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O Ataque Alemão
O objetivo alemão era o controle de todas as pontes que cruzavam o canal Alberto, tornando possível um avanço rápido das suas forças. Para isso fariam emprego de planadores para transportar as tropas à fortaleza. Por 6 meses os pára-quedistas alemães treinaram em Hildesheim, próximo de Hannover, e depois nos Sudetas, sem saber do objetivo do treino. Esta unidade foi chamada de Sturmabteilung Koch. Seu comandante seria o primeiro-tenente Rudolf Witzig.
Para o ataque, o grupo foi dividido em 4 grupos: o primeiro, com codinome Stahl (Aço), incluíam 9 planadores e se destinaria tomar a ponte de Veldwezelt. O segundo grupo, com codinome Konkret (Betão) tinha como objetivo tomar a ponte de Vroenhoven. O terceiro grupo, de codinome Eisen (Ferro) incluía 10 planadores e seu alvo era ponte de Canne. O último grupo, de codinome Granit (Granito), era constituído por 11planadores e 84 sapadores, destinados a tomar a fortaleza de Eben Emael. Seriam usadas armas como lança-chamas, granadas, cargas de perfuração e armas ligeiras.
O destacamento alemão deslocou dos aeródromos de Ostheim e Butzweilerhof às 04h30min da madrugada do dia 10 de Maio de 1940. Deveriam aterrissar silenciosamente 5 minutos antes das tropas alemãs cruzarem a fronteira. Porém um problema no planador do tenente Witzig fez com chegassem 3 horas mais tarde. No total eram 86 homens em 11 planadores.
Os planadores foram soltos a 1800 metros de altura para voar 20 km até o objetivo. Outro grupo de assalto aterrissou em Duren para tomar o Vise 1. Ambos os comandos reagruparam-se mais tarde com as forças de terra e alcançaram o canal Alberto.
As defesas antiaéreas belgas avistaram os planadores às 05h00min da manhã, mas só abriram fogo 20 minutos depois, quando já aterrissavam. A bateria foi capturada imediatamente. O planador 8 atacou o quartel e a Coupole Nord. No momento que ocupantes do quartel eram imobilizados por uma metralhadora, houve uma tentativa de explodir a cúpula com duas cargas de 50 kg de explosivos. E mesmo o aço fora atravessado, ficou trancada e em seguida explodiu com a explosão de uma carga de 12,5 kg de explosivos.
O planador 5 atacou o Bloco IV e o planador 3 assaltou Maastricht 1 às 05h30min. Por seu turno, o planador 1 encarregou-se de Maastricht 2, onde foi abatido o general de brigada belga Vertbois.
A única fortificação não atacada foi a Vise 2, pois esta somente tinha condição de disparar para Sul.
A cúpula Coupole Sud era a preocupação principal dos alemães. A explosão de uma carga de 50 kg de explosivos não surtiu qualquer efeito. A torre disparava continuamente sobre outros abrigos e à povoação de Eysden. As 09h00min, os alemães deram início a um ataque aéreo com Stukas, mas a torre ainda não sofreu danos (continuou ativa até a rendição da fortaleza).
As tropas alemãs decidiram pelo assalto do interior de Eben Emael. As entradas haviam sido estudadas e as instalações ocupadas, mas a artilharia belga bombardeou a área e a infantaria avançou sobre as posições alemãs no bosque.
Somente com o apoio aéreo dos Stukas que as forças alemãs superaram os ataques da 7ª Divisão Belga. As tentativas por parte do exército belga de reprimir as forças germânicas não tiveram êxito (ataques que vinham dos fortes de Pontisse, Barchon e Evegnée).
As 07h00min da manhã do dia posterior, o batalhão de Engenheiros 51 atravessou o canal e uniu-se aos pára-quedistas que ocupavam as pontes de Veldwezelt e Vroenhoven. Aproximou-se do Bloco II, que quando capturado deixaria o lado norte da fortaleza indefesa. Já haviam detonado cargas na cúpula com 50 e 12,5 kg de explosivos, então o sargento Portsteffen abriu o ataque com um lança-chamas e o 3º grupo de divisões Panzer tomaram a direção de Tongres.
detonaram explosivos contra a troneira, o que deu condição a outros grupos de aproximarem-se pelo lado Oeste. Os restantes abrigos, a Coupole Sud, Canal Nord e Sud cessaram fogo logo após as 12h30min do dia 11 de Maio. Soou uma trombeta e surgiu um soldado belga portando uma bandeira branca na entrada do Bloco I. Foi o fim da batalha.
Uma fortaleza imponente que resistiu somente 36 horas. A batalha ceifou a vida a 6 soldados alemães e feriu outros15, e pelo lado belga foram 23 baixas, 53 soldados feridos e cerca de 600 prisioneiros nos campos de Fallingbostel, na Alemanha. Mediante a esta operação, as tropas alemãs neutralizaram Eben Emael e preservaram duas pontes intactas no canal Alberto, além de impulsionar o avanço alemão pelo território belga.
Artigo Anterior:
O assalto à fortaleza de Eben Emael – Parte I













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