Em todas as populações submetidas à ocupação nazista, muitos homens e mulheres trabalharam, com diferentes graus de aplicação, para favorecer e apoiar o projeto de Hitler de instaurar uma “nova ordem europeia”.

O termo “colaboracionista” tem um significado pejorativo, por indicar quem trabalha para o inimigo, quem adota um comportamento antipatriótico e trai seus compatriotas tramando na sombra. Os colaboracionistas não se consideravam vítimas, mas confraternizavam e faziam negócios com os opressores.

Depois da libertação, a população em geral os desprezou e seu desejo de vingança se manifestou também com rituais de degradação e humilhação física, muitas vezes dos próprios vizinhos, para forçá-los a mostrar sua culpa em público e excluí-los simbolicamente da comunidade.

No fim da guerra, os tribunais dos diversos países sancionaram legalmente a exclusão dos colaboracionistas da sociedade, punindo cerca de 130.000 pessoas na França, 100.000 na Bélgica e 110.000 na Holanda. Mas depois de poucos meses o rigor inicial começará a atenuar-se.

Fonte: História Ilustrada da II Guerra Mundial – Volume 3

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