Fuzil-Metralhadora Russo “PPSH M41”

O grupo de soldados permanecia escondido entre as ruínas de uma cabana. Havia já várias horas que estavam ali, imóveis debaixo da neve que caía sem interrupção desde a madrugada.

Eram os últimos sobre­viventes de um batalhão soviético e estavam dispostos a vender caro suas vidas. Seis homens e um oficial. Isso era tudo. Ou quase tudo… Porque havia algo mais. Algo que os alemães haviam aprendido a temer e respeitar. Cada homem empunhava em suas mãos enluvadas um curto fuzil-metralhadora.Era o “avtomat”, o PPSH, arma tosca, mas fatal, capaz de vomitar fogo ao ritmo impressionante de 900 projetis por minuto.

Através da bruma, o oficial viu os alemães sé aproximarem. Avançavam em coluna, com dificuldade, afundando as botas na grossa capa de neve. Em poucos minutos emitiu suas ordens. Tinham que arriscar tudo numa única cartada. Deixariam que se aproximassem bastante e, então, abririam fogo. Tinham confiança cega no PPSH. Bastaria uma descarga cerrada para exterminar a patrulha inimiga. Sem pressentir o perigo, os alemães se dirigiram confiantemente para a cabana. Os soldados, transidos de frio, desmancharam a formação e avançaram para as ruínas, em busca de lenha e abrigo. Era o momento que os russos esperavam. Um rápido sinal do oficial e os seis homens apertaram a um tempo os gatilhos dos PPSH. A descarga, feita a queima-roupa, foi brutal. Crivados pela chuva de projetis, dezenas de soldados caíram sem vida sobre a neve. Em poucos segundos, tudo terminou. A patrulha alemã havia sido aniquilada até o último homem.

Os soviéticos compreenderam cedo o valor do fuzil-metralhadora como arma de infantaria para a luta a curta distância. Já em 1934 iniciaram a construção dos primeiros modelos e se inspiraram nos fuzis-metralha-doras aperfeiçoados pelos alemães nos fins da Primeira Guerra Mundial. Seu objetivo era produzir em grandes quantidades uma arma de elevado poder de fogo, provida de um mecanismo de tiro de fácil manejo. Em 1940, fabricaram um fuzil-metralhadora, baseado no modelo alemão Schmeisser, provido de um tambor de 71 projeteis. No ano seguinte, construíram o PPSH, que logo conquistaria ameaçadora fama nos sangrentos combates contra a Wehrmacht. Este fuzil-metralhadora era de desenho muito simples e a maioria de suas peças eram fabricadas de modo que proporcionassem extraordinária economia para sua produção. Esta característica foi talvez a de maior vantagem no PPSH. Construído em enormes quantidades, o PPSH tornou-se arma usual do soldado soviético, o que permitiu à infantaria russa contar com uma potência de fogo muito superior à alemã. Além disso, a simplicidade de seu manejo possibilitava seu emprego por tropas de baixo nível de instrução. Arma robusta, suportou maravilhosamente as duras condições do teatro de guerra soviético.

ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS

Calibre   ……………….. 7,62 mm

Munição   ………………. Tambor com 71 projetis ou pente com 35

Comprimento do cano   …… 26 cm

Comprimento da arma   ….. 82 cm

Peso   (com carregador)   …. 6 kg

Capacidade  de tiro- …….. 700 a 900 disparos por minuto

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Comentários

  1. MUITO BOA ESTA HISTORIA! GOSTEI MUITO ESTE FUZIL ERA ENTÃO A 7º MARAVILHA NOS CAMPOS DE BATALHA.

  2. Foi a melhor submetralhadora da segunda guerra, armazenava um boa quantidade de munição, 71 projéteis. Simples e de fácil uso era o ppsh-41 com boa cadência de fogo.

  3. O fascinio da segunda gerra tbm toma conta de mim , as histórias vividas nos campos as armas usadas pelos combatentes e nos ares ..muito boa esta metralhadora .

  4. Nunca manuseei armas mas.. pelas fotos e depoimentos de veteranos acho que deve ser de dificil manuseio, porque pensa só,ou apoiava-se no cartucho (aquele redondo kk), ou ante, o que dificulta a mira.

  5. era uma arma muito robusta, porém fatal e precisadamente muito usada no campo de batalha……

  6. prezado. no brasil há poucos interessados na segunda guerra,mas é sempre bom ver alguem escrevendo algo a respeito.ao longo de quase 50 anos venho escrevendo para ingleses,americanos e ate poucos russos.esperei uns 40 anos ate que finalmente alguem escreveu aquilo que realmente deveria ser dito sobre o tanque T-34. the mythical weapon de robert michulec mostra o que realmente este tanque era. mas ele entra um pouco no lado mitologico de outras armas russas entre elas a PPSH-41. os sovieticos eram muito habeis neste negocio de glorificar qualquer coisa.entra ai os escritores ocidentais que elevaram a arma a um nivel de estado de arte feita por um ferreiro.é claro que ela funcionava e matava,porem tinha aquilo que é o calcanhar de qualquer arma de infantaria.municiar a arma.abrir o tambor,esticar com cuidado a mola,colocar um a um todos os projeteis no lugar,soltar a mola e fechar o tambor quando voce possivelmente ja estaria morto. grato por sua atençao. dos 54.550 t-34 produzidos os alemães mandaram para o espaço 44.900.

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