Montgomery

Marechal Britânico Montgomery

Em 07 de abril de 1944. Um ensaio geral da operação Overlord acontece no QG de Montgomery. Assistem a ele os comandantes das três armas. Sobre o piso de um grande salão encontra-se estendido um mapa, de vários metros de comprimento, em relevo, que reproduz fielmente cada um dos acidentes da costa da Normandia. De pé, no meio do mapa, “como um gigante passeando por uma França [tooltip text=”Liliputiana” gravity=”nw”]relativo a Lilipute ou o habitante desta ilha imaginária do romance Viagens de Gulliver, do escritor inglês Jonathan Swift (1667-1745), onde os habitantes medem apenas 6 polegadas [/tooltip] está Montgomery. O chefe inglês assinala, um por um, os pontos determinados para a operação de desembarque e as rotas de acesso ao interior da França…

No assalto, duas divisões aerotransportadas, e duas transportadas por mar, dos Estados Unidos, seriam contrabalançadas pelas tropas inglesas sob as ordens de Dempsey, que consistiam numa divisão aerotransportada e três levadas por mar. Depois de firmar pé na costa da Normandia, o Primeiro Exército formaria uma linha, unindo as praias de Omaha e Utah e buscando contato com Dempsey à sua esquerda. Depois, enquanto o Primeiro Exército cortava a península de Cotentin para impedir que o inimigo reforçasse Cherburgo e conquistasse esse porto, o 2º Exército inglês se apoderaria do centro rodoviário em Caen no Dia D e ampliaria sua cabeça de praia até os planaltos, além dessa cidade. As tropas estadunidenses cercariam sobre a posição inglesa como um molinete, em direção a Paris. “Ao mover nossa linha, primeiro rumo ao sul e depois rumo ao leste, isolaríamos a península da Bretanha com seus portos ocupados pelo inimigo. O Terceiro Exército avançaria, então, dentro da Bretanha, para limpar essa península”.

Enquanto isso, o giro seria completado, até que a linha aliada desse frente para o leste rumo ao Sena, em um dispositivo de norte a sul, de 220 km. Seu flanco direito estaria cravado nas praias inglesas e o flanco esquerdo livre chegaria ao Loire. Dali, avançaria para o Sena, onde se previa que os alemães se defenderiam protegidos pelo rio.

Durante a batalha da Normandia, os exércitos ingleses e canadenses deveriam atrair sobre eles as reservas inimigas, de modo que estas se empenhassem no extremo leste da cabeça de praia aliada. Dessa maneira, ao mesmo tempo em que Montgomery enganava os alemães em Caen, os estadunidenses efetuariam o rompimento para avançar sobre Paris.

Do ponto de vista alemão, o ataque inglês contra Caen não podia ser encarado com leviandade. A distância em linha reta de Caen ao Sena era inferior a 80 km. Somente 195 km separavam Caen de Paris e 480 da linha Siegfried. Porém, motivo de maior preocupação para os alemães era a região além de Caen. Terreno aberto e ondulado formava um caminho ideal para o avanço dos tanques. Frente à necessidade de defender tão tentadora rota de avanço contra o Reich, mal se podia pensar que os alemães cometessem um erro acreditando que Montgomery buscaria efetuar um rompimento nos arredores de Caen.

E era precisamente isso o que os aliados desejavam.

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