A experiência em visitar o Museu do Holocausto, localizado no que foi o Campo de Concentração de Auschwitz, na Polônia, foi um misto de melancolia e sensação de “reviver” o passado.

Não, meu caro leitor, eu não era nascido na época em que o campo era ativo, somente vim ao mundo cerca de 40 anos mais tarde, entretanto, a sensação de estar ali, foi como se eu tivesse vivido naquele período.

A Sensação de pertencimento  ao local

 

 Auschwitz Campo de Concentracao

No entanto, algumas coisas podem explicar esse fenômeno, e um deles são as dimensões do terreno em que o museu ocupa.  As áreas de dimensões exacerbadas, preservando boa parte das dimensões originais, introduz você naquela atmosfera do campo em atividade.

Portanto, em diversos momentos eu meditei sobre como pode ter sido o dia-a-dia daquele lugar enquanto estava ativo. Eu imaginei os guardas nas torres de vigia, os moradores do campo indo e vindo… O barulho de caminhões,  de pessoas… a gritaria dos alemães… hora e outra, tiros? Conversas…

Em resumo, refleti como seria o pensar de cada um que habitava Auschwitz. Um guarda do campo, um preso, um Sonderkommando…

Passar por Auschwitz pode ser “apenas mais uma experiência” a quem não é entusiasta dos assuntos sobre a Segunda Guerra Mundial, no entanto, é uma experiência profunda a quem gosta do tema. É difícil se manter neutro emocionalmente quando se percorre aquele espaço. Quando se observa os dormitórios, a pilha de malas dos antigos moradores… pertences de pessoas comuns, como eu e você, que foram arrebatados de suas vidas, para perecerem num campo fétido, na maioria das vezes separados de seus parentes e amigos.

Rotina alterada bruscamente

Ou seja, imagine que num dia você acorda, segue ao seu trabalho, cumpre suas tarefas diárias, retorna para seus entes queridos e a vida vai seguindo… Mas no dia seguinte, tudo se transforma, e seu destino se torna incerto e regrado por pessoas que você não sabe quem são. Você segue o fluxo com outros milhares de semelhantes…

Foi assim que aconteceu com muitos do Judeus (lembrando que não apenas judeus foram aprisionados, mas também presos políticos de variadas etnias, gays, ciganos, eslavos e outros povos de etnias consideradas inferiores.). De um dia a outros suas vidas sofreram mudanças drásticas e em sua maioria, demoraram a compreender o motivo.

Crianças, jovens, adultos e idosos. Sem distinção, foram levados para um lugar estranho e jamais retornariam às suas antigas rotinas.

Todas essas informações prévias, também contribuíram à minha percepção daquela local.

Auschwitz foi o campo mais conhecido, embora apenas mais um dentre tantos outros que a Alemanha nazista construiu.

Como pode ter sido estar em Auschwitz

Flertei entre imaginar como seria a rotina de um guarda do campo e um prisioneiro. Na prática, por certo, nenhuma das perspectivas foram agradáveis.

Deve ter sido um período obscuro, movidos pela incerteza…

Sob o ponto de vista de um guarda do campo, por mais que sua visão ideológica permitisse aceitar que aqueles prisioneiros eram inferiores, ainda assim, era preciso conviver com a realidade de que pessoas morriam diariamente. Era preciso viver com a imagem de pessoas desnutridas e doentes, indo e vindo nas áreas do campo. Aquilo era o dia a dia.

O que pensava um prisioneiro? Havia esperança de sair com vida? Viver um dia após o outro? Desesperança? Como se levantar e encarar aquela realidade? Não tinha recreação, era mal-nutrido e o futuro era incerto…

Imagens do Museu do Holocausto – Auschwitz

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