Adrenalina por matar…

“Era minha primeira patrulha com meu ME. Meu uniforme era novo, a pintura reluzia sob o sol e o motor rugia como um leão. Fazíamos a escolta de um avião de reconhecimento. Éramos em 4, 3 MEs e o nosso protegido. Mal sabíamos o que estava por vir.
Conversávamos sobre futilidades no rádio, já que nosso oficial era tão jovem quanto nós. De repente, escuto zunidos à minha esquerda. Era uma patrulha inimiga francesa. Meu oficial e o avião escaparam enquanto eu e meu ala fomos desviar a atenção.

Puxei meu avião para a esquerda, enquanto meu ala para a direita. 2 atrás dele e um atrás de mim. Meu inimigo continua atirando em mim. Inverto o avião de cabeça para baixo e faço um loop invertido. Meu alvo fica bem na minha frente, enquanto meu amigo e seus inimigos passam a uns 20 metros de mim, à minha direita. Atiro. 1 a menos. Meu ME começa a pegar o gosto da batalha, assim como eu. A adrenalina me sobe a cabeça e naquele momento, nada importa, a não ser abater meus inimigos. E é o que eu faço. Tento ficar atrás dos caças inimigos e atiro, até cair o 2° e o 3° com medo, escapa.
Voltando à base, penso que acabo de matar 2 pessoas que poderiam ser de minha família. Mas, também me ocorre o patriotismo e a força de vontade de lutar pelo que na época achava certo. Espero que vocês jovens nunca tenham de lutar em uma guerra.”
Fonte: Piloto alemão que não quis se identificar…

Ricardo Lavecchia

Desenhista, Ilustrador e pesquisador sobre a Segunda Guerra Mundial

Veja também

Lutas esquecidas #9: Duelo entre USS Buckley e o U-66

A Batalha do Atlântico foi travada com algumas das mais novas tecnologias, no entanto, em …

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *