hitlereopapa

Hitler planejou Sequestrar ou Assassinar o Papa Pio XII

Segundo um jornal italiano, Hitler planejou seqüestrar ou matar Pio XII. A fonte: o testemunho de um senhor de 72 anos.

Nesta terça-feira, o jornal italiano Avvenire publicou um testemunho histórico que confirma o plano organizado contra o Papa pelo Reichssicherheitsamt – quartel general para a segurança do Reich – de Berlim, após 25 de julho de 1943.

O jornal cita uma fonte direta e testemunhal, Niki Freytag von Loringhoven, de 72 anos, morador de Munique, filho de Wessel Freytag von Loringhoven, quem então era coronel do Alto Comando Alemão das Forças Armadas.

De acordo com Freytag von Loringhoven, nos dias 29 e 30 de julho de 1943, ocorreu em Veneza um encontro secreto para informar ao chefe de contra-espionagem italiano, o general Cesare Amè, sobre a intenção de Hitler de punir os italianos pela prisão Mussolini, sequestrando ou o assassinando Pio XII e o rei da Itália.

Segundo o jornal italiano, tal testemunho vai ao encontro com o depoimento de Erwin von Lahousen no processo de Nurembergue de 1º de fevereiro de 1946, no qual inclusive revela a reação de Freytag von Loringhoven ao conhecer o plano de Hitler: “É uma autêntica covardia!”.

O chefe de contra-espionagem italiano, de acordo com o testemunho histórico, ao retornar a Roma já conhecendo as intenções de Hitler, divulgou a notícia dos planos contra o Papa para tentar prejudicar o êxito destes.

Independente de ser verdade ou não a existência de tais planos, não ameniza, muito menos inocenta o Papa Pio XII de seu silêncio durante a Segunda Guerra Mundial.

Atualmente há constantes pesquisas a fim de se provar que o papa não foi negligente, que não consentiu ou se omitiu a perseguição nazista aos judeus. Um tabu histórico que tentam encobrir, assim como os anos negros da Inquisição.

Sejamos racionais, se o papa Pio XII tivesse feito qualquer tipo de protesto ou qualquer ação para demonstrar sua oposição às ideias anti-semita, isso teria sido muito bem documentado. O povo italiano, em sua maioria católica, iria divulgar tais ações. Os Aliados usariam isso como arma para influenciar os católicos que colaboravam com os nazistas. Porém não há nada, somente especulações. Um testemunho aqui e ali que nada provam.

A igreja foi omissa e não há nada a acrescentar.

 

hitlereopapa
O ainda Cardeal Pacelli (futuro Papa Pio XII) e Adolf Hitler em 1939

Sobre Andre Almeida

Ex-militar do exército, psicólogo e desenvolvedor na área de TI.Sou um entusiasta acerca da Segunda Guerra Mundial e criei o site em 2008, sob a expectativa de ilustrar que todo evento humano possui algo a ser refletido e aprendido.

Veja também

atlas_Pernkopf_alta

Pernkopf – Obra Nazista ainda é Referência na Cirurgia Nervosa

O livro nazista – Atlas de Pernkopf – que ainda hoje é usado por cirurgiões …

8 comentários

  1. Gosto muito de história e acho esta informação muito difícil de acreditar. O cardeal Pacelli foi nuncio apóstolico em Munich na época que o partido Nazista estava se consolidando. O partido nazista era apenas um dos 80 partidos pequenos que existian na época na Alemanha e cresceu muito não apenas por ter em Hitler um grande orador mas por que recebeu grandes somas de dinheiro de grupos que estavam apavorados com a possibilidade da Alemanha se transformar em um pais comunista já que este partido era um dos maiores em número de membros e já haviam tomado o poder na Bavária por um período antes do exercito destruir esta experiência bolchevista que poderia contaminar o resto da Alemanha.Os maiores financiadores do Partido nazista foram os empresários alemães e a igreja Católica.
    Não fizeram isto por gostarem de Hitler mas para proteger seus interesses ou melhor dizendo seu patrimônio. Os empresários perderiam tudo num pais comunista e a Igreja também como ocorreu com a Igreja ortodoxa na Rússia. O homem que negociou com Hitler o financiamento do partido nazista pelo Vaticano foi o cardeal Pacelli que morava em Munich, mesma cidade onde era a sede do partido nacional socialista dos trabalhadores alemães. Pacelli fez em nome do Vaticano acordos com Hitler para que ele chegando ao poder respeitasse o patrimônio da Igreja católica na Alemanha e que jamais atacasse o Vaticano fatos que Hitler sempre respeitou.Não devemos esquecer embora ninguem fale que Hitler e a maioria dos chefes do partido Nazista eram católicos e o anti semitismo era para eles natural pois era ensinado nos colégios católicos da época.Hitler era antisemita e anti comunista e isto atendia aos interesses dos empresários e da Igreja. O antisemitismo sempre foi uma das principais coisas ensinadas nas religiões cristãs. A frase Os judeus mataram Cristo era ensinada às crianças desde a mais tenra idade criando nas crianças uma aversão a este povo que chegou aos absurdos cometidos na Alemanha.
    Os americanos que dizem pertencerem à maior democracia do planeta também são antisemitas pois a religião ensinou a eles a serem assim.Embora a maioria seja de evangélicos não devemos esquecer que o pai da reforma Martinho Lutero escreveu um livro chamado Dos Judeus e suas mentiras. Como a maioria dos leitores Hitler foi batizado e fez primeira comunhão na Igreja Católica portanto vocês tem algo em comum com ele. Vocês poderiam ser grandes amigos de Hitler se tivessem nascido na mesma cidade e época que ele viveu.
    Quem sabe não teriam entrado no partido e se tornado chefes importantes.

    Sou cristão porém não gosto de hipocresia.Fatos são fatos.

  2. Ei… não pense que único pecado de Pio XII(Pacelli) foi ter se calado pro holocausto…. os pecados e crimes de Pio E Igreja durante o nazismo foram vários…. a começar pelo voto do partido católico de centro (zentrum) a favor da lei de exceção que tornava Hitler ditador em 1933. Pacelli instruiu o Zentrum a fazer isso… em troca… o regime nazi assinaria 1 concordata com que teria a partipação de Pacelli.o vaticano foi conivente com a presença de capelães nas SS. Pio XII foi conivente com o governo pró-nazi do PADRE Jozef Tiso da Slovakia. Tambem foi conivente com o governo fascista-clerical e pró-nazi do Ustasha Ante Pavelic da Croácia. o regime de Pavelic, em parceria com o clero romano, exterminou não-católicos(outros “hereges” foram convertidos a força),opositores e
    não-croatas…. as principais vitimas foram os ortodoxos sérvios,ciganos,judeus e partisans.A crueldade Ustasha chocava até mesmo os nazistas.
    Quando o Eixo caiu, vários nazis e ustashas fugiram pra outros paises com a ajuda da Santa Sé,Cruz Vermelha e CIA (operação Ratlines). Os prelados Hudal*,Montini**,Draganovic***,Tisserant,Caggiano e Siri estavam envolvidos nas Ratlines.
    *austriaco;membro honorario do NSDAP
    **futuro papa Paulo VI
    ***croata e oficial Ustasha

  3. Santa ignorância…., desse escritor e de alguns poucos historiadores sensacionalistas….. O consolo é o seguinte : um dia (aquele do ‘juízo final’) quem estiver errado vai ter que pedir desculpas….. E com certeza não será Pio XII…………

    • Será, Daniel?
      Não apenas a Igreja Católica como todas as demais foram omissas. Não protestaram, não quiseram sair do conforto…
      O que dizer então dos Ustashas Croatas? Regime muito parecido com o Nazista em termos de perseguição étnica, totalmente apoiado pelo Vaticano…
      Santa ignorância? Será que tudo o que se relaciona a Igreja Católica é fruto de revisionismo e Teoria da Conspiração?
      Daqui um tempo dirão que a Inquisição também foi mentira…

  4. A questão não é defender ou acusar a igreja Católica… A questão é demonstrar que independente das religiões, todas foram omissas…
    Tais artigos que abordam o tema aqui no site tentam demonstrar que o ser Humano não fica melhor apenas seguindo uma religião.
    Também não servem para criticar as religiões, pois essas podem ser benéficas quando quem as seguem são conscientes de que precisam melhorar sempre, independente da religião.

    Não somos contra religiões e credo, mas somos contra a tolice humana de querer achar que essa ou aquela religião é melhor…

    A igreja Católica foi omissa sim, não adianta argumentos documentais quando na prática sabemos que nada houve…
    Milhões morreram e outros milhões assistiram sem nada fazer… Inclusive o Papa…

  5. a igreja católica sempre foi e sempre será omissa em alguns aspectos, tendo em vista a questão da pedofilia que nunca foi bem esclarecida ao povo do mundo. eu acho que todas as igreja deveriam pagar seus impostos, como eu cidadão Brasileiro pago todos os anos, a maioria das igrejas de todo o mundo, fingem pregar a verdadeira palavra do senhor jesus, mais no final das contas querem é dinheiro, verdade !!!!

  6. as igrejas de todo o mundo, precisam abrir os seus financeiros, é de ser estranhar por exemplo, que o vaticano não pague uma moeda de impostos aos Italianos, e é considerado a cidade do vaticano uma das mais ricas do mundo. assim é mamão com açúcar, eu duvido que eles dividam essa fortuna com os pobres, e ainda pregam salvação para com Deus, ver ser pode um negócio desse, um absurdo, um “bando de hipócritas e demagogos” falando em de Deus.

  7. Eduardo Lopes de Castro Barbosa

    Você está completamente equivocado ao afirmar que sua Santidade, Papa Pio XII ou que a Igreja Católica foi omissa durante o período do III REICH Alemão. Como ponto de partida irei começar no período anterior a W.W II. Em 14 de março de 1937, 2 anos antes do início da grande guerra a Igreja Católica lançou a encíclica papal MIT BRENNENDER SORGE (em português fica “Com grande preocupação”), documento este que, foi escrito com a ajuda do futuro Papa Pio XII, o então secretário Cardeal Pacelli, na qual condena da maneira mais contundente possível toda e qualquer ideologia fascista. Destacarei algum de seus principais pontos que deixam elucidados o objetivo e conteúdo desse importante documento:

    “Quando, em 1933, consentimos, Veneráveis Irmãos, em abrir negociações para uma concordata, proposta pelo governo do Reich com base em um esquema de vários anos de reputação; e quando, para sua satisfação unânime, concluímos as negociações por um tratado solene. Fomos motivados pelo desejo, como nos convinha, garantir para a Alemanha a liberdade da missão benéfica da Igreja e a salvação das almas sob seus cuidados, bem como pelo desejo sincero de tornar o povo alemão um serviço essencial para seu desenvolvimento e prosperidade pacíficos. Portanto, apesar de muitas e graves dúvidas, decidimos não reter nosso consentimento, pois desejávamos poupar os fiéis da Alemanha, tanto quanto fosse humanamente possível, os julgamentos e dificuldades que eles teriam que enfrentar, dadas as circunstâncias, tiveram as negociações fracassadas.Foi por atos que desejamos deixar claro, os interesses de Cristo sendo nosso único objeto, que a mão pacífica e materna da Igreja seria estendida a quem não a recusasse.

    .Se, então, a árvore da paz, que plantamos em solo alemão com a mais pura intenção, não produziu o fruto que, no interesse do seu povo, Esperávamos com carinho que ninguém no mundo que tenha olhos para ver e ouvidos para ouvir possa culpar a Igreja e sua cabeça. As experiências desses últimos anos fixaram responsabilidades e expuseram intrigas, que desde o início visavam apenas uma guerra de extermínio. Nos sulcos, onde tentamos semear a semente de uma paz sincera, outros homens – o “inimigo” da Sagrada Escritura – semearam o aumento da desconfiança, inquietação, ódio, difamação, de uma hostilidade determinada, aberta ou velada, alimentada por muitas fontes e com muitas ferramentas, contra Cristo e Sua Igreja. Eles, e sozinhos com seus cúmplices, silenciosos ou vociferantes, são hoje responsáveis, se a tempestade da guerra religiosa, em vez do arco-íris da paz, escurecer os céus alemães.”

    Neste primeiro ponto sua santidade fala da questão da concordata entre a Igreja e o governo nacional-socialista Alemão. E importante frisar que essa concordata não possuiu nada de muito absurdo, na verdade, foi tão somente um acordo na qual o fuher se comprometeria a permitir que as instituições religiosas seriam respeitadas. Futuramente essa promeça foi quebrada, os jornais católicos foram todos fechados, mosteiros, seminários idem. Um caso amplamente conhecido é o de Joseph Ratzinger, o futuro Papa Bento XVI, ele foi perseguido pelo governo alemão, aos 13 anos foi obrigado a sair do seminário que estava e servir na juventude hitlerista.

    “Tome cuidado, Veneráveis Irmãos, para que, acima de tudo, a fé em Deus, o primeiro e insubstituível fundamento de toda religião, seja preservada na Alemanha pura e sem manchas. O crente em Deus não é aquele que pronuncia o nome em seu discurso, mas aquele para quem essa palavra sagrada representa um conceito verdadeiro e digno da Divindade. Quem identifica, por confusão panteísta, Deus e o universo, abaixando Deus às dimensões do mundo ou elevando o mundo às dimensões de Deus, não é um crente em Deus. Quem segue a chamada concepção germânica pré-cristã de substituir um destino sombrio e impessoal pelo Deus pessoal, nega assim a Sabedoria e a Providência de Deus que “Reaches de ponta a ponta poderosamente e orderetam todas as coisas docemente “(Sabedoria viii. 1 ). Ele também não é crente em Deus.

    8). Quem exalta raça, ou povo, ou Estado, ou uma forma específica de Estado, ou depositários de poder, ou qualquer outro valor fundamental da comunidade humana – por mais necessária e honrosa que seja sua função nas coisas mundanas – quem elevar essas noções acima de seu valor padrão e as divinizar a um idólatra nível, distorce e perverte uma ordem do mundo planejada e criada por Deus; ele está longe da verdadeira fé em Deus e do conceito de vida que essa fé sustenta.

    9. Cuidado, Veneráveis Irmãos, daquele crescente abuso, em palavras como por escrito, do nome de Deus como se fosse um rótulo sem sentido, a ser afixado em qualquer criação, mais ou menos arbitrário, da especulação humana. Use sua influência sobre os fiéis, que eles se recusam a ceder a essa aberração. Nosso Deus é o Deus Pessoal, sobrenatural, onipotente, infinitamente perfeito, um na Trindade das Pessoas, tri-pessoal na unidade da essência divina, o Criador de toda a existência. Senhor, rei e consumador supremo da história do mundo, que não tolerará e não poderá tolerar um Deus rival ao seu lado.”

    Aqui vemos sua Santidade Pio XI indo no cerne do problema ideológico alemão. Hitler sempre foi um critico do cristianismo, sempre foi um panteísta e sempre odiou a Cristo.

    Alguns dias depois do Natal de 1939, Joseph Goebbels fez a seguinte observação sobre Hitler:

    “O Führer é profundamente religioso, mas totalmente anticristão. Ele vê no cristianismo um sintoma
    de decadência. Com razão. É um estrato depositado pela raça judaica”.

    Goebbels relatou que Hitler queria “travar guerra contra” a Igreja Católica.

    Era muito claro para todos com qualquer relacionamento estratégico com Hitler que sua imagem externa pertencente ao cristianismo não correspondia à sua vontade final em relação a ele.

    Pio XII contrabandeou judeus para roma:
    https://encyclopedia.ushmm.org/content/en/article/italy

    Albert Einstein em entrevista a revista Time afirma que somente a igreja católica se levantou contra hitler enquanto os outros não deram ouvidos a ele
    https://content.time.com/time/subscriber/article/0,33009,765103,00.html

    “Somente a Igreja ficou do outro lado do caminho de Hitler campanha para suprimir a verdade. Eu nunca tive nenhum interesse especial em a Igreja antes, mas agora sinto um grande carinho e admiração porque somente a Igreja teve coragem e persistência para permanecer pela verdade intelectual e liberdade moral. Sou forçado a confessar que o que uma vez desprezei agora louvo sem reservas.”

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *