Os condenados de Nuremberg foram os nazistas e colaboradores sentenciados  numa série de tribunais militares, organizados pelos Aliados, após o término da Segunda Guerra Mundial.

Os julgamentos ficaram a cargo de um Tribunal Militar Internacional na cidade de Nuremberg, na Alemanha, entre 20 de novembro de 1945 e 1º de outubro de 1946.

Aqui destacamos os condenados mais conhecidos e que serviram de base para outras condenações posteriormente.

As acusações foram lidas no dia 20 de Novembro de 1945, sendo 24 acusados, com 21 indo a julgamento.

Confira abaixo a lista dos Condenados em Nuremberg:

  • Robert Ley cometeu suicídio antes de o julgamento iniciar;

(1890-1945): Chefe da Frente de Trabalho Alemã, de 1933 a 1945. Cometeu suicídio enquanto aguardava julgamento em Nuremberg por crimes de guerra. Indiciado, mas não absolvido, nem considerado culpado porque o julgamento não aconteceu. Em tese, não foi um dos Condenados de Nuremberg.

  • Gustav Krupp foi considerado muito debilitado para comparecer em tribunal;

Gustav Krupp von Bohlen und Halbach (1870 — 1950) diplomata e empresário alemão. Foi diretor da indústria Krupp AG, de 1909 a 1941. Foi processado no Tribunal de Nuremberg por praticar escravidão durante a Segunda Guerra Mundial. Não foi condenado, pois na época do julgamento foi considerado incapaz de responder por seus atos. Também não incluiu a lista dos Condenados em Nuremberg.

  • Martin Bormann estava desaparecido e foi julgado à revelia (sentenciado à pena capital).

Martin Bormann (1900 – 1945) oficial de destaque no Regime Nazista, chefe da Parteikanzlei (Chancelaria do Partido Nazista). Acumulou um poder muito significativo no Terceiro Reich ao usar a sua posição de secretário privado de Adolf Hitler para controlar o fluxo de informação e acesso ao Führer. O único culpado à revelia na lista dos Condenados em Nuremberg.

Condenados de Nuremberg – Os acusados presentes

Cada um dos acusados foi condenado sob uma ou mais das seguintes acusações:

  1. Conspiração e atos deliberados de agressão;
  2. Crimes contra a paz;
  3. Crimes de guerra
  4. Crimes contra a humanidade.

No dia 1 de Outubro de 1946, foi lido o veredito: 12 dos acusados sentenciados à morte, 3 sentenciados à prisão perpétua, 4 sentenciados com prisão entre 10 e 20 anos, e 3 foram absolvidos.

Hermann Goering – Marechal do Reich

Hermann Wilhelm Göring – (1893 – 1946), Segundo no comando da Alemanha Nazista. militar alemão, político e líder do Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães (NSDAP). Veterano da Primeira Guerra Mundial, em que participou como piloto de aeronaves, atingindo o estatuto de Ás da aviação, recebeu a cobiçada condecoração Pour le Mérite. Foi o último comandante da unidade Jagdgeschwader 1, anteriormente comandada por Manfred von Richthofen, “o Barão Vermelho”.

Acusações: 

  1. Conspiração e atos deliberados de agressão;
  2. Crimes contra a paz;
  3. Crimes de guerra
  4. Crimes contra a humanidade;

Declaração de defesa
“Os campos de concentração, as detenções e a repressão não são criações do nazismo, mas necessidades políticas. Todas as nossas ações militares eram fundamentadas na necessidade de espaço vital. Compreendo que países que ocupam 3/4 do Planeta não compreendam, facilmente, esta necessidade alemã.”

Sentença
Sentenciado à Forca- Suicidou-se na noite anterior à execução. Seu corpo, numa atitude macabra, foi erguido na forca, ao lado de todos os enforcados.

 

Rudolf Hess – Vice-führer

Rudolf Walter Richard Hess (1894 – 1987), político de destaque da Alemanha Nazi. Nomeado Delegado do Führer por Adolf Hitler em 1933, prestou serviço neste cargo até 1941, quando viajou de avião, sozinho, para a Escócia, numa tentativa de negociar a paz com o Reino Unido durante a Segunda Guerra Mundial. Único com prisão perpétua na lista de Condenados em Nuremberg.

Acusações: 

  1. Conspiração e atos deliberados de agressão;
  2. Crimes contra a paz;
  3. Crimes de guerra
  4. Crimes contra a humanidade;

Declaração de defesa
“Não estou louco, a minha cabeça ainda funciona. Quero deixar bem claro que reconheço a minha responsabilidade em todos os atos que pratiquei e autorizei. A minha opinião de princípio é de que este Tribunal não tem competência.”

Sentença
Sentenciado à Prisão Perpétua – Foi o último prisioneiro da prisão especial para criminosos de guerra, em Spandau até a sua morte no dia 17 de Agosto de 1987.

Joachim von Ribbentrop – Ministro dos Negócios Estrangeiros do Reich

Ulrich Friedrich Wilhelm Joachim von Ribbentrop (1893 — 1946) ministro de Relações Exteriores da Alemanha Nazista entre 1938 e 1945 e uma das principais e influentes figuras do Terceiro Reich de Adolf Hitler. Foi também um dos líderes nazistas acusado de crimes contra a humanidade pelo Tribunal de Nuremberg, condenado à morte e enforcado após a derrota e rendição alemã na Segunda Guerra Mundial.

Acusações: 

  1. Conspiração e atos deliberados de agressão;
  2. Crimes contra a paz;

Declaração de defesa
“Como ministro dos Negócios Estrangeiros devia seguir as normas ditadas por Hitler. Considero-me inocente em todas as acusações.”

Sentença
Sentenciado à Forca. Enforcado a 16 de Outubro de 1946.

Wilhelm Keitel – General, chefe do Oberkommando der Wehrmacht

Wilhelm Bodewin Johann Gustav Keitel (1882 — 1946, Nuremberg) Marechal de Campo do exército alemão (Generalfeldmarschall) durante a Segunda Guerra Mundial, chefe do comando supremo das Forças Armadas após 1938 e conselheiro militar de Adolf Hitler.

Acusações: 

  1. Conspiração e atos deliberados de agressão;
  2. Crimes contra a paz;
  3. Crimes de guerra
  4. Crimes contra a humanidade;

Declaração de defesa
“Defendo-me com a obrigação, comum a qualquer militar, de obediência às ordens dos superiores.”

Sentença
Sentenciado à Forca. Enforcado a 16 de Outubro de 1946

Ernst Kaltenbrunner – Chefe do Reichssicherheitshauptamt

Ernst Kaltenbrunner (1903 – 1946) foi um oficial integrante da alta cúpula da Alemanha Nazista e maior patente sobrevivente da SS julgada em Nuremberg. Substituto de Reinhard Heydrich – general da SS assassinado num atentado em Praga, Tchecoslováquia, em 1942, durante a II Guerra Mundial – foi por dois anos presidente da Interpol e no comando do RSHA,[1] órgão que comandava a Kripo, Gestapo, SD e a polícia do III Reich, usou os mesmos métodos do antecessor e manteve a terrível imagem da sua instituição, através de fuzilamentos sumários e outras brutalidades em toda a Europa ocupada.

Acusações: 

  1. Crimes de guerra
  2. Crimes contra a humanidade;

Declaração de defesa
“A primeira vez que tive ciência de Auschwitz foi em Novembro de 1943. Disseram-me que era um campo de internato. Até Fevereiro ou Março de 1944, Himmler jamais admitiu que naquele ‘lager’ se cometiam as chacinas. Eu deixei bem claro o meu protesto.”

Sentença
Sentenciado à Forca. Enforcado a 16 de Outubro de 1946.

Alfred Rosenberg – Ministro dos Territórios Ocupados de Leste

Alfred Rosenberg (1893 — 1946) político e escritor alemão, sendo o principal teórico do nacional-socialismo, sintetizado na obra O Mito do Século XX (Der Mythus des zwanzigsten Jahrhunderts, 1930). Conselheiro de Adolf Hitler, chegando a ser ministro encarregado dos territórios da Europa Oriental, em 1941, onde deportou e exterminou centenas de milhares de pessoas, principalmente judeus.

Acusações: 

  1. Conspiração e atos deliberados de agressão;
  2. Crimes contra a paz;
  3. Crimes de guerra
  4. Crimes contra a humanidade;

Declaração de defesa
Considerava as execuções como um fato comum em situações de guerra generalizada. O próprio comando da Wermacht, à semelhança dos meios de comunicação, noticiava o fuzilamento de reféns. Não se pode excluir que, de acordo com as normas jurídicas e numa situação de guerra, estes fatos possam ser considerados como uma represália lícita.”

Sentença
Sentenciado à Forca. Enforcado a 16 de Outubro de 1946.

Hans Frank – Governador Geral da Polônia ocupada

Hans Michael Frank (1900 – 1946) advogado e político Alemão, filiado ao Partido Nazista, que servia diretamente ao ditador Adolf Hitler. Após a Invasão da Polônia, em 1939, Frank se tornou o jurista-chefe e comandante do Governo Geral, o órgão nazista que administrava o território polonês. Durante o período da Segunda Guerra Mundial (1939–45) em que ficou a frente do Governo Geral, ele foi um dos principais arquitetos do reinado de terror imposto a Polônia, responsável pela deportação, trabalho escravo e execução de milhares de poloneses, a maioria judeus.

Acusações: 

  1. Crimes de guerra
  2. Crimes contra a humanidade;

Declaração de defesa
“À luz dos atuais debates e depois de ter lançado um último olhar sobre tantos horrores indescritíveis, do mais fundo do meu coração, que levo em mim um profundo sentimento de culpa.”

Sentença
Sentenciado à Forca. Enforcado a 16 de Outubro de 1946.

Wilhelm Frick – Ministro do Interior

Wilhelm Frick (1877 — 1946) político nazista, ministro do Interior do Terceiro Reich, julgado e condenado à morte por crimes de guerra pelo Tribunal de Nuremberg. Em 1923, participou do Putsch de Munique junto com Adolf Hitler e foi um dos presos na rebelião, julgado e condenado por traição em 1924.

Acusações: 

  1. Crimes contra a paz;
  2. Crimes de guerra
  3. Crimes contra a humanidade;

Declaração de defesa
“Cumpri o meu dever de funcionário do Estado. Se me condenam a mim teriam, então, que condenar milhares de outros funcionários.”

Sentença
Sentenciado à Forca. Enforcado a 16 de Outubro de 1946.

Julius Streicher – Editor do jornal Der Sturmer

Julius Streicher (1885 — 1946) professor e editor alemão, proeminente oficial nazi antes e durante a Segunda Guerra Mundial. Ele publicava o jornal nazista “Der Stürmer”, o qual se tornaria parte da máquina de propaganda nazista. Chegou mesmo a publicar livros infantis anti-semitas, incluindo um chamado Der Giftpilz (O cogumelo venenoso). Last words: “Purimfest 1946”!

Acusações: 

  1. Crimes contra a humanidade;

Declaração de defesa
“Tenho a consciência de afirmar que, indiretamente, contribuí para a elaboração do projeto das leis de Nuremberg.”

Sentença
Sentenciado à Forca. Enforcado a 16 de Outubro de 1946.

Walther Funk – Ministro da Economia e presidente do Reichsbank

Walther Emanuel Funk (1890 — 1960 ) jornalista alemão. No período do Nazismo foi Ministro da Economia e presidente do Banco do Reich.

Acusações: 

  1. Crimes contra a paz;
  2. Crimes de guerra
  3. Crimes contra a humanidade;

Declaração de defesa
“A liquidação econômica dos judeus foi obra minha. Nesse momento devia ter apresentado a demissão. Sou culpado, confesso-me culpado!”

Sentença
Sentenciado à Prisão Perpétua. Libertado devido a doença a 16 de Maio de 1957. Morreu em 1960.

Karl Doenitz – Almirante comandante-chefe da Marinha, 1943-45. Chanceler, 1945

Karl Dönitz (1891 — 1980) militar e político alemão, comandante da Kriegsmarine, a marinha alemã, e presidente do seu país durante 23 dias após a morte de Adolf Hitler, conhecido principalmente por ter assinado a rendição incondicional da Alemanha Nazi na Segunda Guerra Mundial.

Acusações: 

  1. Crimes contra a paz;
  2. Crimes de guerra

Declaração de defesa
“Considero limpa a forma como decorreram as ações de guerra executadas pelos submarinos alemães, acreditando que agi sempre de acordo com a minha consciência enquanto comandante supremo da Marinha e como último chefe de Estado.”

Sentença
Sentenciado a 10 Anos de Prisão. Libertado a 1 de Outubro de 1956 depois de ter cumprido a pena e morreu a 24 de Dezembro de 1980.

Fritz Sauckel – Plenipotenciário da Colocação de Trabalhadores

Ernst Friedrich Christoph Sauckel (1891 – 1946) Plenipotenciário Geral para o Emprego de Trabalhadores do III Reich, um criminoso de guerra nazista julgado e condenado à morte pelo Tribunal de Nuremberg, por organizar o emprego sistemático em trabalho escravo de milhões de homens e meninos dos países da Europa ocupada durante a II Guerra Mundial.

Acusações: 

  1. Crimes contra a paz;
  2. Crimes contra a humanidade;

Declaração de defesa
“Os cinco milhões de trabalhadores deportados para o Reich agiram de sua livre vontade, escolhendo partir para a Alemanha.”

Sentença
Sentenciado à Forca. Enforcado dia 16 de Outubro de 1946.

Alfred Jodl – Chefe de Operações do Oberkommando der Wehrmacht

Alfred Josef Ferdinand Jodl (1890 – N1946) oficial militar alemão integrante da cúpula do governo nazista de Adolf Hitler.

Acusações: 

  1. Conspiração e atos deliberados de agressão;
  2. Crimes contra a paz;
  3. Crimes de guerra
  4. Crimes contra a humanidade;

Declaração de defesa
“Foi Hitler e não eu quem preparou a agressão contra a URSS.”

Sentença
Sentenciado à Forca. Enforcado a 16 de Outubro de 1946. Em 1953, um tribunal alemão considerou Jodl inocente de infringir a lei internacional.

Albert Speer – Ministro do Armamento e da Produção de Guerra – Arquiteto pessoal de Hitler

Berthold Konrad Hermann Albert Speer[1] (1905 – 1981) arquiteto-chefe e ministro do Armamento do Terceiro Reich. Conhecido como “O bom nazista”, ele assumiu todas as responsabilidades por seus atos cometidos durante o regime nazi nos Julgamentos de Nuremberg.

Acusações: 

  1. Crimes de guerra
  2. Crimes contra a humanidade;

Declaração de defesa
“De início, via o Führer como o único homem capaz de manter a coesão do povo alemão. Foi isso que me levou a segui-lo fielmente.”

Sentença
Sentenciado a 20 Anos de Prisão. Cumpriu a pena. Morreu a 1 de Setembro de 1981.

Konstantin von Neurath – Ministro dos Negócios Estrangeiros e Protetor do Reich de Boêmia e Moravia

Konstantin Freiherr von Neurath (1873 — 1956) diplomata alemão, Ministro das Relações Exteriores da Alemanha Nazista (1932-1938) e Reichsprotektor (Governador) da Boêmia e Morávia (1939-1941).

Acusações: 

  1. Conspiração e atos deliberados de agressão;
  2. Crimes contra a paz;
  3. Crimes de guerra
  4. Crimes contra a humanidade;

Declaração de defesa
“Sempre tive medo que, de um momento para o outro, me acontecesse qualquer coisa pelo fato de me manifestar contra Hitler.”

Sentença
Sentenciado a 15 Anos de Prisão. Libertado em 1953 devido a doença e morreu a 14 de Agosto de 1956.

Erich Raeder – Comandante Supremo da Kriegsmarine (1928-1943)

Erich Johann Albert Raeder (1876 — 1960) líder naval da Alemanha antes e durante a Segunda Guerra Mundial e o primeiro oficial da marinha a receber a patente de Grande Almirante (Großadmiral), a mais alta existente, desde Alfred von Tirpitz. Comandou a marinha alemã até 1943, quando foi substituído por Karl Dönitz.

Acusações: 

  1. Crimes contra a paz;
  2. Crimes de guerra
  3. Crimes contra a humanidade;

Declaração de defesa
“Não era possível ir ter com Hitler e apresentar um pedido de demissão. Isso seria considerado como um gesto de insubordinação. Por outro lado, considero-me suficientemente disciplinado para atuar dessa forma.”

Sentença
Sentenciado à Prisão Perpétua. Libertado em 1953 devido a doença em 26 de Setembro de 1955. Morreu a 6 de Novembro de 1960.

Balder von Schirach – Chefe da Hitlerjugend

Baldur Benedikt von Schirach (1907, Berlin – 1974) comandante da Hitlerjugend (Juventude Hitlerista) e Gauleiter de Viena. Schirach foi autor do texto de Vorwärts! Vorwärts! schmettern die hellen Fanfaren, principal hino da Juventude Hitlerista.

Acusações: 

  1. Crimes contra a humanidade;

Declaração de defesa
“Foi a mais monstruosa e satânica chacina da história do Mundo.”

Sentença
Sentenciado a 20 Anos de Prisão. Cumpriu a pena. Morreu a 8 de Agosto de 1974.

Franz von Papen – Embaixador da Turquia

Franz Joseph Hermann Michael Maria von Papen zu Köningen (1879 — 1969) Reichskanzler (Chanceler da República de Weimar), de 1 de junho de 1932 a 17 de novembro de 1932.

Acusações: 
– Nenhuma

Declaração de defesa
“O meu dever de patriota, por penosa que essa situação se revelasse, impunha-me continuar na diplomacia.”

Sentença
Absolvido. Em 1947, um tribunal de desnazificação alemão sentenciou Papen em 8 anos num campo de trabalho; ele foi absolvido depois de recurso quando já tinham decorridos dois anos. Morreu a 2 de Maio de 1969.

Arthur Seyss-Inquart – Ministro do Interior e Chanceler de Áustria

Arthur Seyss-Inquart (1892 – 1946) advogado e líder nazista, um dos articuladores da anexação da Áustria pela Alemanha nazista em 1938 (Anschluss) e Gauleiter da Holanda durante a Segunda Guerra Mundial.

Acusações: 

  1. Crimes contra a paz;
  2. Crimes de guerra
  3. Crimes contra a humanidade;

Declaração de defesa
“Hitler, Himmler, Bormann e Heydrich são os verdadeiros culpados dos crimes de que me acusam.”

Sentença
Sentenciado à Forca. Enforcado a 16 de Outubro de 1946.

Hans Fritzsche – Chefe da divisão de rádio do Ministério da Propaganda

Hans George Fritzsche, conhecido como Hans Fritzche (1900 – 1953) alto oficial nazista, segundo homem no Ministério da Propaganda (Propagandaministerium) do III Reich, abaixo de Joseph Goebbels.

Acusações: 
– Nenhuma

Declaração de defesa
“Nunca me filiei no partido em virtude de discordar do seu programa e dos princípios expostos no Mein Kampf. Sempre contestei os métodos brutais do partido.”

Sentença
Absolvido. Morreu a 27 de Setembro de 1953.

Hjalmar Schacht – Ministro da Economia

Hjalmar Horace Greeley Schacht (1877 — 1970) político e banqueiro alemão.

Acusações: 
– Nenhuma

Declaração de defesa
“Só sabia o que todos os alemães sabiam.”

Sentença
Absolvido. Morreu a 3 de Junho de 1970.

Condenados de Nuremberg – Execuções das penas

As sentenças à morte foram executadas por enforcamento. Os juízes franceses sugeriram o uso do fuzilamento para os condenados militares, por se tratar de um procedimento normal em tribunais de guerra militares, mas foi contradito por Biddle e pelos juízes soviéticos. Estes argumentaram que os oficiais militares não mereciam o fuzilamento – o que seria mais dignificante – pois violaram a ética militar.
Foi afirmado que Streicher tenha gritado “Heil Hitler!” na forca. Os condenados a prisão foram encarcerados na Prisão de Spandau.

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O cadafalso da forca, o destino final de alguns líderes nazistas

Condenados de Nuremberg – Resumo das Sentenças

Pena capital – Enforcados em 16 de Outubro de 1946.

  1. Hans Frank – Governador-geral da Polônia
  2. Wilhelm Frick – Ministro do Interior
  3. Alfred Jodl – Chefe de Operações do OKW (Oberkommando Der Wehrmacht)
  4. Ernst Kaltenbrunner – Chefe do RSHA e membro de maior escalão das SS vivo até então.
  5. Wilhelm Keitel – Chefe do OKW (Oberkommando Der Wehrmacht), conselheiro militar de Adolf Hitler
  6. Joachim von Ribbentrop – Ministro das Relações Exteriores
  7. Alfred Rosenberg – Ideólogo do racismo e Ministro do Reich para os Territórios Ocupados do Leste
  8. Fritz Sauckel – Diretor do programa de trabalho escravo
  9. Arthur Seyss-Inquart –  Líder da anexação da Áustria e Gauleiter (espécie de líder da província) da Holanda
  10. Julius Streicher – Chefe do jornal anti-semita Der Stürmer
  11. Hermann Göring – Comandante da Luftwaffe, Presidente do Reichstag e Ministro da Prússia. Suicidou-se na noite anterior, na cela em Nuremberg.
  12. Martin Bormann – Vice-líder do Partido Nazi e secretário particular do Führer – julgado a revelia, a confirmação de sua morte (suicídio em 1945) viria apenas em 1998.

Pena de prisão em regime fechado

  1. Karl Dönitz – Presidente da Alemanha (após o suicídio de Hitler) e comandante da Kriegsmarine (Marinha) – 10 anos
  2. Walther Funk –  Ministro de Economia – Perpétua
  3. Rudolf Hess – Vice-líder do Partido Nazi – Perpétua
  4. Konstantin von Neurath – Ministro das Relações Exteriores, Protetor da Boêmia e Morávia – 15 anos
  5. Erich Raeder – Comandante-chefe da Kriegsmarine – Perpétua
  6. Baldur von Schirach – Líder da Juventude Hitleriana – 20 anos
  7. Albert Speer – Líder nazi, arquiteto do regime e Ministro de Armamentos – 20 anos

Absolvidos

  1. Hans Fritzsche – Ajudante de Joseph Goebbels no Ministério da Propaganda
  2. Franz von Papen – Ministro e vice-chanceler
  3. Hjalmar Schacht – Presidente do Reichsbank (Banco Central alemão)

Não julgados

  1. Gustav Krupp – Industrial que usufruiu de trabalho escravo – Acusações canceladas por saúde debilitada

Referências:

  • EL-HAI, Jack. O Nazista e o Psiquiatra. São Paulo: Planeta, 2016. 
  • Trials of War Criminals Before the Nuernberg Military Tribunals Under Control Council Law No. 10. Disponível em: <https://www.loc.gov/rr/frd/Military_Law/NTs_war-criminals.html>
  • ROLAND, Paul. Os Julgamentos de Nuremberg. Os Nazistas e Seus Crimes Contra a Humanidade. São Paulo: MBOOKS, 2013

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