Em outro artigo enviado por Sidney Dantas, uma notícia do Jornal Diário Mercantil de 1945, da cidade de Juiz de Fora em Minas Gerais. A notícia retrata o elogio ao então Primeiro Sargento Ivaldo Ribeiro Dantas (Posteriormente, Major Ivaldo), enviado pelo comandante de companhia ao Comandante do Batalhão onde Ivaldo serviu durante a campanha da FEB na Segunda Guerra Mundial.

A Notícia discorre sobre sua bravura em campo de batalha e sua indicação para promoção a Segundo Tenente.

Major Ivaldo, então, Primeiro Sargento, durante a campanha na Itália. ( no centro )

Elogiado Ivaldo Ribeiro Esteve à Altura das Missões que lhe Couberam

Entre os soldados que hon­raram o nome do Brasil nas lutas em solo italiano proje­ta-se o nome do primeiro sar­gento Ivaldo Ribeiro Dantas. Jovem radicado ha muitos anos em nossa cidade, residente á Avenida Getúlio Vargas, 764, Onde deixou sua esposa, Sra. Zizi (…) e três filhinhos. (…) José Carlos e Luiz Roberto, Ivaldo Dantas acaba de ser calorosamente elogiado.

Seu cunhado, Sr. Fábio Sil­va, forneceu-nos uma cópia do oficio que o comandante, da 8.a Companhia do 3.° ba­talhão do 12.° R. I., enviou ao comandante da referida uni­dade, elogiando o bravo sar­gento, o qual está assim redi­gido:

V.° Exercito — 1.a D. I. E. – 11 R. I. — IIIo Btl. — 8ª Cia. — P. C. em Casa de Chey, em 24 de março de 1945 – Do Cmt. da 8.a Cia. ao Sr. major comt. do Btl.

Tendo a 18/2 do corrente ano retornado ao exercício das funções normais o 1.° Sg. Ivaldo Ribeiro Dantas, que durante quase três meses co­mandou um dos Pelotões des­ta Cia., desempenhando sa­tisfatoriamente as funções de oficial subalterno, e que sem­pre esteve á altura das mis­sões que lhe couberam desde que esta Cia. foi empenhada, cumpre-me, separadamente louvá-lo pela atuação desen­volvida:

I — 29—XI—44 — Nas ope­rações de combate desse dia, demonstrou muita inteligência e iniciativa extraordinária, como auxiliar precioso que foi do comando. Em face da situação critica das transmissões da Cia. que se encontravam desde o inicio do ataque com seus fios telefônicos rotos pelo bombardeio, quando verificou que o “hand-talk” deste comando deixara de funcionar, ligou-se diretamente aos comandantes de Pels. e pessoalmente ao comandante do Btl., mantendo-o informado da situação da e Cia., até serem estabelecidas as ligações telefônicas entre a Cia. e o Btl. Atendida essa imperiosa necessidade, ajudou com o mesmo ardor a acionar o remuniciamento da Cia., mantendo-o num ritmo sempre crescente. A despeito de atingido pela ação do sopro de um projétil de Artilharia D      que o levantou do solo cerca de dois metros, continuou sem esmorecimento com notável tenacidade, no desempenho de suas funções.

II — 1º —XII-44 — No comando do Pelotão de Petrechos, portou-se á altura de sua missão quando o III.0 Pel. que se achava avançado do resto da Cia. em Falfare, foi ameaçado de envolvimento e obrigado a retirar-se para as posições ocupadas pelos depossue, acionando prontamen­te a tropa sob o seu comnando e quando, após energicamen­te rechaçado, o inimigo pare­cia retrair-se, avançou destemeresomente com dois ele­mentos do II.0 Pel. uns 150 metros á frente das posições, identificando pelos rastros deixados na neve a direção de retraimento possibilitando orientar-se melhor o tiro da Artilharia. Nessa noite o Sg. Ivaldo foi para a tropa de Montelouco o esteio moral da defesa.

IV — Em 18—11, ao ser subs­tituído durante o período de 80 dias que comandou este Pelotão demonstrou grande amplidão para o comando, portando-se sempre á altura da responsabilidade que lhe cabia, transmitindo aos seus subordinados por atitudes enérgicas e desassombradas, calma e confiança no cumpri­mento das missões que lhes eram impostas. Por três vezes, uma em apoio a um golpe de mão tentado sobre 928, fez patrulhamentos á frente, reafirmando em todas essas ações acentuado espirito mili­tar e excelente qualidades de chefe. O entusiasmo com que as praças do Pel. de Petrechos sempre lutaram sob suas ordens bem o define. Consi­dero-o possuidor de qualida­des morais e físicas que o tor­nam apto ao oficialato. — João Manoel de Faria Filho, Cap. Comandante”.

 

Recorte do Jornal Diário Mercantil de 1945, Juiz de Fora - MG

 

Fonte: Jornal Diário Mercantil, de Juiz de Fora /MG. Ano 1945

Material gentilmente enviado pelo Sr. Sidney Dantas de Souza, neto do Maj Ivaldo Ribeiro Dantas 

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