- 30 março 2009 às 14:01
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Prefácio
Falar da vida de Adolf Hitler sem associá-lo a Segunda Guerra Mundial é como falar de Sigmund Freud sem citar a Psicanálise, ou seja, a narrativa terá grandes lacunas. Assim, ler a biografia do antigo ditador alemão é uma forma direta de entender a maior guerra da era moderna. Apontado como o responsável direto pelo conflito, Hitler em defesa de suas revoltas e crenças pessoais, convenceu e mobilizou uma nação inteira contra a maior parte do mundo.
Seus colaboradores diretos agiram em torno das intuições doentias de Hitler e promoveram a propaganda mítica do Führer que libertaria a Alemanha da humilhação.
Sufocado pelas diversas sanções impostas pelo Tratado de Versalhes, o povo alemão não teve dificuldade de apoiar um indivíduo que com palavras fervorosas, prometia trazer glórias e bonança a toda nação.
Podemos definir Adolf Hitler como um dos homens mais odiado, porém interessante, da história; pois apesar da responsabilização pela morte de milhões de pessoas, a saga de sua vida conturbada nos mostra uma mistura intrigante de propaganda política – pró e contra – e misticismo que faz parecer fruto da ficção.
Devido a extensão da narrativa, a biografia de Adolf Hitler será apresentada em 5 artigos consecutivos.
Infância de Hitler e juventude em Linz
Adolf Hitler nasceu em Braunau-am-Inn, Áustria, em 20 de Abril de 1889. Cresceu numa pequena localidade aos arredores de Linz, na província da Alta – Áustria, próxima da fronteira alemã, sendo na época território integrante do Império Austro-Húngaro.
O seu pai, Alois Hitler era funcionário da alfândega. Até aos seus quarenta anos, o pai de Adolf Hitler, chama-se Alois Schicklgruber, pois nascera de um relacionamento extraconjugal.
A partir de 1876, passou a usar o sobrenome do seu pai adotivo, Johann Georg Hiedler, mas por erro de um escrivão o sobrenome foi alterado para “Hitler”. Tal fato ocorreu quando Alois solicitou junto a um sacerdote responsável pelos registros de nascimento para que fosse declarada a paternidade de seu padrasto já falecido.
Os inimigos políticos de Adolf Hitler usaram, depois, esse fato para denegrir sua imagem, afirmando que ele não era um Hitler e sim um Schicklgruber. Os Aliados, inclusive, durante a Segunda Guerra lançaram diversos panfletos sobre cidades alemãs com os dizeres: “Heil Schicklgruber”. Porém os Hiedler estavam relacionados à sua mãe de qualquer modo.
A mãe de Hitler, Klara Hitler – nome de solteira Klara Polzl -, era prima de segundo grau de Alois, seu pai. Este a levara para sua casa a fim de cuidar dos seus filhos, pois a sua outra mulher, doente e moribunda, era cuidada por outra pessoa. Quando, então a doente faleceu, Alois casou-se com Klara, após esperar por meses uma permissão especial da Igreja Católica. Klara teve seis filhos de Alois, mas apenas Adolf, o quarto, e a caçula, Paula, sobreviveram à infância.
Adolf era um rapaz inteligente e mal-humorado. Boêmio desde a juventude foi reprovado em duas ocasiões no exame de admissão à escola secundária de Linz. E foi ali, que começou a assimilar as idéias pangermânicas, influenciadas pelas leituras que o seu professor, Leopold Poetsch, um anti-semita muito admirado pelo jovem Hitler, lhe recomendou animadamente.
Hitler era muito ligado à sua mãe e, não alimentava afeto ao pai, que o educava severamente, além de não terem as mesmas visões políticas.
Em seu livro “Mein Kampf“, Hitler demonstra respeito à figura de seu pai, mas não deixa de mencionar as discussões irreconciliáveis que tiveram sobre sua decisão de se tornar artista. Interessado por pintura e arquitetura, o pai opunha-se fortemente a tais planos, desejando que o filho fizesse carreira no serviço público.
Em Janeiro de 1903, Alois Hitler morreu vítima de apoplexia. Em Dezembro de 1907 morreu Klara, de câncer, fato que atingiu Adolf duramente.
Mudança para Viena
Aos 19 anos de idade Adolf era órfão, assim partiu para Viena, onde alimentava uma pequena expectativa de se tornar um artista. Possuía direito a uma ajuda governamental para órfãos que perderia aos 21 anos, em 1910.
No ano de1907 prestou exames à academia das artes de Viena, mas foi reprovado duas vezes seguidas.
Nos anos que seguiram Adolf Hitler permaneceu em Viena sem emprego fixo, vivendo no começo do apoio financeiro de sua tia Johanna Pölzl, de quem recebeu herança. Chegou até mesmo dormir num asilo para mendigos na zona de Meidling no outono de 1909.
Teve então a idéia de copiar postais e pintar paisagens de Viena – uma atividade com a qual conseguiu pagar o aluguel de um apartamento, na Rua Meldemann. Pintava cenas de cartões postais e vendia-as a comerciantes, apenas pelo dinheiro, não visando em suas pinturas uma forma de arte. Contrariando as estórias populares, Hitler fez uma boa vida como pintor, ganhou mais dinheiro do que se tivesse um emprego regular como bancário ou professor do liceu, e trabalhando menos horas. Quando tinha tempo livre freqüentava a ópera de Viena, principalmente quando havia óperas relacionadas com a mitologia nórdica, de Richard Wagner, e cujas produções viriam, futuramente, exaltar o nacionalismo germânico. Muito de seu tempo era ocupado com leituras.
Foi em Viena que Hitler começou a elucidar suas idéias anti-semitas. O anti-semitismo estava fortemente enraizado na cultura católica do sul da Alemanha e na Áustria, onde Hitler cresceu. Viena tinha uma vasta comunidade judaica, incluindo Judeus Ortodoxos do leste europeu. Hitler, então, teve contato com os judeus ortodoxos, que, ao diferentes dos judeus de Linz, eram identificados por suas vestes. Surpreso, buscou informações sobre os judeus através da leitura, tendo comprado em Viena os primeiros panfletos declaradamente anti-semitas que leu na vida, como relata em Mein Kampf.
Em Viena, o anti-semitismo era desenvolvido em suas origens religiosas numa doutrina política, divulgadas por pessoas como Jörg Lanz von Liebenfels, cujos panfletos foram lidos por Hitler; políticos como Karl Lueger, o presidente da câmara de Viena, e Georg Ritter von Schönerer, criador do partido Pan-Germânico. Destes homens, Hitler converteu-se à crença da superioridade da “Raça Ariana” que dirigia suas visões políticas e à inimizade natural dos judeus e os “arianos”, atribuindo-lhes todos os problemas econômicos alemães.
Continua: Biografia de Adolf Hitler – Parte II >>
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17 Comentários para “Biografia de Adolf Hitler – Parte I”
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A vida de Adolf Hitler foi muito triste, tive pena dele quando a mãe dele morreu.
Porém não podemos nos esquecer que colhemos o que plantamos! Embora Stalin merecesse um fim triste também, já que foi tão tirano quanto Hitler.
é ocê tem razão!!
Hitler está nas profumdezas do inferno pra dentro junto com várias personalidades do mal como por exemplo o cangaceiro lampião e seu bando e outros mais…
Não se esquecendo de mencionar Getúlio Vargas, Stalin, Mussolini, ACM… A lista é muito grande…
a vida dele foi triste mais a justiça não e feita assim e ele aprendeu o que e vigança do mal que ele fez
nnão gostei.
esse saite não é completo do jeito que eu procurei
Obrigado pela Visita Nayara!
O site está sempre em atualização, não é um objeto estático, por certo o que você não encontrou hoje poderá encontrar em outros dias.
=D Hitler s2 Bush! Dois que deveriam ser irmãos *_* são tão idiotas
Muito bom, parabéns…
LEMBRAI-VOS DA GUERRA, PARA QUE HAJA PAZ!
eu não pensei que a vida de hotler fosse desse jeito!
pra muitos um heroi pra outros um bandido cada um tem sua opiniao.
bom comentário, é claro que não é completo, precisa adicionar muito mais. Hitler foi inteligente sim, porém maníaco e maluco. Leiam assenção e queda do 3o. Raich;
uma mente brilhante
mas usada de uma forma incorreta