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	<title>Segunda Guerra.org &#187; O Dia D</title>
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	<description>O Maior Acervo sobre a Segunda Guerra Mundial</description>
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		<title>Redescobrindo a Segunda Guerra &#8211; O Dia D &#8211; Episódio 5</title>
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		<pubDate>Mon, 19 Oct 2009 13:34:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Andre Luiz!</dc:creator>
				<category><![CDATA[Multimidia]]></category>
		<category><![CDATA[NatGeo]]></category>
		<category><![CDATA[O Dia D]]></category>
		<category><![CDATA[Redescobrindo a Segunda Guerra]]></category>

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		<description><![CDATA[O Dia D na Normandia e em Saipan, no Pacífico acontecem praticamente no mesmo dia. A preparação de duas manobras militares de proporções até então, inimagináveis. Compare os preços de Redescobrindo a Segunda Guerra Assista ao episódio &#8220;O Dia D&#8221; Redescobrindo a Segunda Guerra Parte 1 Parte 2 Parte 3 Parte 4 Parte 5 Compare [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-4142" title="Episode5" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/10/Episode5.jpg" alt="Episode5" width="488" height="288" /></p>
<p>O Dia D na Normandia e em Saipan, no Pacífico acontecem praticamente no mesmo dia. A preparação de duas manobras militares de proporções até então, inimagináveis.</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #ff0000;"><span style="font-size: medium;"><strong><a href="http://compare.buscape.com.br/categoria?id=2922&amp;lkout=1&amp;kw=redescobrindo+segunda+guerra+&amp;site_origem=9136263"rel="nofollow"  target="_blank">Compare os preços de Redescobrindo a Segunda Guerra </a></strong></span></span><span id="more-4158"></span></p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: medium;">Assista ao episódio &#8220;O Dia D&#8221;<br />
Redescobrindo a Segunda Guerra</span><br />
</strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Parte 1</strong></p>
<p><object style="width: 100%; height: 353px;" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="0" height="353" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="wmode" value="window" /><param name="src" value="http://video.rutube.ru/0cac6d279af91993c503d5ec387daaea" /><embed style="width: 100%; height: 353px;" type="application/x-shockwave-flash" width="0" height="353" src="http://video.rutube.ru/0cac6d279af91993c503d5ec387daaea" wmode="window"></embed></object></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Parte 2</strong></p>
<p><object style="width: 100%; height: 353px;" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="0" height="353" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="wmode" value="window" /><param name="src" value="http://video.rutube.ru/cb7cf82bd1121e494e5af31c268b29f3" /><embed style="width: 100%; height: 353px;" type="application/x-shockwave-flash" width="0" height="353" src="http://video.rutube.ru/cb7cf82bd1121e494e5af31c268b29f3" wmode="window"></embed></object></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Parte 3</strong></p>
<p><object style="width: 100%; height: 353px;" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="0" height="353" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="wmode" value="window" /><param name="src" value="http://video.rutube.ru/063165e34e607a00555b9dcdbfa46b3b" /><embed style="width: 100%; height: 353px;" type="application/x-shockwave-flash" width="0" height="353" src="http://video.rutube.ru/063165e34e607a00555b9dcdbfa46b3b" wmode="window"></embed></object></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Parte 4</strong></p>
<p><object style="width: 100%; height: 353px;" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="0" height="353" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="wmode" value="window" /><param name="src" value="http://video.rutube.ru/b3dd6414d3761aff456a2cd4f84d582b" /><embed style="width: 100%; height: 353px;" type="application/x-shockwave-flash" width="0" height="353" src="http://video.rutube.ru/b3dd6414d3761aff456a2cd4f84d582b" wmode="window"></embed></object></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Parte 5</strong></p>
<p><object style="width: 100%; height: 353px;" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="0" height="353" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="wmode" value="window" /><param name="src" value="http://video.rutube.ru/283522221036c87de26f1188d820f0de" /><embed style="width: 100%; height: 353px;" type="application/x-shockwave-flash" width="0" height="353" src="http://video.rutube.ru/283522221036c87de26f1188d820f0de" wmode="window"></embed></object></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #ff0000;"><span style="font-size: medium;"><strong><a href="http://compare.buscape.com.br/categoria?id=2922&amp;lkout=1&amp;kw=redescobrindo+segunda+guerra+&amp;site_origem=9136263"rel="nofollow"  target="_blank">Compare os preços de Redescobrindo a Segunda Guerra </a></strong></span></span></p>
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		<title>O Dia D &#8211; Forças Aliadas &#8211; Parte V</title>
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		<pubDate>Sat, 27 Jun 2009 18:23:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Andre Luiz!</dc:creator>
				<category><![CDATA[Antes]]></category>
		<category><![CDATA[O Dia D]]></category>

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		<description><![CDATA[ENGANOS, PLANOS E RESISTÊNCIA Em certo sentido, os Aliados já tinham um exército na Europa antes do Dia D &#8211; a Resistência. Na teoria, o governo constitucional da França era o regime de Vichy sob o velho Marechal Pétain. Sua autoridade fora grandemente reduzida e Pierre Lavaique &#8211; que garantira a colaboração desejada pelos alemães [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: large;"><strong>ENGANOS, PLANOS E RESISTÊNCIA</strong></span></p>
<div id="attachment_3703" class="wp-caption alignleft" style="width: 232px"><a href="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/06/art-france-resistence-d-day.jpg" class="broken_link" rel="lightbox[3702]"><img class="size-full wp-image-3703" title="art-france-resistence-d-day" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/06/art-france-resistence-d-day.jpg" alt="art-france-resistence-d-day" width="222" height="400" /></a><p class="wp-caption-text">Típico Maqui</p></div>
<p>Em certo sentido, os Aliados já tinham um exército na Europa antes do Dia D &#8211; a Resistência. Na teoria, o governo constitucional da França era o regime de Vichy sob o velho Marechal Pétain. Sua autoridade fora grandemente reduzida e Pierre Lavaique &#8211; que garantira a colaboração desejada pelos alemães &#8211; governava apenas com o consentimento destes. Por volta de 1944, tornou-se claro que a verdadeira voz da França era a do General Charles de Gaulle, cujo quartel-general se localizava, evidentemente, em Londres.<span id="more-3702"></span></p>
<p>A Resistência Francesa fora chamada de &#8220;uma mistura de coragem e patriotismo, ambição, facção e traição&#8221;. Compreendia numerosos grupos, cujo substrato político ia do comunismo e Front Populaire ao catolicismo.</p>
<p>Em 1944, os Maquis abrangiam talvez cerca de 100.000 pessoas, muitos das quais fugiram para as montanhas a fim de não serem enviadas ao trabalho forçado na Alemanha. Constituíam a matéria-prima para a guerra de guerrilha.</p>
<p>A Resistência Belga, o &#8220;Exército Secreto&#8221;, tinha cerca de 45.000 homens. No segundo trimestre de 1944, 55 operações aéreas forneceram-lhes armas. Por outro lado, o Abwehr (serviço secreto alemão) tinha tido muito êxito em capturar agentes secretos aliados lançados sobre a Holanda, de modo que a resistência holandesa se encontrava pobremente equipada.</p>
<p>Uma complicada organização na Inglaterra se esforçava para controlar e armar todos esses movimentos da Resistência. Neste trabalho, a British Broadcasting Corporation e a Special Operations Executive (SOE) tiveram papel insubstituível. Os planejadores aliados, ao mesmo tempo em que concordavam em que as chamas da resistência tinham de ser insufladas por todos os meios possíveis, não confiavam em suas atividades. Qualquer sabotagem ou qualquer levante armado era considerada simplesmente como um bônus. Não é fácil quantificar-se as realizações daqueles homens e mulheres patrióticos, mas é evidente que eles, pelo simples fato de existirem, mantiveram presos milhares de soldados inimigos. Com emboscadas e atos de sabotagem, infligiram sérios atrasos às reservas alemãs mobilizadas para a batalha no verão de 1944.</p>
<p><span style="font-size: medium;"><strong>Exércitos Inexistentes</strong></span></p>
<p>Além dos exércitos que realmente existiam, os Aliados serviram-se de outros inexistentes. Era fundamental para o êxito da Overlord que os alemães, que ainda gozavam de grande vantagem numérica nas forças terrestres, fossem induzidos a falsas suposições. Sabia-se, naturalmente, que os comandantes alemães estavam cientes dos preparativos aliados para um assalto. Ao mesmo tempo pensava-se que, graças à boa segurança, eles podiam ser enganados sobre quando e onde o desembarque teria lugar. Por essa razão era essencial que o bombardeio preliminar não fosse dirigido contra a Normandia como ponto escolhido de desembarque. Por isso, para cada alvo atacado na área de assalto, dois seriam bombardeados alhures, especialmente em Pás de Calais. Este plano de cobertura aumentou enormemente o número de investidas a ser conduzido pelas forças aéreas aliadas, e, portanto suas perdas, mas seu êxito estratégico não pode ser colocado em dúvida.</p>
<div id="attachment_3705" class="wp-caption aligncenter" style="width: 545px"><a href="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/06/map-calais-new.jpg" class="broken_link" rel="lightbox[3702]"><img class="size-full wp-image-3705" title="map-calais-new" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/06/map-calais-new.jpg" alt="map-calais-new" width="535" height="459" /></a><p class="wp-caption-text">Mapa mostra a Pouca distância entre Calais e a Inglaterra</p></div>
<p style="text-align: left;">Para dar uma falsa imagem de sua estratégia abrangente, os Aliados imaginaram um plano para causar confusão (nome de código: Bodyguard). Era suplementado pelo Fortitude, que era o plano de cobertura para a Normandia. A história que os Aliados tentavam vender era que a campanha de 1944 deveria abrir-se com a invasão ao sul da Noruega. Depois, por volta da terceira semana de julho, o ataque principal seria lançado contra Pás de Calais. Vasos de desembarque simulados foram reunidos nos portos e embarcadouros a sudeste; o tráfego do rádio, os exercícios de treinamento, etc. transmitiram a impressão desejada. Mesmo depois do Dia D, permaneceu a idéia de que o ataque à Normandia era um blefe.</p>
<p>A invasão fictícia da Noruega foi confiada ao Tenente-General Sir A. F. A. N. Thorne, Comandante-em-Chefe do Comando Norte. Seu &#8220;Quarto Exército&#8221;, que consistia de três corpos imaginários, estava reunido na Escócia. Havia algumas tropas na Escócia, mas nem por isso o Quarto deixava de ser um exército fantasma, colocado no ar pelo tráfego do rádio a partir de um esqueleto de quartel-general. Os movimentos e exercícios de tropas, e alguns vazamentos bem calculados, apontavam para o desembarque na costa norueguesa. Este engano deveria ser mantido até julho. Hitler era sensível a qualquer ameaça à Noruega. Enfurecido pela incursão-comando que varreu a guarnição de Vaagso a 27 de dezembro de 1941, ele elevou a guarnição da Noruega para cerca de 300.000 homens. Era essencial para os Aliados que eles não fossem mobilizados para a França, onde apenas 100.000 deles teriam aumentado enormemente o poder defensivo do Grupo Ocidental do Exército. O Quarto Exército não foi, de modo algum, o menos eficiente dos exércitos que &#8220;combateram&#8221; do lado aliado na Segunda Guerra Mundial.</p>
<p>A invasão imaginária de Pás de Calais foi fixada para meados de julho. Uma força de assalto mítica de 12 divisões deveria crescer até 50 divisões. Havia, logicamente, muitas formações reais a leste e sudeste da Inglaterra. Isso fez com que elas aparecessem mais fortes do que na verdade o eram, pelo volume crescente do tráfego de rádio. Nada se negligenciou que pudesse aumentar a impressão desejada. Vazamentos oportunos através da imprensa, além daqueles através de canais diplomáticos e subterrâneos, davam realismo ao quadro. Nas regiões a sudeste, as forças &#8211; reais e imaginárias &#8211; estavam abertamente reunidas, enquanto a sudoeste não se poupou esforço para ocultá-las. Os mapas alemães que mostravam as posições aliadas na Inglaterra provam os quão longe tais enganos chegaram.</p>
<p>Seu sucesso deveu-se também ao fato de que Hitler estava convencido desde o início de que o assalto principal dos Aliados seria desfechado contra Pás de Calais. Na verdade, todos os líderes alemães eram de opinião de que ele teria de ser fortemente defendido. E tal ponto de vista não era desarrazoado. Tratava-se da rota marítima mais próxima entre a Inglaterra e a França, e a rota mais curta para uma arremetida aliada ao pólo industrial de Rhur. Os líderes alemães achavam provável que os Aliados atacassem em diversos lugares, mas havia divergências quanto ao desembarque dos assaltos subsidiários. Noruega, a costa atlântica, Portugal e a costa mediterrânea da França &#8211; todas essas possibilidades foram discutidas. Em outubro de 1943, von Rundstedt fazia notar que &#8220;a Normandia com Cherbourg e a Bretanha com Brest são áreas adicionais importantes à frente do Canal&#8221;, e, embora isso levasse algum tempo, parece que Hitler chegou a pensar algo assim. A 4 de março de 1944, ele as descrevia como &#8220;particularmente ameaçadas&#8221;, e dois dias depois seu Chefe de Estado-Maior pessoal, o General Alfred Jodi, disse a von Rundstedt que o Führer dedicava &#8220;particular importância à Nor-mandia&#8221;, em especial a Cherbourg. Isto levou ao reforço da península de Cotentin pela 91ª Divisão de Terra-e-Ar, pelo 6° Regimento de pára-quedistas e por outras unidades. Em abril, a 21ª Divisão Panzer foi mobilizada da Bretanha para Caen e a Divisão Panzer Lehr da Hungria para Chartres.</p>
<p>As previsões de von Rundstedt das intenções dos Aliados eram tranqüilas. Em seu relatório de 15 de maio sobre a situação, ele enfatizava que os Aliados precisavam capturar portos grandes: &#8220;Lê Havre e Cherbourg, sob este ponto de vista, têm que ser considerados em primeiro lugar. Parece muito natural que Boulogne e a península de Cotentin sejam visadas na primeira fase.&#8221; A 29 de maio ele concluía que os ataques aéreos às pontes do Sena &#8220;poderiam indicar intenções inimigas sobre a Normandia (formação de uma cabeça-de-ponte)&#8221;.</p>
<p>Os Aliados, de fato, tencionavam desembarcar três divisões aerotransportadas e cinco via marítima entre o rio Dives e a península de Cherbourg, e formar uma cabeça-de-ponte que incluiria as cidades de Caen, Bayeux e Saint Lò. A função das divisões aerotransportadas era guarnecer os flancos da cabeça-de-ponte, enquanto as outras divisões avançavam para o interior.</p>
<p><span style="font-size: medium;"><strong>Veja também:</strong></span></p>
<p><span style="font-size: medium;"><strong><a href="http://segundaguerra.org/o-dia-d-forcas-aliadas-parte-i/">O Dia D &#8211; Forças Aliadas &#8211; Parte I</a><br />
<a href="http://segundaguerra.org/o-dia-d-forcas-aliadas-parte-ii/">O Dia D &#8211; Forças Aliadas &#8211; Parte II</a><br />
<a href="http://segundaguerra.org/o-dia-d-forcas-aliadas-parte-iii/">O Dia D &#8211; Forças Aliadas &#8211; Parte III</a><br />
<a href="http://segundaguerra.org/o-dia-d-forcas-aliadas-parte-iv/">O Dia D &#8211; Forças Aliadas &#8211; Parte IV</a><br />
<a href="http://segundaguerra.org/o-dia-d-forcas-aliadas-parte-v/">O Dia D &#8211; Forças Aliadas &#8211; Parte V</a></strong></span></p>
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		<title>O Dia D &#8211; Forças Aliadas &#8211; Parte IV</title>
		<link>http://segundaguerra.org/o-dia-d-forcas-aliadas-parte-iv</link>
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		<pubDate>Sat, 27 Jun 2009 18:23:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Andre Luiz!</dc:creator>
				<category><![CDATA[Antes]]></category>
		<category><![CDATA[O Dia D]]></category>

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		<description><![CDATA[FORÇAS NAVAIS E AÉREAS Marinha O êxito das forças terrestres no assalto contra a fortaleza européia dependia, inicialmente, das operações da Força Naval Expedicionária Aliada, sob o comando do Almirante Ramsay. É possível compreender o esforço que as forças navais executavam, somente ao citar o número de unidades que interviriam na operação: mais de 5000 [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: large;"><strong>FORÇAS NAVAIS E AÉREAS</strong></span></p>
<p><span style="font-size: medium;"><strong>Marinha</strong></span></p>
<p>O êxito das forças terrestres no assalto contra a fortaleza européia dependia, inicialmente, das operações da Força Naval Expedicionária Aliada, sob o comando do Almirante Ramsay. É possível compreender o esforço que as forças navais executavam, somente ao citar o número de unidades que interviriam na operação: mais de 5000 barcos, e outras 4000 embarcações adicionais &#8220;do barco à costa&#8221;.</p>
<div id="attachment_3694" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a href="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/06/1-dday-beach.jpg" class="broken_link" rel="lightbox[3692]"><img class="size-full wp-image-3694" title="1-dday-beach" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/06/1-dday-beach.jpg" alt="1-dday-beach" width="500" height="379" /></a><p class="wp-caption-text">Ao fundo é possível observar parte do poderio naval dos aliados no desembarque na Normandia</p></div><span id="more-3692"></span></p>
<p style="text-align: center;">
<p>As forças navais de ataque e proteção compreendiam um total de:</p>
<ul>
<li>8 encouraçados,</li>
<li>22 cruzadores,</li>
<li>93 destróieres,</li>
<li>229 escoltas de comboio de todo tipo,</li>
<li>200 caça-minas,</li>
<li>360 lanchas a motor,</li>
<li>4.222 navios de desembarque de diversos tipos;</li>
</ul>
<p>Ao todo seriam 5.134 barcos a intervir no operação.</p>
<p>As esquadras que participam desta fabulosa travessia da Mancha foram divididas entre uma Western Task Force, do Almirante Alan Kirk, geminada com o 1<sup>o</sup> Exército estadunidense, e uma Eastern Task Force, do Almirante Sir Philip Vian, geminada com o 2<sup>o</sup> Exército britânico.</p>
<p>Seguem, à frente de seus:</p>
<ul>
<li>213 navios,</li>
<li>7 couraçados (4 ingleses, 3 estadunidenses),</li>
<li>23 cruzadores (16 ingleses, 3 estadunidenses, 2 franceses, 1 polonês),</li>
<li>168 destróieres e fragatas (79 ingleses, 36 estadunidenses, 3 franceses, 3 noruegueses, 2 poloneses).</li>
</ul>
<p>Dois terços desta frota sem precedentes são, pois, britânicos, após 5 anos de guerra e da perda de 3 couraçados, 2 cruzadores de batalha, 8 porta-aviões, 45 cruzadores e cruzadores auxiliares, 136 destróieres, etc. Prova impressionante de vitalidade e de energia.</p>
<p>A maior parte das unidades de combate era para apoiar o desembarque, atirando contra os objetivos terrestres. As outras para vigiar as entradas da Mancha ou estenderem cortinas de segurança contra os submarinos e as veddettes inimigas.</p>
<p>Por mais fracos que fossem os alemães no mar, não eram completamente inofensivos.</p>
<p><span style="font-size: medium;"><strong>Força Aérea</strong></span></p>
<p><div id="attachment_3362" class="wp-caption alignright" style="width: 146px"><a href="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/06/leigh-mallory.jpg" class="broken_link" rel="lightbox[3692]"><img class="size-full wp-image-3362" title="leigh-mallory" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/06/leigh-mallory.jpg" alt="leigh-mallory" width="136" height="143" /></a><p class="wp-caption-text">Leight-Mallory</p></div>
<p>O Marechal-do-Ar Sir Trafford Leight-Mallory, tinha sob seu comando 13000 aviões operacionais, dos quais 11590 disponíveis.</p>
<p>A RAF e as diversas formações que lhe eram subordinadas, Royal Canadian, Australian, New Zealand, forças aéreas polonesas, francesas, belgas, holandesas, norueguesas, concorriam para esse total com 5510 aparelhos.</p>
<p>A 8<sup>a</sup> US Air Force, comandada pelo General Doolittle, contribuía com 6080. Os 3.440 bombardeiros pesados noturnos e diurnos são:</p>
<ul>
<li>Halifax,</li>
<li>Lancaster,</li>
<li>B-17 ou Fortalezas Voadoras,</li>
<li>B-24 ou Liberator,</li>
</ul>
<p>Transportando entre 1.800 e 6.350 kg de bombas.</p>
<p>Os 930 bombardeiros leves consistem em:</p>
<ul>
<li>Mitchell,</li>
<li>Boston,</li>
<li>Mosquito,</li>
<li>B-26</li>
<li>Marauder &#8211; A-20 ou Havoc.</li>
</ul>
<div id="attachment_3695" class="wp-caption aligncenter" style="width: 600px"><a href="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/06/WH2-2RAF017b.jpg" class="broken_link" rel="lightbox[3692]"><img class="size-full wp-image-3695" title="WH2-2RAF017b" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/06/WH2-2RAF017b.jpg" alt="WH2-2RAF017b" width="590" height="381" /></a><p class="wp-caption-text">Algumas Unidades da RAF dispostas para o Dia D</p></div>
<p style="text-align: center;">
<p>Mais de 1.500 aparelhos, pertencentes a uma dezena de categorias, representavam o reconhecimento, a coordenação, a vigilância costeira, a luta anti-submarina, o serviço sanitário, etc., e 1.360 aparelhos, mais 3.500 planadores, constituíam a frota de transportes: Hamilcar e Sterling, ingleses; C-47 ou Dakota, estadunidenses. Enfim, a corte dos 4.190 caças e caças-bombardeiros, Spitfire, Typhoon, P-38 ou Lightning, P-47 ou Thunderbolt, P-51 ou Mustang.</p>
<p>O SHAEF avaliava em 15 contra 1 sua superioridade aérea. A avaliação alemã era de 50 contra 1.</p>
<p>A força aérea que teria a seu cargo a responsabilidade da cobertura aérea era integrada por:</p>
<ul>
<li>12 esquadrões de aviões Havoc,</li>
<li>32 esquadrões de Marauder,</li>
<li>1 de Pathfinder,</li>
<li>39 de Thunderbolt,</li>
<li>13 de Lightning,</li>
<li>17 de Mustang,</li>
<li>54 de Dakota,</li>
<li>2 de Boston,</li>
<li>4 de Mitchell,</li>
<li>12 de Mosquito,</li>
<li>29 de Spitfire,</li>
<li>21 de Typhoon</li>
<li>2 de Tempest.</li>
</ul>
<p>Agregavam-se a estas forças, as unidades de aviação estratégica, sob as ordens do Tenente-General Doolitle e do Marechal-do-Ar Harris, dos Estados Unidos e da Grã-Bretanha, respectivamente.</p>
<p>Eram, ao todo, 6.518 aviões de combate, transporte e bombardeio.</p>
<p><span style="font-size: medium;"><strong>Veja também:</strong></span></p>
<p><span style="font-size: medium;"><strong><a href="http://segundaguerra.org/o-dia-d-forcas-aliadas-parte-i/">O Dia D &#8211; Forças Aliadas &#8211; Parte I</a><br />
<a href="http://segundaguerra.org/o-dia-d-forcas-aliadas-parte-ii/">O Dia D &#8211; Forças Aliadas &#8211; Parte II</a><br />
<a href="http://segundaguerra.org/o-dia-d-forcas-aliadas-parte-iii/">O Dia D &#8211; Forças Aliadas &#8211; Parte III</a><br />
<a href="http://segundaguerra.org/o-dia-d-forcas-aliadas-parte-iv/">O Dia D &#8211; Forças Aliadas &#8211; Parte IV</a><br />
<a href="http://segundaguerra.org/o-dia-d-forcas-aliadas-parte-v/">O Dia D &#8211; Forças Aliadas &#8211; Parte V</a></strong></span></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>O Dia D &#8211; Forças Aliadas &#8211; Parte III</title>
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		<comments>http://segundaguerra.org/o-dia-d-forcas-aliadas-parte-iii#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 27 Jun 2009 18:23:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Andre Luiz!</dc:creator>
				<category><![CDATA[Antes]]></category>
		<category><![CDATA[O Dia D]]></category>

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		<description><![CDATA[FORÇAS AEROTRANSPORTADAS Divisões Aeroterrestres do Exército Estadunidense Após os sucessos alemães com tropas aerotransportadas, os estadunidenses concluíram que necessitavam desse tipo de tropa e começaram a fazer experiências nesse sentido. A 82ª Divisão de Infantaria foi reorganizada para &#8220;Aeroterrestre&#8221; (Airborne) em 15/08/1942, data da ativação de outra Divisão semelhante, a 101ª. Originalmente teriam 1 regimento [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>FORÇAS AEROTRANSPORTADAS</strong></p>
<p><span style="font-size: medium;"><strong>Divisões Aeroterrestres do Exército Estadunidense </strong></span></p>
<p>Após os sucessos alemães com tropas aerotransportadas, os estadunidenses concluíram que necessitavam desse tipo de tropa e começaram a fazer experiências nesse sentido. A 82ª Divisão de Infantaria foi reorganizada para &#8220;Aeroterrestre&#8221; (Airborne) em 15/08/1942, data da ativação de outra Divisão semelhante, a 101ª.</p>
<p>Originalmente teriam 1 regimento pára-quedista e 2 aerotransportados (planadores), mas a composição delas variou grandemente ao longo da guerra, em função de anexações e transferências. Teriam ainda 3 (às vezes 4) grupos de artilharia (75 mm), 1 batalhão de engenharia de combate e 1 batalhão antiaéreo, todos aerotransportados.<span id="more-3678"></span></p>
<div id="attachment_3679" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a href="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/06/airborne_21.jpg" class="broken_link" rel="lightbox[3678]"><img class="size-full wp-image-3679" title="airborne_21" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/06/airborne_21.jpg" alt="airborne_21" width="500" height="375" /></a><p class="wp-caption-text">TRopas da Airbone embarcando para Normandia</p></div>
<p>Para a invasão da Normandia, as <strong>82ª Airborne</strong> e <strong>101ª Airborne</strong> foram organizadas com 3 regimentos pára-quedistas e 1 aerotransportado.</p>
<table border="0">
<tbody>
<tr>
<td><a href="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/06/101st_Airborne_Division.jpg" class="broken_link" rel="lightbox[3678]"><img class="aligncenter size-full wp-image-3685" title="101st_Airborne_Division" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/06/101st_Airborne_Division.jpg" alt="101st_Airborne_Division" width="208" height="293" /></a></td>
<td><a href="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/06/82nd_Airborne_Division.jpg" class="broken_link" rel="lightbox[3678]"><img class="aligncenter size-full wp-image-3686" title="82nd_Airborne_Division" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/06/82nd_Airborne_Division.jpg" alt="82nd_Airborne_Division" width="207" height="295" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: center;"><strong>Distintivo 101ª</strong></td>
<td style="text-align: center;"><strong>Distintivo da 82ª</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Durante a Campanha da Normandia, a 101ª teve um batalhão de tanques anexado (759º) e, durante a Batalha das Ardenas, a 82ª também teve esse privilégio (740º). Além dessas, outras 3 divisões foram criadas:</p>
<ul>
<li>11ª (atuou no Pacífico),</li>
<li>13ª e 17ª (Noroeste Europeu).</li>
</ul>
<p>A 13ª foi a única divisão enviada para o Noroeste Europeu que não foi engajada em combate. Existiu ainda a 1ª Força-Tarefa Aeroterrestre (FTA), uma força mista composta por:</p>
<ul>
<li>1 brigada pára-quedista britânica,</li>
<li>1 regimento pára-quedista,</li>
<li>2 batalhões pára-quedistas independentes</li>
<li>1 grupo de artilharia, estes estadunidenses.</li>
</ul>
<p>Foi criada para apoiar a invasão do Sul da França e nos chama a atenção pelo regimento pára-quedista estadunidense, o 517º: ele compunha originalmente a 17ª DAet, mas foi destacado dela em 03/1944 e foi compor a 1ª FTA; depois disso, foi levado às pressas para a Batalha das Ardenas, onde foi temporariamente anexado, sucessivamente, à 30ª DI, à 7ª DB, à 82ª DAet, à 106ª DI e à 78ª DI, até ser finalmente designada para a 13ª<br />
DAet, a 01/03/1945!</p>
<p><span style="font-size: medium;"><strong>Divisão Pára-Quedista do Exército Britânico</strong></span></p>
<p>A Grã-Bretanha, como o resto do mundo, surpreendeu-se com o sucesso dos pára-quedistas alemães em 1940 e começou a desenvolver as suas próprias tropas aerotransportadas.</p>
<p>Após experiências com &#8220;commandos&#8221; e batalhões de pára-quedistas, a 1ª Divisão Aeroterrestre foi formada em novembro de 1941. A sua irmã, a 6ª, só seria formada em maio de 1943. Contavam elas com:</p>
<ul>
<li>2 brigadas pára-quedistas,</li>
<li>1 brigada aerotransportada (planadores),</li>
<li>1 regimento de reconhecimento blindado (&#8220;Bren carriers&#8221;, Jeeps e, em 1944, tanques leves),</li>
<li>1 regimento de artilharia aerotransportada</li>
<li>1 regimento AT.</li>
</ul>
<div id="attachment_3689" class="wp-caption aligncenter" style="width: 438px"><a href="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/06/British-1st-Parachute-Battalion-at-Arnhem.jpg" class="broken_link" rel="lightbox[3678]"><img class="size-full wp-image-3689" title="British 1st Parachute Battalion at Arnhem" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/06/British-1st-Parachute-Battalion-at-Arnhem.jpg" alt="British 1st Parachute Battalion at Arnhem" width="428" height="400" /></a><p class="wp-caption-text">Membros da 1ª Divisão de Páraquedistas Britânicos</p></div>
<p style="text-align: center;">
<p><span style="font-size: medium;"><strong>Veja também:</strong></span></p>
<p><span style="font-size: medium;"><strong><a href="http://segundaguerra.org/o-dia-d-forcas-aliadas-parte-i/">O Dia D &#8211; Forças Aliadas &#8211; Parte I</a><br />
<a href="http://segundaguerra.org/o-dia-d-forcas-aliadas-parte-ii/">O Dia D &#8211; Forças Aliadas &#8211; Parte II</a><br />
<a href="http://segundaguerra.org/o-dia-d-forcas-aliadas-parte-iii/">O Dia D &#8211; Forças Aliadas &#8211; Parte III</a><br />
<a href="http://segundaguerra.org/o-dia-d-forcas-aliadas-parte-iv/">O Dia D &#8211; Forças Aliadas &#8211; Parte IV</a><br />
<a href="http://segundaguerra.org/o-dia-d-forcas-aliadas-parte-v/">O Dia D &#8211; Forças Aliadas &#8211; Parte V</a></strong></span></p>
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		</item>
		<item>
		<title>O Dia D &#8211; Forças Aliadas &#8211; Parte II</title>
		<link>http://segundaguerra.org/o-dia-d-forcas-aliadas-parte-ii</link>
		<comments>http://segundaguerra.org/o-dia-d-forcas-aliadas-parte-ii#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 27 Jun 2009 18:22:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Andre Luiz!</dc:creator>
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		<category><![CDATA[O Dia D]]></category>

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		<description><![CDATA[BRITÂNICOS Ao se encerrar a Primeira Guerra Mundial, a Grã-Bretanha estava esgotada em todos os sentidos: seu potencial humano estava esgotado, sua economia em frangalhos, seu moral arruinado. Gerações inteiras estavam agora sepultadas no Flandres e qualquer menção de desenvolvimento militar na Inglaterra, nas décadas de 20 e a maior parte do de 30, era [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: medium;"><strong>BRITÂNICOS </strong></span></p>
<p>Ao se encerrar a Primeira Guerra Mundial, a Grã-Bretanha estava esgotada em todos os sentidos: seu potencial humano estava esgotado, sua economia em frangalhos, seu moral arruinado. Gerações inteiras estavam agora sepultadas no Flandres e qualquer menção de desenvolvimento militar na Inglaterra, nas décadas de 20 e a maior parte do de 30, era ignorada ou atacada. A Primeira Guerra havia sido a guerra para acabar com todas as guerras e todo mundo na Inglaterra desejava que isso fosse verdade. Por isso, o exército britânico viveu à míngua nesse período &#8211; a ponto do futuro general Slim, conquistador da Birmânia, ter então que escrever crônicas para um jornal, sob pseudônimo, para melhorar a renda. O seu efetivo era tão pequeno que a RAF foi incumbida de fazer a guarnição do Iraque. Suas armas eram as mesmas da guerra anterior e sua organização sofrera reduções. E quando o nazismo chegou ao poder na Alemanha os ingleses foram lentamente acordando para a triste realidade de ter que se preparar para outra guerra.</p>
<p>A organização militar britânica não mudou consideravelmente de uma guerra para outra: a diferença mais marcante foi que a brigada passou a ter 3 batalhões ao invés de 4.<span id="more-3663"></span></p>
<div id="attachment_3395" class="wp-caption aligncenter" style="width: 581px"><a href="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/06/commandos.jpg" class="broken_link" rel="lightbox[3663]"><img class="size-full wp-image-3395" title="commandos" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/06/commandos.jpg" alt="commandos" width="571" height="336" /></a><p class="wp-caption-text">Soldados britânicos da 50ª Divisão - Nortumbriana - Todos de uniforme padrão P37/40, capacete Mark II, botas e tornozeleiras Mk 37 cinto Mk 37 bolsas Mk II &amp; III, cantis Mk 37 e ferramentas de cavar. As armas: Sten SMG Mk II, o fuzil Lee Enfield Nº 4 Mk I  7,7mm e a metralhadora Bren.</p></div>
<p style="text-align: center;">
<p>A forma de recrutamento no Exército Britânico é única no mundo: o cidadão se alista no &#8220;Regimento&#8221; de seu condado. Este regimento, na verdade, não é uma unidade de combate, mas apenas um órgão de recrutamento. Ele forma batalhões que se tornam disponíveis para emprego pelo Exército como batalhões independentes ou, com outros batalhões, formar brigadas e divisões. Apenas como um exemplo, a composição da 231ª Brigada de Infantaria (parte da 50ª Divisão na Normandia):</p>
<ul>
<li>2º Batalhão do Regimento Devonshire;</li>
<li>1º Batalhão do Regimento Hampshire</li>
<li>1º Batalhão do Regimento Dorsetshire.</li>
</ul>
<p>Essa organização, por outro lado, não era rígida, fixa e nem mesmo se prendia à nacionalidade. A 3ª Brigada da 6ª Divisão Aeroterrestre continha um batalhão canadense (1º Batalhão Pára-quedista canadense).</p>
<p>A própria 231ª só se incorporou à 50ª DI nos preparativos para a invasão da Normandia, pois a divisão perdera uma brigada em combate na África do Norte. As divisões britânicas, além disso, tinham &#8220;títulos&#8221; honoríficos.</p>
<p>O Exército Britânico lutou a Segunda Guerra Mundial com seis tipos de divisões:</p>
<ul>
<li>Infantaria,</li>
<li>Aeroterrestre,</li>
<li>Blindada,</li>
<li>Cavalaria,</li>
<li>Mista</li>
<li>Motorizada.</li>
</ul>
<p>Contudo, apenas as três primeiras realmente combateram. A única divisão de cavalaria (1ª) foi formada em 31/10/1939 e serviu na Grã-Bretanha e Oriente Médio, apenas em tarefas de guarnição. Foi reorganizada em 01/08/1941 na Síria e tornou-se a 10ª Divisão Blindada.</p>
<p>A Divisão &#8220;Mista&#8221; era uma divisão composta por duas brigadas de infantaria e uma blindada, mas isso foram apenas uma experiência realizada na Inglaterra em 1942/1943 e então as divisões voltaram a ter três brigadas de infantaria (embora a 2ª Divisão Neozelandesa tivesse uma organização parecida com essa na campanha italiana).</p>
<p>A Divisão &#8220;Motorizada&#8221; (entre aspas, pois, na realidade, praticamente todas as divisões de infantaria britânicas eram plenamente motorizadas) compunha-se somente de duas brigadas (o equivalente à divisão &#8220;ligeira&#8221; alemã), mas nunca foram usadas &#8220;pra valer&#8221;.</p>
<p>As formações canadenses seguiam o padrão britânico.</p>
<div id="attachment_3664" class="wp-caption aligncenter" style="width: 535px"><a href="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/06/soldier_canadian.jpg" class="broken_link" rel="lightbox[3663]"><img class="size-full wp-image-3664" title="soldier_canadian" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/06/soldier_canadian.jpg" alt="soldier_canadian" width="525" height="519" /></a><p class="wp-caption-text">Soldado Canadense na campanha da Itália em 1943</p></div>
<p style="text-align: center;">
<p><span style="font-size: medium;"><strong>Divisão de Infantaria</strong></span></p>
<p>a Divisão de Infantaria variou muito pouco em organização durante a guerra, embora tivesse consideráveis alterações em efetivo e composição. Em setembro de 1939, ela era composta por:</p>
<ul>
<li>1 regimento de cavalaria,</li>
<li>3 brigadas de infantaria,</li>
<li>3 regimentos de artilharia</li>
<li>1 regimento anti-tanque,</li>
</ul>
<p>O que lhe dava um efetivo de 13.863 homens.</p>
<p>Em 1941, o regimento de cavalaria foi extinto e foi acrescentado um regimento de artilharia AA. Em 1944, ela tinha um regimento de reconhecimento equipado com carros blindados e contava 18.347 homens. Contudo, com a escassez de material humano cada vez mais aguda no transcorrer da guerra, isso significava que menos divisões poderiam ser empenhadas e várias acabaram dissolvidas antes mesmo de dar um tiro.</p>
<p><span style="font-size: medium;"><strong>Títulos Honoríficos das Divisões de Infantaria Britânicas </strong></span></p>
<p>As divisões do Exército regular não possuíam esses títulos. Eles se destinavam às divisões do Exército Territorial (o equivalente à Guarda Nacional nos EUA) e se referiam às regiões do recrutamento.</p>
<ul>
<li>12ª DI &#8211; Eastern</li>
<li>15ª DI – Scottish</li>
<li>18ª DI &#8211; Não teve</li>
<li>23ª DI &#8211; Northumbrian</li>
<li>38ª DI &#8211; Welsh</li>
<li>42ª DI &#8211; East Lancashire</li>
<li>43ª DI &#8211; Wessex</li>
<li>44ª DI &#8211; Home Counties</li>
<li>45ª DI &#8211; Não teve</li>
<li>46ª DI &#8211; Não teve</li>
<li>47ª DI &#8211; London</li>
<li>48ª DI &#8211; South Midland</li>
<li>49ª DI &#8211; West Riding</li>
<li>50ª DI &#8211; Northumbrian</li>
<li>51ª DI &#8211; Highland</li>
<li>52ª DI &#8211; Lowland</li>
<li>53ª DI &#8211; Welsh</li>
<li>54ª DI &#8211; East Anglian</li>
<li>55ª DI &#8211; West Lancashire</li>
<li>56ª DI &#8211; London</li>
<li>59ª DI &#8211; Staffordshire</li>
<li>61ª DI &#8211; Não teve</li>
<li>66ª DI &#8211; Não teve</li>
</ul>
<p><span style="font-size: medium;"><strong>Divisões Blindadas</strong></span></p>
<p>Uma divisão blindada britânica, no transcorrer da Segunda Guerra Mundial, variou de tal maneira que não se pode definir nenhuma composição como &#8220;padrão&#8221; antes do &#8220;Dia-D&#8221;. Apesar de terem inventado o tanque, os britânicos simplesmente abandonaram o seu desenvolvimento em função da crônica falta de recursos nos anos 20 e 30. Além disso, as &#8220;profecias&#8221; de homens como Fuller e Lidell-Hart a respeito da futura guerra mecanizada não eram levadas a sério e a tradicional arma da cavalaria (como em todos os exércitos do mundo) se opunha à mecanização em larga  escala.</p>
<p>Quando a Alemanha invadiu a Polônia com 6 divisões blindadas, a Grã-Bretanha mal tinha duas (e uma estava no Egito). Em 1939, a Divisão Blindada britânica era composta por:</p>
<ul>
<li>1 brigada blindada &#8220;leve&#8221;,</li>
<li>1 brigada blindada &#8220;pesada&#8221; (ambos a 3 regimentos)</li>
<li>1 &#8220;grupo de apoio&#8221; &#8211; composto por 1 regimento de artilharia, 1 regimento de artilharia AA/AT e 2 batalhões de infantaria motorizada.</li>
</ul>
<p>No papel, ela teria 349 tanques, sendo 54 tanques &#8220;pesados&#8221; (Matilda).</p>
<p>Em 1940, alguém se finalmente percebeu que era muito tanque para pouca infantaria e alterou a sua composição: a Divisão Blindada agora tinha:</p>
<ul>
<li>1 batalhão de infantaria motorizada em cada brigada blindada (extinguiu-se os termos &#8220;leve&#8221; e &#8220;pesada&#8221;)</li>
<li>A artilharia foi reforçada com o desmembramento dos regimentos de artilharia AA e AT.</li>
</ul>
<p>Em compensação, o &#8220;grupo de apoio&#8221; perdeu um batalhão de infantaria. Essa composição só entrou em vigor em outubro de 1940, ou seja, a 1ª Divisão Blindada já tinha sido destruída na França.</p>
<p>Em 1942, em função das consecutivas derrotas que as divisões blindadas britânicas estavam tendo contra o Afrika Korps, a sua organização variou nada menos que três vezes. No início do ano surgiu o &#8220;grupo de brigada&#8221;:</p>
<ul>
<li>1 brigada blindada com infantaria,</li>
<li>Artilharia de campanha,</li>
<li>Artilharia AA e AT.</li>
</ul>
<p>Ao terminar o ano, uma Divisão Blindada britânica deveria ser composta por:</p>
<ul>
<li>1 brigada blindada (a 3 regimentos, agora equipados com Shermans),</li>
<li>1 brigada de infantaria motorizada (o grupo de apoio foi abolido),</li>
<li>2 regimentos de artilharia,</li>
<li>1 regimento de artilharia AA e outro AT.</li>
</ul>
<p>O seu efetivo era de 186 tanques.</p>
<p>Em abril de 1943, a Divisão Blindada recebeu de volta o seu regimento de reconhecimento blindado e um dos regimentos de artilharia passou a ser autopropulsado (e, ironicamente, passou para o comando da brigada de infantaria). A brigada blindada contava com:</p>
<ul>
<li>3 regimentos de tanques,</li>
<li>1 batalhão de infantaria motorizada,</li>
<li>1 regimento AT</li>
<li>1 regimento AA (ao todo, 278 tanques).</li>
</ul>
<p>Uma formação que, literalmente (e sem trocadilhos), &#8220;para inglês ver&#8221;.</p>
<p>Na batalha de El Alamein (23/10/1942), a 10ª Divisão Blindada possuía duas brigadas blindadas (8ª e 24ª) e a 7ª Divisão Blindada chegou a ter 3 em certa ocasião (4ª, 7ª e 22ª), além de ter uma brigada motorizada indiana!</p>
<p>A verdade é que as divisões blindadas britânicas engajadas em combate entre 1941 e 1943 só o foram na África do Norte, onde todo tipo de improvisação tinha de ser feito e os meios existentes quase nunca correspondiam ao que estava escrito no papel.</p>
<div id="attachment_3669" class="wp-caption aligncenter" style="width: 598px"><a href="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/06/SH18.jpg" class="broken_link" rel="lightbox[3663]"><img class="size-full wp-image-3669" title="SH18" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/06/SH18.jpg" alt="SH18" width="588" height="357" /></a><p class="wp-caption-text">Sherman Mk Vc Firefly na Normandia</p></div>
<p style="text-align: center;">
<p>Mas essa bagunça acaba com os preparativos para o &#8220;Dia-D&#8221;. Em março de 1944, as três divisões blindadas britânicas (7ª, 11ª e de Guardas), a 4ª canadense e a 1ª polonesa seguiam o mesmo modelo:</p>
<ul>
<li>1 regimento de reconhecimento blindado,</li>
<li>1 brigada blindada (a 3 regimentos de tanques e 1 batalhão de infantaria motorizada),</li>
<li>1 brigada de infantaria (a 3 batalhões),</li>
<li>2 regimentos de artilharia (1 rebocado e outro autopropulsado),</li>
<li>1 regimento AT e outro AA, além de uma companhia independente de metralhadores.</li>
</ul>
<p>A divisão agora contava com 343 tanques (incluindo tanques AA).</p>
<p>As divisões blindadas que permaneceram no Mediterrâneo (6ª britânica, 6ª sul-africana, 5ª canadense e 2ª polonesa) eventualmente adotaram a mesma organização.</p>
<p>Ironicamente, a veterana 1ª Divisão Blindada, que lutou na França em 1940, África do Norte e Tunísia não foi mais empenhada em combate e acabou dissolvida em 11/01/1945. Realmente, um fim inglório.</p>
<p><span style="font-size: medium;"><strong>Commandos</strong></span></p>
<p>Embora nunca chegassem próximos ao efetivo de uma divisão, não obstante causaram mais danos ao inimigo. Os &#8220;commandos&#8221; surgiram após o desastre de Dunquerque e se destinavam a mostrar aos alemães (e ao mundo) que a Grã-Bretanha continuaria a lutar.</p>
<p>Eram pequenos destacamentos de tropa especialmente treinada para efetuar incursões ao longo da imensa costa defendida pelos alemães. Os seus efeitos foram incomensuráveis, pois divisões inteiras tiveram que ser estacionadas nas costas para evitar os ataques de algumas dezenas de homens.</p>
<p>O caso mais famoso foi na Noruega, pois durante anos um considerável exército foi mantido lá na expectativa de uma invasão aliada que nunca aconteceria, graças, em parte, à ação dos &#8220;commandos&#8221;.</p>
<div id="attachment_3667" class="wp-caption aligncenter" style="width: 529px"><a href="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/06/cmd_norge.jpg" class="broken_link" rel="lightbox[3663]"><img class="size-full wp-image-3667" title="cmd_norge" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/06/cmd_norge.jpg" alt="cmd_norge" width="519" height="468" /></a><p class="wp-caption-text">Unidades dos Commandos na Noruega em 1944</p></div>
<p style="text-align: center;">
<p>Já com a maré da vitória virando para o lado aliado, essas tropas super-treinadas foram utilizadas em missões especiais, particularmente no &#8220;Dia-D&#8221;.</p>
<p><strong>Observação:</strong> Nas armas da cavalaria, blindados e artilharia, o termo &#8220;regimento&#8221; não se refere ao que foi dito<em> </em>sobre os órgãos de recrutamento da infantaria. Nessas armas, o regimento é uma unidade tática de combate de tamanho equivalente ao batalhão na infantaria.</p>
<p><span style="font-size: medium;"><strong>Outras Formações BRITÂNICAS</strong></span></p>
<p><strong>79ª Divisão Blindada </strong></p>
<p>Criada no Reino Unido a 14/08/1942. Em abril de 1943, foi reestruturada para ser uma divisão de blindados especiais (“Funnies”), sem contar com nenhuma infantaria nem artilharia. Embora seus elementos participassem do “Dia-D”, a divisão só desembarcou efetivamente a 12/08/1944.</p>
<p>Lutou no Noroeste Europeu, participando da conquista de Walcheren, da batalha de Reichswald e da travessia do Reno. Foi dissolvida a 31/08/1945. A sua composição variou muito durante a campanha do Noroeste Europeu. As seguintes brigadas fizeram parte da divisão nesse período:</p>
<ul>
<li>1ª Brigada de Tanques (07/05/1944 a 16/10/1944),</li>
<li>31ª Brigada de Tanques &#8211; depois Brigada Blindada (04/09/1944 a 28/08/1945),</li>
<li>30ª Brigada Blindada (17/10/1943 a 19/06/1945),</li>
<li>1ª Brigada de Assalto da Real Engenharia (10/05/1944 a 16/01/1945),</li>
<li>1ª Brigada de Engenharia Blindada (26/11/1943 a 26/06/1945)</li>
<li>33ª Brigada Blindada (18/01/1945 a 21/08/1945).</li>
</ul>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;"> </span></strong></p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;">Os &#8220;Funnies&#8221; de Hobart</span></strong></p>
<p><span style="font-size: medium;"><strong>Duplex Drive-DD Sherman</strong></span></p>
<p>A função desse tanque modificado, vestido com uma espécie de bóia, era dar suporte as tropas de infantaria que iniciassem o desembarque. A opção por fazer um &#8220;tanque flutuante&#8221;, em vez de desembarcar veículos via lancha, tinha um motivo simples: qualquer embarcação que carregasse 4 tanques em seu bojo ficaria lenta o suficiente para ser alvo fácil da artilharia inimiga. Com o tanque podendo flutuar e seguir por si só até a praia, as lanchas de desembarque podiam liberá-los a 1 km da costa.</p>
<p>Os DD foram apoios vitais para a conquista das praias. Basicamente aonde eles conseguiram chegar, a resistência foi significativamente erradicada, mesmo na praia Juno, aonde dos 29 veículos lançados, 8 não conseguiram chegar até a praia. Já aonde poucos ou nenhum conseguiu chegar, como em Omaha  - praticamente todos os tanques afundaram antes de atingir a praia, devido as ondas revoltas &#8211; as perdas da infantaria foram elevadíssimas.</p>
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<p class="pie-img-wrapper"><a href="http://lh5.ggpht.com/_8gEewSdLE3w/S3muN0zMqGI/AAAAAAAADLg/eD7m0Yw9TFQ/shermanddscreenup-vi.jpg?imgmax=800"rel="lightbox[2010-1-1-18-28-43]" ><img class="pie-img" src="http://lh5.ggpht.com/_8gEewSdLE3w/S3muN0zMqGI/AAAAAAAADLg/eD7m0Yw9TFQ/s160-c/shermanddscreenup-vi.jpg" alt="shermanddscreenup-vi.jpg" width="160" height="160" /></a></p>
</div>
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</div>
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<p class="pie-img-wrapper"><a href="http://lh6.ggpht.com/_8gEewSdLE3w/S3muOh-OCvI/AAAAAAAADLo/0cfy6TCJj9c/duplexdrivetank.jpg?imgmax=800"rel="lightbox[2010-1-1-18-28-43]" ><img class="pie-img" src="http://lh6.ggpht.com/_8gEewSdLE3w/S3muOh-OCvI/AAAAAAAADLo/0cfy6TCJj9c/s160-c/duplexdrivetank.jpg" alt="duplexdrivetank.jpg" width="160" height="160" /></a></p>
</div>
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<p class="pie-img-wrapper"><a href="http://lh5.ggpht.com/_8gEewSdLE3w/S3muPfBWpNI/AAAAAAAADLs/58w0Sij-HBc/day-d-sherman0m4-dd-564236.jpg?imgmax=800"rel="lightbox[2010-1-1-18-28-43]" ><img class="pie-img" src="http://lh5.ggpht.com/_8gEewSdLE3w/S3muPfBWpNI/AAAAAAAADLs/58w0Sij-HBc/s160-c/day-d-sherman0m4-dd-564236.jpg" alt="day-d-sherman0m4-dd-564236.jpg" width="160" height="160" /></a></p>
</div>
</div>
<p><span style="font-size: medium;"><strong>AVRE &#8211; Armoured Vehicle Royal Engineers</strong></span></p>
<p>A sigla significa Armoured Vehicle Royal Engineers, ou Veiculo Blindado dos Engenheiros Reais. O carro podia ser utilizado para diversas tarefas.</p>
<p>O Churchill modificado levava no lugar do canhão um morteiro que, graças a trajetória elíptica de seu projétil, era muito mais eficiente na destruição de bunkers e estruturas de concreto. A única tarefa inusitada era recarregar a peca: o morteiro tinha de ser recarregado pela boca, obrigando o tripulante a se expor.</p>
<p>A versão equipada com morteiro era devastadora quando posta em ação, sua única limitação &#8211; Comparando com o alcance de um tanque normal &#8211; Era seu raio de ação relativamente curto, não ultrapassando 200 metros.</p>
<p><a href="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/06/1-churchill-avre.jpg" class="broken_link" rel="lightbox[3663]"><img class="aligncenter size-full wp-image-3675" title="1-churchill-avre" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/06/1-churchill-avre.jpg" alt="1-churchill-avre" width="550" height="297" /></a></p>
<p><span style="font-size: medium;"><strong>Churchill Crocodile</strong></span></p>
<p>A função desse blindado era desentocar os defensores das casamatas. Para isso ele possuía o canhão de 75 mm na torre, mas, em vez da metralhadora, ele possuía como arma secundaria: um bico de lança-chamas que incendiava que estivesse nos bunkers. O combustível era transportado numa carreta blindada de 6,5 toneladas, acopladas ao carro de combate. No total, 400 galões de liquido inflamável permitiam cerca de 80 &#8220;cuspidas&#8221; de fogo.</p>
<p>Os 800 veículos produzidos mostraram-se valiosos no campo de batalha, forçando o inimigo a se render ou recuar. A preocupação dos britânicos com esse &#8220;segredo Militar&#8221; era tanta que bastava uma unidade tornar-se incapacitada para que fosse completamente destruída &#8211; Incluindo ataques aéreos se necessários.</p>
<p><a href="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/06/Churchill_Crocodile_01.jpg" class="broken_link" rel="lightbox[3663]"><img class="aligncenter size-full wp-image-3674" title="Churchill_Crocodile_01" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/06/Churchill_Crocodile_01.jpg" alt="Churchill_Crocodile_01" width="598" height="379" /></a></p>
<p><span style="font-size: medium;"><strong>CRAB</strong></span></p>
<p>Sob expectativa da invasão da Normandia, Rommel ordenou que os alemães implantassem mais de 4 milhões de minas terrestres ao longo das mais prováveis praias de desembarque. Para detoná-las os britânicos desenvolveram uma versão modificada dos tanques Sherman chamada Crab (caranguejo), especializado na limpeza dessas minas.</p>
<p>O método utilizado pelo Crab não era convencional. Basicamente, o veiculo possuía uma serie de correntes acopladas em uma barra de metal. Ao acionar as correntes e fazê-las girar o peso delas acionava e explodia as minas.</p>
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<div class="pie-item" style="margin: 5px 5px 5px 5px;">
<p class="pie-img-wrapper"><a href="http://lh6.ggpht.com/_8gEewSdLE3w/S3muqjQe09I/AAAAAAAADME/rJP7XD7iwso/crabtank.jpg?imgmax=800"rel="lightbox[2010-1-1-18-32-49]" ><img class="pie-img" src="http://lh6.ggpht.com/_8gEewSdLE3w/S3muqjQe09I/AAAAAAAADME/rJP7XD7iwso/s160-c/crabtank.jpg" alt="crabtank.jpg" width="160" height="160" /></a></p>
</div>
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<p class="pie-img-wrapper"><a href="http://lh5.ggpht.com/_8gEewSdLE3w/S3muoCFfUMI/AAAAAAAADL4/X5aJ-Dwkgd4/sherman_crab4.jpg?imgmax=800"rel="lightbox[2010-1-1-18-32-49]" ><img class="pie-img" src="http://lh5.ggpht.com/_8gEewSdLE3w/S3muoCFfUMI/AAAAAAAADL4/X5aJ-Dwkgd4/s160-c/sherman_crab4.jpg" alt="sherman_crab4.jpg" width="160" height="160" /></a></p>
</div>
<div class="pie-item" style="margin: 5px 5px 5px 5px;">
<p class="pie-img-wrapper"><a href="http://lh5.ggpht.com/_8gEewSdLE3w/S3mupN_TfYI/AAAAAAAADL8/nOM5GYwLJNM/sherman_crab_flail_tank.jpg?imgmax=800"rel="lightbox[2010-1-1-18-32-49]" ><img class="pie-img" src="http://lh5.ggpht.com/_8gEewSdLE3w/S3mupN_TfYI/AAAAAAAADL8/nOM5GYwLJNM/s160-c/sherman_crab_flail_tank.jpg" alt="sherman_crab_flail_tank.jpg" width="160" height="160" /></a></p>
</div>
<div class="pie-item" style="margin: 5px 5px 5px 5px;">
<p class="pie-img-wrapper"><a href="http://lh4.ggpht.com/_8gEewSdLE3w/S3muqAU6tvI/AAAAAAAADMA/mFWhIKiJ3Lg/she79div.jpg?imgmax=800"rel="lightbox[2010-1-1-18-32-49]" ><img class="pie-img" src="http://lh4.ggpht.com/_8gEewSdLE3w/S3muqAU6tvI/AAAAAAAADMA/mFWhIKiJ3Lg/s160-c/she79div.jpg" alt="she79div.jpg" width="160" height="160" /></a></p>
</div>
</div>
<p><span style="font-size: medium;"><strong>BOBBIN</strong></span></p>
<p>Da família AVRE, o Bobbin era um Churchill modificado, que tinha um enorme rolo compressor na frente do veiculo. O sugestivo nome bobbin significa bobina em português.</p>
<p>O bobbin foi concebido para uma tarefa não ligada diretamente ao combate, mas ainda assim vital. Ele era responsável por aplanar e deixar sólida a areia da praia, para que os demais veículos que desembarcassem não atolassem no terreno.</p>
<p><a href="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/06/99-avre-bobbin.jpg" class="broken_link" rel="lightbox[3663]"><img class="aligncenter size-full wp-image-3673" title="99-avre-bobbin" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/06/99-avre-bobbin.jpg" alt="99-avre-bobbin" width="550" height="519" /></a></p>
<p><span style="font-size: medium;"><strong>Veja também:</strong></span></p>
<p><span style="font-size: medium;"><strong><a href="http://segundaguerra.org/o-dia-d-forcas-aliadas-parte-i/">O Dia D &#8211; Forças Aliadas &#8211; Parte I</a><br />
<a href="http://segundaguerra.org/o-dia-d-forcas-aliadas-parte-ii/">O Dia D &#8211; Forças Aliadas &#8211; Parte II</a><br />
<a href="http://segundaguerra.org/o-dia-d-forcas-aliadas-parte-iii/">O Dia D &#8211; Forças Aliadas &#8211; Parte III</a><br />
<a href="http://segundaguerra.org/o-dia-d-forcas-aliadas-parte-iv/">O Dia D &#8211; Forças Aliadas &#8211; Parte IV</a><br />
<a href="http://segundaguerra.org/o-dia-d-forcas-aliadas-parte-v/">O Dia D &#8211; Forças Aliadas &#8211; Parte V</a></strong></span></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>O Dia D &#8211; As Forças Aliadas &#8211; Parte I</title>
		<link>http://segundaguerra.org/o-dia-d-as-forcas-aliadas-parte-i</link>
		<comments>http://segundaguerra.org/o-dia-d-as-forcas-aliadas-parte-i#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 27 Jun 2009 18:22:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Andre Luiz!</dc:creator>
				<category><![CDATA[Antes]]></category>
		<category><![CDATA[O Dia D]]></category>

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		<description><![CDATA[ESTADOS UNIDOS As forças estadunidenses do 1o Exército, do General Bradley, assaltariam a praia Varreville (Utah) e a praia Saint Laurent (Omaha). O 7o Corpo do General Collins participaria, com a 4a Divisão de Infantaria, do assalto contra a praia Utah, justamente ao norte do estuário do Vire. Durante as primeiras horas da manhã do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_3658" class="wp-caption aligncenter" style="width: 622px"><a href="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/06/ordembatalhaaliada.jpg" class="broken_link" rel="lightbox[3657]"><img class="size-full wp-image-3658" title="ordembatalhaaliada" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/06/ordembatalhaaliada.jpg" alt="ordembatalhaaliada" width="612" height="442" /></a><p class="wp-caption-text">Ordem de Batalha Aliada para o Dia D</p></div>
<p style="text-align: center;"><span id="more-3657"></span></p>
<p><span style="font-size: medium;"><strong>ESTADOS UNIDOS </strong></span></p>
<p><a href="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/06/bradley.jpg" class="broken_link" rel="lightbox[3657]"><img class="alignleft size-full wp-image-3515" title="bradley" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/06/bradley.jpg" alt="bradley" width="137" height="175" /></a>As forças estadunidenses do 1<sup>o</sup> Exército, do General Bradley, assaltariam a praia Varreville (Utah) e a praia Saint Laurent (Omaha). O 7<sup>o</sup> Corpo do General Collins participaria, com a 4<sup>a</sup> Divisão de Infantaria, do assalto contra a praia Utah, justamente ao norte do estuário do Vire.</p>
<p>Durante as primeiras horas da manhã do Dia D, a <strong>82ª </strong>e a <strong>101ª </strong>Divisões Aerotransportadas se lançariam sobre o setor oeste e sudeste de Sainte-MèreEglise, onde sua, missão consistiria em capturar as pontes sobre o rio Merderet, obter a linha do rio Douve como barreira, e apoiar o desembarque da 4<sup>a</sup> Divisão de Infantaria na praia. Esperava-se que, ao final do Dia D, o 7<sup>o</sup> Corpo, com as divisões aerotransportadas sob o seu comando, controlaria a zona a leste do rio Merderet, desde o sul de Montebourgo até o Douve.</p>
<p>O 5<sup>o</sup> Corpo do General Gerow planejou o seu ataque a uma extensão de praia de 7 Km, conhecida com o codinome de Omaha, sobre a costa norte de Calvados, perto de Saint Laurent. Uma equipe de combate da 29<sup>a</sup> Divisão de Infantaria à direita, e uma equipe de combate da 1<sup>a</sup> Divisão de Infantaria à esquerda, ambas comandadas pela 1<sup>a</sup> Divisão de Infantaria, atacariam na leva inicial.</p>
<p>O principal objetivo do 7<sup>o</sup> Corpo, apoiado pelas divisões aerotransportadas, era cortar a península de Cotentin, para evitar o ataque pelo sul, e, avançando rumo ao norte, tomar o porto de Cherburgo, o que se esperava para o Dia D + 8.</p>
<p><span style="font-size: medium;"><strong>O Exército dos Estados Unidos</strong></span></p>
<p>Após a Primeira Guerra Mundial, o exército estadunidense saiu amadurecido e orgulhoso por ter acabado com a guerra na Europa. Porém, os Estados Unidos se isolaram e se esforçaram ao máximo para se manter bem longe dos problemas europeus. Da mesma forma, suas forças armadas, embora conscientes de que poderia haver novos conflitos, não se empenharam em se aprimorar ou lhes faltaram os recursos para isso.</p>
<p>Em 1939, a divisão de infantaria estadunidense era rigorosamente a mesma que terminara a Grande Guerra:</p>
<ul>
<li>2 brigadas de infantaria, cada uma com 4 batalhões,</li>
<li>1 brigada de artilharia (incluindo outras unidades, a divisão contava um efetivo de 18.500 homens).</li>
</ul>
<div id="attachment_3660" class="wp-caption alignleft" style="width: 262px"><a href="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/06/uniform_1939.jpg" class="broken_link" rel="lightbox[3657]"><img class="size-full wp-image-3660" title="uniform_1939" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/06/uniform_1939.jpg" alt="uniform_1939" width="252" height="326" /></a><p class="wp-caption-text">Típico Uniforme Estadunidense em 1939</p></div>
<p>Em 1939, começaram haver modificações, com certeza visando a rápida expansão que seria necessária em caso de guerra. O regimento passou a contar com 3 batalhões e surgiu a chamada &#8220;divisão triangular&#8221; (12.500 homens), onde as brigadas foram extintas e a infantaria foi agrupada em três regimentos. Foi com essa divisão que os EUA lutaram na Segunda Guerra Mundial.</p>
<p>Em 30/09/1939, o US Army contava com apenas 5 divisões de infantaria e 1 de cavalaria &#8220;regulares&#8221;, espalhadas em guarnições por todo o país. No papel, o Exército Regular contava com 26 divisões, mas, excetuando aquelas 6, nenhuma possuía qualquer efetivo.</p>
<p>Não havia divisão blindada nem aeroterrestre e a arma aérea ainda era uma parte do Exército, ignorando a criação da Força Aérea efetuada por outras grandes nações, incluindo Grã-Bretanha (RAF), França (L&#8217;Armée de I&#8217;Air) e Alemanha (Luftwaffe).</p>
<p>A Guarda Nacional era formada pelos Estados e controlada por eles, embora, a partir de 1903, tivesse que se organizar e equipar conforme modelo federal. No papel, contava ela com 18 divisões de infantaria e 4 de cavalaria. Então os EUA entraram na guerra e a expansão do Exército foi vertiginosa. Chegaram a uma média de 4 divisões por mês ativadas por mês.</p>
<p><span style="font-size: medium;"><strong>As Divisões de infantaria do US Army</strong></span></p>
<p>A Divisão de Infantaria &#8220;Triangular&#8221; baseava-se em que seus elementos de infantaria eram organizados sempre em três:</p>
<ul>
<li>3 regimentos de 3 batalhões de 3 companhias de fuzileiros (mais uma de petrechos pesados).</li>
</ul>
<p>Além disso, a divisão contava com:</p>
<ul>
<li>3 grupos (batalhões) de artilharia de 105 mm</li>
<li>1 de 155 mm</li>
<li>1 batalhão de engenharia de combate.</li>
</ul>
<p>Durante a guerra, era normal que pelo menos um batalhão de tanques e/ou tank destroyers fosse anexado à divisão, dependendo da missão e do terreno.</p>
<p>A 36ª Divisão (da Guarda Nacional do Texas) só recebeu um batalhão de tanques e um de tank destroyers (753º e 636º, respectivamente) a partir da invasão da Provença (15/08/1944), embora estivesse combatendo na frente italiana desde 09/09/1943.</p>
<p>No Teatro do Pacífico, raramente um batalhão desse tipo era anexado a uma divisão, pois os tanques japoneses raramente representavam uma ameaça séria – Vale ressaltar que 1ª Divisão de Infantaria Expedicionária Brasileira foi organizada nesses moldes.</p>
<p><span style="font-size: medium;"><strong>Veja também:</strong></span></p>
<p><span style="font-size: medium;"><strong><a href="http://segundaguerra.org/o-dia-d-forcas-aliadas-parte-i/">O Dia D &#8211; Forças Aliadas &#8211; Parte I</a><br />
<a href="http://segundaguerra.org/o-dia-d-forcas-aliadas-parte-ii/">O Dia D &#8211; Forças Aliadas &#8211; Parte II</a><br />
<a href="http://segundaguerra.org/o-dia-d-forcas-aliadas-parte-iii/">O Dia D &#8211; Forças Aliadas &#8211; Parte III</a><br />
<a href="http://segundaguerra.org/o-dia-d-forcas-aliadas-parte-iv/">O Dia D &#8211; Forças Aliadas &#8211; Parte IV</a><br />
<a href="http://segundaguerra.org/o-dia-d-forcas-aliadas-parte-v/">O Dia D &#8211; Forças Aliadas &#8211; Parte V</a></strong></span></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>O Dia D &#8211; Um Problema Chamado França</title>
		<link>http://segundaguerra.org/o-dia-d-um-problema-chamado-franca</link>
		<comments>http://segundaguerra.org/o-dia-d-um-problema-chamado-franca#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 24 Jun 2009 21:26:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Andre Luiz!</dc:creator>
				<category><![CDATA[Antes]]></category>
		<category><![CDATA[Normandia]]></category>
		<category><![CDATA[O Dia D]]></category>

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		<description><![CDATA[Um elemento de grande importância, mas cuja avaliação objetiva era extraordinariamente difícil, pesava nas considerações anglo-americanas: a situação da França. A seu respeito, tudo podia ser afirmado. Era uma aliada, porque entrara em guerra ao mesmo tempo em que o Império Britânico e combatera ao lado deste até que o aniquilassem. Era uma inimiga, pois [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/06/france-map.jpg" class="broken_link" rel="lightbox[3641]"><img class="alignleft size-full wp-image-3642" title="france-map" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/06/france-map.jpg" alt="france-map" width="285" height="293" /></a>Um elemento de grande importância, mas cuja avaliação objetiva era extraordinariamente difícil, pesava nas considerações anglo-americanas: a situação da França. A seu respeito, tudo podia ser afirmado. Era uma aliada, porque entrara em guerra ao mesmo tempo em que o Império Britânico e combatera ao lado deste até que o aniquilassem. Era uma inimiga, pois tinha convênios com Hitler e o chefe de seu governo, Pierre Laval, declarava que desejava a vitória da Alemanha.</p>
<p>Existia, sem dúvida, na França, um movimento popular, uma resistência ativa contra o ocupante, mas existiam também formas manifestas de colaboração. A própria resistência estava sujeita às mais contraditórias apreciações. As informações que chegavam sobre ela eram tendenciosas, tanto num sentido quanto noutro. A impressão de conjunto era uma confusão total.<span id="more-3641"></span></p>
<p>Que julgamento fundado podia fazer os Aliados sobre um fenômeno de tantas faces? Que ajuda podia esperar na preparação e na execução de uma operação militar que, para os franceses, era, ao mesmo tempo, uma libertação e uma invasão?</p>
<p>De maneira geral, os grandes chefes aliados estavam céticos. O Marechal-do-Ar Sir Arthur Tedder, primeiro adjunto antes do desembarque, lhe pediam 25 dos seus 15.000 parelhos, para intensificar o fornecimento de armas, através de pára-quedas, aos maquis. Os 808 atos de sabotagem contra locomotivas, que a Resistência alegava ter praticado nos três meses de 1944, não eram levados a sério, e o realismo do Plano Verde, elaborado pelo BCRA, 571 ataques contra ferrovias no momento do desembarque, era posto em dúvida.</p>
<p>Era a mesma coisa no que se referia às possibilidades das Forças Francesas do interior, das quais o General Koenig havia sido nomeado comandante-chefe. Depois de trocas de argumentos, o SHAEF decidiu considerar a Resistência francesa como um bônus. Seriam acolhidos com gratidão os serviços que ela pudesse prestar, mas havia recusa em tomá-la em conta nas previsões das operações.</p>
<p>De Gaulle complicava o problema. Roosevelt teria provavelmente invadido a França metropolitana como tinha invadido a África do Norte francesa, sem que o general, desde então chefe de um governo provisório, fosse avisado disso. A insistência inglesa poupava-lhe esta omissão, mas, convocado a Londres no dia 4 de junho, De Gaulle começou a criar dificuldades.</p>
<p>Churchill escreveu a Roosevelt:</p>
<blockquote><p>“Resmungou e reclamou, mas Massigli e outros ameaçam pedir demissão do Comitê de Libertação se ele recusar meu convite. Se vier; Eisenhower o verá durante uma meia hora e lhe exporá a situação unicamente do ponto de vista militar. Não acredito que possamos conseguir grande coisa de tudo isso&#8230;”.</p></blockquote>
<p>A carta é enviada e logo o General, se apresenta todo irritadiço.</p>
<blockquote><p>“Acabo de saber que, apesar de minhas advertências, o corpo expedicionário desembarcará na França com uma moeda fabricada no estrangeiro e que o Governo da República não reconhece absolutamente”.</p></blockquote>
<div id="attachment_3645" class="wp-caption alignleft" style="width: 248px"><a href="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/06/degaulle.jpg" class="broken_link" rel="lightbox[3641]"><img class="size-full wp-image-3645" title="degaulle" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/06/degaulle.jpg" alt="degaulle" width="238" height="283" /></a><p class="wp-caption-text">De Gaulle</p></div>
<p>De Gaulle achava que o general Eisenhower tomaria a França sob sua autoridade e a submeteria ao AMGOT (Allied Military Government Occupied Territories). E a isto se opunha com todas as suas forças. Ele representava a legitimidade. Recolocaria seu pé sobre o solo francês com o poder reconhecido pela imensa maioria da nação e era unicamente a ele que pertenceria o direito de fixar, com toda a soberania, as condições através das quais as autoridades e as populações francesas cooperariam com os Aliados.</p>
<p>A conversa foi áspera. Grandes memorialistas, quer dizer, ilusionistas da verdade, Churchill e De Gaulle a contavam em termos sensivelmente diferentes, mas não deixavam dúvidas sobre a violência do choque. Churchill ameaçava De Gaulle de mandá-lo voltar a Argel. Afirmava claramente que, tendo de escolher entre ele e os Estados Unidos, a Inglaterra se colocaria ao lado destes. De Gaulle declarava que compreendia bem a razão e conversa terminou ali.</p>
<p>Eisenhower estava em Southwick, perto de Brighton. Churchill levou De Gaulle até lá, no seu trem especial. Preocupações arrasadoras, uma terrível responsabilidade pesava sobre o comandante-chefe. O Dia D deveria ser no dia seguinte, quinta-feira, 5 de junho. Na véspera, centenas de navios estavam já no mar, quando, às 4h30min, as condições e previsões meteorológicas levaram Ike (contra a opinião de Montgomery) a determinar um adiamento de 24 horas. As perturbações que resultaram desta resolução, refletindo no mecanismo delicado do desembarque, foram alarmantes. As que resultariam, caso houvesse um novo adiamento, poderiam ser desastrosas.</p>
<p>Passado o dia 7, a primeira data propícia não se apresentaria antes de 19 de junho. Seria necessário desembarcar as tropas, entre as quais algumas que já haviam passado muitos dias a bordo dos transportes, em condições de extremo desconforto. Seria impossível manter as rigorosas medidas de isolamento, tomadas depois da última semana de maio, para a conservação do segredo. Novo adiamento obrigaria a uma reorganização completa do desembarque, poderia até levar ao abandono da operação. Por outro lado, um desembarque na tempestade poderia converter-se em desastre, repetindo, em proveito de Hitler, o milagre fatal à Invencível Armada&#8230;</p>
<div id="attachment_3275" class="wp-caption alignright" style="width: 253px"><a href="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/05/eisenhower-1945.jpg" class="broken_link" rel="lightbox[3641]"><img class="size-full wp-image-3275" title="eisenhower-1945" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/05/eisenhower-1945.jpg" alt="eisenhower-1945" width="243" height="304" /></a><p class="wp-caption-text">Eisenhower</p></div>
<p>No meio deste prodigioso dilema, era uma prova da grandeza de alma de Eisenhower receber o zangado general francês com uma urbanidade e uma paciência que irritou Churchill. Mas diante da cólera de De Gaulle qualquer encanto perdia o valor. Ele ouviu friamente a exposição do Plano Overlord, depois, ao receber comunicação da proclamação de Eisenhower à nação francesa, declara inaceitável o que chamou nas suas Memórias de Guerra “ce factum”. Cheio de elogios vibrantes ao Exército e à população francesa, o documento contém, efetivamente, duas frases de lesa-De Gaulle. São elas: “A obediência rápida e solícita às ordens que darei é essencial” e “Quando a França for libertada vós próprios escolhereis o governo sob o qual quereis viver&#8230;”</p>
<p>Havia sido combinado que o Rei da Noruega, a Rainha da Holanda, a Grã-Duquesa de Luxemburgo e o Primeiro-Ministro da Bélgica usariam da palavra sucessivamente, pelo rádio; depois, Eisenhower leria sua proclamação e, por fim, o General De Gaulle encerraria o cortejo das mensagens da libertação. Ele recusa: sua voz não se associaria à dos chefes de Estados e dos governos na saudação ao desembarque anglo-americano no solo subjugado da Europa. Ainda mais: os 200 oficiais de ligação franceses junto ao SHAEF deveriam ficar na Inglaterra. E, para acrescentar a todas as suas recusas um gesto simbólico de mau-humor, o Grande Dissidente rejeita um convite para jantar e recusa regressar a Londres no trem de Churchill.</p>
<p>Quando De Gaulle parte, a espera recomeça. O acampamento de Eisenhower, que consistia em algumas barracas e grupos de tropas, situava-se numa floresta encharcada de umidade, a 1.609 metros da Prefeitura Marítima de Southwick. O tempo concordava com o sombrio quadro dos meteorologistas: chuvas espessas e ventos de 25 a 31 nós. Todas as docas, de Plymouth e Newhaven, estavam cheias de uma multidão de navios que dançavam na água agitada. Ao largo, o mar estava fora de si. O Almirantado comunicou a todos os navegadores, sinais de tormenta.</p>
<div id="attachment_3648" class="wp-caption alignleft" style="width: 188px"><a href="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/06/James_stagg.jpg" class="broken_link" rel="lightbox[3641]"><img class="size-full wp-image-3648" title="James_stagg" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/06/James_stagg.jpg" alt="James_stagg" width="178" height="290" /></a><p class="wp-caption-text">J.M. Stagg</p></div>
<p>Às 21h30min realiza-se nova conferência na biblioteca de Southwick. O chefe meteorologista, comandante de Grupo J.M. Stagg, da RAF, começa sua exposição sustentando que o desembarque no dia 5 – o que queria dizer, dentro de poucas horas &#8211; desencadearia um desastre. Agora, o mapa do tempo traduz ligeira tendência à melhora: o vento deverá moderar-se e o céu descobrir-se parcialmente. Acuado por perguntas, Stagg recusa outras promessas: “Se eu lhes respondesse, não seria um meteorologista; seria um adivinho&#8230;”</p>
<p>A ciência falou. Era a vez de a estratégia tomar uma decisão.</p>
<p>A Aeronáutica estava cética: os marechais Leigh-Mallory, comandante das forças aéreas, e Tedder, adjunto de Eisenhower, duvidavam que os bombardeiros pesados e médios pudessem ter papel satisfatório no estado em que se encontrava o céu. A Marinha estava ansiosa: o Almirante Ramsay advertia que a ordem de partida devia ser dada dentro de meia hora, pois, do contrário, os comboios ficariam na impossibilidade de respeitar o horário. O Comando das forças de terra estava mais confiante: Bedell Smith sublinhava o perigo de um adiamento para 19 de junho e Montgomery pronunciava-se de novo a favor da execução. Dadas as opiniões, o peso fatídico caiu novamente sobre os ombros do general Eisenhower.</p>
<p>Em algumas palavras, ele resumiu os prós e os contras. Depois: “Dou esta ordem com pesar. Mas é preciso&#8230;”</p>
<p>Faltavam apenas alguns minutos para soar 22 horas, limite para uma decisão positiva. Mas ainda era possível, como na véspera, sustar a ordem, nas primeiras horas da manhã. Uma última deliberação estava marcada para as 03h30min, na biblioteca de Southwick.</p>
<p>Quando Ike se põe a caminho, um vento de tempestade sacode seu pequeno acampamento nos bosques. A estrada está enlameada e, diante dos faróis de comando, a chuva, vinda do mar, parece cair horizontalmente. O Capitão Stagg mantém pura e simplesmente suas conclusões da véspera, à noite: o tempo deve normalmente melhorar durante o dia e a noite seguinte; não lhe é possível dizer mais nada. O resto é com Deus!</p>
<p>Dois exércitos participam do desembarque. No oeste, o 1<sup>o</sup> Exército estadunidense, cujo general era Omar Bradley, empenando o 5<sup>o</sup> e o 7<sup>o</sup> Corpos, cada um com uma divisão reforçada. No leste, o 2<sup>o</sup> Exército britânico, comandado pelo General Sir Miles Dempsey, engaja a 1<sup>o</sup> e o 3<sup>o</sup> Corpos, um com duas divisões, o outro com uma apenas. Os estadunidenses embarcam nos portos compreendidos entre Salcombe e Poole; os britânicos, nos portos compreendidos entre Solent e Newhaven.</p>
<p>Dez divisões, chamadas follow up, seguem imediatamente as unidades de assalto. Embarcam por via aérea. Os estadunidenses em Plymouth e em Falmouth, os britânicos no estuário do Tâmisa, em Sheernes, Southend e Harwich.</p>
<p>A Operação que mudaria a história da Segunda Guerra e da humanidade, segue seu curso.</p>
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		<title>O Dia D &#8211; Um Segredo de Polichinelo&#8230;</title>
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		<pubDate>Tue, 23 Jun 2009 16:35:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Andre Luiz!</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Normandia]]></category>
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		<description><![CDATA[Primeiro de junho de 1944. No QG do 15o Exército, situado nas proximidades da fronteira belga, o sargento alemão Walter Reichling permanece imóvel. Está sentado diante de um poderoso aparelho receptor de rádio e escuta atentamente. Através dos fones que tem no ouvido chegam frases ininteligíveis, repetidas em inglês e também em francês. As frases [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Primeiro de junho de 1944. No QG do 15<sup>o</sup> Exército, situado nas proximidades da fronteira belga, o sargento alemão Walter Reichling permanece imóvel. Está sentado diante de um poderoso aparelho receptor de rádio e escuta atentamente. Através dos fones que tem no ouvido chegam frases ininteligíveis, repetidas em inglês e também em francês. As frases carecem, aparentemente, de sentido:</p>
<ul>
<li>“A chuva cai sem descanso”,</li>
<li>“Pedro canta uma canção”,</li>
<li>“As crianças dançam e a noite se aproxima”&#8230;</li>
<p><span id="more-3587"></span></ul>
<p><a href="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/06/reichredio.jpg" class="broken_link" rel="lightbox[3587]"><img class="aligncenter size-full wp-image-3588" title="reichredio" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/06/reichredio.jpg" alt="reichredio" width="619" height="442" /></a></p>
<p>E assim, horas e horas, interminável e incompreensivelmente. Porém, o sargento Reichling sabe que aquelas frases têm importância vital. Sabe que cada uma delas é uma mensagem que significa algo. E sabe que os destinatários daquelas mensagens são os homens da Resistência. Os mesmos homens que aguardam, noite após noite, a mensagem-chave, que lhes indique que a invasão está em marcha&#8230;</p>
<p>O relógio marca nove da noite e alguns minutos, quando, de repente, a voz do locutor da BBC diz, em francês: &#8220;Agora escutem algumas mensagens pessoais&#8230;”</p>
<p>Reichling, imediatamente, põe em funcionamento seu gravador magnetofônico e se prepara para ouvir e gravar as frases. Após uma pausa, a voz do locutor diz:</p>
<blockquote><p>&#8220;Les sanglots longs des violons de 1&#8242;automne&#8221; (Os longos lamentos dos violinos de outono).</p></blockquote>
<p>O sargento alemão, como sacudido por uma descarga elétrica, se desprende rapidamente dos seus fones, e abandona a pequena cabina. Corre pelo corredor e, sem bater, penetra na sala do Tenente-Coronel Hellmuth Meyer. &#8211; Senhor, eu acabo de captar a primeira parte da mensagem&#8230; &#8211; grita, nervosamente. Meyer ergue-se, de um salto, e se dirige à cabina de rádio. Ali, junto a Reichling, escuta atentamente a reprodução da mensagem, gravada em fita. Depois, ergue o rosto, respira fundo. Sem dúvida, é a primeira parte da mensagem&#8230;</p>
<p>O Tenente-Coronel Meyer, sem perda de tempo, se comunica com o chefe do Estado-Maior do 15<sup>o</sup> Exército, General-Comandante Rudolf Hoffman. Imediatamente, este transmite o alarma a todo o 15<sup>o</sup> Exército,</p>
<p>A invasão está chegando, e eles o sabem. Agora falta esperar a segunda parte da mensagem:</p>
<blockquote><p>&#8220;Blessent mon coeur d&#8217;une languer monotone&#8221; (Ferem meu coração com monótona languidez).</p></blockquote>
<p>Quando esta frase for irradiada, a invasão será um fato.</p>
<p>Como sabia o comando alemão o texto da mensagem-chave? Talvez nunca se possa saber como chegou às mãos dos alemães, porém o certo é que as duas frases, que os Aliados consideravam um segredo zelosamente guardado, já estavam em poder dos alemães havia algum tempo. E no mês de janeiro de 1944, o Almirante Canaris, na ocasião chefe do serviço de inteligência alemão, informara os chefes dos serviços de escuta que essas duas mensagens significariam, respectivamente, o alerta e o desembarque Aliado na Europa.</p>
<div id="attachment_3590" class="wp-caption aligncenter" style="width: 391px"><a href="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/06/canaris.jpg" class="broken_link" rel="lightbox[3587]"><img class="size-full wp-image-3590" title="canaris" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/06/canaris.jpg" alt="canaris" width="381" height="461" /></a><p class="wp-caption-text">Almirante Canaris</p></div>
<p style="text-align: center;">
<p>Rommel, contudo, apesar de ter sido posto a par da mensagem e de conhecer o seu significado, não tomou nenhuma medida; o 7<sup>o</sup> Exército, que defendia a costa da Normandia, não foi colocado em estado de alerta.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>O Dia D &#8211; Últimas horas: 20h &#8211; 24h</title>
		<link>http://segundaguerra.org/o-dia-d-ultimas-horas-20h-24h</link>
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		<pubDate>Tue, 23 Jun 2009 13:37:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Andre Luiz!</dc:creator>
				<category><![CDATA[Durante]]></category>
		<category><![CDATA[Normandia]]></category>
		<category><![CDATA[O Dia D]]></category>

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		<description><![CDATA[A batalha termina cedo. As tropas de assalto estão fatigadas e os alemães não têm meios de lançar um contra-ataque noturno. De Ranville até Sainte-Mère-Église, o fogo cessa ao por do sol. Em compensação, a aviação noturna volta ao trabalho. Sua missão é de interditar o campo de batalha, impossibilitando a penetração das reservas inimigas. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A batalha termina cedo. As tropas de assalto estão fatigadas e os alemães não têm meios de lançar um contra-ataque noturno. De Ranville até Sainte-Mère-Église, o fogo cessa ao por do sol.</p>
<p>Em compensação, a aviação noturna volta ao trabalho. Sua missão é de interditar o campo de batalha, impossibilitando a penetração das reservas inimigas. Bombas fulgurantes que os soldados alemães chamam “árvores de Natal”, Weihnachtsbäume desmascaram as colunas em marcha, e o bombardeio sistemático dos postos de passagem obrigatória multiplicam as perdas e os atrasos.</p>
<p>Bayerlein contou a Paul Carell o que foi a noite da Panzer Lehr deslocando-se rumo a Caen. Sées atravessada de bombas, depois, Argentan, às 2 horas da manhã: toda a cidade em chamas, iluminada como em pleno dia, imensa fogueira debaixo de um bombardeio ininterrupto, as ruas obstruídas por escombros, a ponte do Orne estraçalhada. Os pioneiros restabelecem uma passagem, mas Bayerlein deve caminhar através de desvios para alcançar Flers e Condésur-Noireau, igualmente arruinadas. Aponta o dia, nenhuma das cinco colunas, nas quais a divisão foi fracionada, conseguiu ultrapassar Falaise, a 25 km do campo de batalha &#8211; e os [:ttip="Aviões Bombardeiros" id="unique_id"]Jabos[:/ttip] recomeçam a imobilizar contra o solo tudo que tem movimento. A Panzer Lehr deveria contra-atacar ao romper da aurora, mas não se move até a noite.<span id="more-3578"></span></p>
<div id="attachment_3579" class="wp-caption aligncenter" style="width: 653px"><a href="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/06/panzer4-pzlehr-france1944.jpg" class="broken_link" rel="lightbox[3578]"><img class="size-full wp-image-3579" title="panzer4-pzlehr-france1944" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/06/panzer4-pzlehr-france1944.jpg" alt="panzer4-pzlehr-france1944" width="643" height="381" /></a><p class="wp-caption-text">Panzer destruído, integrante da Panzer Lehr em Junho de 1944</p></div>
<p style="text-align: center;">
<p>Diferente era a situação dos Aliados. Antes do cair da noite, o chefe do serviço de contra-espionagem (Ic) do 84<sup>o</sup> corpo alemão, Major Hayn, foi postar-se em Cabourg para ver com seus olhos o desembarque. “A atividade &#8211; conta ele &#8211; de um grande porto em tempo de paz”. A Luftwaffe esteve completamente ausente no correr do dia. A divisão de caça que se esperava de Metz foi totalmente destruída, e, com exceção de 3 FW-190, prontamente postos em fuga, nenhum avião de cruz negra foi visto sobre o campo de batalha normando.</p>
<p>À meia-noite, 75.215 britânicos e 56.500 estadunidenses, mais 15.500 estadunidenses e 7.900 britânicos das formações aerotransportadas, num total de mais de 155.000 homens, pisaram a França. As follow up divisions, 29<sup>a</sup> e 90<sup>a</sup> estadunidenses e 51<sup>a</sup> e 7<sup>a</sup> blindadas britânicas estão em pleno desembarque. Rommel tinha razão: perder a batalha das praias significa a Europa aberta à invasão. A Mancha é para os anglo-estadunidenses um freio muito menor do que é, para os alemães, a barragem desta diabólica aviação, dona do céu.</p>
<p>Taticamente, os objetivos pretendidos para o 6 de junho à noite não foram atingidos em parte alguma. No Cotentin, o terreno conquistado é duas vezes menor do que se previu; o estabelecimento de uma cabeça-de-ponte sobre o Merderet fracassou e, ao sul, de Sainte-Mère-Église, um batalhão georgiano corta ainda a estrada de Cherburgo.</p>
<p>Diante de Omaha Beach, os alemães terminaram por ceder Colleville e Saint-Laurent-sur-Mer, mas a penetração não ultrapassa em parte alguma 1.500 metros &#8211; e o que se queria, desde a tarde, era atingir o Aure, a 8 km das praias!</p>
<p>No setor britânico, faltou um toque de inspiração e de audácia para que os brilhantes sucessos da manhã se convertessem nos objetivos do dia. A junção com os estadunidenses não foi feita. A continuidade da cabeça-de-ponte não está realizada. Nem Caen nem seu aeroporto, Carpiquet, foram tomados. Diante de Bayeux, a 56<sup>a</sup> Brigada estacionou sua progressão às 20h30min, quando acabava de atingir a cidade intacta e vazia de inimigos.</p>
<p>Apesar dessas decepções, o dia é uma magnífica vitória. Os Estados Unidos e a Inglaterra vibram de orgulho. A Europa cativa vibra de esperança. Na França, os [:ttip="Resistência Francesa" id="unique_id"]maquis[:/ttip] se armam, cortam as linhas telefônicas, tomam posição ao longo dos caminhos, para atormentar as colunas alemãs. Os ferroviários abandonam os trens de tropas, sabotam as locomotivas e as manobras dos trilhos.</p>
<div id="attachment_3583" class="wp-caption aligncenter" style="width: 645px"><a href="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/06/Members_of_the_Maquis.jpg" class="broken_link" rel="lightbox[3578]"><img class="size-full wp-image-3583" title="Members_of_the_Maquis" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/06/Members_of_the_Maquis.jpg" alt="Members_of_the_Maquis" width="635" height="469" /></a><p class="wp-caption-text">Membros da Resistência Francesa, os Maquis</p></div>
<p style="text-align: center;">
<p>Recusando-se definitivamente a associar-se às mensagens dos chefes de Estado europeus, De Gaulle lança à tarde uma proclamação que quase deixa entrever que as tropas francesas são as únicas a combater pela libertação do território nacional:</p>
<blockquote><p>“Sim, é a batalha na França e é a batalha da França&#8230; A França vai conduzi-la com furor, vai conduzi-la em ordem. Há 1500 anos sempre vem sendo assim que ganhamos cada uma de nossas vitórias&#8230; A primeira condição é que as ordens dadas pelo Governo francês e pelos chefes franceses qualificados sejam exatamente obedecidas&#8230; Eis que reaparece o sol de nossa grandeza&#8230;”</p></blockquote>
<p>Uma única menção, mais ou menos anônima, é feita aos ingleses e aos estadunidenses na expressão “as forças aliadas e francesas” &#8211; sendo que estas últimas consistiam, no dia D, nos 256 “comandos” do capitão-de-fragata Philippe Kiefer. Nenhuma saudação é endereçada, nenhuma palavra de reconhecimento é pronunciada com referência aos milhares de jovens que vêm do Kansas, do Oregon, de Quebec, do Lancashire, do Saskatchewan, de todas as partes do Império Britânico, morrer na terra francesa. A cólera e o ressentimento cegam De Gaulle. O 6 de junho foi, sem dúvida, em toda sua existência, o pior dos seus dias.</p>
<p>O comunicado alemão da tarde limita-se a anunciar que violentos combates se processam na costa atacada. Mas Hitler já manifestou sua impaciência e sua decepção, lançando ordem sobre ordem para que o desembarque seja rechaçado &#8211; “no mais tardar, esta noite”. Ele começa a suspeitar de um esmorecimento criminoso e até de atos de traição.</p>
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		<title>O Dia D &#8211; 13ª a 18ª hora: 12h &#8211; 18h</title>
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		<pubDate>Sun, 21 Jun 2009 17:11:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Andre Luiz!</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Ao meio-dia, Churchill assoma à tribuna na Câmara dos Comuns. Exaspera a curiosidade de todos falando durante 20 minutos da tomada de Roma, que já não interessa a ninguém, depois descreve em termos grandiosos o desembarque que se está efetuando. “Até agora &#8211; diz &#8211; tudo se vem passando de acordo com os planos”. Em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ao meio-dia, Churchill assoma à tribuna na Câmara dos Comuns. Exaspera a curiosidade de todos falando durante 20 minutos da tomada de Roma, que já não interessa a ninguém, depois descreve em termos grandiosos o desembarque que se está efetuando. “Até agora &#8211; diz &#8211; tudo se vem passando de acordo com os planos”.</p>
<p style="text-align: left;">Em Obersalzberg, Hitler acorda. Não foi registrada sua primeira reação à notícia do desembarque. O grande comunicado será feito no Castelo Klessheim, distante uma hora de carro, na reunião em honra do novo chefe do governo húngaro, o General Astojai, convidado oficial. O programa não foi alterado. Diante do mapa da Normandia, Hitler graceja em dialeto austríaco: “Miam Miam! Eles vêm cair na boca do Grande Lobo! Bem bom!”. Todo mundo cai na gargalhada. Em seguida Hitler louva Jodl pelo seu “veto” matinal: tal como ele, não acredita que se trate da verdadeira invasão.<span id="more-3562"></span></p>
<div id="attachment_3573" class="wp-caption aligncenter" style="width: 624px"><a href="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/06/berghof.jpg" class="broken_link" rel="lightbox[3562]"><img class="size-full wp-image-3573" title="berghof" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/06/berghof.jpg" alt="berghof" width="614" height="372" /></a><p class="wp-caption-text">Casa de Adolf Hitler em Obersalzberg - Também conhecida como a Toca do Lobo</p></div>
<p>No Cotentin, a luta prossegue em câmara lenta. Chamado de Périers para limpar a região de Carentan com seu batalhão de pára-quedistas, o Major Barão Von der Heydte sobe ao campanário de Saint-Come-su-Mont, na entrada de Sainte-Mère-Église. O mar está coberto de navios até o infinito e centenas de pequenos barcos descarregam tropas e material.</p>
<p>“No entanto, não tive a impressão de que uma grande batalha estava em curso. O sol brilhava. Fora alguns tiros de fuzil, tudo estava calmo. O vaivém das embarcações fazia pensar num domingo de verão no lago Wannsee&#8230;”</p>
<p>Utah Beach e os caminhos que levam a ela estão engarrafados. O 8<sup>o</sup> RI experimenta passar pelo pântano: atola-se e desiste. Às 12h15min, está feita a junção com o 501<sup>o</sup> de pára-quedistas que acaba de conquistar Poupperville, apesar de uma resistência dura. Às 12h00min, a junção faz-se em Audouville-la-Hubert, com o 502<sup>o</sup>. Os pântanos costeiros são atravessados e a 101<sup>a</sup> Airbone cumpriu sua missão.</p>
<p>No interior, a 82<sup>a</sup> luta. A conquista de Sainte-Mère-Eglise cortou a grande estrada de Cherburgo e dá aos estadunidenses o controle da região alta situada entre os pântanos costeiros e os baixios de Merderet. A ação concêntrica ordenada pelo General Dollmann tem por fim retomar a cidadezinha. O 1058<sup>o</sup> Regimento da 709<sup>a</sup> DI ataca vindo do norte: está parado no povoado de Neuville-au-Plain. Um ataque vindo do sul é também repelido. Em compensação, o 1057<sup>o</sup> RI retoma a passagem de Chef-du-Pont e de La Fière. Muitos pára-quedistas caem prisioneiros a oeste do Merderet. Outros se reagrupam em torno da aldeia de Amfreville e sobre a elevação semeada de fazendas que a inundação desapruma, em frente a Chef-du-Pont.</p>
<div id="attachment_3569" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a href="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/06/sme0644_2.jpg" class="broken_link" rel="lightbox[3562]"><img class="size-full wp-image-3569" title="sme0644_2" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/06/sme0644_2.jpg" alt="sme0644_2" width="500" height="500" /></a><p class="wp-caption-text">Sainte-Mère-Église - Vista aérea, 6 de Junho de 1944</p></div>
<p style="text-align: center;">
<p>No setor de Omaha, o Tenente-General Dietrich Kraiss, que comanda a 352<sup>a</sup> DI comunica que susteve a invasão na própria praia. Essa convicção se reflete no comunicado de 13 horas do 84<sup>o</sup> AK; “Em Vierville o desembarque pode ser considerado repelido&#8230;” Mas Kraiss está inquieto a respeito da sua direita, ameaçada pela progressão inglesa. Dirige para o leste o 915<sup>o</sup> RI, sob o comando do Coronel Meyer, dando-lhe ordem de contornar Bayeux e contra-atacar entre Bazenville e Crépon. Diante de Omaha Beach não resta qualquer reserva.</p>
<p>Ora, os estadunidenses vencem a depressão em que se encontram. Por mais vivo que seja, falta ao fogo alemão densidade, continuidade, estando a praia ocupada, afinal de contas, apenas por um batalhão reforçado do 914<sup>o</sup> RI. Alguns oficiais enérgicos transpõem o dique, arrastando soldados dos mais bravos. Aproveitando a maré cheia, o LCT 30 e o LCI 54 mergulham na onda de calhaus, encalham justamente na entrada do recôncavo de Coleville, no qual os homens se precipitam. Um golpe direto de um destróier desmantela a casamata de Moulins, cujos defensores se rendem. Os bulldozers blindados abrem brechas nas dunas. Lentamente, a linha estadunidense se ergue sobre a colina, onde as primeiras sebes, pouco desenvolvidas, fornecem abrigos.</p>
<p>É principalmente para a direita, para Caen, que o Comando alemão orienta sua preocupação. Um poderoso instrumento se movimenta: a 21<sup>a</sup> Divisão Blindada, com o poderio de 16000 homens, de 127 PzKw 4, de 40 canhões de assalto, de 28 peças de 88 mm, etc. Antes de mais nada, ela recebe ordens de limpar a margem direita do Orne, dos pára-quedistas que desceram durante a noite. Chegando ao campo de batalha, apesar de sua perna ortopédica, o General Marcks vê, de golpe, que esta missão já não corresponde à situação. Encontra o coronel Oppeln Bronikovsky, que comanda o 22<sup>o</sup> Regimento de tanques, e, sob fogo, lhe dá suas instruções. Oppeln deve transportar seu regimento à margem esquerda do Orne e contra-atacar a fundo, rumo a Luc-sur-Mer. “Depende de você &#8211; diz Marcks &#8211; que a invasão seja repelida”. Deixando o coronel entregue à execução de sua missão, o general põe-se à procura de outras tropas, encontra um batalhão do 192<sup>o</sup> Pz Gr e orienta-o igualmente rumo a Luc-sur-Mer. O impossível deve ser feito para que o ataque inglês seja desbaratado, para que o desembarque se desorganize, contando com a intervenção das reservas gerais que o liquidarão.</p>
<div id="attachment_3564" class="wp-caption aligncenter" style="width: 560px"><a href="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/06/commandos-day-d-british-sword1.jpg" class="broken_link" rel="lightbox[3562]"><img class="size-full wp-image-3564" title="commandos-day-d-british-sword" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/06/commandos-day-d-british-sword1.jpg" alt="commandos-day-d-british-sword" width="550" height="338" /></a><p class="wp-caption-text">Commandos britânicos, apoiados por Shermans DD, avançam de Sword para o interior</p></div>
<p style="text-align: center;">
<p>Oppeln apressa-se. Sua tarefa é difícil. O único caminho praticável do Orne é uma ponte de Caen que está de pé. O 22<sup>a</sup> Pz atravessa a cidade em chamas. Os caças-bombardeiros o perseguem a saída. Ele sobe a toda pressa a colina de Lebisey, atravessa a aldeia, desce em um pequeno vale atapetado de verdura. Quando chega diante de Biéville, os batalhões de Norfolk e Warwickshire, reforçados por canhões automotores, acabaram de tomar a localidade. Caen está a 7 km. Caen é o objetivo principal deste dia. Ainda não são 6 horas da tarde.</p>
<p>O encontro é áspero. Rechaçados, os tanques tentam contornar Biéville pelos vales de Périers. Destacamentos do Shoropshire Ligth Infantry e da Staffordshire Yeomanry destroem uma meia-dúzia deles. Caindo do céu, oito bombardeiros de mergulho Typhoon incendeiam vários outros. O regimento recua, reagrupa-se nos limites de Caen. Sua intervenção impediu que a cidade fosse conquistada já na primeira noite. Contudo, não impediu a invasão.</p>
<p>O contra-ataque da 192<sup>a</sup> Pz Gr foi mais longe. Caindo no intervalo das zonas Sword e Juno, seu ímpeto atinge o mar. Os granadeiros desembaraçam os centros de resistência de Saint-Aubin, de Luc e de Douvres-la-Délivrande, põem-se na defensiva, esperam os tanques&#8230; Esperam em vão.</p>
<p>No restante do setor britânico, a situação é satisfatória. A 3<sup>a</sup> Divisão canadense ganhou vários quilômetros e a 50<sup>a</sup>, reforçada pelos primeiros elementos desembarcados da 7<sup>a</sup> Armoured, aproxima-se de Bayeux.</p>
<p>No fim da tarde, Rommel chega a Roche-Guyon. Depara com as decisões de Hitler. A 12<sup>a</sup> Pz SS, estacionada ao sul de Rouen, e a Panzer Lehr, que está na região de Dreux, são postas à sua disposição. Por outro lado, o Fuhrer proíbe toda subtração do 15<sup>o</sup> Exército, e até anulou uma ordem de Dollmann que chamava à Normandia uma parte das tropas da Bretanha. Decidiu, de uma vez por todas, que o 6 de junho é uma dissimulação, e que a verdadeira invasão ainda vai chegar.</p>
<div id="attachment_3571" class="wp-caption aligncenter" style="width: 463px"><a href="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/06/HJ-Norrey-en-Bessin.jpg" class="broken_link" rel="lightbox[3562]"><img class="size-full wp-image-3571" title="HJ-Norrey-en-Bessin" src="http://segundaguerra.org/wp-content/uploads/2009/06/HJ-Norrey-en-Bessin.jpg" alt="HJ-Norrey-en-Bessin" width="453" height="449" /></a><p class="wp-caption-text">Soldados Alemães integrantes da 12ª SS Panzerdivision &quot;Hitler-Jugend&quot;</p></div>
<p style="text-align: center;">
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