História da Segunda Guerra – Batalha de Brest

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A captura de Brest

A 25 de agosto de 1944, coincidindo com a marcha dos exércitos que acabavam de cruzar o Sena, os efetivos estadunidenses lançaram-se ao assalto de Brest. A cidade, objetivo dos efetivos comandados pelo General Middleton, achava-se defendida por efetivos superiores aos calculados pelos Aliados.

mapa2

A guarnição ascendia a mais de 30.000 homens, o dobro do numero que os estadunidenses esperavam enfrentar. O núcleo dos defensores estava formado pela 2º Divisão de Pára-Quedistas unidade selecionada e integrada por soldados jovens, de comprovado valor e grande disciplina Seu comandante, Ramcke, era um militar que conseguira renomado prestigio durante o ataque a Creta, em 1940. Ramcke comandava agora a guarnição de defesa de Brest.

Battle_of_Brittany_-_Brest_02Depois de uma operação destinada a guarnecer seus flancos, o General Middleton decidiu ordenar o assalto final, iniciado no dia 25 de agosto. A disposição das forças seria a seguinte: a 2º Divisão atacaria pela direita, a 8° pelo centro e a 2º pela esquerda. Os efetivos deveriam destruir os blocos e casamatas germânicas antes do combate direto.

Cumprida essa primeira parte, as tropas entraram em luta durante três dias. No dia 28, finalmente, um regimento da 29º conseguiu perfurar as defesas alemãs, avançando sem encontrar resistência. No dia seguinte coube aos elementos da 8º Divisão efetuar, no centro do dispositivo, uma nova e profunda penetração.

No dia 19 de setembro, depois da preparação da artilharia, Middleton lançou um ataque coordenando as tropas com a força aérea. As resistências alemãs, contudo, continuaram firmes ate o dia 7 de setembro. Diminuindo a intensidade do assalto, Middleton reagrupou as forças para um assalto em grande escala no dia 12. Novamente a defesa da cidade conseguiu resistir e manter-se de pé. No dia 13, Middleton propôs a rendição. A proposta foi rejeitada e novos assaltos se seguiram.

brest

No dia 14 os estadunidenses colocaram em jogo todas as forças de que dispunham, mas os germânicos, defendendo-se por entre os escombros, continuaram aferrados a resistência. No dia l6, por fim, grupos de demolição fizeram voar pelos ares as ultimas posições alemãs. O assalto seguinte, direto, foi realizado a baioneta. Ramcke, num supremo ato de resistência, abandonou a cidade e se refugiou com algumas de suas unidades na península de Crozon, em frente a Brest. Ali, no dia 19 de setembro, levantou finalmente a bandeira branca, rendendo-se aos estadunidenses.

Fonte: Segunda Guerra Mundial, A
Rio de Janeiro: Codex,  1966   12 volumes.

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Sobre o Autor do Post

Ricardo Lavecchia já escreveu 48 artigos para este site.

Ricardo Lavecchia tem 27 anos, nascido no dia 22/01/1982. Natural de Santo André – SP Desenhista nas horas vagas, sempre procurou novas idéias em imagens de livros e jornais, e foi numa dessas buscas que descobriu outra paixão: A Segunda Guerra Mundial. Tinha, então, 12 anos e se deparou com o livro: "Crônicas de Guerra - Com a FEB na Itália" de Rubens Braga. Ao invés de apenas escolher uma imagem para desenhá-la, resolveu ler o livro. O fascínio pelo assunto o tomou por completo. Em suas pesquisas sobre o tema, descobriu não só relatos de guerra, mas amizades sinceras de veteranos, como o Sr. Martin Drewes (piloto alemão) e o Sr. Antônio Cruchaki, veterano do 9º BEC e o falecido Capitão Rocha da Senta a Pua. MSN: ricardo@segundaguerra.org


Comentários

  1. juca disse:

    que intereante ne vei

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