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A Operação Market-Garden
Em Setembro de 1944, diante das dificuldades nas linhas de abastecimentos e com o endurecimento da resistência alemã, o general Montgomery planejou e mandou executar um dos mais engenhosos planos para aniquilar o exército alemão, antes do próximo ano.
Após quase dois meses de inatividade no difícil terreno da Normandia, os Aliados quebraram a linha defensiva alemã. Iniciou ali, um rápido e fulgurante avanço que levaria o 21º Exército até ao Canal Mosela-Escala, na fronteira com a Holanda. No dia 11 de Setembro, Montgomery distava a pouco mais de 160 km de Ruhr, uma das mais importantes regiões industriais da Alemanha. Nessa mesma data, o 3º Exército dos Estados Unidos comandado por Patton, alcançava o Sarre, outra região fabril vital para o esforço de guerra alemão.
O plano de Montgomery, apresentado a Eisenhower no dia 10, usaria a porta de serviço mais próxima – a Holanda – contando com o apoio de tropas aerotransportadas lançadas na retaguarda das linhas alemãs, as quais teriam por objetivo conquistar 5 pontes estratégicas da estrada entre Eindhoven e Arnhem.
Após a tomada das pontes, a força aérea limparia o terreno por onde avançariam o 11º Exército britânico que não teria qualquer dificuldade em atingir Ruhr.
Não totalmente convencido da eficácia do plano, mas seduzido, Eisenhower permitiu a execução. Iniciou-se, então, a operação, batizada com o codinome Market Garden, que deveria ser executado no dia 17 de Setembro.
Ponte de Arnhem: objetivo estratégico
Na Inglaterra finalizavam-se os preparativos para a maior operação aérea realizada até então, que empregaria 5 mil aviões e 3 divisões – a 1ª Divisão britânica e a 82ª e 101ª Divisões norte-americanas – contando ainda com o apoio da Brigada de pára-quedistas polaca. O número de homens e meios necessários obrigava a estender as operações de transporte por três dias.
Na data planejada para o início da operação, 17 de Setembro, a 101ª Divisão dos EUA deveria se posicionar próxima de Eindhoven, abrindo a frente Sul; a 82ª Divisão asseguraria as posições situadas a meio caminho entre Eindhoven e Arnhem, e tomaria a ponte de Nimega. O ponto crucial de toda a operação, a ponte de Arnhem – a 100 km a Norte das posições das forças terrestres – ficaria na responsabilidade dos homens da 1ª Divisão Aérea Britânica, sob comando do general Robert Urquarth.
A missão atribuída a Urquarth e aos seus Diabos Vermelhos era complexa. Deveriam conquistar e manter as posições até a chegada da Infantaria e da Cavalaria, correndo o risco de ficar isolados caso estas últimas forças fossem travadas pelo inimigo.
Artigos Anteriores:
Operação Market-Garden – Parte I
Operação Market-Garden – Parte II
Operação Market-Garden – Parte III
















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