Sabres Polacos contra Tanques Alemães – A Realidade por trás da Invasão da Polônia

É comum lermos que a Polônia foi surpreendida pelos alemães sem que pudessem reagir. Que o país estava sem nenhuma preparação para uma guerra e que a tarefa alemã foi quase que um show ao divertimento de Hitler.

Porém este texto retirado de fontes polonesas narram as particularidades da Batalha de Mokra, uma das vitórias polacas frente ao poderoso exército alemão. Assim como traz uma luz sobre a passagem que narra a cavalaria se lançando contra tanques alemães.

De fato a Alemanha ganhou a guerra contra a Polônia com certa rapidez, mas nem tudo foi com simplicidade e tranquilidade como narrou a propaganda de guerra nazista.

Tropas alemãs avançando durante a Invasão da Polônia
Tropas alemãs avançando durante a Invasão da Polônia

A Batalha de Mokra

A Batalha de Mokra ocorreu no dia 1 de setembro de 1939 próximo da aldeia de Mokra, a noroeste de Czestochowa, na Polônia. Foi uma das primeiras batalhas da invasão da Polônia, da Segunda Guerra Mundial e uma das poucas vitórias polonesas da guerra.

Cavalaria Polonesa em Deslocamento
Cavalaria Polonesa em Deslocamento

De acordo com o regime de mobilização polonês, a principal tarefa do Exército de Łódź era assegurar a ligação entre a operação do Exército na Silésia e Cracóvia e do Exército de Poznań, defender Grande Polônia. Assim como cobrir a mobilização de um exército de reserva por trás das linhas polonesas. Então, o objetivo principal do exército era ganhar tempo, realizando ações que atrasasse o inimigo, permitindo a mobilização completa das demais forças.

A Brigada de Cavalaria Volhynian foi destinada para o norte da cidade de Kłobuck, ao longo da ferrovia de Czestochowa. Dois regimentos Ulanos – 19º e 21º, assim como o 4º Batalhão do 84º Regimento de Infantaria – estavam entrincheirados em ambas as extremidades de uma floresta ao redor da vila de Mokra, a oeste da linha norte-sul da linha ferroviária. Ao leste, o coronel Julian Filipowicz posicionou a reserva da brigada: 12º Regimento de Ulanos, 2º Regimento de Carabineiros Montados e 21º Batalhão Blindado.

A principal tarefa da brigada polonesa foi manter a ligação operacional entre a 7ª Divisão de Infantaria polonesa ao sul e o 30ª Divisão de Infantaria Polonesa ao norte.

A Batalha

No dia 1º de Setembro, as 05h00min, o 10º Grupo de Exército Alemão do Sul cruzaram a fronteira com a Polônia e iniciou a invasão desse país.

A 31ª Divisão de Infantaria Alemã, bem como a 1ª e 4ª Divisão Panzer cruzaram a fronteira no setor operacional da Brigada de Cavalaria Polonesa Volhynian. Após romper pequenos destacamentos da Guarda de Fronteiras e Defesa Nacional, as unidades alemãs invadiram as cidades de Krzepice e Starokrzepice, mesmo estas estando em frente às principais posições polonesas. E depois de capturá-las, os alemães destruíram ambas as cidades e expulsaram todos os habitantes em direção as linhas polonesas.

As unidades alemãs foram divididas em três grupos distintos de assalto.

  • A 1ª Divisão Panzer seguindo diretamente para a cidade de Kłobuck que era guarnecida pela 7ª Divisão de Infantaria Polonesa
  • A 4ª Divisão Panzer foi dividida em colunas norte e sul, cada uma tentando flanquear as posições em torno da cidade de Mokra.
  • Ao mesmo tempo, a Luftwaffe iniciou um pesado bombardeio nas posições polonesas – foram 15 bombardeios até ao final do dia, em cada um deles contendo entre 9 e 26 bombardeiros de cada um. Os principais aviões utilizados foram Junkers Ju 87 e bombardeiros de mergulho Stuka.

Às 06h30min os esquadrões de motociclistas fizeram reconhecimento do terreno e a 4ª Divisão Panzer fez contato com a 12ª companhia do 84º Regimento de Infantaria polonesa em Stanisław Radajewicz.

Logo depois, blindados alemães chegaram apoiados pela infantaria e supostamente usando civis como escudos humanos. No entanto, após vários disparos de ambos os lados, os blindados alemães perderam a orientação, o que permitiu os civis atravessarem as linhas polonesas com perdas insignificantes.

Avião da Luftwaffe Abatido pela Artilharia Polaca
Avião da Luftwaffe Abatido pela Artilharia Polaca

O ataque alemão foi renovado, pouco depois, mas foi repelido por fogo de metralhadoras pesadas. Dois tanquetes recuaram enquanto que a maioria dos motociclistas foram feitos prisioneiros.

A 4ª Divisão Panzer, então voltou a atenção ao 21º Regimento de Ulanos Poleneses, mais ao norte. Após rajadas curtas de artilharia e bombardeios aéreos, os tanques alemães tomaram a aldeia de Wilkowieck e rumaram para a vila de Mokra.

No entanto, o regimento alemão perdeu muitos cavalos e cerca de 5 carros de munições; as bombas na maior parte se perderam nas posições defensivas e os tanques avançando foram recebidos a 150 metros pelas bem posicionadas armas antitanque polonesa de 37 mm.

Depois que dois tanques foram destruídos, os demais tanques alemães recuaram 400 metros e começou a retaliar os poloneses com artilharia, porém após perderem mais dois tanquetes (um destruído e um imobilizado), as forças alemãs recuaram.

Ao mesmo tempo, a infantaria alemã foi deixada sozinha numa área plana, em frente das posições polonesas, sem qualquer cobertura. A infantaria alemã foi forçada a recuar sob um ataque polonês que causou grandes perdas e resultou em um número grande de prisioneiros.

As posições dos 19º Regimento de Ulanos foram atacadas as 08h00min por um grupo de assalto, composto de tanques, tanquetes, motociclistas e infantaria.

O grupo alemão, dividido em três colunas, avançava em direção à vila de Rębielice Szlacheckie, para flanquear o 21º Regimento do norte. No entanto, os alemães estavam aparentemente inconscientes das posições do 19º Regimento.

O grupo ocidental foi facilmente capturado na aldeia, enquanto o grupo central foi pego em uma emboscada polonesa próxima a floresta e tiveram de fugir do campo de batalha.

O terceiro grupo avançou ao longo das posições polonesas na floresta, completamente inconscientes das forças polonesas a centenas de metros de distância. Quando as metralhadoras polonesas e armas antitanque abriram fogo, o grupo foi praticamente aniquilado antes que pudesse reagir.

Blindado Alemão abatido na Batalha

No entanto, o flanco norte polonês foi ameaçado e os alemães descobriram as suas posições. Para combater a ameaça, o coronel Filipowicz ordenou ao 12º Regimento de Ulanos sob o comando de Andrzej Kuzcek – até então mantida em reserva – reforçar as posições do 19º Regimento. As unidades recém-chegadas estavam vigoradas, mas a batalha endureceu nas primeiras escaramuças no início da manhã, o que contribuiu seriamente contra o moral polonês.

 

Assalto

Às 10h00min os alemães começaram um ataque ao flanco norte, mas foram repelidos da maioria das posições com perdas significativas em ambos os lados. Quinze minutos depois, a 4ª Divisão Panzer repetiu o ataque, desta vez com o apoio de artilharia e cobertura aérea. O assalto foi planejado em três direções:

1. Para uma das posições do 19º Regimento e para o norte, a fim de flanquear a brigada
2. Rumo à aldeia de Mokra com cerca de 100 tanques e tanquetes
3. Rumo ao enfraquecido 4º Batalhão do 84º Regimento de Infantaria.

Sob a cobertura de fogo pesado, os tanques alemães conseguiram invadir a floresta e garantir uma estrada que conduz toda a linha ferroviária à vila de Izbiska Duże.

Às 10h30min o 4º Esquadrão do 19º Regimento Polonês foi atacado pela retaguarda e foi empurrado para fora da floresta. O ataque ameaçou os polacos com a separação dos 19º e 21º regimentos.

Cavalaria Polaca em Deslocamento

O Coronel Filipowicz ordenou o 19º Regimento a se retirar para o outro lado da linha férrea, mas o caminho já estava ocupado pelos tanques alemães e a unidade foi efetivamente cercada. No entanto, a defesa polonesa foi reforçada pela chegada do comboio blindado nº 53, que avançou pelo campo de batalha no momento em que os tanques alemães estavam atravessando a linha férrea. Ela parou no meio da coluna alemã e abriu fogo com todas as armas. A coluna alemã foi dispersa e recuada com grandes perdas, enquanto o 19º Regimento atravessou a linha ferroviária e abrigou-se atrás dos trens blindados. Embora tenha sofrido pesadas baixas, o regimento conseguiu reagrupar-se no outro lado.

Simultaneamente, um ataque contra as posições principais do 21º Regimento perto da aldeia de Mokra foi iniciado. Tanques alemães conseguiram flanquear o 4º Esquadrão do Regimento do Norte, ao mesmo tempo em que o atacava frontalmente. No final, os defensores poloneses foram empurrados para fora da floresta e um combate pesado na própria aldeia começou. Os alemães perderam 4 tanques para o 2º Batalhão de Artilharia Polonesa que disparava do outro lado da linha férrea, mas o 4º Batalhão estava em retiro, lutando por quase todas as casas da aldeia e sofrendo pesadas perdas. Mais uma vez o dia foi salvo pelo comboio blindado nº 53. Ele chegou à área a tempo e abriu fogo de uma distância de quase 2,5 km, além do alcance efetivo das armas dos tanques alemães da época. Além disso, o 12º Regimento de Ulanos se deslocaram para reforçar o 21º.

Contra-ataque e a “carga”

O 21º Batalhão de blindados sob o comando do major Stanisław Glinski, equipado principalmente com tanquetes TKS receberam ordens para contra-atacar a aldeia, junto com o esquadrão de cavalaria do Capitão Jerzy Hollak.

Tanquete TKS

No meio das nuvens de fumaça nas aldeias, as unidades polonesas foram parar acidentalmente no meio de uma coluna de tanques alemães. Embora os tanquetes poloneses não fossem páreo para os tanques alemães e a cavalaria fosse muito vulnerável ao fogo dos blindados, a confusão nas fileiras alemã impediu o comandante alemão de responder com rapidez suficiente.

As unidades polonesas conseguiram romper a coluna alemã com perdas desprezíveis e entrou na floresta ao noroeste de Mokra. Os tanques alemães perderam a orientação e retirou a coluna da vila, deixando-a novamente nas mãos dos poloneses. Os tanques retiraram-se para suas posições iniciais em Wilkowiecko, deixando a infantaria sem apoio para o assalto. Com isso as perdas alemãs foram altas e um grande número de tropas alemãs foi feitas prisioneiras.

Ao mesmo tempo, também às 10h00min, as posições do 4º Batalhão do 84º Regimento de Infantaria foram atacadas por um destacamento de infantaria mecanizada alemã. Após confrontos iniciais as tropas das 11ª e 12ª companhias bateram em retirada, se alojando mais ao fundo da floresta.

O Coronel Filipowicz ordenou ao 2º Regimento de Carabineiros Montados para contra-atacar e fortalecer as posições entre os 21º e 84º regimentos. Também a 10ª Companhia conseguiu empurrar o inimigo e retomar as posições perdidas apenas poucos minutos mais cedo.

Por volta de 12h00min os combates no centro e no sul das posições polonesas acabaram. Os combates na floresta, no flanco norte foram encerrados depois que o 19º Regimento se retirou com sucesso.

Lutas Finais

Às 12h15min cerca de 100 tanques alemães voltaram para a aldeia de Mokra. O assalto principal quebrou as linhas do 4º Esquadrão do 21º Regimento e os tanques conseguiram neutralizar os ninhos de artilharia, destruindo duas das armas, assim como romper a parte central da aldeia.

As casas foram incendiadas e o 21º Regimento conseguiu retirar para a linha férrea. Apenas bolsões isolados de resistência foram deixados na própria aldeia, o que causou muita confusão para os alemães.

A retirada do 21º Regimento permitiu que os alemães atacassem o 12º Regimento e o 2º Regimento. As perdas do 2º Regimento de Artilharia foram elevadas, já que a maioria dos canhões 75 mm não eram as melhores armas antitanque. A 2ª bateria perdeu todas as três armas de fogo e da HMG, enquanto a 5ª bateria perdeu duas armas. No entanto, os restantes das posições de artilharia foram cobertas com a fumaça da queima das casas – os alemães haviam incendiado – e estavam escondidas com sucesso.

Canhão de Artilharia Polaca - 75mm
Canhão de Artilharia Polaca – 75mm

Quando um grupo de tanques se aproximou da 1ª bateria, as armas polonesas abriram fogo contra os inimigos, destruindo 13 deles em questão de minutos. Isto permitiu aos polacos manter suas posições. Além disso, o 12º Regimento sob o comando de Andrzej Kuczek atacaram os tanques alemães pela retaguarda, a partir da floresta retomada ao noroeste da aldeia.

Apesar de ambos os lados terem sofrido pesadas baixas, os alemães se retiraram. Quando o assalto terminou, o 2º Batalhão de Artilharia foi retirado do campo de batalha devido a perdas e falta de munição.

Às 15h00min, os alemães repetiram o ataque frontal com fogo de artilharia pesada, bombardeios aéreos e quase 180 tanques vindos de Wilkowiecko. Simultaneamente, os ataques aos flancos poloneses.

O ataque frontal foi dirigido ao 2º Esquadrão do 12º Regimento (comandados por Stanisław Raczkowski), no centro da aldeia. Apesar da artilharia polonesa conseguir destruir muitos deles, os tanques alemão conseguiram romper novamente o cerco na aldeia.

O 4º esquadrão sob o comando de Feliks Pruszyński contra-atacou, mas os esquadrões estavam sob pressão constante próximo a linha férrea. O Coronel Filipowicz não tinha reservas e os tanques alemães foram se aproximando da linha ferroviária, enquanto a cavalaria polonesa estava sendo empurrado para trás com pesadas baixas. Logo o regimento perdeu contato com os demais.

Foto de 1919 mostra detalhes da frente do trem blindado que dava cobertura e abrigo aos poloneses durante a batalha de Mokra

Por causa da fumaça, a batalha se quebrou numa série de escaramuças diferentes nas florestas, na vila e ao longo dos trilhos. Todas as baterias foram retiradas da batalha. Isso deixou a situação do 12º Regimento complicada.

O 2º Regimento de Carabineiros Montados, a única unidade que ainda estava intacta e em contato com o comandante da brigada, foi direcionada à agressão a todo o custo a fim de reforçar o 12º Regimento e completar as fileiras da cavalaria e do 84ª Regimento no sul. Isso ajudou a defesa polonesa, mas apenas por um momento.

O Coronel Filipowicz ordenou aos tanquetes poloneses a neutralizar os tanques alemães na aldeia. Embora os tanquetes não fossem fornecidos com munição antitanque, no caos da batalha, conseguiram deter o avanço alemão por um momento. Depois de perder um tankette os poloneses se retiraram, mas conseguiu ganhar tempo suficiente para que os trens blindados retornassem à área.

Ao norte, as posições do 19º Regimento não contiveram os tanques e estes começaram a atravessar a estrada ferroviária perto de Izbiska. Quando os tanques alemães cruzaram a linha, os trens blindados chegaram e os atacou pela retaguarda. Enquanto as perdas em tanques eram limitadas, o pânico que se iniciou nas unidades alemãs resultou no abandono de muitos blindados por seus tripulantes, impossibilitados de conduzir pela via férrea – elevada cerca de dois metros acima do solo – e a passagem foi bloqueada por tankettes.

Ilustração mostra Trem blindado Polonês se em combate

Embora ambos os trens tenham sofrido algumas perdas e finalmente foram forçados a recuar, o pânico nas fileiras alemãs não foi interrompido. No meio da fumaça alguns dos tanques alemães começaram a disparar contra suas próprias posições, enquanto outros simplesmente recuaram para a posição inicial.

No sul a infantaria polonesa foi novamente empurrada mais profundamente na floresta, mas suas linhas não foram quebradas.

Às 17h00min a batalha termina.

Resultado

A 4ª Divisão Panzer alemã foi forçada a voltar para suas posições iniciais em Opatów e Wilkowiecko, e apenas o 12º Regimento de Schützen conseguiu chegar à estrada ferroviária que cruzam Izbiska. No entanto, ao saber que a 1ª Divisão Panzer havia conseguido tomar Kłobuck, as forças polonesas foram retiradas durante a noite até à aldeia de Łobodno situado a nordeste de Kłobuck e, em seguida para a segunda linha de defesa, cerca de 12 km para o leste.

Vítimas

As perdas de ambos os lados foram bastante elevadas. Os alemães perderam cerca de 800 homens (mortos, desaparecidos, capturados ou feridos graves), e entre 100 e 160 blindados (pelo menos 50 deles tanques).

A brigada polonesa teve 200 mortos e 300 feridos, bem como 300 cavalos e armas diversas.

O 2º Batalhão de Artilharia Montada perdeu quase 30% dos homens, o 21º Regimento – quase 25%, o 12º Regimento de Ulanos que foi utilizado como uma reserva perdeu 5 oficiais e 216 homens, entre mortos e feridos.

 

A Propaganda de Guerra

Para além de inúmeras batalhas e escaramuças em que as unidades de cavalaria polonesa usaram a tática de infantaria foi confirmada 16 cargas de cavalaria durante a guerra de 1939. Contrariamente à crença comum, a maioria delas foi bem sucedida.

A primeira delas, e talvez a mais conhecida, aconteceu no dia 1 de setembro de 1939, durante a Batalha de Krojanty. Durante a ação, os elementos do 18º Regimento de Ulanos avistaram um grande grupo de infantaria alemã descansando na floresta perto da aldeia de Krojanty. O Coronel Mastalerz decidiu tomar o inimigo de surpresa e ordenou imediatamente uma carga de cavalaria, uma tática da cavalaria polonesa raramente usada como arma principal. O ataque foi bem sucedido e a unidade de infantaria alemã foi dispersa.

No mesmo dia, os correspondentes de guerra alemães foram trazidos para o campo de batalha, juntamente com dois jornalistas da Itália. Eles viram o campo de batalha, os corpos de cavaleiros poloneses e seus cavalos, ao lado de tanques alemães que chegaram ao campo após o término dos conflitos.

Um dos correspondentes italiano enviou para casa um artigo, no qual ele descreveu a bravura e heroísmo dos soldados poloneses, que se lançava sobre os tanques alemães com seus sabres e lanças.

Outra possível fonte do mito é uma citação de memórias Heinz Guderian, na qual ele afirmava que a Brigada Pomeranian tinha se lançado sobre os tanques alemães com espadas e lanças.

Embora isso não tenha acontecido e não havia tanques durante esse combate, o mito foi espalhado pela propaganda alemã.

Com o fim da Segunda Guerra Mundial, a mesma fraude foi novamente divulgada pela propaganda soviética como um exemplo da estupidez dos comandantes poloneses e autoridades, que supostamente não havia preparado o país para a guerra e perdendo em vão o sangue de seus soldados.

Cavalaria polonesa de 1939

Com a eclosão da Guerra Defensiva Polonesa de 1939, as unidades de cavalaria polonesa foram organizadas em 11 brigadas de cavalaria, cada uma composta de 3 a 4 regimentos de cavalaria orgânica com artilharia, unidades de blindados e de infantaria.

Duas brigadas adicionais tinham sido recentemente convertidas em unidades blindadas e motorizadas, mas manteve suas tradições de cavalaria. Além disso, cada divisão de infantaria tinha um destacamento de cavalaria orgânica utilizados para reconhecimento.

Em contraste com o seu papel tradicional em conflitos armados do passado (mesmo na Guerra polaco-bolchevique), a cavalaria já não era vista como uma unidade capaz de romper as linhas inimigas. Em vez disso, foi utilizada como uma reserva móvel do exército polonês e estava usando principalmente táticas de infantaria: os soldados desmontados antes da batalha e lutando como um padrão (ainda rápido) de infantaria. Tecnicamente falando, em 1939, a Polônia tinha 11 brigadas de infantaria montada e não unidades de cavalaria como tal.

Embora os cavaleiros mantivessem seus sabres, depois de 1937, a lança foi descartada. Em vez disso, as unidades de cavalaria foram equipadas com armamentos modernos, incluindo canhões de 75 milímetros, tanquetes, canhões de 37 milímetros, canhões AA 40 milímetros, rifles antitanque e outras peças de armamento moderno.

Tanquetes TK3

Durante a campanha, as brigadas foram distribuídas entre o exército polonês e serviu como reserva móvel. Neste papel, a cavalaria polonesa provou ser uma medida bem sucedida no preenchimento das lacunas na frente e cobrindo a retirada das unidades amigável. Unidades de cavalaria polonês tomou parte na maioria das batalhas de 1939 e em várias ocasiões demonstrou ser a elite do exército polonês.

Referências:
http://www.cwk.grudziadz.pl/
http://www.1939.pl/

 

Andre Almeida

Ex-militar do exército, psicólogo e desenvolvedor na área de TI.Sou um entusiasta acerca da Segunda Guerra Mundial e criei o site em 2008, sob a expectativa de ilustrar que todo evento humano possui algo a ser refletido e aprendido.

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1 comentário

  1. Pela destruição não foi fácil para a Alemanha , nem a “poderosa” Luftwaffe teve essa facilidade que todos nós pensamos.
    Uma coisa interessante , não querendo defender os alemães , mas a Russia Stalinista atacou a Polônia com requintes de crueldade também e a historia oficial ou sites omitem a a traição da Russia nessa invasão que o ocidente omitiu, tantas outras coisas que ocidente se calou pelas barbaries de stalin . Hitler e Stalin são farinha do mesmo saco

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