Josias Kumpf, um alemão étnico ou “Volksdeutsche” nascido na ex-Iugoslávia, serviu nas SS como guarda de Campo em Sachsenhausen, na Alemanha, em 1942, aos 17 anos de idade. Após um ano de serviço, foi transferido para o campo de concentração de Trawniki, na Polônia.

Kumpf foi acusado de ter participado do Holocausto; incluindo uma operação nazista assassina em novembro de 1943 com o codinome ” Aktion Erntefest ” (festival da colheita), na qual, durante dois dias, 43.000 homens, mulheres e crianças judeus foram assassinados em três campos nazistas no leste da Polônia.  

Josias Kumpf

Josias Kumpf, ex-guarda de campo de concentração nazista

Josias Kumpf atuou durante o assassinato de 8.000 judeus em 3 de novembro de 1943 no Campo de concentração de Trawniki, onde fazia guarda de um fosso onde prisioneiros eram mortos a tiros. Consistia em suas atividades, também pôr fim aos feridos, disparando “o tiro de misericórdia.” Naqueles ainda vivos dentro do fosso.

Josias Kumpft no Pós-guerra

Após a Segunda Guerra Mundial, Josias Kumpf fugiu da Áustria rumo aos Estados Unidos em 1956 e se estabeleceu morada em Illinois, obtendo cidadania norte-americana em 1964.

Ele trabalhou numa fábrica de salsichas, a Vienna Hot Dog, em Chicago até se aposentar em 1990.

Nos anos 2000, mudou-se para Wisconsin para ficar com sua filha, após a morte de sua esposa.

Desnaturalização e deportação de Josias Kumpf

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos iniciou suas investigações sobre Kumpf por suas atividades durante a Segunda Guerra Mundial em 2001.  

Em 30 de setembro de 2003, após a confissão de Kumpft em ter colaborado com os nazistas, os Estados Unidos entraram com um processo para retirar sua cidadania norte-americana, sendo formalmente destituído de sua cidadania americana em 10 de maio de 2005. Sua desnaturalização foi confirmada em 24 de fevereiro de 2006.

Após, Kumpf esgotar todos os seus recursos no processo, o governo dos Estados Unidos iniciou o processo de deportação em 14 de julho de 2006.  

Ele foi condenado em 4 de janeiro de 2007 à deportação e confirmado pelo Conselho de Recursos de Imigração em 16 de junho de 2008.  Sua deportação à Áustria ocorreu em 18 de março de 2009.

Devida a expiração do processo, de acordo com a lei austríaca, Josias Kumpf, não foi processado naquele país.

Morto antes de ser condenado

Em 17 de setembro de 2009, a Espanha acusou Josias Kumpf e pediu sua extradição.  Antes que o pedido de extradição pudesse ser processado, no entanto, Kumpf morreu naquele 15 de outubro em Wilhelminenspital em Viena.

Josias Kumpf

Josias Kumpf,  nos tempos de oficial das SS.

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