Antônio PATROCÍNIO Fernandes, José B. de ARANTES Filho e Rodoval Cabral TRINDADE. Você sabe quem foram estes homens? E quanto a Waldemar Ferreira FIDALGO, José GOMES e Evilásio Rocha de ASSIS. Já ouviu falar deles?

Um dia foram gente como você, como seu pai, seu melhor amigo ou seu irmão. Quando comemoramos os sessenta anos do desembarque na Normandia, onde os aliados deram os passos decisivos para dizimarem as hostes nazifascistas que destroçaram a Europa e parte do mundo, bem que poderíamos evocar os nomes de algumas pessoas.

Laércio XAVIER de Mendonça, Ernecito José das CHAGAS e Durvalino do ESPÍRITO SANTO. Como será que eles eram? Sonharam em constituir famílias, em estudar Direito ou Medicina; será que jogaram futebol e gostaram de ir à praia nos fins-de-semana assim como nós gostamos?

Severino BARBOSA de Farias, José de MORAIS e Wilson R. BONFIM. Imagine essas pessoas sentadas à mesa carioca, encarando uma feijoada, bebendo caipirinha e comentando a última mazela da semana. Talvez programando um passeio para rever “as palmeiras onde canta o sabiá”.

Geraldo Baeta da CRUZ, José VARELA e Nelson A. FONSECA poderiam ser homens do campo, comendo seu feijãozinho com torresmo, criando galinhas e porcos, plantando arroz e colhendo batatas, mas não!

João GONÇALVES dos Santos, Ananias HOLANDA de Oliveira e Benevides VALENTE Pontes poderiam ser colegas de trabalho no escritório, preenchendo toda aquela papelada, bebendo cafezinho em canecas de louça e ajeitando suas gravatas sobre as camisas engomadas, mas não!

Francisco de CASTRO, Hortêncio da ROSA e Abílio dos PASSOS talvez estivessem clinicando em algum hospital, com seus aventais brancos e máscaras azuis, aplicando injeções com seringas de vidro e flertando com as enfermeiras de quadris generosos, mas não!

Alguns derrotistas diziam que era mais fácil uma cobra fumar do que José GRACILIANO C. da Silva, Francisco TAMBORIM e Rodrigo Leme da SILVA irem combater na Itália ou em qualquer outra parte junto aos seus companheiros, e que se Carlos COCO, FRANCISCO ALVES de Azevedo e Altino Martins da VITÓRIA desembarcassem naquela terra deflagrada, somente serviriam de buchas de canhão, mas também não!

Eles foram e o símbolo dos Pracinhas da Força Expedicionária Brasileira foi justamente a imagem da cobra fumando um cachimbo, demonstrando aos incrédulos como pode ser fácil lutar e morrer por uma Pátria, quando em seu coração você realmente tem uma. Foram poucos, é verdade, mas seus atos os transformaram em muitos.

Nenhuma mulher brasileira participou dos combates, mas milhares delas sucumbiram na guerra da saudade, da solidão e do medo.

Pintura a óleo "Os 17 de Abetaia" - Otton Arruda Lopes Exposto no Museu da FEB - Belo Horizonte, MG.

Ayres QUARESMA, José BRAVOS e AURÉLIO V. de Oliveira não puderam voltar para seus lares.

Alcebíades B. da CUNHA, José P. BARBOSA Filho e Achylles BRASIL nunca mais apareceram sorrindo para abraçar seus familiares e cumprimentar os amigos.

Para consolidarem a liberdade dos seus, ofereceram seus corpos em holocausto no campo minado de uma guerra necessária, mas cruel. Se eles foram heróis por opção ou porque as circunstâncias os obrigaram a tanto, quem é que sabe?

O que vale é o resultado final. A consciência de Pátria é como a honestidade, a nobreza de caráter e a vergonha na cara: só têm valor para aqueles que têm tais critérios registrados dentro de si próprios.

Você deve estar pensando: – Meu Deus, eu nunca vi tantos nomes num texto só! Qual a razão de tantos nomes? – É simples. São apenas 33 honrosas menções, um número até muito pequeno se levarmos em conta a soma de 465 compatriotas que sacrificaram a própria vida para que nossas liberdades constitucionais se mantivessem saudáveis.

O que aconteceu depois pouco importa. Mas associe este número à idade que contava aquele que morreu com a intenção de salvar nossas almas e daí a História fará sentido.

Finalmente, se você estiver chateado por ter lido tantos nomes, dê uma olhada em sua Carteira de Identidade e leia seu próprio nome. Depois, lembre-se de que talvez nem mesmo você existisse sem o patriotismo febril dos homens cujos nomes você tanto se cansou de ler.

Você percebeu que todos eles têm em destaque alguma coisa que lembra singelamente o Brasil?

AQUI TAMBÉM VOCÊS NÃO FORAM NEM JAMAIS SERÃO ESQUECIDOS…

ROBERTO DE LACERDA – Cronista
robertoceci@uol.com.br


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Comentários

  1. Ótimo texto! Parabéns! E para quem quiser saber mais sobre os feitos heróicos desses homens, tem o DVD “A Cobra Fumou” – http://www.popmidia.com.br

  2. Esses bravos Brasileiros nunca serão esquecidos!

  3. FOI UMA IMENSA HONRA PARA MIM VER MEU TEXTO PUBLICADO NESTE “SITE”, ALÉM DA GRATA ALEGRIA POR TER HOMENAGEADO NOSSOS GRANDES HERÓIS DA SEGUNDA GUERRA MUNDIAL.
    CORDIAIS ABRAÇOS A TODOS
    SÃO PAULO – CAPITAL – TELEFONE: (11) 3101.7709

    1. Nós que agradecemos por um texto fantástico como esse, Roberto!
      Obrigado!!

  4. Eu queria que os brasileiros de hoje tivece a mesma tempera da
    turma de Homens que la estiverao .

    Bravura e coragem aqueles Homens bravo.

  5. Não há o que comentar! Sinta-se aplaudido de pé, caro Roberto

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