamentar melhor o libelo acusatório, tornando-o mais homogêneo e reduzindo a duração do julgamento&#8221;</em>.</p>
<p>Os juristas estadunidenses foram os primeiros a chegar a Nuremberg, dando inicio a um meticuloso trabalho de investigação. Para analisar o material cinematográfico foi instalado na sala um projetor. Cada uma das quatro potências dispunha em Nuremberg de uma equipe de 600 pessoas.</p>
<p>O Tribunal era composto por quatro juízes, representantes de cada uma das potências vencedoras, e quatro outros de reservas. O presidente era o britânico Geoffrey Lawrence, uma escolha acertada dada a sua atitude desapaixonada perante os fatos. O seu adjunto era Sir William N. Birkett.</p>
<p>Os juízes estadunidenses eram Francis BiddeleJohn L. Parker; os franceses, Donnedieu de Vabres e Robert Falco, enquanto os soviéticos foram representados por dois juízes militares, o general de divisão Nikitchenko e o tenente-coronel Volchkov. Durante o processo os juízes vestiram as tradicionais togas, exceto os soviéticos que não deixaram o uniforme militar.</p>
<p><strong><a href="http://segundaguerra.org/julgamento-de-nuremberg-parte-iii">Continua&#8230; Julgamento em Nurember &#8211; Parte III</a></strong></p>
<p><strong>Artigo Anterior:</strong></p>
<p><strong><a href="http://segundaguerra.org/julgamento-de-nuremberg-parte-i">Julgamento de Nuremberg &#8211; Parte I</a></strong></p>
<p><strong>Veja Também:</strong><strong><a href="http://segundaguerra.org/julgamento-de-nuremberg-parte-ii"><strong> </strong></a></strong><strong><strong><br />
<a href="http://segundaguerra.org/condenados-de-nuremberg/">- Os Condenados em Nuremberg</a></strong></strong><br />
<strong><a href="http://segundaguerra.org/alem-nuremberg-o-julgamento-japones/">- Além de Nuremberg &#8211; O Julgamento Japonês</a><br />
<a href="http://segundaguerra.org/alem-nuremberg-outros-tribunais/">- Além de Nuremberg &#8211; Outros Tribunais</a></strong></p>
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		<title>Julgamentos de Nuremberg &#8211; Parte I</title>
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		<pubDate>Sat, 29 Nov 2008 21:28:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Andre Luiz!</dc:creator>
				<category><![CDATA[Após]]></category>

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		<description><![CDATA[O primeiro a idealizar um grande processo legal para julgar os responsáveis máximos do regime nazista foi Winston Churchill, no início de 1941. &#8220;O castigo pelos crimes cometidos deverá ter lugar no momento em que termine o conflito&#8221;, com essas palavras, o então primeiro-ministro britânico, lançou sua idéia no ar. No dia 7 de Outubro [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O primeiro a idealizar um grande processo legal para julgar os responsáveis máximos do regime nazista foi Winston Churchill, no início de 1941. &#8220;<em>O castigo pelos crimes cometidos deverá ter lugar no momento em que termine o conflito&#8221;</em>, com essas palavras, o então primeiro-ministro britânico, lançou sua idéia no ar.<span id="more-386"></span></p>
<p><a href="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2008/11/trial.jpg" class="broken_link" rel="lightbox[386]"><img class="alignleft size-full wp-image-761" title="1389.8 Holocaust F" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2008/11/trial.jpg" alt="1389.8 Holocaust F" width="280" height="208" /></a>No dia 7 de Outubro de 1942 foi criada a Comissão das Nações Unidas para os Crimes de Guerra, objetivando-se principalmente listar os responsáveis que deveriam ir a julgamento no final da Segunda Grande Guerra.</p>
<p>Os estadunidenses, através dos Departamentos de Estado da Defesa e da Justiça, chegaram a elaborar, durante o conflito, um estudo que viria a ser analisado e discutido na Conferência de Ialta, em 1945.</p>
<p>Ainda em 1945, o juiz estadunidense, Samuel I. Rosenman foi nomeado representante oficial dos Estados Unidos da América para acordar sobre o modo que decorreria o julgamento.</p>
<p><strong>As Divergências<br />
</strong></p>
<p>Todas as divergências em ao redor forma que o processo se desenrolou ainda hoje não estão resolvidas.</p>
<p>Enquanto o secretário de estado dos EUA, Hull defendia, como outras importantes personalidades dos Estados Aliados também, que os réus fossem julgados por um Tribunal Militar em Conselho de Guerra, Churchill exaltava a execução sumária dos dirigentes nazistas.</p>
<p><a href="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2008/11/explorepahistory-a0k2c4-a_349.jpg" class="broken_link" rel="lightbox[386]"><img class="alignleft size-full wp-image-770" title="explorepahistory-a0k2c4-a_349" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2008/11/explorepahistory-a0k2c4-a_349.jpg" alt="explorepahistory-a0k2c4-a_349" width="179" height="141" /></a>O juiz Rosenman chegou apresentar aos ministros dos Estrangeiros da Rússia, Reino Unido e França uma proposta de consenso, na reunião das Nações Unidas realizada em São Francisco. Mas a votação desta proposta teve de ser adiada, aguardando-se o relatório elaborado pelo procurador geral dos Estados Unidos, Robert H. Jackson, que somente seria apresentado no dia 7 de Junho de 1945.</p>
<p>As negociações entre o Reino Unido, a França os Estados Unidos e a URSS findaram em 8 de Agosto de 1945, com a assinatura de um acordo para criar um Tribunal Militar Internacional para, em nome das 26 nações que combateram contra a Alemanha, julgar 24 líderes e 6 organizações nazistas.</p>
<p><a href="http://segundaguerra.org/julgamento-de-nuremberg-parte-ii"><strong>Continua&#8230; Julgamentos de Nuremberg &#8211; Parte II<br />
</strong></a></p>
<p><strong>Artigos Anteriores<br />
</strong><strong><a href="http://segundaguerra.org/julgamento-de-nuremberg-parte-i/"><strong>Julgamentos de Nuremberg &#8211; Parte I</strong></a><br />
</strong><strong><strong> <a href="http://segundaguerra.org/julgamento-de-nuremberg-parte-iii/">Julgamentos de Nuremberg &#8211; Parte III</a></strong></strong></p>
<p><strong>Veja Também:</strong><strong><strong><a href="http://segundaguerra.org/julgamento-de-nuremberg-parte-iii/"></a><br />
<a href="http://segundaguerra.org/condenados-de-nuremberg/">- Os Condenados em Nuremberg</a></strong></strong><br />
<strong><a href="http://segundaguerra.org/alem-nuremberg-o-julgamento-japones/">- Além de Nuremberg &#8211; O Julgamento Japonês</a><br />
<a href="http://segundaguerra.org/alem-nuremberg-outros-tribunais/">- Além de Nuremberg &#8211; Outros Tribunais</a></strong></p>
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		<title>Discurso de MacArthur pela paz</title>
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		<pubDate>Sat, 29 Nov 2008 21:16:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Andre Luiz!</dc:creator>
				<category><![CDATA[Após]]></category>

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		<description><![CDATA[Na coberta do Missouri, o general MacArthur fez um discurso histórico: &#8220;Estão aqui reunidos os representantes das maiores potências militares para concluir um acordo solene destinado a restaurar a paz. As divergências foram sanadas nos campos de batalha do mundo inteiro e, por isso, não merecem de momento qualquer tipo de discussão. Não estamos aqui, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_777" class="wp-caption alignleft" style="width: 138px"><a href="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2008/11/macarthur.jpg" class="broken_link" rel="lightbox[384]"><img class="size-full wp-image-777" title="macarthur" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2008/11/macarthur.jpg" alt="General MacArthur" width="128" height="163" /></a><p class="wp-caption-text">General MacArthur</p></div>
<p>Na coberta do <em>Missouri</em>, o general MacArthur fez um discurso histórico:</p>
<p>&#8220;Estão aqui reunidos os representantes das maiores potências militares para concluir um acordo solene destinado a restaurar a paz. As divergências foram sanadas nos campos de batalha do mundo inteiro e, por isso, não merecem de momento qualquer tipo de discussão.<span id="more-384"></span></p>
<p>Não estamos aqui, em representação da maioria dos habitantes da Terra com espírito de destruir nem com intuitos obscuros. Para nós, vencedores e vencidos, é uma honra assumir perante os nossos povos a promessa de cumprir o que agora referendamos.</p>
<p>Espero que esta cerimônia resulte num mundo melhor, nascido de um universo de sangue e violência. Um mundo baseado no diálogo e na concórdia, um mundo baseado na dignidade do Homem e nos princípios fundamentais da liberdade, da tolerância e da justiça.</p>
<p>(&#8230;) oremos pela paz agora restaurada, pedindo a Deus que a preserve eternamente.&#8221;</p>
<p>&#8220;Hoje se calaram os canhões. Findou uma tragédia. Colhemos uma importante vitória. Os céus não levarão mais mortos, os mares apenas albergarão comerciantes, os homens caminharão, em qualquer parte, de cabeça erguida. O mundo inteiro vive em paz. A missão foi cumprida.</p>
<p>Falo hoje para milhares de lábios fechados, calados para sempre nas selvas, nas praias e nas profundezas do Pacífico. Falo para os milhões de valorosos homens anônimos que regressam aos seus lares para construir o futuro, um futuro que todos eles, em grande medida, ajudaram a salvar da catástrofe.</p>
<p>Quando olho para o longo caminho percorrido desde os terríveis dias de Bataan e Corregidor, numa altura em que o mundo inteiro vivia mergulhado no terror, em que a democracia cerrava fileiras, quando a civilização moderna estremecia, não posso deixar de dar graças a Deus por nos ter dado o heroísmo, a coragem e a força necessárias para alcançar a vitória.</p>
<p>Conhecemos o sabor amargo da derrota e a doçura da vitória e, com ambas as sensações, aprendemos que não podemos retroceder. Devemos avançar para preservar a paz que ganhamos com a guerra.</p>
<p>(&#8230;) Desde sempre que o Homem tenta com recurso aos métodos mais variados, alcançar a paz, desenvolvendo métodos de âmbito internacional que evitem situações de conflito entre as nações. As alianças militares, o equilíbrio de forças, as Ligas das Nações, todos os sistemas fracassaram as mãos da guerra.</p>
<p>A capacidade destrutiva da guerra faz com que hoje, mais do que nunca, se encontre uma solução definitiva e eficaz. Esta é a nossa última oportunidade. Se não encontrarmos um sistema mais eficaz não tardará que bata à nossa porta a batalha derradeira.</p>
<p>A solução tem raízes teológicas e passa pelo renascimento dos valores humanos conjugados com o processo tecnológico, artístico e o patrimônio cultural acumulado nestes dois mil anos de história. Este deve ser o nosso ideal se queremos continuar vivos.&#8221;</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
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		<title>Condenados de Nuremberg</title>
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		<pubDate>Sat, 29 Nov 2008 18:12:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Andre Luiz!</dc:creator>
				<category><![CDATA[Após]]></category>

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		<description><![CDATA[As acusações foram lidas no dia 20 de Novembro de 1945. Foram 24 homens acusados, mas apenas 21 é que foram a julgamento. Robert Ley cometeu suicídio antes de o julgamento iniciar; Gustav Krupp foi considerado muito debilitado para comparecer em tribunal; Martin Bormann estava desaparecido e foi julgado à revelia (sentenciado à pena capital). [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;">As acusações foram lidas no dia 20 de Novembro de 1945. Foram 24 homens acusados, mas apenas 21 é que foram a julgamento.</p>
<ul style="text-align: left;">
<li>Robert Ley cometeu suicídio      antes de o julgamento iniciar;</li>
<li>Gustav Krupp foi considerado      muito debilitado para comparecer em tribunal;</li>
<li>Martin Bormann estava      desaparecido e foi julgado à revelia (sentenciado à pena capital).</li>
</ul>
<p style="text-align: left;">Cada um dos acusados foi condenado sob uma ou mais das seguintes acusações:<span id="more-361"></span></p>
<ol style="text-align: left;">
<li>Conspiração e atos      deliberados de agressão;</li>
<li>Crimes contra a paz;</li>
<li>Crimes de guerra</li>
<li>Crimes contra a humanidade.</li>
</ol>
<p style="text-align: left;">No dia 1 de Outubro de 1946, foi lido o veredicto: 12 dos acusados sentenciados à morte, 3 sentenciados à prisão perpétua, 4 sentenciados com prisão entre 10 e 20 anos, e 3 foram absolvidos.</p>
<table style="text-align: left; border: 1px solid #000000;" border="1" cellspacing="0" cellpadding="2">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center; border: 1px solid #000000;" valign="top"><strong>Acusado </strong></td>
<td style="text-align: left; border: 1px solid #000000;" align="left" valign="top"><strong>Acusações </strong></td>
<td style="text-align: center; border: 1px solid #000000;" valign="top"><strong>Declaração de defesa </strong></td>
<td style="text-align: center; border: 1px solid #000000;" valign="top"><strong>Sentença </strong></td>
</tr>
<tr style="text-align: center;">
<td style="text-align: left; border: 1px solid #000000;" align="left" valign="top">
<p style="text-align: center;"><a href="http://segundaguerra.org/hermann-goering"><strong>Hermann Goering</strong></a><br />
 Marechal   do <em>Reich</em></p>
</td>
<td style="text-align: left; border: 1px solid #000000;" align="left" valign="top"><strong>1, 2, 3, 4</strong></td>
<td style="text-align: left; border: 1px solid #000000;" align="left" valign="top">&#8220;Os   campos de concentração, as detenções e a repressão não são criações do   nazismo, mas necessidades políticas. Todas as nossas ações militares eram   fundamentadas na necessidade de espaço vital. Compreendo que países que ocupam   3/4 do Planeta não compreendam, facilmente, esta necessidade alemã.&#8221;</td>
<td style="text-align: left; border: 1px solid #000000;" align="left" valign="top">Sentenciado   à Forca- Suicidou-se   na noite anterior à execução.</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<ul>
</ul>
<p>Seu   corpo foi erguido na forca, ao lado de todos os enforcados.</p>
<ul>
</ul>
</td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: left; border: 1px solid #000000;" align="left" valign="top">
<p style="text-align: center;"><strong>Rudolf Hess</strong><br />
 Vice-<em>fuhre</em></p>
</td>
<td style="text-align: left; border: 1px solid #000000;" align="left" valign="top">
<p style="text-align: center;"><strong>1, 2</strong></p>
</td>
<td style="text-align: left; border: 1px solid #000000;" align="left" valign="top">&#8220;Não   estou louco, a minha cabeça ainda funciona. Quero deixar bem claro que   reconheço a minha responsabilidade em todos os atos que pratiquei e autorizei.   A minha opinião de princípio é de que este Tribunal não tem competência.&#8221;</td>
<td style="text-align: left; border: 1px solid #000000;" align="left" valign="top">Sentenciado   à Prisão Perpétua- Foi o   último prisioneiro da prisão especial para criminosos de guerra, em Spandau   até a sua morte no dia17 de Agosto de 1987.</td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: left; border: 1px solid #000000;" align="left" valign="top">
<p style="text-align: center;"><strong>Joachim von Ribbentrop</strong><br />
 Ministro   dos Negócios Estrangeiros do <em>Reich</em></p>
</td>
<td style="text-align: left; border: 1px solid #000000;" align="left" valign="top">
<p style="text-align: center;"><strong>1, 2, 3, 4</strong></p>
</td>
<td style="text-align: left; border: 1px solid #000000;" align="left" valign="top">&#8220;Como   ministro dos Negócios Estrangeiros devia seguir as normas ditadas por Hitler.   Considero-me inocente em todas as acusações.&#8221;</td>
<td style="text-align: left; border: 1px solid #000000;" align="left" valign="top">Sentenciado   à Forca<br />
 Enforcado   a 16 de Outubro de 1946.</td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: left; border: 1px solid #000000;" align="left" valign="top">
<p style="text-align: center;"><strong>Wilhelm Keitel</strong><br />
 General,   chefe do OKW</p>
</td>
<td style="text-align: left; border: 1px solid #000000;" align="left" valign="top">
<p style="text-align: center;"><strong>1, 2, 3, 4</strong></p>
</td>
<td style="text-align: left; border: 1px solid #000000;" align="left" valign="top">&#8220;Defendo-me   com a obrigação, comum a qualquer militar, de obediência às ordens dos   superiores.&#8221;</td>
<td style="text-align: left; border: 1px solid #000000;" align="left" valign="top">Sentenciado   à Forca</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<p style="text-align: left;">Enforcado   a 16 de Outubro de 1946.</p>
</td>
</tr>
<tr style="text-align: left;">
<td style="text-align: left; border: 1px solid #000000;" align="left" valign="top">
<p style="text-align: center;"><strong>Ernst Kaltenbrunner</strong><br />
 Chefe   do RSHA</p>
</td>
<td style="text-align: left; border: 1px solid #000000;" align="left" valign="top">
<p style="text-align: center;"><strong>3, 4</strong></p>
</td>
<td style="text-align: left; border: 1px solid #000000;" align="left" valign="top">&#8220;A   primeira vez que tive ciência de Auschwitz foi em Novembro de 1943.   Disseram-me que era um campo de internato. Até Fevereiro ou Março de 1944,   Himmler jamais admitiu que naquele &#8216;lager&#8217; se cometiam as chacinas. Eu deixei   bem claro o meu protesto.&#8221;</td>
<td style="text-align: left; border: 1px solid #000000;" align="left" valign="top">Sentenciado   à Forca<br />
 Enforcado   a 16 de Outubro de 1946.</td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: left; border: 1px solid #000000;" align="left" valign="top">
<p style="text-align: center;"><strong>Alfred Rosenberg</strong><br />
 Ministro   dos Territórios Ocupados de Leste</p>
</td>
<td style="text-align: left; border: 1px solid #000000;" align="left" valign="top">
<p style="text-align: center;"><strong>1, 2, 3, 4</strong></p>
</td>
<td style="text-align: left; border: 1px solid #000000;" align="left" valign="top">&#8220;Considerava   as execuções como um fato comum em situações de guerra generalizada. O   próprio comando da <em>Wermacht</em>, à semelhança dos meios de comunicação,   noticiava o fuzilamento de reféns. Não se pode excluir que, de acordo com as   normas jurídicas e numa situação de guerra, estes fatos possam ser   considerados como uma represália lícita.&#8221;</td>
<td style="text-align: left; border: 1px solid #000000;" align="left" valign="top">Sentenciado   à Forca</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<p>Enforcado   a 16 de Outubro de 1946.</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: center; border: 1px solid #000000;" valign="top"><strong>Hans Frank</strong><br />
 Governador-General   da Polônia ocupada</td>
<td style="text-align: left; border: 1px solid #000000;" align="left" valign="top">
<p style="text-align: center;"><strong>3, 4</strong></p>
</td>
<td style="text-align: left; border: 1px solid #000000;" align="left" valign="top">&#8220;À luz   dos atuais debates e depois de ter lançado um último olhar sobre tantos   horrores indescritíveis, do mais fundo do meu coração, que levo em mim um   profundo sentimento de culpa.&#8221;</td>
<td style="text-align: left; border: 1px solid #000000;" align="left" valign="top">Sentenciado   à Forca</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<p>Enforcado   a 16 de Outubro de 1946.</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: center; border: 1px solid #000000;" valign="top"><strong>Wilhelm Frick</strong><br />
 Ministro   do Interior</td>
<td style="text-align: left; border: 1px solid #000000;" align="left" valign="top">
<p style="text-align: center;"><strong>2, 3, 4</strong></p>
</td>
<td style="text-align: left; border: 1px solid #000000;" align="left" valign="top">&#8220;Cumpri   o meu dever de funcionário do Estado. Se me condenam a mim teriam, então, que   condenar milhares de outros funcionários.&#8221;</td>
<td style="text-align: left; border: 1px solid #000000;" align="left" valign="top">Sentenciado   à Forca</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<p>Enforcado   a 16 de Outubro de 1946.</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: center; border: 1px solid #000000;" valign="top"><strong>Julius Streicher</strong><br />
 Editor   do jornal <em>Der Sturmer</em></td>
<td style="text-align: left; border: 1px solid #000000;" align="left" valign="top">
<p style="text-align: center;"><strong>4</strong></p>
</td>
<td style="text-align: left; border: 1px solid #000000;" align="left" valign="top">&#8220;Tenho   a consciência de afirmar que, indiretamente, contribuí para a elaboração do projeto   das leis de Nuremberg.&#8221;</td>
<td style="text-align: left; border: 1px solid #000000;" align="left" valign="top">Sentenciado   à Forca</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<p style="text-align: left;">Enforcado   a 16 de Outubro de 1946.</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: center; border: 1px solid #000000;" valign="top"><strong>Walther Funk</strong><br />
 Ministro   da Economia, presidente do <em>Reichsbank</em></td>
<td style="text-align: left; border: 1px solid #000000;" align="left" valign="top">
<p style="text-align: center;"><strong>2, 3, 4</strong></p>
</td>
<td style="text-align: left; border: 1px solid #000000;" align="left" valign="top">&#8220;A   liquidação econômica dos judeus foi obra minha. Nesse momento devia ter   apresentado a demissão. Sou culpado, confesso-me culpado!&#8221;</td>
<td style="text-align: left; border: 1px solid #000000;" align="left" valign="top">Sentenciado   à Prisão Perpétua</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<p style="text-align: left;">Libertado   devido a doença a 16 de Maio de 1957. Morreu em 1960.</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: center; border: 1px solid #000000;" valign="top"><strong>Karl Doenitz</strong><br />
 Almirante<br />
 comandante-chefe da Marinha, 1943-45; Chanceler, 1945</td>
<td style="text-align: left; border: 1px solid #000000;" align="left" valign="top">
<p style="text-align: center;"><strong>2, 3</strong></p>
</td>
<td style="text-align: left; border: 1px solid #000000;" align="left" valign="top">&#8220;Considero   limpa a forma como decorreram as ações de guerra executadas pelos submarinos   alemães, acreditando que agi sempre de acordo com a minha consciência   enquanto comandante supremo da Marinha e como último chefe de Estado.&#8221;</td>
<td style="text-align: left; border: 1px solid #000000;" align="left" valign="top">Sentenciado   a 10 Anos de Prisão</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<p style="text-align: left;">Libertado   a 1 de Outubro de 1956 depois de ter cumprido a pena e morreu a 24 de   Dezembro de 1980.</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: center; border: 1px solid #000000;" valign="top"><a class="lightview" href="http://img510.imageshack.us/img510/9412/85355413cx2.jpg" rel="lightbox[361]" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/img510.imageshack.us/img510/9412/85355413cx2.jpg?referer=');"><img class="aligncenter" style="border: 0pt none;" src="http://img510.imageshack.us/img510/9412/85355413cx2.jpg" border="0" alt="ImageShack" width="75" height="100" /><strong>Fritz Sauckel</strong><br />
 </a>Plenipotenciário   da Colocação de Trabalhadores</td>
<td style="text-align: left; border: 1px solid #000000;" align="left" valign="top">
<p style="text-align: center;"><strong>2, 4</strong></p>
</td>
<td style="text-align: left; border: 1px solid #000000;" align="left" valign="top">&#8220;Os   cinco milhões de trabalhadores deportados para o <em>Reich</em> agiram de sua   livre vontade, escolhendo partir para a Alemanha.&#8221;</td>
<td style="text-align: left; border: 1px solid #000000;" align="left" valign="top">Sentenciado   à Forca</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<p style="text-align: left;">Enforcado   a 16 de Outubro de 1946.</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: center; border: 1px solid #000000;" valign="top"><strong>Alfred Jodl</strong><br />
 Chefe   de Operações do OKW</td>
<td style="text-align: left; border: 1px solid #000000;" align="left" valign="top">
<p style="text-align: center;"><strong>1, 2, 3, 4</strong></p>
</td>
<td style="text-align: left; border: 1px solid #000000;" align="left" valign="top">&#8220;Foi   Hitler e não eu quem preparou a agressão contra a URSS.&#8221;</td>
<td style="text-align: left; border: 1px solid #000000;" align="left" valign="top">Sentenciado   à Forca</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<p>Enforcado   a 16 de Outubro de 1946.</p>
<p>Em   1953, um tribunal alemão considerou Jodl inocente de infringir a lei   internacional.</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: center; border: 1px solid #000000;" valign="top"><strong>Albert Speer</strong><br />
 Ministro   do Armamento e da Produção de Guerra; Arquitecto pessoal de Hitler</td>
<td style="text-align: left; border: 1px solid #000000;" align="left" valign="top">
<p style="text-align: center;"><strong>3, 4</strong></p>
</td>
<td style="text-align: left; border: 1px solid #000000;" align="left" valign="top">&#8220;De   início, via o <em>Führer</em> como o único homem capaz de manter a coesão do   povo alemão. Foi isso que me levou a segui-lo fielmente.&#8221;</td>
<td style="text-align: left; border: 1px solid #000000;" align="left" valign="top">Sentenciado   a 20 Anos de Prisão</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<p>Cumpriu   a pena. Morreu a 1 de Setembro de 1981.</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: center; border: 1px solid #000000;" valign="top"><strong>Konstantin von Neurath</strong><br />
 Ministro   dos Negócios Estrangeiros e Protetor do <em>Reich</em> de Boêmia e Moravia</td>
<td style="text-align: left; border: 1px solid #000000;" align="left" valign="top">
<p style="text-align: center;"><strong>1, 2, 3, 4</strong></p>
</td>
<td style="text-align: left; border: 1px solid #000000;" align="left" valign="top">&#8220;Sempre   tive medo que, de um momento para o outro, me acontecesse qualquer coisa pelo   fato de me manifestar contra Hitler.&#8221;</td>
<td style="text-align: left; border: 1px solid #000000;" align="left" valign="top">Sentenciado   a 15 Anos de Prisão</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<p>Libertado   em 1953 devido a doença e morreu a 14 de Agosto de 1956.</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: center; border: 1px solid #000000;" valign="top"><strong>Erich Raeder</strong><br />
 Comandante   Supremo da <em>Kriegsmarine</em>(1928-1943)</td>
<td style="text-align: left; border: 1px solid #000000;" align="left" valign="top">
<p style="text-align: center;"><strong>2, 3, 4</strong></p>
</td>
<td style="text-align: left; border: 1px solid #000000;" align="left" valign="top">&#8220;Não   era possível ir ter com Hitler e apresentar um pedido de demissão. Isso seria   considerado como um gesto de insubordinação. Por outro lado, considero-me   suficientemente disciplinado para atuar dessa forma.&#8221;</td>
<td style="text-align: left; border: 1px solid #000000;" align="left" valign="top">Sentenciado   à Prisão Perpétua</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<p style="text-align: left;">Libertado   em 1953 devido a doença em 26 de Setembro de 1955. Morreu a 6 de Novembro de   1960.</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: center; border: 1px solid #000000;" valign="top"><strong>Balder von Schirach</strong><br />
 Chefe   da <em>Hitlerjugend</em></td>
<td style="text-align: left; border: 1px solid #000000;" align="left" valign="top">
<p style="text-align: center;"><strong>4</strong></p>
</td>
<td style="text-align: left; border: 1px solid #000000;" align="left" valign="top">&#8220;Foi a   mais monstruosa e satânica chacina da história do Mundo.&#8221;</td>
<td style="text-align: left; border: 1px solid #000000;" align="left" valign="top">Sentenciado   a 20 Anos de Prisão</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<p>Cumpriu   a pena. Morreu a 8 de Agosto de 1974.</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: center; border: 1px solid #000000;" valign="top"><strong>Franz von Papen</strong><br />
 Embaixador   da Turquia</td>
<td style="text-align: left; border: 1px solid #000000;" align="left" valign="top">
<p style="text-align: center;"><strong>-</strong></p>
</td>
<td style="text-align: left; border: 1px solid #000000;" align="left" valign="top">&#8220;O meu   dever de patriota, por penosa que essa situação se revelasse, impunha-me   continuar na diplomacia.&#8221;</td>
<td style="text-align: left; border: 1px solid #000000;" align="left" valign="top">Absolvido</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<p>Em   1947, um tribunal de desnazificação alemão sentenciou Papen em 8 anos num   campo de trabalho; ele foi absolvido depois de recurso quando já tinham   decorridos dois anos. Morreu a 2 de Maio de 1969.</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: center; border: 1px solid #000000;" valign="top"><strong>Arthur Seyss-Inquart</strong><br />
 Ministro   do Interior e Chanceler de Áustria</td>
<td style="text-align: left; border: 1px solid #000000;" align="left" valign="top">
<p style="text-align: center;"><strong>2, 3, 4</strong></p>
</td>
<td style="text-align: left; border: 1px solid #000000;" align="left" valign="top">&#8220;Hitler,   Himmler, Bormann e Heydrich são os verdadeiros culpados dos crimes de que me   acusam.&#8221;</td>
<td style="text-align: left; border: 1px solid #000000;" align="left" valign="top">Sentenciado   à Forca</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<p>Enforcado   a 16 de Outubro de 1946.</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: center; border: 1px solid #000000;" valign="top"><strong>Hans Fritzsche</strong><br />
 Chefe   da divisão de rádio do Ministério da Propaganda</td>
<td style="text-align: left; border: 1px solid #000000;" align="left" valign="top">
<p style="text-align: center;"><strong>-</strong></p>
</td>
<td style="text-align: left; border: 1px solid #000000;" align="left" valign="top">&#8220;Nunca   me filiei no partido em virtude de discordar do seu programa e dos princípios   expostos no <em>Mein Kampf</em>. Sempre contestei os métodos brutais do   partido.&#8221;</td>
<td style="text-align: left; border: 1px solid #000000;" align="left" valign="top">Absolvido</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<p style="text-align: left;">Morreu   a 27 de Setembro de 1953.</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: center; border: 1px solid #000000;" valign="top"><strong>Hjalmar Schacht</strong><br />
 Ministro   da Economia</td>
<td style="text-align: left; border: 1px solid #000000;" align="left" valign="top">
<p style="text-align: center;"><strong>-</strong></p>
</td>
<td style="text-align: left; border: 1px solid #000000;" align="left" valign="top">&#8220;Só   sabia o que todos os alemães sabiam.&#8221;</td>
<td style="text-align: left; border: 1px solid #000000;" align="left" valign="top">Absolvido</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<p>Morreu   a 3 de Junho de 1970.</p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p style="text-align: left;">As sentenças à morte foram executadas por enforcamento. Os juízes franceses sugeriram o uso do fuzilamento para os condenados militares, por se tratar de um procedimento normal em tribunais de guerra militares, mas foi contradito por Biddle e pelos juízes soviéticos. Estes argumentaram que os oficiais militares não mereciam o fuzilamento &#8211; o que seria mais dignificante &#8211; pois violaram a ética militar.<br />
 Foi afirmado que Streicher tenha gritado &#8220;<em>Heil Hitler!&#8221;</em> na forca.<br />
 Os condenados a prisão foram encarcerados na Prisão de Spandau.</p>
<p style="text-align: left;"><strong>Veja Também:</strong></p>
<p><strong><a href="http://segundaguerra.org/julgamento-de-nuremberg-parte-ii"><strong> </strong></a><a href="http://segundaguerra.org/julgamento-de-nuremberg-parte-i/"><strong>- Julgamentos de Nuremberg &#8211; Parte I</strong></a><br />
 </strong><strong><strong> <a href="http://segundaguerra.org/julgamento-de-nuremberg-parte-ii/">- Julgamentos de Nuremberg &#8211; Parte II</a><a href="http://segundaguerra.org/julgamento-de-nuremberg-parte-iii/"><br />
 </a></strong></strong><a href="http://segundaguerra.org/julgamento-de-nuremberg-parte-i/"><strong><strong> </strong></strong></a><strong><strong><a href="http://segundaguerra.org/julgamento-de-nuremberg-parte-iii/">- Julgamentos de Nuremberg &#8211; Parte III</a></strong></strong><br />
 <strong><a href="http://segundaguerra.org/alem-nuremberg-o-julgamento-japones/">- Além de Nuremberg &#8211; O Julgamento Japonês</a><br />
 <a href="http://segundaguerra.org/alem-nuremberg-outros-tribunais/">- Além de Nuremberg &#8211; Outros Tribunais</a></strong><strong><strong><a href="http://segundaguerra.org/julgamento-de-nuremberg-parte-iii/"></a></strong></strong></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://segundaguerra.org/condenados-de-nuremberg/feed</wfw:commentRss>
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		</item>
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