Curitiba irá inaugurar no próximo dia 20, o Museu do Holocausto, o primeiro no Brasil. A iniciativa vem da Associação Casa de Cultura Beit Yaacov, presidida por Miguel Krigsner, e da comunidade judaica local. Mais do que relembrar e preservar a história, o objetivo maior é contribuir para a educação. Num projeto pedagógico criado especialmente para escolas, o museu contará com visitas guiadas e orientação aos professores e estudantes.

De acordo com o presidente da Associação Casa de Cultura Beit Yaacov, a maioria dos museus do Holocausto possui um trabalho pedagógico e, em Curitiba, não será diferente. “A parte museográfica e a linguagem utilizada foram pensadas também para atender as escolas. Da forma como está disposto, o espaço viabiliza diferentes abordagens, conforme a faixa etária de cada visitante”, completa.

O espaço conterá documentos, peças históricas e fotografias, além de reservar um espaço para homenagear as vítimas e os sobreviventes do Holocausto. O acervo é composto por doações da própria comunidade, aquisições e comodatos com outras instituições e com museus internacionais dedicados ao tema. Há também terminais com computadores para a consulta de documentos e arquivos multimídias sobre a história de alguns itens do acervo.

Réplica de boneca usada por crianças judias para brincar no perí­odo da Segunda Guerra

 “A proposta do Museu é mostrar e trabalhar diversos aspectos do Holocausto do povo judeu durante a Segunda Guerra Mundial, incluindo lições históricas, como a luta contra a intolerância, o racismo e a discriminação, para repassá-las às gerações futuras. O objetivo é universalizar o tema da luta contra a intolerância, utilizando o Holocausto como um exemplo”, explica Miguel Krigsner.

Entre os objetos expostos estão peças históricas importantes, como:

– um fragmento de Torá, queimada durante “A Noite dos Cristais”, cedida oficialmente pelo “Yad Vashem”, museu do Holocausto de Jerusalém,

– um cartão de racionamento alimentar, usado no campo de Buchenwald (Alemanha),

– réplicas de bonecas das crianças da época, fotografias e cartazes de propaganda nazista.

– Na parte externa, pedras trazidas de Jerusalém e vitrais argentinos decoram a fachada.

Carlos Reiss, coordenador do projeto, conta que para montar o acervo do Museu do Holocausto, foi realizado um trabalho de busca de sobreviventes do Holocausto, pessoas que sofreram algum tipo de perseguição por parte do regime nazista entre 1933 e 1945.
“Levantamos uma lista com 82 nomes do Paraná e localizamos 15 deles vivos. Fizemos contato e buscamos fotos, documentos, certidões, tudo que pudesse nos ajudar a resgatar a história dessas vítimas e sobreviventes”, comenta o coordenador. 

O Museu do Holocausto de Curitiba será aberto ao público no dia 12 de fevereiro de 2012, prazo necessário para a finalização do setor administrativo e do Centro de Documentação.


Serviço:

Local: Museu do Holocausto
Endereço: Rua Cel. Agostinho de Macedo, 248 – Bom Retiro
Data e horário A partir do dia 12 de fevereiro de 2012,

Terças – 14h30 às 17h30
Quartas – 08h30 às 11h30 e 14h30 às 17h30
Sextas – 08h30 às 11h30
Domingos – 09 às 12h

Preço: Não Divulgado

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Comentários

  1. Estou me preparando para apresentação do meu tcc e precisava de informações sobre o holocausto, especificamente sobre as crianças no holocausto, se possível mande informações ou mesmo livros que possam me ajudar, muito obrigado antecipadamente.

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