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	<title>Segunda Guerra.org &#187; Nazismo</title>
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	<description>O Maior Acervo sobre a Segunda Guerra Mundial</description>
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		<title>O Diário de Joseph Goebbels – Final</title>
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		<pubDate>Tue, 26 Jan 2010 00:58:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Andre Luiz!</dc:creator>
				<category><![CDATA[Nazismo]]></category>

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		<description><![CDATA[20 de agosto de 1941. O Führer disse que posso deportar os judeus de Berlim tão logo acabe a campanha do leste. Berlim há de estar livre de judeus. É escandaloso que 78.000 judeus, a maioria parasitas, possam caminhar com suas gorduras pela capital alemã do Reich. Não só destroem a imagem da cidade, a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p><strong>20 de agosto de 1941.</strong></p></blockquote>
<p>O Führer disse que posso deportar os judeus de Berlim tão logo acabe a campanha do leste.</p>
<p>Berlim há de estar livre de judeus. É escandaloso que 78.000 judeus, a maioria parasitas, possam caminhar com suas gorduras pela capital alemã do Reich. Não só destroem a imagem da cidade, a atmosfera também. As coisas mudarão para melhor quando portarem os distitivos.</p>
<p>Expulsá-los é a única maneira de resolver de vez o problema.<span id="more-5291"></span></p>
<blockquote><p><strong>1 de setembro de 1941.</strong></p></blockquote>
<p>Veneza parece uma joia no meio do mar. É a cidade mais bonita que conheço. Estou alojado em um barco, o Cyprus, que está ancorado perto da Praça de São Marcos e oferece uma magnífica vista panorâmica da cidade. No barco pode-se ter alguma paz e tranquilidade. Ouve-se apenas o alvoroço e o balbucio da bienal.</p>
<p>Veneza está cheia de filmes de todas as partes do mundo.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-5292" title="veneza" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2010/01/veneza.jpg" alt="" width="550" height="301" /></p>
<p>Comemos em um palácio maravilhoso perto do Canal Grande. Isso é o que faz Veneza tão imponente. Gostaria muito de levar ao menos um desses magníficos palácios para a nossa fria e deserta capital. Quando se entra em um desses palácios, vê-se o vital que é reconstruir Berlim com o melhor estilo, para que ofereça vistas interessantes aos turistas dos séculos vindouros.</p>
<blockquote><p><strong>2 de setembro de 1941.</strong></p></blockquote>
<p>Excetuando Mussolini, os italianos não têm nenhum líder absoluto. Afirmam que são os mestres da improvisação, mas na maioria das vezes nos seus improvisos se saem mal. Organizar-se e preparar-se para algo metodicamente, não é seu forte.</p>
<div id="attachment_5293" class="wp-caption aligncenter" style="width: 560px"><a href="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2010/01/italia.jpg" class="broken_link" rel="lightbox[5291]"><img class="size-full wp-image-5293" title="italia" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2010/01/italia.jpg" alt="" width="550" height="298" /></a><p class="wp-caption-text">Goebbels desembarcando na Itália</p></div>
<p style="text-align: center;">
<p>À tarde, para começar a contribuição italiana à bienal, projetou-se no novo filme romano &#8220;O Estádio de Ferro&#8221;. A estreia foi um fracasso. A filme é uma grande apologia cinematográfica muito pouco convincente. Não vale a pena nem comentá-la.</p>
<p>Os italianos tinham todas suas esperanças nessa estreia, mas seu próprio público estava decepcionado. Alegro-me porque essas experiências cinematográficas falidas já não aconteçam no cinema alemão. Tenho trabalhado incansavelmente para eliminar todas essas experiências. A falta de talento dos italianos neste campo nos beneficia.</p>
<p>A tarde acabou com uma grande recepção no Cinecittá. Com muita pompa e cerimônia. Mas para quê servem essas festas se os filmes são péssimos. O importante são os filmes, não as recepções.</p>
<p>Depois desse ato, dei um passeio pela cidade iluminada. Veneza possui uma beleza encantadora. Sobretudo quando não há luz artificial e suas torres e silhuetas oferecem uma vista mágica.</p>
<p>A guerra se é inevitável, é uma necessidade remota.</p>
<p>Esta cidade se manifesta mais persuasiva que nunca, que a guerra só pode ser um meio para conseguir um fim. Nunca um fim em si mesmo.</p>
<blockquote><p><strong>7 de setembro de 1941.</strong></p></blockquote>
<p>Vi uma filme do encontro entre Roosevelt e Churchill no Atlântico. Está miseravelmente feita. Não merecia nenhuma atenção. Este lixo é o que os ingleses chamam propaganda. Que superiores somos a nossos inimigos neste campo. Faz muito barulho, mas não dizem nada.</p>
<div id="attachment_5294" class="wp-caption aligncenter" style="width: 560px"><a href="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2010/01/churchil_rosevelt.jpg" class="broken_link" rel="lightbox[5291]"><img class="size-full wp-image-5294" title="churchil_rosevelt" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2010/01/churchil_rosevelt.jpg" alt="" width="550" height="301" /></a><p class="wp-caption-text">Imagem do filme propagandista mostrando o encontro entre Roosevelt e Churchill</p></div>
<p style="text-align: center;">
<blockquote><p><strong>16 de outubro de 1941.</strong></p></blockquote>
<p>Nos últimos dois anos nós conseguimos lucros cinematográficos de proporções inimagináveis anteriormente. Isso se deve, sobretudo a nosso êxito ao apresentar temas modernos de forma moderna.</p>
<p>A geração do novo cinema é medíocre. Dão uma impressão demasiadamente burguesa. Quase nenhum dos homens ou mulheres que elegemos triunfariam internacionalmente. Isto vai mudar. Se o cinema alemão quer conquistar o mundo, deve se utilizar de atores conhecidos.</p>
<p>Não penso relaxar até que progridamos neste campo.</p>
<blockquote><p><strong>19 de novembro de 1941.</strong></p></blockquote>
<p>Tenho lido &#8220;Sangue Suor e Lágrimas&#8221;, de Churcill. Uma compilação de seus discursos dos últimos dois anos. Demonstra uma inteligência inquietante e está muito bem escrito.</p>
<p>Tem um estilo claro, ainda que seu cinismo resulte surpreendente para nossa forma de pensar. Não se pode negar que Churchill é um adversário que impõe respeito. Não é tão estúpido como era Chamberlain.</p>
<blockquote><p><strong>30 de novembro de 1941.</strong></p></blockquote>
<p>O Führer não crê que devamos tomar as grandes cidades soviéticas. Não há nenhum benefício, e haveria de ter que alimentar muitas mulheres e crianças. O objetivo é não ocupar nem Moscou nem Lenigrado. Tem que destruí-las e lavrar a terra.</p>
<div id="attachment_5295" class="wp-caption aligncenter" style="width: 560px"><a href="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2010/01/leningrado.jpg" class="broken_link" rel="lightbox[5291]"><img class="size-full wp-image-5295" title="leningrado" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2010/01/leningrado.jpg" alt="" width="550" height="297" /></a><p class="wp-caption-text">Soldado Alemão durante a Campanha contra a União Soviética</p></div>
<p style="text-align: center;">
<p>Creio que o modo com que o Führer dirige esta guerra é admirável. Nem lhe ocorre conquistar Moscou e fazer um desfile da vitória. O objetivo nesta guerra não é ganhar prêmios mas destruir o inimigo. Isso é o que importa. E estamos tentando com todas as nossas forças.</p>
<blockquote><p><strong>21 de dezembro de 1941.</strong></p></blockquote>
<p>Estou lendo um extenso informe dos últimos dias de novembro, escrito por um oficial no front do leste. Dá o que pensar. Ali andam muito carentes de tudo. Comida, gasolina, armas, munição, gente. O humor entre as tropas ainda é relativamente bom. Mas tem um sentimento vago de que algo vai mal. O pronunciamento do Führer terá, certamente, um efeito liberador.</p>
<div id="attachment_5296" class="wp-caption aligncenter" style="width: 560px"><a href="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2010/01/frobt-leste.jpg" class="broken_link" rel="lightbox[5291]"><img class="size-full wp-image-5296" title="frobt-leste" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2010/01/frobt-leste.jpg" alt="" width="550" height="299" /></a><p class="wp-caption-text">Soldados alemães tentando desatolar caminhão durante a campanha no front leste</p></div>
<p style="text-align: center;">
<p>Nossa propaganda é exageradamente otimista; quero dizer que, muito contra a minha vontade parecia dar ideia de fato que a campanha do leste já havia sido ganha tenha sido recebida com grande desprezo.</p>
<p>O assessor de imprensa do Reich, Dr. Dietrich, não tem ideia de quanto dano está causando. Seu discurso foi desastroso. No momento em que falava, os soldados da frente estavam lutando suas mais duras batalhas e suportando grandes privações. É fácil imaginar o que os soldados pensam dessas mentiras patrióticas.</p>
<p>O que mais me dói é que o povo me faça em parte responsável, ainda não nada a ver e inclusive lute contra.</p>
<blockquote><p><strong>15 de fevereiro de 1943.</strong></p></blockquote>
<p>Pela tarde comecei a ditar meu discurso do Palácio de Esportes. À noite já estava acabado e corrigido. Creio que será muito positivo. Pode ser um de meus maiores louros como orador.  Necessitamos destes discursos para animá-los. É necessário dar um pouco de coragem aos alemães.</p>
<p>Oxalá pudesse-me multiplicar um milhão de vezes para poder conseguir um milhão a mais do que posso agora.</p>
<blockquote><p><strong>19 de fevereiro de 1943.</strong></p></blockquote>
<p>Ontem as 5 começou o esperado rali no Palácio de Esportes. Houve uma grande assistência. As portas fecharam às 16h30min.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-5297" title="palacio-espoertes" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2010/01/palacio-espoertes.jpg" alt="" width="550" height="297" /></p>
<p>Respirava-se um ambiente de histeria febril. Os berlinenses são a audiência mais atenta do Reich. Quase o total do conselho, grande número de diretores regionais e quase todas as secretarias de governo estavam presentes. Era uma amostra representativa de toda a população alemã.</p>
<p><strong><em>&#8220;Os ingleses sustentam que o povo alemão se opõem aos planos de Guerra Total do governo. Os ingleses dizem que os alemães preferem capitular antes que lutar. Nunca!</em></strong></p>
<p><em> </em></p>
<p><strong><em>Vocês querem a guerra total?</em></strong></p>
<p><strong><em> </em></strong></p>
<p><strong><em>Se fosse necessário, apoiariam uma guerra mais total e radical do que hoje possam imaginar?</em></strong></p>
<p><strong><em>Pergunto-lhes, estão decididos a seguir o Führer, até levar a guerra a um vitorioso final, ainda que isso implique numa carga pessoal insuportável?&#8221;</em></strong></p>
<p>Minha oratória estava em muito boa forma e levei a audiência a um estado de total mobilização espiritual. O Führer ordena, nós seguimos! O comício acabou com uma grande ovação. O Palácio de Esportes não havia visto nada parecido, nem sequer antes de 1933.</p>
<p>A nação alemã está preparada para sacrificar tudo pela guerra e por nossa vitória. Assegurar-me-ei que a guerra total não fique em pura teoria.</p>
<blockquote><p><strong>3 de março de 1943.</strong></p></blockquote>
<p>De caminho para Berlim inteirei-me que a cidade havia sido bombardeada durante a noite. No primeiro informe não se analisava o grande impacto do ataque. Saí imediatamente para a rua a fim de inspecionar os danos. Comecei pela Igreja de Sant Hedwig que estava feita em pedaços. O sacerdote me pediu outro local para realizar os serviços.</p>
<p>Garanti uma solução. Esses detalhes fomentam a amizade.</p>
<div id="attachment_5298" class="wp-caption aligncenter" style="width: 560px"><a href="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2010/01/goebbels.jpg" class="broken_link" rel="lightbox[5291]"><img class="size-full wp-image-5298" title="goebbels" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2010/01/goebbels.jpg" alt="" width="550" height="295" /></a><p class="wp-caption-text">Goebbels Inspeciona a Igreja de Sant Hedwig completamente destruída pelo bombardeio aéreo</p></div>
<p style="text-align: center;">
<blockquote><p><strong>7 de maio de 1943.</strong></p></blockquote>
<p>Tenho um novo projeto: &#8220;Kolberg&#8221;. Este filme é o retrato de um homem valente e da determinação de uma comunidade a resistir ainda que a situação pareça desesperadora.</p>
<p>Este filme servirá de lição, sobretudo, nas zonas atacadas. Está baseado em fatos reais.</p>
<p>O diretor, Harlan, que ao princípio não queria fazer o filme, está trabalhando muito nele. Prometeu-me estrear no Natal. Para quando necessitaremos dele desesperadamente.</p>
<blockquote><p><strong>24 de novembro de 1943.</strong></p></blockquote>
<p>O panorama que Berlim oferece é bastante deprimente. Não imagino como os ingleses puderam causar tanto dano. O Ministério da Propaganda havia se salvado em sua maior parte, mas o estado da Wilhelmplatz era o mais desolador.</p>
<div id="attachment_5299" class="wp-caption aligncenter" style="width: 560px"><a href="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2010/01/berlim.jpg" class="broken_link" rel="lightbox[5291]"><img class="size-full wp-image-5299" title="berlim" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2010/01/berlim.jpg" alt="" width="550" height="304" /></a><p class="wp-caption-text">Berlim destruída pela Guerra</p></div>
<p style="text-align: center;">
<p>De manhã tive uma longa reunião com os diretores do partido e outros responsáveis por Berlim para discutir o que fazer. Estamos improvisando muito.</p>
<p>A resposta ao ataque aéreo foi muito eficiente. Os berlinenses sabem por instinto quando vale a pena salvar una zona e quando é melhor sair de lá.</p>
<blockquote><p><strong>25 de fevereiro de 1944.</strong></p></blockquote>
<p>O Führer dirigiu umas palavras de calma aos berlinenses. Reafirmou que Berlim havia demonstrado ser a capital do Reich durante os assaltos dos últimos meses.</p>
<p>Os berlinenses demonstraram uma coragem e uma virilidade que muito poucos podiam imaginar.</p>
<blockquote><p><strong>7 de junho de 1944 &#8211; Sobre o Dia D<br />
</strong></p></blockquote>
<p>Ontem, durante a noite, chegaram os primeiros informes sobre a invasão aliada no oeste. O Führer se encontrava com um humor excelente. A invasão estava sendo feita justamente onde a esperávamos. A menos que tudo saísse mal, poderíamos gerenciar.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-5300" title="diad" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2010/01/diad.jpg" alt="" width="550" height="300" /></p>
<p>Desafortunadamente, o inimigo pôs tanques em ação, mas nós mobilizaremos a reserva. Partiram duas divisões blindadas de combate.</p>
<p>O Führer assegura que expulsaremos as unidades que aterrissaram e que aniquilaremos seus paraquedistas.</p>
<p><strong>As palavras do Ministro sobre o novo V1 alemão foram recebidas com um estrondo e aplauso.</strong></p>
<p><strong><em>&#8220;Como disse em Berlim antes do bombardeio da capital: Logo chegará a hora de nos vingarmos dos ingleses.</em></strong></p>
<p><strong><em> </em></strong></p>
<p><strong><em>Choveram críticas na imprensa inglesa e se perguntam em tom zombador se não seria o Ministro da Propaganda o que inventou a arma no lugar do Ministro da Guerra. Não creio que seja minha obrigação corrigir os ingleses. Quanto mais tarde saibam de sua existência, melhor para nós. Porque a surpresa também é uma arma muito potente.&#8221;</em></strong></p>
<blockquote><p><strong>18 de junho de 1944.</strong></p></blockquote>
<p>Nossas primeiras armas de represália humilham o mundo. Os ingleses utilizam todo seu poder contra nossa arma secreta, mas não têm êxito algum. Os londrinos estão aterrorizados. Atônitos.</p>
<div id="attachment_5301" class="wp-caption aligncenter" style="width: 560px"><a href="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2010/01/v1.jpg" class="broken_link" rel="lightbox[5291]"><img class="size-full wp-image-5301" title="v1" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2010/01/v1.jpg" alt="" width="550" height="301" /></a><p class="wp-caption-text">Soldados preparam foguete V1 para dispará-lo</p></div>
<p style="text-align: center;">
<p>O bombardeio de Londres não cessou desde quinta-feira à tarde.</p>
<p>Não há defesa contra nossos mísseis.</p>
<blockquote><p><strong>7 de julho de 1944 &#8211; O Otimismo já não é grande o suficiente&#8230;<br />
</strong></p></blockquote>
<p>O entusiasmo está em queda livre. O V1 e as tentativas de repelir a invasão do oeste têm sido nulos. No leste, tão-pouco, restam muitas esperanças. Nossa equipe de informação tem recebido duras críticas.</p>
<p>Nossos jornalistas e apresentadores voltaram a falar mais da conta, como sempre critiquei. O povo está cansado de tanta desculpa. A única coisa que ouvir é a verdade.</p>
<p>Haegert crê que poderíamos utilizar o slogan: &#8220;Sangue, Suor e Lágrimas&#8221; para nossos próprios fins. Tornaríamos imunes ante qualquer revés.</p>
<p><em><br />
</em></p>
<blockquote><p><strong>28 de fevereiro de 1945.</strong></p></blockquote>
<p>Não há motivo para passar à margem por esses assuntos nem para calar com objetivo de não ferir os sentimentos do Führer. A discussão que mantivemos foi visceral e muito calorosa.</p>
<p>O Führer acabou compreendendo meu ponto de vista.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-5302" title="hitler" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2010/01/hitler.jpg" alt="" width="550" height="299" /></p>
<p>Enfadou-se porque a situação havia se deteriorado muito não porque eu houvesse falado com toda a franqueza. Se Goering passar do ponto haverá de fazer recobrar a razão. Não há lugar para tontos condecorados e vaidosos entre os líderes de nossa guerra. Não penso descansar até que volte a se restabelecer a ordem.</p>
<p><span style="text-decoration: underline;">Por exemplo, é de muito mau gosto, que um oficial do Reich se pavoneie com o uniforme cinza-prata. Pequeno comportamento tão afeminado dada a situação. Espero que o Führer volte a fazer de Goering um homem.</span></p>
<blockquote><p><strong>9 de março de 1945.</strong></p></blockquote>
<p>Ao meio-dia conduzem até Berlim. Para um tempo frio e espaçoso. O campo aparecia iluminado pelos raios do sol. Quando deixa as ruínas de Berlim entra em uma região que parece indiferente à guerra.</p>
<p>É uma maravilha voltar ao campo e respirar ar puro. As vidas dos habitantes apenas haviam se alterado. É invejável.</p>
<p>Depois, nos aproximamos para frente e entramos em zona de guerra. À distância se vêm brilhos de fogo inimigo ou alemão.</p>
<p>Então chegamos a Lauban. A localidade estava muito danificada pelos últimos ataques.</p>
<p>Os paraquedistas, que lutaram magnificamente em Lauban, estavam desfilando pelos escombros do mercado da cidade.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-5303" title="lauban" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2010/01/lauban.jpg" alt="" width="550" height="308" /></p>
<p>O general Scherner se dirigiu às tropas e a mim particularmente. Se referiu a meus constante empenho por ajudar a guerra. Disse que sou um dos poucos que escutam o front. Não havia sinal de derrotismo.</p>
<div id="attachment_5304" class="wp-caption aligncenter" style="width: 560px"><a href="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2010/01/soldado-menino.jpg" class="broken_link" rel="lightbox[5291]"><img class="size-full wp-image-5304" title="soldado-menino" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2010/01/soldado-menino.jpg" alt="" width="550" height="304" /></a><p class="wp-caption-text">Imagem curiosa mostra Goebbels cumprimentando um soldado menino - Fato comum nas fileiras alemãs no final da guerra</p></div>
<p style="text-align: center;">
<p>Isto o testemunhei eu mesmo quando me dirigi às nossas tropas no  acampamento de Görlitz. Meu discurso tratava da necessidade de lutar sem  se render jamais.</p>
<p><strong><em>&#8220;As divisões que já lançaram ofensivas de pequena escala e as que lançaram ofensivas de grande escala nas semanas e meses vindouros entrarão nesta batalha como se fosse um serviço religioso.</em></strong></p>
<p><strong><em> </em></strong></p>
<p><strong><em>E quando empunharem as armas se encarnem a seus tanques, e só pensarão em seus filhos mortos e nas mulheres violentadas, e seus gritos de vingança seriam tais que deixariam pálido o inimigo.&#8221;</em></strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<blockquote><p><strong>11 de março de 1945.</strong></p></blockquote>
<p>O que mais incomoda é o comportamento do povo em Rheydt, minha cidade natal. Os americanos lhe deram muita importância. Um tal Herr Vogelsein, que conheci na juventude, como um inculto nacional-socialista foi às autoridades de ocupação para se oferecer como prefeito. Ocupar-me-ei pessoalmente deste homem. Tenho um plano para liquidá-lo na primeira oportunidade. O farão membros do partido de Berlim especialmente treinados.</p>
<p>Os americanos, como esperávamos, lançaram um suposto jornal alemão em Rheydt, uma das primeiras cidades a serem ocupadas. Mas seu triunfo parece um tanto prematuro. Encontrarei a forma de endireitar as coisas. Pelo menos em Rheydt.</p>
<blockquote><p><strong>21 de abril, 1945 &#8211; </strong><strong>Último discurso<br />
</strong></p></blockquote>
<p><strong><em>&#8220;Defensores de Berlim, os olhos de vossas mulheres, vossas mães e vossos filhos se fixam em vós. Confiaram suas vidas, sua felicidade, sua saúde e seu futuro. Sabeis qual é vosso trabalho, e eu sei que o cumprireis.</em></strong></p>
<p><strong><em>O momento da verdade chegou. Eu permaneço com minha equipe em Berlim. Minha mulher e meus filhos estão também e aqui ficarão. Farei tudo que possa para mobilizar a defesa da Capital do Reich.</em></strong></p>
<p><strong><em>Meus pensamentos e desejos estarão sempre convosco, e rechaçaremos nosso inimigo comum. As hordas de mongóis serão detidas nas portas da cidade. Nossa luta será o sinal para que toda a nação lute com decisão.</em></strong></p>
<p><strong><em>Com o fanático desejo de não deixar cair a capital em mãos dos bolchevistas, trabalharemos e lutaremos solidariamente.&#8221;</em></strong></p>
<p><strong>Joseph Goebbels se suicidou juntamente com sua esposa, no dia 1º de Março, logo após envenenar seus seis filhos com cianureto.</strong></p>
<p><strong>Ainda hoje é considerado um mago da propaganda politica&#8230;</strong></p>
<p>Fonte: Documentário <a rel="nofollow" href="http://compare.buscape.com.br/categoria?id=2922&amp;lkout=1&amp;kw=o+experimento+de+goebbels&amp;site_origem=9136263" target="_blank" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/compare.buscape.com.br/categoria?id=2922_amp_lkout=1_amp_kw=o+experimento+de+goebbels_amp_site_origem=9136263&amp;referer=');">&#8220;</a><a href="http://sledge.boo-box.com/list/page/TytFeHBlcmltZW50bytkZStHb2ViYmVsc18jI19ib3hfIyNfdGFnZ2luZy10b29sLXdwXyMjXzEzNTgwNw==-84" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/sledge.boo-box.com/list/page/TytFeHBlcmltZW50bytkZStHb2ViYmVsc18jI19ib3hfIyNfdGFnZ2luZy10b29sLXdwXyMjXzEzNTgwNw==-84?referer=');">O  Experimento de Goebbels</a>&#8221;</p>
<p><strong></p>
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<p class="pie-img-wrapper"><strong><a href="http://lh6.ggpht.com/_8gEewSdLE3w/SzYLDbh2Z2I/AAAAAAAAAo4/1MaqA-gycHQ/92bcc1ad5208f9c7_landing.jpg?imgmax=800"rel="lightbox[2010-1-2-14-13-20]" ><img class="pie-img" src="http://lh6.ggpht.com/_8gEewSdLE3w/SzYLDbh2Z2I/AAAAAAAAAo4/1MaqA-gycHQ/s72-c/92bcc1ad5208f9c7_landing.jpg" alt="92bcc1ad5208f9c7_landing.jpg" width="72" height="72" /></a></strong></p>
</div>
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<p class="pie-img-wrapper"><strong><a href="http://lh4.ggpht.com/_8gEewSdLE3w/SzYLDrQ7g1I/AAAAAAAAAo8/IJENIjYaasM/Joseph%20Goebbels%20Nazista.jpg?imgmax=800"rel="lightbox[2010-1-2-14-13-20]" ><img class="pie-img" src="http://lh4.ggpht.com/_8gEewSdLE3w/SzYLDrQ7g1I/AAAAAAAAAo8/IJENIjYaasM/s72-c/Joseph%20Goebbels%20Nazista.jpg" alt="Joseph Goebbels Nazista.jpg" width="72" height="72" /></a></strong></p>
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</div>
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<p class="pie-img-wrapper"><strong><a href="http://lh3.ggpht.com/_8gEewSdLE3w/SzYLKiFy31I/AAAAAAAAAqE/6gPAAgHzJk4/gebmagda4eo.jpg?imgmax=800"rel="lightbox[2010-1-2-14-13-20]" ><img class="pie-img" src="http://lh3.ggpht.com/_8gEewSdLE3w/SzYLKiFy31I/AAAAAAAAAqE/6gPAAgHzJk4/s72-c/gebmagda4eo.jpg" alt="gebmagda4eo.jpg" width="72" height="72" /></a></strong></p>
</div>
</div>
<p></strong></p>
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		<title>O Diário de Joseph Goebbels – Parte III</title>
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		<pubDate>Wed, 16 Dec 2009 22:35:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Andre Luiz!</dc:creator>
				<category><![CDATA[Nazismo]]></category>

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		<description><![CDATA[6 de novembro de 1936. A senhorita Reifenstahl deixou a fama subir pra cabeça. Não se pode trabalhar com uma lunática como ela. E, pior ainda, agora quer ganhar meio milhão a mais para fazer um segundo filme. Mantive-me frio como o gelo e ela começou a chorar. As mulheres sempre fazem o mesmo. Mas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p><strong>6 de novembro de 1936.</strong></p></blockquote>
<p>A senhorita Reifenstahl deixou a fama subir pra cabeça. Não se pode trabalhar com uma lunática como ela. E, pior ainda, agora quer ganhar meio milhão a mais para fazer um segundo filme. Mantive-me frio como o gelo e ela começou a chorar. As mulheres sempre fazem o mesmo. Mas isso já não funciona comigo. Necessita começar a trabalhar seriamente e a se organizar.</p>
<blockquote><p><em><a href="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/12/Leni-Riefenstahl.jpg" class="broken_link" rel="lightbox[4933]"><img class="aligncenter size-full wp-image-4935" title="Leni-Riefenstahl" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/12/Leni-Riefenstahl.jpg" alt="Leni-Riefenstahl" width="550" height="302" /></a></em>Discurso de Goebbels: <em>“O Prêmio do Cinema Alemão 1937-38 é para Leni Riefenstahl, pelo seu filme Olympia, Festival do povo, Festival da beleza. Com consciência sem igual, com uma exemplar atenção ao detalhe, com habilidade técnica e artística, conseguiu algo digno de grande admiração, não só aqui, mas também na imprensa estrangeira”.</em><span id="more-4933"></span></p></blockquote>
<blockquote><p><strong>6 de novembro de 1936.</strong></p></blockquote>
<p>Fui ao lago Bogensee, ali tudo era calma e tranquilidade. Um lugar onde poder trabalhar e pensar. Fazia um tempo de outono magnífico.</p>
<p>Passei a tarde lendo &#8220;Assassinato em Davos&#8221;, de Emil Ludwig, uma tentativa judaica muito desagradável. Podia me converter em um antissemita se é que já não fosse. Temos que acabar de uma vez com esta praga de judeus. Com todos! Até não deixar rastro!</p>
<p>Passei o tempo lendo, falando e escrevendo. Deitei-me por uma boa hora. Dormir aqui, no bosque, é maravilhoso.</p>
<blockquote><p><strong>12 de dezembro de 1936.</strong></p></blockquote>
<p>Meti o pau no editor chefe da imprensa dissidente. Deixei as coisas claras. Mostrei intermináveis exemplos de suas irresponsabilidades. Não aguento mais. De agora em diante darei castigos mais duros. Espero ordem e disciplina. Não penso tolerar mais inconformistas.</p>
<blockquote><p><strong>3 de dezembro de 1937.</strong></p></blockquote>
<p>À noite fomos a Swadenwerder. Magda não se encontrava muito bem. É tão boa e paciente e as crianças tão bonitas, eu os quero muitíssimo.</p>
<p>Falamos, jogamos e passamos o tempo. Foi muito divertido.</p>
<p>À tarde supervisionei alguns filmes em Berlim, &#8220;A Donzela&#8221;, uma filme de Praga com Lida Baarova. Uma atuação maravilhosa, magnificamente dirigida, se bem que os exteriores eram um pouco escuros e sujos. Típica filme checa, não significa nada para mim. Mas há que reconhecer que está muito bem feita.</p>
<div id="attachment_4937" class="wp-caption aligncenter" style="width: 560px"><a href="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/12/lida.jpg" class="broken_link" rel="lightbox[4933]"><img class="size-full wp-image-4937" title="lida" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/12/lida.jpg" alt="lida" width="550" height="302" /></a><p class="wp-caption-text">Imagem do Filme: A Donzela, coma atriz Lida Baarova </p></div>
<p style="text-align: center;">
<p><strong>Lida Baarova se torna amante de Goebbels em 1936, durante uma crise em seu casamento.<br />
</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong><br />
</strong></p>
<blockquote><p><strong>25 de julho de 1938. </strong>- Bayreuth, Villa Wahnfried.</p></blockquote>
<p>Magda está muito contente. Encontra-se melhor e nós dois somos muito felizes outra vez juntos.</p>
<p>O Führer já chegou. Estava de bom humor, muito simpático.</p>
<p>O festival: Tristão. Todos aparecemos em um grande desfile. A primeira cena, magnífica. A segunda um pouco incômoda e demorada. A cena final também não é boa. Mas a música, quê acústica! Incomparável.</p>
<div id="attachment_4942" class="wp-caption aligncenter" style="width: 560px"><a href="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/12/tcheco.jpg" class="broken_link" rel="lightbox[4933]"><img class="size-full wp-image-4942" title="tcheco" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/12/tcheco.jpg" alt="tcheco" width="550" height="302" /></a><p class="wp-caption-text">Multidão ovacionando Adolf Hitler</p></div>
<p style="text-align: center;">
<p>Lá fora há milhares de tcheco-alemães aclamando o Führer. É muito emocionante. O Führer me disse que resolveria este assunto logo. E cumprirá sua palavra. A grande ocasião chegará algum dia.</p>
<blockquote><p><strong>18 de agosto de 1938.</strong></p></blockquote>
<p>Um dia duro. À noite tive uma conversa muito íntima a com Magda muito humilhante para mim. Nunca perdoarei. Está sendo muito cruel e dura comigo.</p>
<p>Necessito medicação forte para dormir não como nada há três dias. A mesma rotina interminável no trabalho. Já quase não posso mais aguentar. Ninguém me ajuda, se bem que tampouco quero ninguém. É importante sofrer dor na vida e nunca fugir dos problemas.</p>
<p>Este é o pior momento de minha vida.</p>
<blockquote><p><strong>10 de novembro de 1938. (Acerca de A Noite dos Cristais)<br />
</strong></p></blockquote>
<p>Grandes manifestações contra os judeus em Kassel e Dachau. Sinagogas incendiadas e lojas destroçadas. À tarde as notícias informaram que o diplomata alemão Von Ratt foi assassinado por um judeu. Mas agora me sinto melhor.</p>
<div id="attachment_4943" class="wp-caption aligncenter" style="width: 560px"><a href="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/12/sinagoga.jpg" class="broken_link" rel="lightbox[4933]"><img class="size-full wp-image-4943" title="sinagoga" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/12/sinagoga.jpg" alt="sinagoga" width="550" height="302" /></a><p class="wp-caption-text">Sinagoga em Chamas na série de manifestações antissemitas que entrou para história como: A Noite dos Cristais</p></div>
<p style="text-align: center;">
<p>Fui a uma recepção no município. Eu estava no topo. Mencionei o tema judeu ao Führer, e me disse, &#8220;Deixe que continuem as manifestações e retire a polícia. Os judeus devem conhecer a ira da gente diretamente, só esta vez. É o justo e adequado.”.</p>
<p>Passei as ordens à polícia e ao partido. Todos se apressaram em cumpri-las. Chegou a hora da gente atuar.</p>
<blockquote><p><strong>23 de agosto de 1939. (Acerca do Pacto de não agressão entre Alemanha e URSS)<br />
</strong></p></blockquote>
<p>Ontem o anúncio do pacto de não agressão com Moscou, demonstrou ser um êxito mundial. A balança de poder na Europa modificou-se. Londres e Paris estão reduzidos a nada. Os poloneses se encorajaram, mas isso os faz parecer ridículos.</p>
<p>Foi uma brilhante jogada do Führer. Vejamos como reage o mundo.</p>
<div id="attachment_4945" class="wp-caption aligncenter" style="width: 522px"><a href="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/12/molotov.jpg" class="broken_link" rel="lightbox[4933]"><img class="size-full wp-image-4945" title="molotov" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/12/molotov.jpg" alt="molotov" width="512" height="349" /></a><p class="wp-caption-text">Assinatura do Pacto Molotov-Ribbentrop</p></div>
<p style="text-align: center;">
<p>Estão avançando comboios militares. Trabalho dia e noite sem descanso. Deveria estar ditando meu discurso para a conferência do partido, mas é uma tarefa impossível. Não tenho idéia de quem tenho que atacar e a quem não tenho.</p>
<p>O Führer quer falar comigo. Fiquei de visitá-lo quarta-feira.</p>
<blockquote><p><strong>1 de setembro de 1939. (Acerca do Início da Segunda Guerra Mundial)<br />
</strong></p></blockquote>
<p>Ontem ao meio-dia o Führer ordenou atacar às 5 da manhã. Parece que a sorte está lançada. Goering continua indiferente. O Führer não crê que os ingleses intervenham. A emoção alcançou seu nível máximo.</p>
<div id="attachment_4947" class="wp-caption aligncenter" style="width: 560px"><a href="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/12/polonia.jpg" class="broken_link" rel="lightbox[4933]"><img class="size-full wp-image-4947" title="polonia" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/12/polonia.jpg" alt="polonia" width="550" height="302" /></a><p class="wp-caption-text">Tropas alemãs caminham para a invasão da Polônia</p></div>
<p style="text-align: center;">
<p>Em casa, trabalho. Termino a proclamação para o povo e para o partido. Trabalho em pôsteres de propaganda para a Polônia. Estamos preparados.</p>
<blockquote><p><strong>18 de abril de 1940.</strong></p></blockquote>
<p>O Führer elogiou a Luftwaffe. Revolucionou completamente a guerra. Em longo prazo, o poder marítimo não poderá competir com o aéreo. Temos vantagem neste campo e necessitamos mantê-la a todo custo. Pergunto-me quando daremos o passo. Dependemos do tempo que ainda é mau.</p>
<p>Necessitamos atacar a Inglaterra. E uma vez que comecemos, temos de terminar o trabalho. Não podemos nos permitir mais demoras. Por isso necessitamos ter paciência.</p>
<blockquote><p><strong>5 de julho de 1940.</strong></p></blockquote>
<p>Até quando teremos que esperar? Não posso conter a imprensa. Nem o povo. Estão ansiosos para lutar contra a Inglaterra.</p>
<blockquote><p><strong>18 de outubro de 1940.</strong></p></blockquote>
<p>Decolamos de Tempelhoff cedo. Cheguei às cercanias de Paris cerca de 1 da tarde.</p>
<p>Assisti ao informe, tudo muito disciplinado e com estilo. Aqui as coisas parecem bem organizadas. Falei com Göering um bom tempo. Sua gente é maravilhosa.</p>
<blockquote><p><strong>19 de outubro de 1940. (Acerca de sua primeira viagem oficial a Paris Ocupada)<br />
</strong></p></blockquote>
<p>Viajei a Paris com Goering. É um lugar maravilhoso. Voltou a atmosfera da grande cidade. Muitos soldados. Passeei pelas ruas com Goering e compramos algumas coisas nas lojas. Depois fomos ao Cassino de Paris, um teatro de variedades.</p>
<div id="attachment_4949" class="wp-caption aligncenter" style="width: 560px"><a href="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/12/goebbelsparis.jpg" class="broken_link" rel="lightbox[4933]"><img class="size-full wp-image-4949" title="goebbelsparis" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/12/goebbelsparis.jpg" alt="goebbelsparis" width="550" height="302" /></a><p class="wp-caption-text">Goebbels em Paris</p></div>
<p style="text-align: center;">
<p>Não é tão bom como o de Berlim, mas está cheio de mulheres bonitas e muito erotismo. Nunca nos ocorreria fazer algo assim num cenário de Berlim. Comemos no Maximes. Estou bem com Goering. Tem sido muito amável. Tem um estilo de vida fantástico.</p>
<p><span style="text-decoration: underline;">A guerra parece estar a milhões de quilômetros.</span></p>
<p>Goering é uma boa figura.</p>
<p>Fui dormir tarde. Muito cansado.</p>
<blockquote><p><strong>20 de outubro de 1940. (Acerca do início dos bombardeios sobre a Inglaterra)<br />
</strong></p></blockquote>
<p>Voei até Trouville. Dá para ver a costa inglesa, à distância. O tempo estava magnífico.</p>
<p>Os caças rugiam acima de nós. Goering tem tudo sob controle.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: left;"><a href="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/12/londres.jpg" class="broken_link" rel="lightbox[4933]"><img class="aligncenter size-full wp-image-4953" title="londres" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/12/londres.jpg" alt="londres" width="550" height="302" /></a><br />
CICATRIZES DE LONDRES (trecho da narração de um filme de propaganda britânica)</p>
<p><em>&#8220;Sua Majestade continua compartilhando com o povo os perigos dos ataques aéreos sobre Londres.</em></p>
<p><em>Passaram várias horas inspecionando os danos e comprovando pessoalmente que se faça tudo o que for possível para os feridos e e os desabrigados.</em></p>
<p><em>Visitaram o museu de Madame Tussaud. As estátuas de cera de Adolf  Hitler e Goebbels foram alguma das &#8220;vítimas&#8221; resgatadas após o bombardeio. Oxalá fossem reais!</em></p>
<p><em>Os grandes armazéns da Oxford Street foram gravemente danificados. A imagem desses lugares após o bombardeio é  chocante.</em></p>
<p><em>Mas isso não fará com que Hitler ganhe a guerra.&#8221;</em></p></blockquote>
<blockquote><p><strong>23 de outubro de 1940.</strong></p></blockquote>
<p>Churchill emitiu um decreto aos franceses. Impudico, ofensivo e cheio de hipocrisia. É uma besta gorda e repugnante. Redigi um rascunho com uma fulminante resposta. Se não respondermos, continuarão tirando força de suas ilusões.</p>
<blockquote><p><strong>30 de outubro de 1940.</strong></p></blockquote>
<p>Completei 43 anos. Um pouco de reflexão e meditação, isso ajuda num dia como este. As crianças foram os primeiros a me felicitar. Puseram-se em fila, como os tubos de um órgão. Recitaram poemas e me deram flores e presentes. Que bonito!</p>
<p>Vimos um filme das crianças e choramos de felicidade e tristeza. Tudo foi tão bonito.</p>
<blockquote><p><strong>7 de novembro de 1940.</strong></p></blockquote>
<p>Chove e neva. Em Praga faz um tempo deprimente. Vi as vistas da Catedral de São Victor com seus tesouros, os incríveis velhos edifícios, suas ruas e praças. Estou enamorado desta cidade. Sente-se a Alemanha e nós a faremos alemã outra vez.</p>
<p>Recepção na cidade. Uma casa muito bonita. Longos discursos. Eu também acrescentei algumas palavras amáveis. Nosso povo aqui está sempre metendo-se com os checos. Reabrindo as velhas feridas. Isso não é uma boa propaganda. Tento reparar os danos.</p>
<blockquote><p><strong>2 de abril de 1941.</strong></p></blockquote>
<p>À tarde estreia de &#8220;O Tio Krueger&#8221; para um grande número de convidados em minha casa.</p>
<div id="attachment_4956" class="wp-caption aligncenter" style="width: 560px"><a href="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/12/tio.jpg" class="broken_link" rel="lightbox[4933]"><img class="size-full wp-image-4956" title="tio" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/12/tio.jpg" alt="tio" width="550" height="302" /></a><p class="wp-caption-text">Cena do Filme Propagandista alemão (Zehn Krueger)</p></div>
<p style="text-align: center;">
<p>Um grande alvoroço. O filme é um êxito. Todos estão emocionados. A estrela, Emil Jannings, se  superou. É o tipo de filme anti-inglês com que só se podia sonhar.</p>
<blockquote><p><strong>6 de abril de 1941.</strong></p></blockquote>
<p>Os ânimos sobre &#8220;O Tio Krueger&#8221; estão exaltados. As críticas são estupendas, exceto por alguns burocratas do Ministério de Assuntos Exteriores. Os demais estão encantados.</p>
<blockquote><p><a href="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/12/emil.jpg" class="broken_link" rel="lightbox[4933]"><img class="aligncenter size-full wp-image-4957" title="emil" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/12/emil.jpg" alt="emil" width="550" height="302" /></a></p>
<p><em>&#8220;O Ministro do Reich, Dr. Goebbels, recebe o ator EmiI Jannings e lhe felicita pelo último filme &#8220;O Tio Krueger&#8221;.</em></p>
<p><em>Na recepção, o Ministro outorgou a Emil Jannings o Anel de Honra da Indústria Alemã de Filme, sendo o primeiro realizador ou ator alemão a receber o novo prêmio criado para premiar ganhos extraordinários no âmbito do cinema alemão&#8221;.</em></p></blockquote>
<blockquote><p><strong>13 de maio de 1941. (Acerca da ida de Rudolf Hess para a Inglaterra)<br />
</strong></p></blockquote>
<p>À tarde, notícias horríveis. Sem ordens do Führer, Hess pegou um avião e não se sabe dele desde o sábado. Supomos que está morto.</p>
<p>O comunicado do Führer sugere a causa de seu vôo como um engano junto com as esperanças perdidas de assegurar um acordo de paz [com a Inglaterra]. Foi um duro revés.</p>
<div id="attachment_4959" class="wp-caption aligncenter" style="width: 560px"><a href="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/12/hess.jpg" class="broken_link" rel="lightbox[4933]"><img class="size-full wp-image-4959" title="hess" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/12/hess.jpg" alt="hess" width="550" height="302" /></a><p class="wp-caption-text">Rudolf Hess, o vice-führer, na noite do dia 10 de maio de 1941, rumou sozinho para a Inglaterra com esperança de fazer um acordo de paz.</p></div>
<p style="text-align: center;">
<p>É impossível avaliar as consequências agora. O Führer está completamente abalado. Pequeno espetáculo para o mundo. O vice-Führer tem uma crise psicológica. É horrível e impensável. Cerremos os dentes e continuemos.</p>
<blockquote><p><strong>22 de junho de 1941. (Acerca do Início da Operação Barbarossa &#8211; a invasão da URSS)<br />
</strong></p></blockquote>
<p>Ontem falei com minha equipe. Havia um assombro incrível por todas as partes. A maioria já supunha a verdade. Começamos a trabalhar imediatamente, febrilmente. Rádio, imprensa e novos serviços da atualidade, todos mobilizados. Tudo funciona como um relógio.</p>
<p>03h30min da manhã. A artilharia pesada ruge. Que Deus abençoe nossas armas. Lá fora, Wilhelmplatz está vazia e silenciosa.</p>
<p>Berlim está dormindo. O Reich está dormindo. Uma era grande e maravilhosa dá à luz um novo Reich. Talvez um nascimento doloroso, mas já se encaminhando à luz.</p>
<p>Uma nova fanfarra ressoa. Poderosa, rugente e majestosa.</p>
<div id="attachment_4961" class="wp-caption aligncenter" style="width: 570px"><a href="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/12/barbarossa.jpg" class="broken_link" rel="lightbox[4933]"><img class="size-full wp-image-4961" title="barbarossa" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/12/barbarossa.jpg" alt="barbarossa" width="560" height="420" /></a><p class="wp-caption-text">Mapa da Operação Barbarossa</p></div>
<p style="text-align: center;">
<p>Li a proclamação do Führer aos alemães em todas as emissoras. Para mim foi também uma ocasião e grande transcendência. Despojei-me do trabalho das semanas passadas e meses. Sinto-me totalmente liberado.</p>
<blockquote><p><strong>24 de junho de 1941.</strong></p></blockquote>
<p>487m de filme desde o início de nossa campanha russa. Temos ensinado algumas de nossas armas, grandes monstros que fazem nanicos tudo à sua passagem. A justiça divina da História se volta na União Soviética. A frente antirussa na Europa está tomando forma quase por si só.</p>
<p>Nós não estamos fazendo nada para não levantar suspeitas. Creio que a guerra contra Moscou provará nosso enorme êxito psicológico e talvez também militar.</p>
<blockquote><p><strong>27 de junho de 1941.</strong></p></blockquote>
<p>As declarações dos prisioneiros russos revelam uma grande ignorância. Esse é o produto do sistema educativo bolchevista. Não há sinal de instrução nem de disciplina.</p>
<div id="attachment_4963" class="wp-caption aligncenter" style="width: 560px"><a href="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/12/prisioneirorusso.jpg" class="broken_link" rel="lightbox[4933]"><img class="size-full wp-image-4963" title="prisioneirorusso" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/12/prisioneirorusso.jpg" alt="prisioneirorusso" width="550" height="302" /></a><p class="wp-caption-text">Prisioneiro de guerra russo entre diversos nazistas. O despreparo das tropas russas no início da batalha deu ainda mais ânimo à crença de vitória alemã</p></div>
<p style="text-align: center;">
<p>Muitos soldados optam pelo suicídio antes de cair prisioneiros, porque o povo semeou neles o medo de Deus sobre nós.</p>
<p>Nossa emissão de propaganda não está chegando a seu destino. Necessitamos lançar panfletos para esclarecer as coisas.</p>
<p>Fonte: Documentário<span style="font-size: medium;"> <a rel="nofollow" href="http://compare.buscape.com.br/categoria?id=2922&amp;lkout=1&amp;kw=o+experimento+de+goebbels&amp;site_origem=9136263" target="_blank" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/compare.buscape.com.br/categoria?id=2922_amp_lkout=1_amp_kw=o+experimento+de+goebbels_amp_site_origem=9136263&amp;referer=');">&#8220;<a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/TytFeHBlcmltZW50bytkZStHb2ViYmVsc18jI19ib3hfIyNfdGFnZ2luZy10b29sLXdwXyMjXzEzNTgwNw==-84" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/sledge.boo-box.com/list/page/TytFeHBlcmltZW50bytkZStHb2ViYmVsc18jI19ib3hfIyNfdGFnZ2luZy10b29sLXdwXyMjXzEzNTgwNw==-84?referer=');">O Experimento de Goebbels<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a>&#8220;</a></span></p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>O Diário de Joseph Goebbels – Parte II</title>
		<link>http://segundaguerra.org/o-diario-de-joseph-goebbels-parte-ii</link>
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		<pubDate>Thu, 03 Dec 2009 14:28:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Andre Luiz!</dc:creator>
				<category><![CDATA[Nazismo]]></category>

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		<description><![CDATA[15 de fevereiro de 1931 Magda Quandt veio esta tarde e ficou bem pouco tempo. Está ficando uma loura com grande encanto. Minha amada rainha. Uma mulher bonita, cheia de alegria. Sinto que a amarei profundamente. Não posso afastá-la de minha mente. Quê bonito é amar uma mulher bonita e ser correspondido. 21 de fevereiro [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p><strong>15 de fevereiro de 1931</strong></p></blockquote>
<p>Magda Quandt veio esta tarde e ficou bem pouco tempo. Está ficando uma loura com grande encanto. Minha amada rainha. Uma mulher bonita, cheia de alegria. Sinto que a amarei profundamente. Não posso afastá-la de minha mente. Quê bonito é amar uma mulher bonita e ser correspondido.</p>
<div id="attachment_4637" class="wp-caption aligncenter" style="width: 599px"><a href="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/11/magda.jpg" class="broken_link" rel="lightbox[4636]"><img class="size-full wp-image-4637" title="magda" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/11/magda.jpg" alt="magda" width="589" height="325" /></a><p class="wp-caption-text">Detalhe do rosto de Magda, futura esposa de Goebbels</p></div><span id="more-4636"></span></p>
<p style="text-align: center;">
<blockquote><p><strong>21 de fevereiro de 1931</strong></p></blockquote>
<p>Goering é um viciado em morfina. O chefe quer &#8220;cortar seus pés&#8221;. Está fazendo as coisas mais disparatadas. Às vezes pensa que é o Chanceler ou o Ministro da Defesa. Parece-me um clássico caso de megalomania. Necessita tratamento urgente. No momento, é o mais ridículo.</p>
<blockquote><p><strong>28 de abril de 1931</strong></p></blockquote>
<p>O partido precisa tornar-se mais prussiano. Necessita ser mais socialista. Hitler me entende, mas tem suas próprias reservas. Convenci-lhe que venha a Berlim mais frequentemente e dedique mais tempo ao assunto do socialismo. Ele confia em mim e condenou as calúnias do partido contra mim. Disse-me: &#8220;Berlim é sua e assim é como vão ficar as coisas&#8221;.</p>
<p>Necessito que isto ocorra.</p>
<blockquote><p><strong>27 de junho de 1931</strong></p></blockquote>
<p>Magda me dá força e imaginação. Estou muito contente em tê-la. Agora me pertence. Agora sei que tenho algo que me pertence por completo e sempre me apoiará. E eu também pertenço a ela. O partido vem primeiro, e logo depois Magda. O amor não me entorpece; me empurra para frente.</p>
<blockquote><p><strong>30 de junho de 1931</strong></p></blockquote>
<p>Descobri um importante complô. As SS têm uma rede de espionagem aqui, em Berlim, e me têm sob vigilância. Estão jogando sobre mim os boatos mais inacreditáveis. Creio que são agentes provocadores. Quinta-feira, em Munique, exigirei que cesse imediatamente. Tenha ou não tenha a confiança de Hitler, não penso continuar trabalhando sob estas condições.</p>
<p>Himmler me odeia. Agora vou derrotá-lo. Necessitamos nos desfazer desse bastardo sem escrúpulos. Goering está de acordo comigo.</p>
<blockquote><p><strong>20 de dezembro de 1931</strong></p></blockquote>
<p>Até que enfim a espera acabou. Nós dois demos nossa palavra. Depois assinamos. Primeiro eu, depois Magda. Em seguida Epp e logo depois Hitler. Agora Magda é minha esposa. Estou cheio de alegria. Agora somos muito felizes. As S.A. formaram uma guarda de honra. As pessoas nos desejavam boa sorte. Maria foi dama de honra, Harald, meu ajudante, com seu uniforme das S.A. O pastor Wenzel dirigiu a cerimônia. Não esteve mal. Estes clérigos são todos iguais. E logo pôs as alianças nos dedos. Enfim, Magda era minha.</p>
<p>Lá fora, membros das S. A. nos felicitavam. Hitler tinha lágrimas de felicidade nos olhos. Disse-me: &#8220;Desejo-lhe uma vida cheia de felicidade e espero que continue sendo meu bom amigo”. Dei-lhe minha palavra. Magda me ajudará a mantê-la.</p>
<blockquote><p><strong>31 de janeiro de 1933</strong></p></blockquote>
<p>Conseguimos. Estabelecemos-nos em Wilhelmstrasse. Hitler é o novo chanceler. É como um sonho feito realidade.</p>
<p>O resultado final: Frick ministro do Reich. Goering, Ministro do Interior da Prússia. Todos tínhamos lágrimas nos olhos. Apertamos a mão de Hitler. Nós merecíamos. Que maravilhosa euforia. O povo estava enlouquecendo na rua. Na colisão os conservadores tinham o vice-chanceler e o ministro do trabalho. Logo tiraremos deles.<a href="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/11/hitler.jpg" class="broken_link" rel="lightbox[4636]"><img class="aligncenter size-full wp-image-4640" title="hitler" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/11/hitler.jpg" alt="hitler" width="587" height="383" /></a></p>
<p>Chegaram as tochas. O desfile começou as sete e durou até depois da meia-noite. Havia um milhão de pessoas nas ruas. Hindenburg saudava os manifestantes. Hitler estava no edifício ao lado. Um novo princípio, uma explosão de união popular. Multidões cada vez maiores. Falei no rádio em todas as emissoras alemãs. Disse: &#8220;Hoje, todos estamos muito contentes.”.</p>
<blockquote><p><strong>De 2 a 10 de fevereiro 1933</strong></p></blockquote>
<p>Há rumores que logo serei nomeado chefe da radiodifusão. Deixaram-me à margem. Magda está muito triste. Deixam-me de lado e me dão de ombros. Estou tão deprimido que não posso pensar nisso. Estão me pondo contra a parede. Hitler apenas me ajuda. Estou desanimado.</p>
<p>Hitler me chamou. Já havia falado com Funk, o oficial de imprensa, sobre meu ministério.</p>
<p>Uma humilhação para mim.</p>
<blockquote><p><strong>10 de fevereiro de 1933</strong></p></blockquote>
<p>O Führer fez um discurso fantástico desafiando com palavras muito duras os comunistas. No final, utilizou uma linguagem incrivelmente emotiva, acabando sua oração com a palavra &#8220;amém&#8221;.</p>
<p><a href="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/11/hdisc.jpg" class="broken_link" rel="lightbox[4636]"><img class="aligncenter size-full wp-image-4643" title="hdisc" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/11/hdisc.jpg" alt="hdisc" width="590" height="324" /></a></p>
<p>Parecia tão natural que todo mundo ficou cativado e profundamente emocionado. Estava tão cheios de força e de fé. Era tão original e valoroso. E tinha tanto poder e dignidade que não se podia comparar com nenhum outro do passado.</p>
<blockquote><p><strong>20 de fevereiro de 1933</strong></p></blockquote>
<p>Vi o filme do discurso do Führer no Palácio de Esportes. As imagens funcionaram muito bem. Resultará numa ferramenta de propaganda indispensável, e será mostrado nos lugares onde o Führer não possa fazer discursos. Sua força provém da coerência e harmonia das palavras e das expressões faciais e os gestos. Agora os comícios estão se convertendo em um verdadeiro prazer. Temos um novo assunto que nos une. Temos entusiasmo, energia, e uma entrega absoluta a nossa causa. Contamos com o apoio total das massas. Falamos de coração e já não necessitamos respeitar os sentimentos de nossos inimigos.</p>
<p>Para as eleições estamos arrecadando grandes quantias e isto porá fim a todos os nossos problemas financeiros. Pus em marcha a campanha propagandística e uma hora mais tarde já faziam eco na imprensa escrita.</p>
<blockquote><p><strong><br />
21 de fevereiro de 1933</strong></p></blockquote>
<p>Nossa propaganda é considerada exemplar, não só pela imprensa alemã, mas também pela imprensa internacional.</p>
<p><div id="attachment_4646" class="wp-caption aligncenter" style="width: 599px"><a href="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/11/cart.jpg" class="broken_link" rel="lightbox[4636]"><img class="size-full wp-image-4646" title="cart" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/11/cart.jpg" alt="cart" width="589" height="323" /></a><p class="wp-caption-text">Cartaz de Propaganda Nazista</p></div>
<p style="text-align: center;">
<p>Temos adquirido tanta experiência durante as campanhas anteriores que podemos vencer nossos oponentes. Provocamos-lhes medo e dizem uma palavra sequer. Agora demonstraremos o que o aparelho pode conseguir quando se sabe manejar.</p>
<blockquote><p><strong><br />
8 de março de 1933</strong></p></blockquote>
<p>Agora tenho uma estrutura para meu ministério. Está dividido em cinco grandes departamentos: rádio, imprensa, cinema, propaganda e teatro. Em todos eles, sinto-me muito bem. Por isso os dedicarei toda minha energia e paixão.</p>
<p>Hoje, as Juventudes Hitleristas, desfilaram em Unter den Linden. Poderia ficar horas olhando-as, contente, sem cansar a vista. A revolução alemã está em marcha.</p>
<div id="attachment_4647" class="wp-caption aligncenter" style="width: 573px"><a href="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/11/jh.jpg" class="broken_link" rel="lightbox[4636]"><img class="size-full wp-image-4647" title="jh" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/11/jh.jpg" alt="jh" width="563" height="376" /></a><p class="wp-caption-text">Desfile da Juventude Hitlerista</p></div>
<p style="text-align: center;">
<p>As bandeiras com suásticas tremulam em cada edifício público de vez em quando, algum funcionário se queixa, mas basta um pouco de pressão para pô-los em ordem. A revolução nacional, cujo progresso nós estamos contemplando&#8230;</p>
<blockquote><p><strong>15 de março de 1933</strong></p></blockquote>
<p>Dei uma entrevista à imprensa pela primeira vez. Estou desenvolvendo uma nova estratégia de imprensa moderna. Necessitamos começar a romper modelos. Muitos dos presentes eram incapazes de expressar uma opinião em público. Irei me desfazer deles rapidamente.</p>
<div id="attachment_4648" class="wp-caption aligncenter" style="width: 600px"><a href="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/11/entreistagoeebels.jpg" class="broken_link" rel="lightbox[4636]"><img class="size-full wp-image-4648" title="entreistagoeebels" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/11/entreistagoeebels.jpg" alt="entreistagoeebels" width="590" height="326" /></a><p class="wp-caption-text">Goebbels durante a Entrevista</p></div>
<p style="text-align: center;">
<p>A duplicidade de responsabilidades entre meu novo cargo e os ministérios existentes está causando alguns problemas. Mas o nazista sempre chegou a um rápido acordo porque abordamos tudo com um espírito de senso comum.</p>
<blockquote><p><strong>17 de março de 1933</strong></p></blockquote>
<p>As celebrações em Postdam estão se realizando no estilo nacional-socialista pela primeira vez. Estão sendo retransmitidas para toda a Alemanha. Toda a nação há de tomar parte neste ato.</p>
<p>Trabalhei em todo o projeto até altas horas da noite e faço o possível para que este ato perdure na memória dos jovens.</p>
<blockquote><p><strong>22 de março de 1933</strong></p></blockquote>
<p>O trajeto do gabinete e dos membros do Reichstag da igreja de São Nicolau até a de Garrison foi insuportável. A multidão nos empurrava por todas as partes. Hindenburg entrou na Igreja de Garrison com o Führer. Uma sombra de silêncio caiu sobre todos os presentes.</p>
<div id="attachment_4649" class="wp-caption aligncenter" style="width: 600px"><a href="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/11/hl.jpg" class="broken_link" rel="lightbox[4636]"><img class="size-full wp-image-4649" title="hl" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/11/hl.jpg" alt="hl" width="590" height="319" /></a><p class="wp-caption-text">Hindenburg lendo a mensagem aos membros do Reichstag</p></div>
<p style="text-align: center;">
<p>O presidente leu sua mensagem aos membros do Reichstag e ao povo alemão.</p>
<blockquote><p><strong>7 de março de 1933</strong></p></blockquote>
<p>Ditei um artigo muito duro sobre os judeus e sua campanha de difamação. É o que tem que se fazer. Os judeus não reagiram ante a generosidade ou ante o espírito de magnanimidade.</p>
<p>Há de ensinar-lhes o que estamos dispostos a fazer. Enviei meu texto por telegrama a Munique para que o Führer tivesse uma cópia. Ele decidirá quando podemos começar a campanha.</p>
<blockquote><p><strong>31 de março de 1933</strong></p></blockquote>
<p>Muita gente pensa que o boicote nos levará à guerra. Se nos defendemos sós, ganhamos respeito.</p>
<div id="attachment_4650" class="wp-caption aligncenter" style="width: 600px"><a href="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/11/jude.jpg" class="broken_link" rel="lightbox[4636]"><img class="size-full wp-image-4650" title="jude" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/11/jude.jpg" alt="jude" width="590" height="324" /></a><p class="wp-caption-text">Boicote aos Judeus - ao fundo pode ser visto um membro do partido nazista marcando uma loja judia com a estrela de seis pontas.</p></div>
<p style="text-align: center;">
<p>Se as calúnias contra a Alemanha no exterior cessarem o boicote parará. Se não, lutaremos até a morte.</p>
<blockquote><p><strong>25 de abril de 1933</strong></p></blockquote>
<p>Minha viagem a Rheydt se converteu em um grande desfile triunfal. Aceitei ser homenageado por minha mãe, ela foi caluniada, submetida a boatos, depreciada e acossada nessa cidade provinciana e sofreu muito por ela. Todos sabem como são estas comunidades pequeno-burguesas.</p>
<p><a href="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/11/goeebelsdesfile.jpg" class="broken_link" rel="lightbox[4636]"><img class="aligncenter size-full wp-image-4654" title="goeebelsdesfile" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/11/goeebelsdesfile.jpg" alt="goeebelsdesfile" width="592" height="335" /></a></p>
<p>Agora quero reparar seus anos de sofrimento e tormento moral com um triunfo verdadeiro. Por isso voltei pra casa. Para lhe demonstrar que seus contínuos sofrimentos não foram em vão.</p>
<blockquote><p><strong>11 de maio de 1933</strong></p></blockquote>
<p>Trabalhei até tarde em casa.</p>
<p>À tarde fiz um discurso nas portas do teatro da ópera em frente a uma enorme fogueira onde os livros asquerosos e baratos eram queimados por estudantes. Estava em forma. Grandes multidões. Hoje começou um tempo bom de verão.</p>
<blockquote><p><strong>29 de agosto de 1933</strong></p></blockquote>
<p>Inauguração da Feira das Transmissões. Uma ocasião digna e magnífica. Meu discurso foi muito bem recebido.</p>
<p><em>“Os meios de comunicação não podem existir por si sós, separados da época que relatam. Mais que nenhum outro meio tem o dever de refletir, e dar a expressão aos sucessos e às necessidades do nosso tempo.”</em></p>
<p>Vi a exposição. Tudo esteve muito bem. A televisão é questão de meses. Fiz um telefonema ao longínquo leste e ao capitão do Bremen em alto mar. Escutaram-me perfeitamente. As pessoas estão encantadas com os avanços tecnológicos.</p>
<p><em>“A força de uma boa programação está em criar a mistura correta de entretenimento, diversão, ensino, educação e política. Os experimentos devem ser deixados para os laboratórios, não para milhões de ouvintes.”</em></p>
<blockquote><p><strong>25 de setembro de 1933</strong></p></blockquote>
<p><strong> </strong></p>
<p>Fui à Liga das Nações com Neurath. Deprimente. Uma reunião dos mortos. Interessava-me conhecer essa gente pessoalmente. Sir John Simon, o ministro britânico de Assuntos Exteriores. Alto e imponente. Paul Boncour, um cafetão indesejável. É francês e um homem de letras. Não é um homem de verdade. O austríaco Dollfuss, um anão, um janota patife. Além disso, nada fora do normal. Examinaram-me detidamente de cima a baixo. Entre eles vejo quão superiores que somos nós, os alemães. Todo o assunto carecia de dignidade e estilo.</p>
<div id="attachment_4670" class="wp-caption aligncenter" style="width: 601px"><a href="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/12/ln.jpg" class="broken_link" rel="lightbox[4636]"></a><a href="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/12/ln1.jpg" class="broken_link" rel="lightbox[4636]"><img class="aligncenter size-full wp-image-4671" title="ln" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/12/ln1.jpg" alt="ln" width="591" height="324" /></a>Liga das Nações em 1933</dt>
</dl>
</div>
<p style="text-align: center;">
<p>Antes os democratas se encaixassem muito bem aqui estavam como estivessem em casa, mas nós não somos desse tipo. A imprensa estava impaciente para me ver. Queriam entrevistas.</p>
<blockquote><p><strong>5 de julho de 1935</strong></p></blockquote>
<p>Quarta-feira.</p>
<p>Em Heiligendamm há todo tipo de assuntos complicados. Richard Strauss escreveu uma carta odiosa ao judeu Stefan Zweig e a polícia a interceptou. A carta é insolente e, pior ainda, estúpida. A hora Strauss também terá que sair. Todos estes artistas carecem de princípios políticos desde Goethe a Strauss. Fora com eles.</p>
<p>Strauss escrevendo a um judeu! É asqueroso!</p>
<blockquote><p><strong>15 de julho de 1935</strong></p></blockquote>
<p>Sábado. Descansando e falando com o Führer.</p>
<p>Está trabalhando duro na política exterior ainda que os assuntos domésticos também requeiram sua atenção. Está furioso com Frick e seus burocratas. É provável que se vá logo. Eu não penso em me queixar.</p>
<p>Comemos juntos. Bom tempo. Muito relaxante e um passeio com o Führer. Emocionei-me muito debatendo com pessoas comuns. As mulheres estavam tão contentes que inclusive choravam. Apenas podia conter as lágrimas.</p>
<p>Passei o tempo com o Führer e Helga. Ela é muito agradável.</p>
<div class="mceTemp mceIEcenter">
<dl id="attachment_4673" class="wp-caption aligncenter" style="width: 448px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/12/hitler-e-goebbels.jpg" class="broken_link" rel="lightbox[4636]"><img class="size-full wp-image-4673" title="hitler-e-goebbels" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/12/hitler-e-goebbels.jpg" alt="hitler-e-goebbels" width="438" height="660" /></a><p class="wp-caption-text">Adolf Hitler com Goebbels e familia</p></div>
<p style="text-align: center;">
<p><strong>Domingo. </strong>Café da manhã com o Führer.<strong> </strong></p>
<p>Mostrava-se encantado por estes dois maravilhosos dias. Planejamos criar um grande balneário para homens e mulheres trabalhadores em uma das ilhas do mar do norte. Dez mil camas e quinze milhões de marcos. Ambos estávamos emocionados.</p>
<p>Quando o Führer se foi fiquei só e muito triste.</p>
<blockquote><p><strong>22 de março de 1936</strong></p></blockquote>
<p>Fui trabalhar cedo. Um chamamento à nação. Falo para motivar a imprensa.</p>
<p>A campanha eleitoral consome quase todo meu tempo.</p>
<p>Magda e eu fomos a Wannsee procurar uma casa de veraneio. Estaria muito bem se pudéssemos alugá-la ou comprá-la. Encontra-se na ilha de Swanenwerder, perto da orla de um lago. Esperemos para ver o que acontece.</p>
<div id="attachment_4675" class="wp-caption aligncenter" style="width: 599px"><a href="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/12/cver.jpg" class="broken_link" rel="lightbox[4636]"><img class="size-full wp-image-4675" title="cver" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/12/cver.jpg" alt="cver" width="589" height="319" /></a><p class="wp-caption-text">Casa de Veraneio em Wannsee</p></div>
<p style="text-align: center;">
<blockquote><p><strong>19 de maio de 1936</strong></p></blockquote>
<p>Fomos a Schwanenwerder, fazia um tempo lindo. Magda estava muito amável e encantadora. Foi uma longa viagem de barco.</p>
<p>Meu empregado Haegert está preocupado se o gasto militar absorve nossos recursos se a guerra vier. Um general como chefe de propaganda! Que ideia mais absurda! Lutarei para que isso não ocorra. Tem que deixar a propaganda para os que a entendem.</p>
<blockquote><p><strong>20 de junho de 1936</strong></p></blockquote>
<p>Ontem, Swanenwerder. Estivemos presos na luta entre Max Schmeling e Joe Louis. Passamos toda a tarde  com a mulher de Schmeling, contamos histórias, rimos, e passamos bem.</p>
<div id="attachment_4676" class="wp-caption aligncenter" style="width: 595px"><a href="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/12/lta.jpg" class="broken_link" rel="lightbox[4636]"><img class="size-full wp-image-4676" title="lta" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/12/lta.jpg" alt="lta" width="585" height="317" /></a><p class="wp-caption-text">Cena da Famosa luta entre Max Schmeling e Joe Louis</p></div>
<p style="text-align: center;">
<p>No décimo-segundo assalto, Schmeling deixa o negro nocauteado. Fantástico! Foi uma luta emocionante. Schmeling lutou pela Alemanha e ganhou. O homem branco predominou sobre o negro. E o homem branco era alemão.</p>
<p>Não fui dormir até a cinco.</p>
<p><object style="width: 550px; height: 353px;" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="550" height="353" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="wmode" value="window" /><param name="src" value="http://video.rutube.ru/754891aa42cc97c221e8186143233ec3" /><embed style="width: 550px; height: 353px;" type="application/x-shockwave-flash" width="550" height="353" src="http://video.rutube.ru/754891aa42cc97c221e8186143233ec3" wmode="window"></embed></object><br />
Luta completa entre Max Schmeling e Joe Louis</p>
<p><strong>Continua&#8230;</strong></p>
<p>Fonte: Documentário<span style="font-size: medium;"> <a rel="nofollow" href="http://compare.buscape.com.br/categoria?id=2922&amp;lkout=1&amp;kw=o+experimento+de+goebbels&amp;site_origem=9136263" target="_blank" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/compare.buscape.com.br/categoria?id=2922_amp_lkout=1_amp_kw=o+experimento+de+goebbels_amp_site_origem=9136263&amp;referer=');">&#8220;</a><a href="http://sledge.boo-box.com/list/page/TytFeHBlcmltZW50bytkZStHb2ViYmVsc18jI19ib3hfIyNfdGFnZ2luZy10b29sLXdwXyMjXzEzNTgwNw==-84" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/sledge.boo-box.com/list/page/TytFeHBlcmltZW50bytkZStHb2ViYmVsc18jI19ib3hfIyNfdGFnZ2luZy10b29sLXdwXyMjXzEzNTgwNw==-84?referer=');">O Experimento de Goebbels</a>&#8221; <span style="font-size: small;">(clique no link e compre agora)</span></span></p>
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		<item>
		<title>O Diário de Joseph Goebbels &#8211; Parte I</title>
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		<pubDate>Sun, 22 Nov 2009 14:51:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Andre Luiz!</dc:creator>
				<category><![CDATA[Nazismo]]></category>

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		<description><![CDATA[Joseph Goebbels foi ministro da Propaganda do Partido Nazista, considerado por muitos historiadores como o maior propagandista político de todos os tempos. De fato sua propaganda foi uma das colunas que permitiram aos nazistas controlar a opinião publica e conduzir a Alemanha à segunda Guerra Mundial e mantê-la até o quanto foi possível. Aqui iniciamos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Joseph Goebbels foi ministro da Propaganda do Partido Nazista, considerado por muitos historiadores como o maior propagandista político de todos os tempos. De fato sua propaganda foi uma das colunas que permitiram aos nazistas controlar a opinião publica e conduzir a Alemanha à segunda Guerra Mundial e mantê-la até o quanto foi possível.<br />
Aqui iniciamos uma sequência de artigos que mostrarão fragmentos dos diários de Goebbels, desde sua juventude até 1945.</p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: large;"><strong>O DIÁRIO DE JOSEPH GOEBBELS</strong></span><span id="more-4597"></span></p>
<blockquote><p><strong>1924</strong></p></blockquote>
<p>&#8220;Nasci em 29 de outubro de 1897 em Rheydt, uma pequena cidade industrial perto de Düsseldorf no baixo Rhin. Meu pai, Fritz, era um funcionário que ganhava 150 marcos por mês. Em 1900 comprou uma casa, não muito bonita, um pouco mais acima de Dahlenstrasse, onde continuamos vivendo.&#8221;</p>
<div id="attachment_4600" class="wp-caption aligncenter" style="width: 562px"><a href="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/11/vistadofundo.jpg" class="broken_link" rel="lightbox[4597]"><img class="size-full wp-image-4600" title="vistadofundo" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/11/vistadofundo.jpg" alt="vistadofundo" width="552" height="303" /></a><p class="wp-caption-text">Uma vista do pátio de trás da casa</p></div>
<p>Lembro-me de uma longa doença que tive: pneumonia. Tive muita febre e umas alucinações horríveis que me tornaram uma criança fraca e delicada. Além disso, lembro-me de um domingo quando nossa família fez um longo passeio até Geistenbeck. No dia seguinte, comecei a ter problemas com meu pé. Quê dor terrível! Apesar de meses de tratamento meu pé ficou paralisado toda a vida. Desde esse momento minha juventude me deu poucas alegrias.</p>
<p>Tive que cuidar de mim mesmo e não pude me juntar aos jogos das outras crianças. Converti-me em um ser solitário. Meus antigos amigos, não sentiam nenhum amor por mim.</p>
<div id="attachment_4602" class="wp-caption aligncenter" style="width: 562px"><a href="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/11/citie.jpg" class="broken_link" rel="lightbox[4597]"><img class="size-full wp-image-4602" title="citie" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/11/citie.jpg" alt="citie" width="552" height="303" /></a><p class="wp-caption-text">A estrada de Rheindahlen. Uma atração popular entre os habitantes de Rheydt, sobretudo em dias de festa. </p></div>
<p style="text-align: center;">
<p><strong><br />
</strong></p>
<blockquote><p><strong>De 1915 a 1918 </strong></p></blockquote>
<p>Meu amor por Lena Krage meu primeiro beijo em Gartenstrasse Lena é teimosa e por isso há muita angústia. Começo a fazer um diário. Escrevo muitos poemas. Todos foram perdidos. Passo todo meu tempo com Lena num estado de felicidade juvenil.</p>
<p>Chegam 1917, um ano cheio de fome. De algum modo, o superamos. Despeço-me de Lena. Fechados dentro do Kaiser Park de noite, beijo seu peito pela primeira vez e, pela primeira vez, ela se entrega a mim.</p>
<div id="attachment_4605" class="wp-caption aligncenter" style="width: 565px"><a href="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/11/univer.jpg" class="broken_link" rel="lightbox[4597]"><img class="size-full wp-image-4605" title="univer" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/11/univer.jpg" alt="univer" width="555" height="303" /></a><p class="wp-caption-text"> Universidade de Heidelberg. Goebbels se matricula em filologia germânica -  Amores, ciúmes, episódios depressivos. Reflexões sobre a morte.</p></div>
<p style="text-align: center;">
<p>Terminar meu doutorado em Heidelberg e logo acabar com tudo.</p>
<p><cite title="teste"><span style="color: #ffffff;"><strong>(Doutorado em 1921. Ambição literária. Falta de dinheiro. Goebbels trabalha em um banco em Colônia.)</strong></span></cite></p>
<p>Banco e Bolsa. Capital de indústria e de mercado. A necessidade faz que o pensamento não se disperse. Escrevo poemas de desespero. Judeus. Reflito sobre meus apuros financeiros. Iluminação espiritual.</p>
<p>Baviera. Hitler. Livros: Thomas Mann e &#8220;O Homem de Palha&#8221; de Heinrich Mann. &#8220;O Idiota&#8221;, de Dostoyevski.</p>
<p>Estou angustiado. A revolução está dentro de mim. Mas continuo pessimista a respeito de tudo. Detesto Colônia. O banco é uma perda de tempo. Meu salário é muito baixo e já não posso suportá-lo mais. Por isso, decido largar.</p>
<blockquote><p><strong>4 de julho de 1924</strong></p></blockquote>
<p>Necessitamos mão forte na Alemanha. Ponhamos fim a todos os experimentos e palavras vazias para começar a trabalhar seriamente. Expulsemos os judeus que se negam a se converter em verdadeiros alemães. Deem-lhes também uma boa surra. A Alemanha aguarda o indivíduo, o homem, como a terra aguarda a chuva no verão.</p>
<p>Só nossas reservas de força, entusiasmo e entrega total podem nos salvar agora. É possível que possamos nos salvar somente com um milagre?</p>
<blockquote><p><strong>17 de julho de 1924</strong></p></blockquote>
<p>Estou desanimado com tudo. Tudo o que tento sempre sai mal. Não tenho escapatória neste aperto. Estou esgotado. Além disso, ainda não encontrei um verdadeiro propósito na vida. Às vezes me dá medo me levantar nas manhãs. Não há nada por que se levantar.</p>
<div id="attachment_4611" class="wp-caption aligncenter" style="width: 562px"><a href="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/11/cafegoeebels.jpg" class="broken_link" rel="lightbox[4597]"><img class="size-full wp-image-4611" title="cafegoeebels" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/11/cafegoeebels.jpg" alt="cafegoeebels" width="552" height="303" /></a><p class="wp-caption-text">Imagem do filme de propaganda nazista de 1937.  O Café Remges onde Goebbels freqüentava aos 17 anos, na Rua Joseph Goebbels...</p></div>
<p style="text-align: center;">
<p>Minha vida carece de sentido. Estou divagando. Sem rumo. Perdido no universo. A falta de dinheiro me agonia. Quê destino terrível! Por que preocupar-se e ler estes condenados jornais? Só faz com que se sinta mais estúpido. A política está me matando.</p>
<blockquote><p><strong>27 de setembro de 1924 </strong></p></blockquote>
<p><strong> </strong></p>
<p>Minha reputação como orador e autor político e cultural está se espalhando por toda Renânia entre os partidários do nacional-socialismo. Esta tarde faço um discurso em Neuss. Nunca os preparo. O improviso não é tão difícil como imaginava. Mas a prática, digo a mim mesmo, faz a perfeição. Conseguirei mais prática nesta pequena reunião de partidários. Sinto-me satisfeito com minha missão.</p>
<p>Satisfaz-me este tipo de trabalho. Minha busca por o novo Reich e o novo homem. E só poderei encontrá-los através da fé.</p>
<p>A fé em nós mesmos nos guiará até a vitória final. Heil!</p>
<blockquote><p><strong>13 de abril de 1926</strong></p></blockquote>
<p>Cheguei a Munich esta tarde. O carro de Hitler estava ali. Conduzimos até o hotel. Quê grande recepção! Falei no histórico Bergerbreu, Kaufinkerstrasse, Frauenkirche, uma incrível arquitetura gótica. Fomos comer no Bratwurst. Salsichas e cerveja.</p>
<p>Viver em Munique. Burguesia com muito encanto. Uma cidade linda com o sol brilhando sobre nós.</p>
<p>Na minha volta ao hotel soube que Hitler me havia chamado. Queria nos dar as boas-vindas. Apresentou-se em 15 minutos. Alto, saudável e vigoroso. Gostei. Pôs-nos em evidência com sua amabilidade. Conhecemos-nos, nos fizemos perguntas. Deu-me respostas brilhantes. Eu o adoro.</p>
<p>O contrato social está cheio de novas perspectivas. O tem todo elaborado. Seu ideal, uma mistura de coletivismo e individualismo. A produção deve permanecer como um assunto entre particulares. As grandes corporações e as pequenas serão nacionalizadas. Falamos disto. Posso aceitar esta brilhante ideia como guia.</p>
<p>Inclino-me ante sua superioridade. Reconheço seu dom político.</p>
<blockquote><p><strong>16 de junho de 1926</strong></p></blockquote>
<p>Hitler continua sendo o mesmo querido camarada. Não se pode evitar querê-lo como pessoa. Ele tem uma mente estupenda. Como orador construiu uma maravilhosa harmonia de gestos, expressões faciais e palavras. É motivador por natureza. Com ele podemos conquistar o mundo.</p>
<p>Dá-lhe o mando e reduzirá a república corrupta ao alicerce.</p>
<blockquote><p><strong>30 de outubro de 1926 &#8211; Plauen</strong></p></blockquote>
<p>Uma carta de Hitler. Aceitaram meu trabalho em Berlim. Hurra! Estarei lá dentro de uma semana.</p>
<blockquote><p><strong>26 de abril de 1928</strong></p></blockquote>
<p>Capitular? Nunca! Ontem fiz um discurso em Friedenau. Uma audiência altamente burguesa.</p>
<div id="attachment_4611" class="wp-caption aligncenter" style="width: 566px"><a href="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/11/cafegoeebels.jpg" class="broken_link" rel="lightbox[4597]"></a><a href="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/11/discursogooebbels.jpg" class="broken_link" rel="lightbox[4597]"><img class="aligncenter size-full wp-image-4614" title="discursogooebbels" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/11/discursogooebbels.jpg" alt="discursogooebbels" width="556" height="310" /></a><p class="wp-caption-text">Ainda que lento, mas seguro, consegui sua aceitação. Mais tarde, nos atacam nas ruas. Viva, Adolf Hitler!</p></div>
<p>Vi &#8220;<strong>Os Dez Dias que Comoveram o Mundo</strong>&#8220;, de Eisenstein. É muito artificial, e as melhores cenas defraudam. Alguns planos da multidão são muito bons. É assim que isso é uma revolução. Podemos aprender muito com esses bolchevistas, sobretudo o uso da propaganda. Mas o filme é demasiada e explicitamente propagandístico. Um pouco menos e teria sido mais efetivo.</p>
<div id="attachment_4617" class="wp-caption aligncenter" style="width: 562px"><a href="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/11/filme.jpg" class="broken_link" rel="lightbox[4597]"><img class="size-full wp-image-4617" title="filme" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/11/filme.jpg" alt="filme" width="552" height="302" /></a><p class="wp-caption-text">Cena do Filme: Os Dez Dias que Comoveram o Mundo</p></div>
<p style="text-align: center;">
<blockquote><p><strong>17 de maio de 1928</strong></p></blockquote>
<p>Fomos ao campo com um destacamento das S. A. Dia da ascensão e um dia estupendo. Saímos da ponte Pickelsdorfer. Logo através de Spandau, Neuendorf, Tegel. Até ali tudo bem.</p>
<p>Mais tarde pegamos a Müllerstrasse para Werding. Um desfile magnífico. As ruas estavam cheias de comunistas gritando e assoviando. Nossa gente marchava para diante. Eram os verdadeiros heróis. Nunca vacilaram. Nunca fizeram a menor concessão. Com gente como esta, um dia destes conquistaremos o mundo.</p>
<p><a href="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/11/marchanazista.jpg" class="broken_link" rel="lightbox[4597]"><img class="aligncenter size-full wp-image-4618" title="marchanazista" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/11/marchanazista.jpg" alt="marchanazista" width="550" height="301" /></a></p>
<ul>
<li><strong>Goebbels é eleito para o Reichstag em 1928. O partido nazista ganha 12 cadeiras.</strong></li>
</ul>
<blockquote><p><strong>24 de maio de 1928</strong></p></blockquote>
<p>Nosso novo escritório está tomando forma.</p>
<p><a href="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/11/escritorionazista.jpg" class="broken_link" rel="lightbox[4597]"></a><a href="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/11/escritorio.jpg" class="broken_link" rel="lightbox[4597]"><img class="aligncenter size-full wp-image-4621" title="escritorio" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/11/escritorio.jpg" alt="escritorio" width="543" height="295" /></a></p>
<p>Todos trabalhamos duro. Quando fico em casa eu trabalho. Só agora me dou conta de como estou cansado. Desejo o doce contato da mão de uma mulher.</p>
<blockquote><p><strong>16 de outubro de 1928</strong></p></blockquote>
<p>Quê significa o cristianismo hoje em dia? O nacional-socialismo é uma religião. A única coisa que precisamos é um líder carismático capaz de eliminar as práticas religiosas antigas e substituí-las por outras novas.</p>
<p>Carecemos de tradições e rituais. Em um dia não muito longe o nacional-socialismo será a religião de todos os alemães. Meu partido é minha igreja e eu creio que sirvo melhor ao senhor se faço sua vontade e liberto a gente oprimida dos grilhões da escravidão. Esse é meu evangelho.</p>
<blockquote><p><strong>26 de outubro de 1928</strong></p></blockquote>
<p>Não tenho amigos nem esposa. Parece que estou passando por uma grande crise espiritual. Contudo continuo tendo os mesmos velhos problemas com meu pé que me causa um incômodo e uma dor constante. E agora estão os boatos de que sou homossexual. Os agitadores estão tentando dissolver nosso movimento. E eu estou constantemente metido em pleitos menores.</p>
<p>É como para fazer chorar.</p>
<blockquote><p><strong>5 de abril de 1929</strong></p></blockquote>
<p>Ainda temos muitos incultos no partido. A política elaborada em Munique é às vezes intolerável. Não tenho intenção de me conformar com compromissos sem sentido. Sou fiel às minhas crenças mesmo que me custe o posto. Às vezes tenho dúvidas sobre Hitler. Por que não diz o que pensa?</p>
<p>Os oportunistas querem colher a safra antes que esteja pronta. Tem havido confusões graves nas S. A. Quando vejo que tudo aquilo pelo que nos sacrificamos tanto periga a perder-se, me dá vontade de gritar em voz alta.</p>
<p><em><strong>Há dez anos um punhado de nacional-socialista radicais uniram-se ao redor de seu novo líder me Berlim. Sob seu comando começou a luta pela capital comunista do Reich. Finalmente, a velha guarda superou tenazmente o terror do governo de colisão e a inferioridade humana bolchevista.</strong></em></p>
<blockquote><p><strong>1 de agosto de 1929</strong></p></blockquote>
<p>Começou a convenção do partido. As S.A. já estão na rua desfilando e cantando.</p>
<p><a href="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/11/cena.jpg" class="broken_link" rel="lightbox[4597]"><img class="aligncenter size-full wp-image-4623" title="cena" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/11/cena.jpg" alt="cena" width="555" height="307" /></a></p>
<p>Últimas notícias. Supõe-se que hei de renunciar a meu posto em Berlim e transferir-me para Munique como novo chefe de propaganda. Querem me tirar do verdadeiro poder e trocá-lo por uma falsa autoridade. Assim é esse seu jogo.</p>
<p>Perguntarei ao chefe durante o almoço. Não creio que esteja pensando algo pelo meu estilo. Se estiver, penso em renunciar. Não penso em perder tempo escravizando-me pelo partido. Mas não tem sentido perder tempo com problemas.</p>
<p>Lá fora as tropas das S. A. estão desfilando e cantando. Faz um tempo lindo.</p>
<blockquote><p><strong>16 de março de 1930</strong></p></blockquote>
<p>Em Munique perdi a fé em tudo, inclusive no chefe. Já não creio em nenhuma palavra do que dizem. Por alguma razão, que não importa agora, Hitler me faltou com a palavra cinco vezes.</p>
<p>Isso dói. E eu tirei minhas próprias conclusões.</p>
<p>Hitler está se escondendo. Nunca toma nenhuma decisão. Já não nos guia, mas deixa as coisas como estão. Eu era o mais leal de todos. Mas que ninguém espere que me sente para ver como Strasser aumenta seu poder em Berlim.</p>
<blockquote><p><strong>12 de setembro de 1930</strong></p></blockquote>
<p>A vitória eleitoral está assegurada. Temos uns 250.000 votos em Berlim. Cheguei em casa esgotado. Só dormi uma hora. Fiz sete discursos em uma tarde. Creio que foi um recorde. Mas tenho os nervos destroçados. Estou muito preocupado. Comporto-me como se houvesse algo que ainda necessitássemos fazer. Nossa propaganda eleitoral foi um êxito.</p>
<div id="attachment_4624" class="wp-caption aligncenter" style="width: 564px"><a href="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/11/vitorianazista.jpg" class="broken_link" rel="lightbox[4597]"><img class="size-full wp-image-4624" title="vitorianazista" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/11/vitorianazista.jpg" alt="vitorianazista" width="554" height="305" /></a><p class="wp-caption-text">Nazistas comemorando a vitória nas eleições de 1930</p></div>
<p style="text-align: center;">
<blockquote><p><strong>15 de setembro de 1930</strong></p></blockquote>
<p><strong> </strong></p>
<p>Tremo de emoção. Os resultados das primeiras apurações. É fantástico! Júbilo por todas as partes. Um êxito incrível. É esmagador! Os partidos burgueses foram barrados. No momento temos 103 cadeiras. Multiplicou-se por dez. Nunca imaginei.</p>
<p>Este entusiasmo me lembra 1914, quando estourou a guerra. As coisas vão esquentar nos próximos meses. Os comunistas saíram-se bem. Mas nós somos o segundo partido mais numeroso. Agora temos que aguentar até o final. Sem descanso. Sem fraquejar.</p>
<div id="attachment_4625" class="wp-caption aligncenter" style="width: 560px"><a href="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/11/entrevista.jpg" class="broken_link" rel="lightbox[4597]"><img class="size-full wp-image-4625" title="entrevista" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/11/entrevista.jpg" alt="entrevista" width="550" height="243" /></a><p class="wp-caption-text">Goebbels falando com a imprensa</p></div>
<p style="text-align: center;">
<p><strong>Continua&#8230;</strong></p>
<p>Fonte: Documentário<span style="font-size: medium;"> <a rel="nofollow" href="http://compare.buscape.com.br/categoria?id=2922&amp;lkout=1&amp;kw=o+experimento+de+goebbels&amp;site_origem=9136263" target="_blank" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/compare.buscape.com.br/categoria?id=2922_amp_lkout=1_amp_kw=o+experimento+de+goebbels_amp_site_origem=9136263&amp;referer=');">&#8220;</a><a href="http://sledge.boo-box.com/list/page/TytFeHBlcmltZW50bytkZStHb2ViYmVsc18jI19ib3hfIyNfdGFnZ2luZy10b29sLXdwXyMjXzEzNTgwNw==-84" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/sledge.boo-box.com/list/page/TytFeHBlcmltZW50bytkZStHb2ViYmVsc18jI19ib3hfIyNfdGFnZ2luZy10b29sLXdwXyMjXzEzNTgwNw==-84?referer=');">O Experimento de Goebbels</a>&#8221; <span style="font-size: small;">(clique no link e compre agora)</span></span></p>
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		<item>
		<title>Adolf Hitler – O Nazismo e o Ocultismo – A Conspiração Nazista</title>
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		<pubDate>Sat, 21 Nov 2009 19:59:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Andre Luiz!</dc:creator>
				<category><![CDATA[Nazismo]]></category>

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		<description><![CDATA[A Conspiração Nazista Ilustrando os textos anteriores vemos um documentário sobre a história das origens do Nazismo: Parte 1 Parte 2 Informações extras referentes ao artigo Adolf Hitler e o Ocultismo Henry Tandey - O soldado que suspostamente não atirou em Hitler durante a Primeira Guerra &#8211; Biografia na Wikipedia (inglês) Ao lado temos o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2>A Conspiração Nazista</h2>
<p>Ilustrando os textos anteriores vemos um documentário sobre a história das origens do Nazismo:</p>
<p><span style="font-size: medium;"><strong>Parte 1</strong></span><br />
<object style="width: 650px; height: 353px;" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="650" height="353" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="wmode" value="window" /><param name="src" value="http://video.rutube.ru/e678429cf26b8e461a64bc61f13906cb" /><embed style="width: 650px; height: 353px;" type="application/x-shockwave-flash" width="650" height="353" src="http://video.rutube.ru/e678429cf26b8e461a64bc61f13906cb" wmode="window"></embed></object></p>
<p><span style="font-size: medium;"><strong>Parte 2</strong></span><br />
<object style="width: 650px; height: 353px;" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="650" height="353" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="wmode" value="window" /><param name="src" value="http://video.rutube.ru/a8dbb7e3300605495ff1e96df641e2a4" /><embed style="width: 650px; height: 353px;" type="application/x-shockwave-flash" width="650" height="353" src="http://video.rutube.ru/a8dbb7e3300605495ff1e96df641e2a4" wmode="window"></embed></object><span id="more-4516"></span></p>
<p><strong><span style="font-size: medium;">Informações extras referentes ao artigo Adolf Hitler e o Ocultismo</span></strong></p>
<p><a href="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/11/hitler_5.jpg" class="broken_link" rel="lightbox[4516]"><img class="size-full wp-image-4517 alignleft" title="hitler_5" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/11/hitler_5.jpg" alt="hitler_5" width="172" height="118" /></a></p>
<p style="text-align: left;"><strong>Henry Tandey </strong>- O soldado que suspostamente não atirou em Hitler durante a Primeira Guerra &#8211; <strong><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Henry_Tandey" target="_blank" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/en.wikipedia.org/wiki/Henry_Tandey?referer=');">Biografia na Wikipedia</a></strong> (inglês)</p>
<p>Ao lado temos o quadro o qual estava na biblioteca de Adolf Hitler no momento da visita do primeiro-ministro inglês, Neville Chamberlain.<br />
Um fato que ainda se especuta sendo ou não verdade que o soldado enfrentou Hitler.</p>
<div class="mceTemp">
<dl id="attachment_4519" class="wp-caption alignleft" style="width: 179px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/11/peter-levenda.jpg" class="broken_link" rel="lightbox[4516]"><img class="size-full wp-image-4519 " title="peter-levenda" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/11/peter-levenda.jpg" alt="peter-levenda" width="169" height="119" /></a></dt>
</dl>
</div>
<p style="text-align: left;">
<p style="text-align: left;"><strong>Peter Levenda</strong> &#8211; Pesquisador da  história do ocultismo e de história nazista.</p>
<p style="text-align: left;">O escritor é uma das autoridades em história do ocultismo e autor de vários livros sobre o tema. Inclusive a obra que deu origem a boa parte dos textos apresentado nesse conjunto de artigos.</p>
<p style="text-align: left;"><strong><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Peter_Levenda" target="_blank" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/en.wikipedia.org/wiki/Peter_Levenda?referer=');">Biografia na Wikipedia</a></strong> (inglês)</p>
<p style="text-align: left;">
<p style="text-align: left;">
<div class="mceTemp">
<dl id="attachment_4523" class="wp-caption alignleft" style="width: 119px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/11/449px-Blavatsky.018.jpg" class="broken_link" rel="lightbox[4516]"><img class="size-full wp-image-4523 " title="449px-Blavatsky.018" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/11/449px-Blavatsky.018.jpg" alt="449px-Blavatsky.018" width="109" height="130" /></a></dt>
</dl>
</div>
<p style="text-align: left;">
<p style="text-align: left;"><strong>Helena Blavatsky &#8211; </strong>Autora do livro que teria influenciado as teorias nazistas.<strong><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Helena_Petrovna_Blavatsky" target="_blank" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/pt.wikipedia.org/wiki/Helena_Petrovna_Blavatsky?referer=');"></a></strong></p>
<p style="text-align: left;">Helena era uma ocultista fervorosa, e seu livro &#8220;Ísis sem Véu&#8221;, reconta a história buscando mostrar as origens das ciências ocultas. Suas idéias foram um princípio para mais tarde o ex-monje Jörg Lanz von Liebenfels fundamentar um ideal de raça pura germânica.</p>
<p style="text-align: left;">
<p style="text-align: left;"><strong><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Helena_Petrovna_Blavatsky" target="_blank" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/pt.wikipedia.org/wiki/Helena_Petrovna_Blavatsky?referer=');">Biografia na Wikipedia</a></strong></p>
<p style="text-align: left;">
<p style="text-align: left;"><a href="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/11/von.jpg" class="broken_link" rel="lightbox[4516]"><img class="size-full wp-image-4524 alignleft" title="von" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/11/von.jpg" alt="von" width="116" height="166" /></a><strong>Jörg Lanz von Liebenfels<br />
</strong></p>
<p style="text-align: left;">Editor da revista Ostara que exortava que a super-raça ariana deveria aniquilar as demais raças inferiores.</p>
<p style="text-align: left;">Tal revista influenciara grandemente Adolf Hitler em sua juventude. Testumunhas oculares afirmaram que Hitler possuía uma coleção de exmplares da revista. E o próprio Liebenfels declarou lembrar que certa vez um jovem de nome Adolf o procurou em seu escritório.</p>
<p style="text-align: left;"><strong><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/J%C3%B6rg_Lanz_von_Liebenfels" target="_blank" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/pt.wikipedia.org/wiki/J_C3_B6rg_Lanz_von_Liebenfels?referer=');">Biografia na Wikipedia</a></strong></p>
<p style="text-align: left;">
<p style="text-align: left;">
]]></content:encoded>
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		<title>Adolf Hitler – O Nazismo e o Ocultismo – Parte III</title>
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		<pubDate>Tue, 17 Nov 2009 00:22:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Andre Luiz!</dc:creator>
				<category><![CDATA[Nazismo]]></category>
		<category><![CDATA[Adolf Hitler]]></category>

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		<description><![CDATA[Em 30 dias, após uma série de negociações políticas nos bastidores, Hitler se torna, de repente, Chanceler da Alemanha no dia 30 de Janeiro de 1933. A predição de Hanussen, uma predição impossivelmente otimista, se torna realidade. Se Hanussen leu o futuro ou teve informação privilegiada, ninguém pode dizer. Então, no dia 26 de fevereiro, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em 30 dias, após uma série de negociações políticas nos bastidores, Hitler se torna, de repente, Chanceler da Alemanha no dia 30 de Janeiro de 1933. A predição de Hanussen, uma predição impossivelmente otimista, se torna realidade. Se Hanussen leu o futuro ou teve informação privilegiada, ninguém pode dizer.</p>
<p><a href="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/11/reichstagfire.jpg" class="broken_link" rel="lightbox[4467]"><img class="alignleft size-full wp-image-4470" title="reichstagfire" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/11/reichstagfire.jpg" alt="reichstagfire" width="205" height="275" /></a>Então, no dia 26 de fevereiro, em uma sessão espírita guiada por Hanussen, afirma ter outra visão: um grande edifício em chamas. No dia seguinte, o Reichstag, o edifício do parlamento, arde em chamas. Alguns se perguntam quem ateou o fogo, mas não questões sobre quem se beneficiou: os Nazis. Com o incêndio do Reichstag, começam a aprovar uma série de decretos que lhes dão cada vez mais meios legais para perseguir as pessoas que consideravam inimigos, e mantê-los encarcerados na prisão, sem acusações.<span id="more-4467"></span></p>
<p>Quase um ano e meio após o incêndio, o Presidente Paul von Hindenburg morre. Os aliados de Hitler aprovam a lei que o nomeia chefe de estado, líder do exército e senhor da Alemanha. Uma vez no comando, os nazistas consolidam o seu poder e eliminam os seus rivais. Entre as vítimas estão astrólogos, místicos e ocultistas que haviam ajudado a Hitler em sua ascensão ao poder.</p>
<p>Em 1933, o livro &#8220;Antes da chegada de Hitler&#8221;, revela suas conexões ocultistas. O autor do livro é um dos fundadores da Sociedade Thule e devoto ocultista, o Barão Rudolf von Sebottendorf. O Barão alega que ele e outros membros de sua sociedade secreta inspiraram o antissemitismo e o arianismo de Hitler e toda sua visão. Hitler se sentiu demasiadamente ofendido por isso, já que ele via a si mesmo como o Messias, alguém que não reconhece precursores, nem inspiradores. Sebottendorf é exilado da Alemanha. Poucos leem suas revelações.</p>
<p>No dia 30 de junho de 1934, os nazis marcam quase 200 pessoas para a morte, incluindo o ocultista Hanussen. Acontecimento que é conhecido como a &#8220;Nacht der langen Messer&#8221; &#8211; A Noite das Facas Longas.</p>
<p>Hitler tinha certo ceticismo sobre o poder do oculto, mas, tinha verdadeiros crentes em seu círculo mais íntimo. Como o vice-führer Rudolf Hess.</p>
<div id="attachment_4472" class="wp-caption alignleft" style="width: 248px"><a href="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/11/hess1.jpg" class="broken_link" rel="lightbox[4467]"><img class="size-full wp-image-4472" title="hess1" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/11/hess1.jpg" alt="hess1" width="238" height="344" /></a><p class="wp-caption-text">Rudolf Hess</p></div>
<p>Alguns afirmam que as crenças ocultistas desencadearam um ato desesperado nos primeiros anos da Segunda Guerra Mundial. Em junho de 1941, Hitler invade a União Soviética. No mês anterior, é lançada uma estranha missão desconhecida por Hitler. Rudolf Hess voa para a Inglaterra para negociar a paz. De acordo com Peter Levenda, o momento da missão foi determinado pelas estrelas. O voo de Hess para a Inglaterra ocorreu num dia astrologicamente significativo, um dia de uma importante conjunção de planetas. Esse dia foi escolhido pelos astrólogos ao redor dele. Hitler considerou a missão de Hess como uma desgraça e condenou publicamente o ocultismo do vice-führer e o uso de um astrólogo.</p>
<p>Enquanto a guerra continuava, Hitler continuava a perseguir aqueles que ele considerava inimigos. Entre estes, comunistas, ciganos, judeus e ocultistas. Adolf Hitler denunciava o ocultismo, mas em seu próprio círculo mais íntimo ainda continha fanáticos ocultistas. Goebbels e Himmler, comandante das SS, são outros exemplos.</p>
<p>As SS eram realmente os instrumentos desta visão ocultista sustentada por Himmler, sem as quais não haveria existido nem a coordenação nem o ímpeto para realizar o Holocausto, para fazer realidade a visão nacional socialista.</p>
<div id="attachment_4474" class="wp-caption aligncenter" style="width: 137px"><a href="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/11/200px-Hugues_capet.jpg" class="broken_link" rel="lightbox[4467]"><img class="size-full wp-image-4474 " title="Henrique I" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/11/200px-Hugues_capet.jpg" alt="200px-Hugues_capet" width="127" height="161" /></a><p class="wp-caption-text">Henrique I</p></div>
<p>O poder de Himmler era absoluto, e ao mesmo tempo ele mantinha uma série notável de interesses ocultistas privados. Acreditava que era a reencarnação de um dos primeiros imperadores medievais alemães, <strong><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Henrique_I_da_Germ%C3%A2nia" target="_blank" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/pt.wikipedia.org/wiki/Henrique_I_da_Germ_C3_A2nia?referer=');">Henrique I, &#8220;O Passarinheiro&#8221;</a></strong>, e organizava celebrações místicas de aniversário ao redor de sua tumba na Catedral de Quedlingburg. Himmler estava tão fascinado pelo Zodíaco que certa vez contratou um astrólogo.</p>
<div id="attachment_4477" class="wp-caption alignright" style="width: 171px"><a href="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/11/ahnenerbe.jpg" class="broken_link" rel="lightbox[4467]"><img class="size-full wp-image-4477 " title="ahnenerbe" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/11/ahnenerbe.jpg" alt="ahnenerbe" width="161" height="179" /></a><p class="wp-caption-text">Emblema Ahnenerbe</p></div>
<p>Himmler largamente encarnava o espiritualismo do final do Século XIX. Para demonstrar a superioridade do povo alemão sobre os demais, Himmler fundou a &#8220;Ahnenerbe&#8221;, um instituto de investigação sobre a hereditariedade ancestral. Mediante falsa ciência, a Ahnenerbe tentou provar a superioridade da raça ariana. Tentou provar não só raízes ancestrais dos chamados povos arios germânicos, mas também suas raízes psíquicas e espirituais. Himmler usou a Ahnenerbe para inventar uma ciência que respalde suas crenças. Os recrutados pelas SS deviam demonstrar pureza racial. Os cientistas e investigadores da Ahnenerbe propagaram seus duvidosos descobrimentos entre os soldados das SS e o público.</p>
<p>O Arianismo era a verdadeira fé aos olhos de Himmler, e quando ainda lhe faltava uma Meca, ordenou a construção de uma, no Castelo de Wewelsburg na Westfalia. Um velho castelo que havia sido utilizado por algum tempo para interrogar “as bruxas” durante a Inquisição. Localizado próximo de um número de lugares santos e santuários pagãos na Alemanha. O &#8220;Reich de Mil Anos&#8221; teria o Castelo de Wewelsburg como seu Vaticano.</p>
<p><a href="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/11/Wew1.jpg" class="broken_link" rel="lightbox[4467]"><img class="aligncenter size-full wp-image-4481" title="Wew1" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/11/Wew1.jpg" alt="Wew1" width="432" height="311" /></a></p>
<p>Segundo Peter Levenda, Himmler transformou Wewelsburg em uma versão ocultista de Camelot. Foi concebido de acordo com a ideia do Rei Arthur, os doze Cavaleiros da Távola Redonda e o Castelo do Graal. Os doze cavaleiros, seus doze membros a maior parte da classe dos SS, se sentavam ali em contemplação e meditação silenciosa. A torre norte abrigava uma sala de pedra chamada a &#8220;Obergruppenführersaal&#8221; a &#8220;Sala dos Generais&#8221;. No piso da estadia Himmler dispôs uma versão estilizada da suástica em forma de roda solar adornada com SS em letras rúnicas de vitória. Sob o solo, segundo o guardião do castelo, estava o reino dos mortos. Ao redor das muralhas, estes pedestais poderiam muito bem ter contido as urnas com as cinzas dos generais que haviam morrido em combate.</p>
<p><a href="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/11/sala_do_sol_negro_no_castelo_de_wewelsburg.jpg" class="broken_link" rel="lightbox[4467]"><img class="aligncenter size-full wp-image-4483" title="sala_do_sol_negro_no_castelo_de_wewelsburg" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/11/sala_do_sol_negro_no_castelo_de_wewelsburg.jpg" alt="sala_do_sol_negro_no_castelo_de_wewelsburg" width="476" height="599" /></a></p>
<p>Um dos conselheiros mais próximos de Himmler em ocultismo foi Karl Maria Wiligut. Veterano da Primeira Guerra Mundial e importante general das SS, Wiligut era um ávido estudioso das runas. As runas se supunha que não era só um alfabeto, mas que também tinham poderes mágicos. Estavam gravadas e inscritas na forma de orações e preces. Convenceu Himmler de que tinha uma conexão psíquica com alemães ancestrais de 2000 anos atrás. Wiligut é o sumo sacerdote das SS. Influencia muitos dos rituais que tem lugar no castelo.</p>
<table border="0">
<tbody>
<tr>
<td><a href="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/11/Karl-Maria-Wiligut.jpg" class="broken_link" rel="lightbox[4467]"><img class="aligncenter size-full wp-image-4485" title="Karl-Maria-Wiligut" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/11/Karl-Maria-Wiligut.jpg" alt="Karl-Maria-Wiligut" width="301" height="324" /></a></td>
<td><a href="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/11/Wewelsburg3.jpg" class="broken_link" rel="lightbox[4467]"><img class="aligncenter size-full wp-image-4486" title="Wewelsburg3" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/11/Wewelsburg3.jpg" alt="Wewelsburg3" width="210" height="324" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: center;"><strong>Karl Maria Wiligut</strong></td>
<td style="text-align: center;"><strong>Anel Secreto SS</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Foi Wiligut que concebeu os anéis secretos das SS, além disso: raramente vista em público, uma cadeira decorada com símbolos rúnicos, alguns dizem que foi feita como um trono para o próprio Himmler. Um testamento de sua fé na magia das runas.</p>
<p>Quanto é que sabia o Führer da obsessão de Himmler com o ocultismo? Alguns especialistas na história nazista sugerem que Hitler e Himmler tinham um acordo tácito: &#8220;Não pergunto, não me conte”.</p>
<p>Enquanto o leal Heinrich faz o trabalho que lhe foi atribuído, quer pelo assassinato em massa, proteger Hitler ou criar tropas de combate de elite, o que faz em suas paixões privadas é assunto seu. Himmler serve a Hitler fielmente.</p>
<p>Um ramo da SS Himmler torna-se um exército dentro de outro exército, as Waffen SS, tristemente notórios pela sua brutalidade no combate. Outro ramo realiza a “Solução Final”, o assassinato de judeus. Himmler dirige os campos de concentração nazistas. Os campos exploram os presos, fazendo-os trabalhar como escravos e são também uma ferramenta para o massacre de judeus e outros povos.</p>
<p>Acredita-se que os nazistas tenham matado aproximadamente seis milhões de judeus, e entre 9 e 10 milhões de integrantes de outros povos. Nunca saberemos cifras exatas.</p>
<p>Além disso, realizaram horríveis experimentos em seres humanos em Auschwitz, Dachau e outros lugares, todos com o patrocínio das SS, alguns deles patrocinados pela Ahnenerbe. Alguns dos mais horrendos experimentos foram realizados por cientistas que trabalhavam para a divisão de investigação ocultista de Himmler.</p>
<p>Adolf Hitler sonhava eliminar um povo inteiro e o engenheiro do Holocausto, Heinrich Himmler, sonhava criar um novo povo. O objetivo de Himmler: restaurar a linha sanguínea dos super-homens arios.</p>
<p>Himmler era de um ramo do espiritualismo, o racismo; como queira chamá-lo, que acreditava que os povos arios se formavam mediante o conflito. Que o conflito formava uma raça mais forte. E que esta raça podia promover-se fazendo que os arios se reproduzissem cuidadosamente.</p>
<div id="attachment_4489" class="wp-caption aligncenter" style="width: 620px"><a href="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/11/Lebensborn.jpg" class="broken_link" rel="lightbox[4467]"><img class="size-full wp-image-4489" title="Lebensborn" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/11/Lebensborn.jpg" alt="Lebensborn" width="610" height="391" /></a><p class="wp-caption-text">Crianças do Programa Lebensborn</p></div>
<p style="text-align: left;">Os nazistas lançaram também um programa de reprodução ariana, chamado &#8220;Lebensborn&#8221;, &#8220;fonte da vida&#8221; em alemão. O movimento Lebensborn era uma tentativa de promover a chamada raça ariana pura. Meninas de organizações nazistas foram recrutadas para conceber filhos fora do matrimônio com homens das SS. Eles deram o seu proverbial &#8220;aventura de uma noite juntos”, e as meninas que ficaram grávidas em seguida, foram atendidas, cuidadas e servidas durante a gravidez e os bebês também seriam servidos e atendidos. O programa Lebensborn também ajudava a viúvas de guerra de alemães de sangue puro e evitava abortos por parte de mães solteiras. Estima-se que o programa tenha produzido uns 20.000 bebês. Futuros “super-homens e supermulheres”.</p>
<p>É curioso como experimentos e estudos posteriores mostraram que estas crianças, em vez de ser de um intelecto superior, não eram mais que indivíduos comuns. O mito da Raça Superior foi destruído pela derrota alemã. O Reich dos Mil Anos durou somente doze.</p>
<p>A obsessão de Hitler com a raça realmente contribuiu para enfraquecer o Terceiro Reich. A grande prioridade era a guerra contra os judeus, a ponto de estar preparado para desviar trens destinados a levar soldados alemães de ida e volta à frente, com o propósito de levar judeus aos campos da morte.</p>
<p>Ganhar a guerra não era tão importante para ele como eliminar os judeus. E se entende como Hitler, que se dizia um Messias, que viera para reconstituir a pureza de sua raça, teria que derrotar essa corrupção viral. O Holocausto era o resultado lógico das convicções ocultas de Hitler. O Führer acreditava na pureza racial, na eugenia. A pureza teve que ser resgatada na raça alemã. Essa era uma necessidade ocultista, uma necessidade espiritual.</p>
<p><a href="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/11/goebbels.jpg" class="broken_link" rel="lightbox[4467]"><img class="size-full wp-image-4493 alignleft" title="goebbels" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/11/goebbels.jpg" alt="goebbels" width="350" height="389" /></a>Nos últimos dias do Reich, incluindo Hitler, quem pôde se refugiou no ocultismo. Nesse momento se teria agarrado a um prego no fogo. Goebbels lhe havia dito que &#8220;os astrólogos previram que, de alguma forma, a Alemanha iria se salvar.&#8221; Se equivocavam. Os inimigos de Hitler se aproximavam. Os soviéticos pela porta da frente e os estadunidenses pela de trás. O messias nazista não pode nem sequer salvar-se a si mesmo. No interior do bunker do Führer, na tarde de 30 de abril de 1945, Hitler e sua nova esposa, Eva Braun, se suicidam.</p>
<p>O que havia conseguido estabelecer, o que acreditava que era um organismo vivente, seu Terceiro Reich, chegava ao seu fim. Tudo veio abaixo e ele caiu com sua criação.</p>
<p>Poderiam as cinzas do Terceiro Reich guardar uma chave final da ligação do nazismo com o ocultismo? Pois, Hitler, chegou ao poder na noite de 30 para 31 de janeiro, dia de uma festa pagã, um dos oito sábados pagãos. Suicidou-se num outro sábado: 30 de abril, Chamado &#8220;Beltane&#8221;, ou em alguns casos &#8220;Walpurgisnacht&#8221; na Alemanha. Walpurgisnacht é a noite em que se reúne as bruxas.</p>
<p>Então Hitler escolheu este dia, deliberadamente ou inconscientemente, mas foi escolhido como um termo apropriado para encobrir um império que tinha começado em uma festa pagã. E terminou em outra festa pagã. Por coincidência, na morte de Hitler há outro vínculo com o ocultismo. Doze anos antes, o astrólogo Erik Jan Hanussen afirmou que uma raiz mágica de mandrágora levaria Hitler ao poder. O astrólogo também afirmou que a raiz era um vínculo entre Hitler e ele mesmo. Na noite das Facas Longas o vínculo com Hitler se rompeu quando Hanussen foi assassinado. Foi dito repetido vezes que se o vínculo se mantivesse tudo iria bem para Hitler. Mas se rompesse tudo acabaria em chamas em 12 anos, e esse é exatamente o tempo que sobreviveu o Terceiro Reich. O vínculo foi quebrado.</p>
<p>Três semanas depois do suicídio de Hitler outro vínculo se rompeu outra conexão entre o ocultismo e os nazistas. Preso pelos britânicos, Heinrich Himmler engoliu uma pílula de cianureto. O homem que acreditava ter sido uma vez um rei foi capturado trajando o uniforme de um soldado raso.</p>
<div id="attachment_4491" class="wp-caption aligncenter" style="width: 447px"><a href="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/11/himmler-deadbody.jpg" class="broken_link" rel="lightbox[4467]"><img class="size-full wp-image-4491" title="himmler-deadbody" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/11/himmler-deadbody.jpg" alt="himmler-deadbody" width="437" height="419" /></a><p class="wp-caption-text">Himmler Morto</p></div>
<p style="text-align: left;"><a href="http://segundaguerra.org/adolf-hitler-o-nazismo-e-o-ocultismo-a-conspiracao-nazista"><span style="font-size: medium;"><strong>Continua &#8211; Adolf Hitler – O Nazismo e o Ocultismo – A Conspiração Nazista</strong></span></a></p>
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		<title>Adolf Hitler – O Nazismo e o Ocultismo – Parte II</title>
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		<pubDate>Mon, 16 Nov 2009 20:25:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Andre Luiz!</dc:creator>
				<category><![CDATA[Nazismo]]></category>
		<category><![CDATA[Adolf Hitler]]></category>

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		<description><![CDATA[Em 1913, Hitler realiza o sonho de toda uma vida. Ele abandona o emaranhado étnico que era a Áustria e se muda para a Alemanha. Para ele, uma terra de pureza racial. Quando estoura a Primeira Guerra Mundial em 1914, Hitler se alista pela Alemanha. Hitler tinha levado uma vida de escuridão, ociosa e desorientada, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em 1913, Hitler realiza o sonho de toda uma vida. Ele abandona o emaranhado étnico que era a Áustria e se muda para a Alemanha. Para ele, uma terra de pureza racial. Quando estoura a Primeira Guerra Mundial em 1914, Hitler se alista pela Alemanha. Hitler tinha levado uma vida de escuridão, ociosa e desorientada, antes da guerra e, em grande medida, ele sentia que de algum modo ganharia filiação espiritual pertencendo à nação alemã através do serviço militar.</p>
<div id="attachment_1769" class="wp-caption alignleft" style="width: 209px"><a href="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/03/ah02.jpg" class="broken_link" rel="lightbox[4445]"><img class="size-full wp-image-1769" title="ah02" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/03/ah02.jpg" alt="ah02" width="199" height="218" /></a><p class="wp-caption-text">Hitler no Exército</p></div><br />
Nas trincheiras da Primeira Guerra Mundial, milhões de soldados assustados escrevem poemas e cartas a suas esposas e namoradas. Não Adolf Hitler. Num poema curto e de influência ocultista, desenha símbolos mágicos feitos pela lua que segunda a crença ocultista, deixaria seus inimigos indefesos. Hitler escreve poesia em honra dos deuses Alemães, os deuses Teutões, que conheceu através de Von Liebenfels, Von Liszt, e de toda a atmosfera pagã, esotérica e ocultista de Viena naqueles dias. É um poema muito curioso. Ele oferece um momento para refletir sobre o estado mental que Hitler poderia ter sido encontrado naquele momento. Seu estado mental poderia ter estado alterado pela constante ameaça de morte.<span id="more-4445"></span></p>
<p>Anos depois, Hitler contava a história de como se livrou por muito pouco enquanto jantava com seus camaradas nas trincheiras. De repente, uma voz parecia dizer-me: “- Levante-se e vá até lá”. Foi tão claro e insistente que automaticamente obedeci, como se tivesse sido uma ordem militar. Mal acabara de fazê-lo, um flash e um barulho ensurdecedor me chegaram de uma parte da trincheira que acabara de deixar. Uma bomba explodiu sobre o grupo com o qual havia estado sentado e todos eles morreram.</p>
<p>Hitler sempre sentiu que era destinado para algo especial. Mas era somente uma sensação persistente que não havia sido justificada pela experiência. De repente, na guerra se encontrou sendo salvo de uma morte certa em mais de uma ocasião e estes episódios de salvação reforçaram em sua mente que estava sendo salvo para algum propósito elevado. Nos últimos dias da Primeira Guerra Hitler foi ferido e recuperava-se quando lhe chega uma notícia que causa dor como se fosse uma segunda ferida: A Alemanha se rendeu.</p>
<p>A derrota foi tão chocante que os alemães criam um mito para explicá-la, &#8220;Dolchstosslegende&#8221;. Dolchstosslegende é a lenda da punhalada pelas costas, que a Alemanha ganharia a guerra, e que tudo estava indo bem. Acreditando que tinham perdido não só por terem sido derrotados na batalha, mas porque alguém os esfaqueou quando não estávamos olhando. E quem empunhou a faca? Socialistas e aquele arqui-inimigo da doutrina ocultista ariana: os judeus.</p>
<p><div id="attachment_4446" class="wp-caption alignleft" style="width: 199px"><a href="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/11/thule-gesellschaft_emblem.jpg" class="broken_link" rel="lightbox[4445]"><img class="size-full wp-image-4446" title="emblema thule" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/11/thule-gesellschaft_emblem.jpg" alt="emblema thule" width="189" height="292" /></a><p class="wp-caption-text">Emblema da Sociedade Thule</p></div>
<p>Pouco tempo depois, um grupo de antissemitas formou uma associação exclusiva dirigida para Thule, a lendária pátria dos Arianos. Seus membros debatem sobre política, ocultismo e os judeus. A <strong><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Sociedade_Thule" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/pt.wikipedia.org/wiki/Sociedade_Thule?referer=');">Sociedade Thule</a></strong> se torna no berço do partido Nazi. Em 1919, um membro da Thule forma o prelúdio para o partido nazi, o Partido Alemão dos Trabalhadores. Uma reunião se converte em uma encruzilhada do destino.</p>
<p>Hitler, ainda cabo do exército foi destinado a espionar o novo partido, porém, o tiro sai pela culatra e ele gosta do que ouve nesta reunião. É uma mistura estranha de ideias sobre um espírito animado alemão, algo de antissemitismo, um pouco de anticapitalismo incluído, uma mistura caseira de ideias. Hitler deixa de ser um espião e acredita que este é o laboratório perfeito para experimentar política e socialmente com as ideias que tem para uma Alemanha maior.</p>
<p>Adolf Hitler, o espião do exército, passa a ser o membro do Partido Alemão dos Trabalhadores nº 555. A maior parte dos seus membros não é mais que agitadores de ultradireita incapazes de reintegrar-se a sociedade civil. A guerra é eterna para eles, e estão determinados a superar a vergonha, a humilhação e reconstruir o que creem que é a verdadeira Alemanha que havia sido subvertida pela &#8220;punhalada nas costas&#8221;.</p>
<p>Pouco depois de Hitler se unir ao grupo, este passa a chamar-se Partido Nacional Socialista Alemão dos Trabalhadores, (em alemão <strong>Nationalsozialistische Deutsche Arbeiterpartei)</strong> também conhecido como Nazi.</p>
<div id="attachment_4448" class="wp-caption alignleft" style="width: 188px"><a href="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/11/Dietrich_Eckart.jpg" class="broken_link" rel="lightbox[4445]"><img class="size-full wp-image-4448" title="Dietrich_Eckart" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/11/Dietrich_Eckart.jpg" alt="Dietrich_Eckart" width="178" height="237" /></a><p class="wp-caption-text">Dietrich Eckart</p></div>
<p>Entre seus líderes, estava <strong><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Dietrich_Eckart" target="_blank" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/pt.wikipedia.org/wiki/Dietrich_Eckart?referer=');">Dietrich Eckart</a></strong>, um jornalista ocultista. Eckart se converte no guru espiritual do partido Nazi. Passa a cuidar de Hitler e a prepará-lo para o poder. Hitler estava literalmente encharcando-se de antissemitismo sob a influência de Dietrich Eckart. Foi o mentor de Hitler. Foi a pessoa que mais influenciou Hitler nesta etapa tão crucial de seu desenvolvimento.</p>
<p>Eckart estava decidido a cultivar esta noção messiânica em Hitler porque ele mesmo acreditava que, pensando politicamente, precisava de um instrumento poderoso, um raio.</p>
<p>Dietrich Eckart morreu de um ataque do coração em 1923. Em seu leito de morte, supostamente disse a Hitler: “Hitler dançará, mas serei eu quem tocará a música. Não chorem por mim porque terei influenciado a história mais que qualquer outro alemão”.</p>
<p>Assim, Eckart tinha uma ideia muito exagerada da sua própria influência sobre Hitler, mas poderia ser muito bem justificada. O ocultista Eckart estava entre os poucos que previam a ascensão de Hitler. Outro deles foi uma astróloga popular que não tinha sequer conhecido Hitler: Elsbeth Ebertin.</p>
<p><a href="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/11/Ebertin_Elsbeth.jpg" class="broken_link" rel="lightbox[4445]"><img class="alignright size-full wp-image-4450" title="Ebertin_Elsbeth" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/11/Ebertin_Elsbeth.jpg" alt="Ebertin_Elsbeth" width="161" height="193" /></a>Entre as entusiásticas seguidoras de Hitler em Munique, havia uma mulher que enviou a Ebertin os dados do nascimento de Hitler e pediu-lhe para fazer uma predição de seu futuro. A resposta: “Está destinado a desempenhar o papel de führer nas futuras batalhas, e a sacrificar-se pela nação alemã. E ele irá enfrentar todas as circunstâncias mesmo em questões de vida ou morte”.</p>
<p>A predição de Ebertin chegou aos ouvidos de Hitler no final de 1923. Hitler tinha sentimentos mistos sobre isso. Hitler não queria acreditar que as estrelas controlavam seu destino. Como alguém que queria controle absoluto sobre a Alemanha, sobre sua vida e sobre o mundo, por certo, Hitler não queria acreditar que havia outras forças que podiam ter maior poder que ele mesmo.</p>
<p><a href="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/11/Web_of_debt_hyperinflation.jpg" class="broken_link" rel="lightbox[4445]"><img class="alignleft size-full wp-image-4452" title="Web_of_debt_hyperinflation" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/11/Web_of_debt_hyperinflation.jpg" alt="Web_of_debt_hyperinflation" width="158" height="125" /></a>A oportunidade de Hitler de chegar ao poder surge do caos da derrota na Primeira Guerra Mundial. Alemanha devia aos aliados bilhões em indenizações de guerra. E ao Governo alemão ocorre a ideia de que, &#8220;Você quer seu dinheiro? Nós lhe daremos todo o dinheiro que devemos”. E começam a emitir dinheiro sem nada que o respalde. Este é o período da hiperinflação, de imagens de pessoas empurrando carrinhos de mão cheios de marcos alemães até o supermercado para comprar um pão.</p>
<p>A economia alemã afunda para mínimos históricos. E o mesmo ocorre com a popularidade do novo governo. Hitler aproveita o momento para tomar o poder. Com uns 600 seguidores armados, Hitler e seus comparsas irrompem um motim político numa cervejaria de Munique. Convencem o grupo a unir-se em um golpe de estado. No dia seguinte 2000 homens marcham para derrubar o governo. E se convencem de que esse é o momento, de que é o momento de atuar. Porém a marcha acabou mais parecendo uma briga de bêbados do que qualquer outra coisa. Fato que provocou a prisão de Hitler. A ele se junta no cárcere Rudolf Hess, que um dia se tornaria seu braço direito, o vice-führer.</p>
<p>Durante o tempo na prisão, Hitler escreve &#8220;Mein Kampf&#8221;, um guia de seu Terceiro Reich, inspirado nas crenças racistas de seus mentores ocultistas. O livro é praticamente ignorado. Hitler dedica seu livro a seu falecido mentor, Dietrich Eckart.</p>
<p><a href="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/11/meinkampf.jpg" class="broken_link" rel="lightbox[4445]"><img class="aligncenter size-full wp-image-4454" title="meinkampf" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/11/meinkampf.jpg" alt="meinkampf" width="233" height="366" /></a></p>
<p>Em dezembro de 1924, após nove meses na prisão, Adolf Hitler é posto em liberdade, voltando imediatamente a organizar o partido Nazi. Nesse momento, o partido é só mais um entre vários partidos que propagavam certas ideias sobre uma mítica raça ariana, A teoria da punhalada nas costas que coloca os judeus como o princípio mau por trás da derrota. A vergonhosa derrota da Primeira Guerra Mundial. Com seu orgulho ferido e seu exército derrotado, os alemães olham para seus líderes em busca de esperança. Mas alguns se conformam com o ódio.</p>
<p>Antes de 1928, o Partido Nazi ainda é pequeno, 100.000 membros liderados por Hitler. Mas isso muda rapidamente. É realmente com a grande depressão, a catástrofe econômica, e o desemprego generalizado, que os nazistas finalmente conseguem ter o rico campo de recrutamento que sempre haviam desejado. Eleitores desesperados se agarram a mensagem nazi. As eleições de 1930 estabelecem aos nazistas um partido importante.</p>
<p>E em seguida, uma desgraça particular e um contratempo público. No mês de novembro de 1932, a amante de Hitler, a jovem de 20 anos, Eva Braun, tenta suicidar-se. Nessa mesma semana, os nazis de Hitler perdem assentos no Reichstag, o congresso alemão. Tudo estava dando errado. Há casos documentados de Hitler perdendo o controle, pondo-se a chorar. Este era um momento no qual ele acreditava que tudo estava perdido, apesar de ter chegado tão perto do poder. O próprio Hitler fala em suicídio.</p>
<div id="attachment_4456" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a href="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/11/Erik-Jan-Hanussen.jpg" class="broken_link" rel="lightbox[4445]"><img class="size-full wp-image-4456" title="Erik-Jan-Hanussen" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/11/Erik-Jan-Hanussen.jpg" alt="Erik-Jan-Hanussen" width="400" height="354" /></a><p class="wp-caption-text">Erik Jan Hanussen ao lado de Hitler</p></div>
<p style="text-align: left;">Aí, está documentado que Hitler conhece o famoso astrólogo Erik Jan Hanussen. Hanussen faz uma predição improvável. “Em 30 dias, uma mudança decisiva. Talvez, até mesmo o poder”. Mas, isto é impossível, em dezembro de 1932, Hitler não teve nenhuma esperança de alcançar este tipo de poder. Hanussen sugere algo que lhe ajudará a realizar seu objetivo: Um amuleto de boa sorte. Hanussen fala para Hitler que ele deve voltar a sua cidade natal e encontrar uma raiz de mandrágora. A mandrágora é uma raiz com forma humana que segundo os ocultistas europeus possuía poderosas propriedades medicinais. Segundo o autor Peter Levenda, Hitler pediu a Hanussen que encontrasse a raiz. Hanussen viaja a cidade natal de Hitler e encontra a mandrágora escavando no jardim de um açougueiro. No dia de ano novo de 1933, Hanussen entrega o amuleto a Hitler. Segundo o Professor <strong><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Nicholas_Goodrick-Clarke" target="_blank" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/pt.wikipedia.org/wiki/Nicholas_Goodrick-Clarke?referer=');">Nicholas Goodrick-Clarke</a></strong>, esta é a mandrágora de Hitler.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong><a href="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/11/mandragora.jpg" class="broken_link" rel="lightbox[4445]"><img class="aligncenter size-full wp-image-4460" title="mandragora" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/11/mandragora.jpg" alt="mandragora" width="447" height="414" /></a></strong></p>
<p>O fato de Hitler receber um objeto semelhante ou até mesmo estar disposto a aceitá-lo sugere uma notável suscetibilidade à superstição e ao ocultismo nesse momento. Este jornal de Viena mostra Hitler com a mandrágora.</p>
<p><a href="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/11/mandrake_hitler.jpg" class="broken_link" rel="lightbox[4445]"><img class="aligncenter size-full wp-image-4464" title="mandrake_hitler" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/11/mandrake_hitler.jpg" alt="mandrake_hitler" width="484" height="381" /></a></p>
<p>Em um cordão no seu pescoço havia uma cápsula e nesta havia alguns versos que Hanussen havia supostamente escrito descrevendo um vínculo entre ele, a mandrágora e Hitler. Os versos diziam que Hitler teria poder ilimitado e boa sorte, caso mantivesse fiel o vínculo entre os três. A sorte de Hitler, então, mudava.</p>
<p><a href="http://segundaguerra.org/adolf-hitler-o-nazismo-e-o-ocultismo-parte-iii"><span style="font-size: medium;"><strong>Continua &#8211; Adolf Hitler – O Nazismo e o Ocultismo – Parte III</strong></span></a></p>
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		<title>Adolf Hitler &#8211; O Nazismo e o Ocultismo &#8211; Parte I</title>
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		<pubDate>Mon, 16 Nov 2009 20:24:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Andre Luiz!</dc:creator>
				<category><![CDATA[Nazismo]]></category>
		<category><![CDATA[Adolf Hitler]]></category>

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		<description><![CDATA[O mundo sabe como terminou o 3º Reich, mas poucos sabem como começou. Antes de Hitler nascer havia uma nova onda de espiritualismo. Místicos, hoje esquecidos pela história, evocavam visões de uma Raça Superior, e previam perigo por parte das demais raças. Fanáticos do ocultismo reescreveram a história e inventaram uma nova ciência. Quando Hitler [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/11/Deutsch.jpg" class="broken_link" rel="lightbox[4415]"><img class="alignleft size-full wp-image-4416" title="Deutsch" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/11/Deutsch.jpg" alt="Deutsch" width="261" height="310" /></a>O mundo sabe como terminou o 3º Reich, mas poucos sabem como começou. Antes de Hitler nascer havia uma nova onda de espiritualismo. Místicos, hoje esquecidos pela história, evocavam visões de uma Raça Superior, e previam perigo por parte das demais raças.</p>
<p>Fanáticos do ocultismo reescreveram a história e inventaram uma nova ciência. Quando Hitler toma o poder, o ocultismo o segue até seu círculo social e político mais íntimo. Rudolf Hess, por exemplo, era um fanático da astrologia e do ocultismo. Assim como Goebbels com sua propaganda, e Himmler, o comandante das SS, que acreditava ser a reencarnação de um antigo rei.<span id="more-4415"></span></p>
<p>Vemos agora uma história da Primeira Guerra Mundial: 28 de setembro de 1918, próximo à aldeia francesa de Marcoign, <strong><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Henry_Tandey" target="_blank" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/en.wikipedia.org/wiki/Henry_Tandey?referer=');">Henry Tandey</a> </strong>se torna o soldado britânico mais condecorado da guerra. Durante a batalha Tandey elimina diversos inimigos, até que se depara com um Cabo de origem austríaca que estava pronto a aceitar seu destino esperando que o soldado britânico disparasse. Porém, Tandey vê que aquele Cabo não era nada mais que um indivíduo desesperado e o deixa ir, recusando-se a matá-lo.</p>
<div id="attachment_4432" class="wp-caption alignleft" style="width: 148px"><a href="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/11/PrivateHenryTandeyVC.jpg" class="broken_link" rel="lightbox[4415]"><img class="size-full wp-image-4432 " title="PrivateHenryTandeyVC" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/11/PrivateHenryTandeyVC.jpg" alt="PrivateHenryTandeyVC" width="138" height="186" /></a><p class="wp-caption-text">Henry Tandey</p></div>
<p>Tandey soube depois que aquele Cabo estava no 16º Regimento da Reserva Bávara. Seu nome era Adolf Hitler. O próprio Hitler é a fonte desta história, de acordo com Peter Levenda &#8211; escritor de obras sobre a história do ocultismo e especialista em história nazista, com títulos ainda inéditos no Brasil -, havia um quadro da batalha confeccionando por um pintor italiano ocupando uma das paredes da biblioteca de Hitler em Berchtesgaden, seu lugar de retiro na Áustria. Numa visita a Hitler, Neville Chamberlain perguntou por que teria o líder Alemão um quadro de uma vitória aliada desta batalha na França e Hitler respondeu, “porque este homem me salvou a vida”.</p>
<p>Talvez. Alguns historiadores afirmam que Hitler jamais lutou nesta batalha. Mas se ele enfrentou Tandey ou não, é irrelevante, pois Adolf usava estas histórias para demonstrar que estava destinado a algum propósito maior. Hitler convenceria uma nação inteira de que só ele poderia levá-la a glória.</p>
<p>Os nazistas lançaram um plano disparatado para refazer o mundo. A visão da supremacia alemã concebida e seus seguidores emergiram de uma poção tóxica. Entre seus ingredientes, história falsa, pseudociência, mentiras étnicas, e a lenda de uma Raça Superior, com um amuleto de boa sorte convertido em um símbolo de ódio. Mas alguns se perguntam se o nazismo teve algum ingrediente secreto, um ingrediente que não aparece na História: o Ocultismo.</p>
<div id="attachment_4418" class="wp-caption alignright" style="width: 186px"><a href="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/11/heinrich-himmler.jpg" class="broken_link" rel="lightbox[4415]"><img class="size-full wp-image-4418 " title="heinrich-himmler" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/11/heinrich-himmler.jpg" alt="heinrich-himmler" width="176" height="251" /></a><p class="wp-caption-text">Heinrich Himmler</p></div>
<p>Um dos principais fiéis do ocultismo era um granjeiro que se tornou comandante das SS, Heinrich Himmler. Encarregado de cumprir a Solução Final, genes, para limpar a Europa, a missão nazi evoca doutrinas impregnadas do ocultismo.</p>
<p>Por que estas doutrinas esotéricas eram importantes para Hitler? O que é que o ocultismo nos permite fazer? Permite-nos tomar o sobrenatural, como fonte da mais alta autoridade, em um reino que não está regulado pela Igreja, já que a mensagem universal de salvação do Cristianismo não será válida se estás investido em uma missão genocida.</p>
<p>Um ano antes do nascimento de Hitler, uma das doutrinas ocultistas que seria precursora do nazismo foi descrita para todo o mundo em um lugar improvável, por um escritor improvável. Vivendo em Londres, uma aristocrata russa tornou-se uma autora de sucesso. Chamada <strong><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Helena_Petrovna_Blavatsky" target="_blank" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/pt.wikipedia.org/wiki/Helena_Petrovna_Blavatsky?referer=');">Madame Helena Blavatsky</a></strong>. Em mais de 1000 páginas reescreveu a história do mundo, da Criação ao presente. Sua historia está baseada em fontes pouco convencionais, Astrologia babilônica, hieroglíficos egípcios, e uma mistura de ideias ocultistas. Não para ser inventado, mas a boa notícia deste tipo de informação, é que tem todo o poder de uma grande civilização perdida, mas as pessoas que controlavam e regulavam o uso desta informação já não estão mais presentes.</p>
<div id="attachment_4422" class="wp-caption alignleft" style="width: 167px"><a href="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/11/Hpb.jpg" class="broken_link" rel="lightbox[4415]"><img class="size-full wp-image-4422" title="Hpb" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/11/Hpb.jpg" alt="Hpb" width="157" height="234" /></a><p class="wp-caption-text">Helena  Blavatsky</p></div>
<p>Assim pode significar tudo que você precise que isto signifique. E assim foi. Segundo Blavatski conta, gigantes do continente perdido de Atlântida, produziu uma raça superior, os arianos. O livro de Blavatski é misticismo mascarado de história, mas vende. Escolher um momento é crucial. E um livro, que contestou a versão oficial da história vem na hora certa.</p>
<p>Durante quase 2000 anos, a Bíblia foi a verdade incontestável, então Darwin desafia as mesmas origens da história, e as recentes provas da evolução fazem que a fé das pessoas esmoreça. O final do século XIX foi o apogeu de um novo tipo de religião: o espiritualismo. Baseado na crença de que os vivos podiam contatar com os mortos. O espiritismo não era uma coisa marginal. Quando Hitler nasceu, havia uma nova onda de espiritualismo. Uma onda de leitores de mãos e astrologia, de Tarô e sessões de espiritismo. Com crentes desde Mary Lincoln a Sir Arthur Conan Doyle, o criador de Sherlock Holmes. Para uma plateia sedenta por novas respostas, a obra ocultista de Blavatski era como um banquete. Blavatski era importante por sua teatralidade, porque as tradições ocultistas eram por natureza práticas secretas para uma elite, mas esta era contada para todo mundo.</p>
<p>Um escritor e ocultista austríaco chamado Guido Von Liszt toma a ideia de Blavatski de uma raça ariana. Apodera-se desta ideia e a germaniza. A Raça Superior passa a identificar-se especificamente com uma espécie de destino racial alemão. Blavatski reescreveu a história, Liszt reescreveu a geografia. Transplantou as origens dos Arianos desde a Pérsia ao norte da Europa.  Imagina-se uma raça superior de gente loira e olhos azuis, agora, esse grande povo é deslocado para o norte. Quem é agora a autêntica expressão do arianismo? O povo nórdico. Para validar sua teoria, Von Liszt busca uma ligação entre os míticos arios e os alemães modernos. Ele acredita ter encontrado uma. Um alfabeto germânico extinto chamado &#8220;Rúnico&#8221;. E num jogo no qual quanto maior a antiguidade, maior a autoridade, as Letras Rúnicas permitiram aos alemães a entrada nesse jogo.</p>
<div id="attachment_4425" class="wp-caption aligncenter" style="width: 506px"><a href="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/11/runas.jpg" class="broken_link" rel="lightbox[4415]"><img class="size-full wp-image-4425" title="runas" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/11/runas.jpg" alt="runas" width="496" height="450" /></a><p class="wp-caption-text">Alfabeto Runico</p></div>
<p style="text-align: center;">
<p>Blavatski descreveu a raça de super-homens. Von Liszt os fez alemães. Mas faltava algo. O que é um super-homem sem um inimigo mortal? O inimigo foi descrito por um ex-monje austríaco chamado<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/J%C3%B6rg_Lanz_von_Liebenfels" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/pt.wikipedia.org/wiki/J_C3_B6rg_Lanz_von_Liebenfels?referer=');"> <strong>Jörg Lanz von Liebenfels</strong></a>. Em sua abadia encontrou uma imagem numa laje, que mostrava um nobre esmagando um monstro com seu pé. Lanz ficou convencido de que, toda a história poderia ser explicada em termos de raças nobres com a necessidade de reprimir e de conquistar as raças menores, inferiores, e potencialmente demoníacas.</p>
<div id="attachment_4437" class="wp-caption alignleft" style="width: 169px"><a href="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/11/jorglanzvonliebenfels.jpg" class="broken_link" rel="lightbox[4415]"><img class="size-full wp-image-4437" title="jorglanzvonliebenfels" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/11/jorglanzvonliebenfels.jpg" alt="jorglanzvonliebenfels" width="159" height="163" /></a><p class="wp-caption-text"> Jörg Lanz von Liebenfels</p></div>
<p>Após deixar a abadia, Von Liebenfels começa a publicar uma revista cujo titulo honrava uma deusa alemã da primavera, Ostara. Von Liebenfels adverte que a super-raça ariana devem defender-se contra o que denomina raças inferiores, entre elas, os judeus. É fonte de poluição racial que mediante seu insidioso cruzamento com as raças superiores, estão destruindo a raça por dentro.</p>
<p>“Não tem por que tomar as armas contra vocês, sua arma é sua própria existência”. Estava descrevendo a mestiçagem das raças. Advogando por um programa de purificação racial com base em suas ideias ocultistas. A solução de Von Liebenfels: exterminação mediante a esterilização e castração. E suficientes leitores estão de acordo para que Ostara continue circulando em Viena. E entre seus leitores está um jovem sem raízes, sem passado e um futuro incerto. Um artista sem sucesso, sem abrigo e desamparado, chamado Adolf Hitler. Testemunhas oculares lembram que Hitler tinha uma coleção de volumes de Ostara. Von Liebenfels alegou que um jovem Adolf certa vez visitou o seu escritório. Em Hitler, o sonho de Von Liebenfels de um mundo purgado de raças inferiores encontra uma mente fértil.</p>
<div id="attachment_4427" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a href="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/11/ostara.jpg" class="broken_link" rel="lightbox[4415]"><img class="size-full wp-image-4427" title="ostara" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/11/ostara.jpg" alt="ostara" width="300" height="417" /></a><p class="wp-caption-text">Um exemplar da Revista Ostara</p></div>
<p style="text-align: center;">
<p>Um amigo de Hitler na infância, <strong><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/August_Kubizek" target="_blank" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/pt.wikipedia.org/wiki/August_Kubizek?referer=');">August Kubizek</a></strong>, escreveu um livro sobre ele, chamado The Young Hitler I Knew,  afirmou que mesmo quando criança, Hitler expressava sentimentos antissemitas. Este não era um sentimento que surgiu do nada, mas que era turbinado pelo ambiente em que eles viveram.</p>
<p>Hitler recorda em sua autobiografia política <strong>&#8220;<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Mein_Kampf" target="_blank" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/pt.wikipedia.org/wiki/Mein_Kampf?referer=');">Mein Kampf</a>&#8220;</strong>, que deixou Viena com os fundamentos de sua visão do mundo firmemente assentados. E parece absolutamente incontestável que estes fundamentos tão firmes incluíam uma visão das raças do mundo baseadas em algum tipo de distinção absoluta entre as raças de loiros e de pele clara, e as raças escuras, inferiores e ameaçadoras que acaba se identificando nos judeus, ciganos e outras raças.</p>
<p><a href="http://segundaguerra.org/adolf-hitler-o-nazismo-e-o-ocultismo-parte-ii"><span style="font-size: medium;"><strong>Continua:  Adolf Hitler &#8211; O Nazismo e o Ocultismo &#8211; Parte II</strong></span></a></p>
<div id="_mcePaste" style="overflow: hidden; position: absolute; left: -10000px; top: 955px; width: 1px; height: 1px;">
<h1 id="firstHeading" class="firstHeading">Helena Petrovna Blavatsky</h1>
</div>
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		<title>O Termo Nazista na Cultura Popular</title>
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		<pubDate>Tue, 09 Dec 2008 14:15:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Andre Luiz!</dc:creator>
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		<description><![CDATA[As atrocidades cometidas pelo regime nazista, a sua ideologia extremista e a propaganda negativa feita pelos países vencedores da Segunda Guerra, em especial os Estados Unidos, tornaram o nazismo tão digno de nota na linguagem popular como na história. O termo &#8220;nazista&#8221; (no português brasileiro) ou &#8220;nazi&#8221; (no português europeu) é freqüentemente empregado como sinônimo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>As atrocidades cometidas pelo regime nazista, a sua ideologia extremista e a propaganda negativa feita pelos países vencedores da Segunda Guerra, em especial os Estados Unidos, tornaram o nazismo tão digno de nota na linguagem popular como na história. <span id="more-497"></span></p>
<p>O termo &#8220;nazista&#8221; (no português brasileiro) ou &#8220;nazi&#8221; (no português europeu) é freqüentemente empregado como sinônimo de qualquer grupo de pessoas que tentam impor soluções impopulares ou extremistas à população em geral. Assim como aos que cometem crimes e outros tipos de violações sobre terceiros sem mostrar remorso.</p>
<p>Ironicamente, Israel é um alvo comum do termo &#8220;nazista&#8221;, devido ao modo que os judeus tratam os palestinos e as suas políticas racistas.</p>
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		<title>Motivos do Sucesso do Nacional-Socialismo</title>
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		<pubDate>Tue, 09 Dec 2008 14:06:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Andre Luiz!</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Um ponto importante acerca do nacional-socialismo está ligado a fatores que promoveram a sua ascensão, não só na Alemanha, mas também em outros países europeus e do continente americano (encontravam-se movimentos nacionais-socialistas na Suécia, Grã-Bretanha, Itália, Espanha, Checoslováquia, EUA, Argentina e Chile nas décadas de 20 e 30). Tais fatores podem ter tido relação com: [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Um ponto importante acerca do nacional-socialismo está ligado a fatores que promoveram a sua ascensão, não só na Alemanha, mas também em outros países europeus e do continente americano (encontravam-se movimentos nacionais-socialistas na Suécia, Grã-Bretanha, Itália, Espanha, Checoslováquia, EUA, Argentina e Chile nas décadas de  20 e 30).<span id="more-495"></span></p>
<p>Tais fatores podem ter tido relação com:</p>
<ul type="disc">
<li>A devastação econômica em todo      o território europeu após Primeira Guerra Mundial;</li>
<li>A falta de orientação em muitas pessoas após a queda da monarquia em muitos países europeus;</li>
<li>A fama do envolvimento judaico em favorecimentos      ilegítimos na Primeira Guerra Mundial;</li>
<li>A rejeição ao comunismo;</li>
<li>A influência das comunidades de língua alemã;</li>
<li>As dificuldades das classes trabalhadoras e a crise econômica.</li>
</ul>
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